Jair Bolsonaro
PEN estabelece prazo para Bolsonaro disputar a Presidência pelo partido
Política

Deputado federal tem até o dia 11 de dezembro próximo para decidir se oficializa ou não sua filiação na legenda

O Conselho Político do Partido Ecológico Nacional (PEN) abriu prazo, até dia 11 de dezembro próximo, para que qualquer um de seus filiados possa manifestar interesse em ser pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2018.

A medida foi tomada em reunião ocorrida quarta-feira 9, em Brasília, da qual participaram o presidente nacional do PEN, Adilson Barroso; o presidente do Conselho Político, deputado federal Walney Rocha (RJ); os deputados Erivelton Santana (BA), Rafael Favatto (ES), Raimundo Santos (PA) e Fred Costa (MG); o secretário geral Nilton Silva; e os deputados maranhenses César Pires e Júnior Marreca, e o presidente da legenda no Maranhão, Jota Pinto.

Com essa medida, os dirigentes do PEN querem forçar o deputado federal Jair Bolsonaro a oficializar ou não a sua filiação ao partido, já que ele havia manifestado o interesse de disputar o Palácio do Planalto no pleito do próprio ano pela legenda, mas até então ainda não se filiou.

“Essa expectativa de ingresso do Bolsonaro gerou uma situação de instabilidade no partido, já que foi acertado previamente que, como presidente de honra, ele teria plenos poderes para deliberar sobre as candidaturas do PEN no próximo ano”, informou César Pires.

Além de estabelecer prazo para a manifestação de filiados, os dirigentes do PEN decidiram que o pré-candidato só poderá falar em nome do partido depois que sua pré-candidatura for avaliada e aceita pelo Conselho Político.

“Esse Conselho reafirma o compromisso incondicional com o respeito democrático às instâncias do partido, respaldadas nos princípios e normas constitucionais”, diz a nota expedida ao final da reunião em Brasília.

Um novo encontro foi marcado para o dia 11 de dezembro, data em que haverá uma deliberação sobre a pré-candidatura do PEN ao Planalto.

Bolsonaro disputará a Presidência pelo partido de Marreca e Jota Pinto
Política

Legenda tem ainda em suas fileiras o deputado estadual César Pires. Entrada do presidenciável afasta partido de qualquer aliança com Flávio Dino

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pretende se filiar ao Partido Ecológico Nacional, o PEN, para disputar a Presidência da República nas eleições de 2018.

Com sua filiação, a legenda vai mudar de nome e deverá se chamar Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional), cujo ex-líder Enéas é admirado pelo parlamentar, ou Patriotas.

No Maranhão, o PEN tem entre os seus principais representantes o também deputado federal Júnior Marreca, o deputado estadual César Pires e o secretário municipal de Articulação Política da Prefeitura de São Luís, Jota Pinto — que é ainda o atual presidente da Executiva Estadual do partido.

De estatura microscópica, a legenda foi concebida a partir de uma dissidência do Partido Social Cristão, o PSC, vinculado à Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do país e do Maranhão.

Como a chegada de Bolsonaro deve garantir a entrada de uma leva de congressistas na sigla, no Maranhão, se não lançar candidato próprio à disputa majoritária, o PEN deverá caminhar no próximo ano com qualquer candidato ao Palácio dos Leões, menos o governador Flávio Dino (PCdoB), que tentará a reeleição — o potencial presidenciável é anticomunista aberto e não acredita na política de propaganda de Dino.

Na Assembleia Legislativa, inclusive, a proposta de emendas impositivas é do parlamentar da legenda, que pode finalmente acabar com o toma lá, dá cá imposto pelo governo.

Se não rezar a nova cartilha, Jota Pinto, que fez reunião recente para decidir os rumos do partido para 2018, deve ser tirado do comando do PEN no Maranhão.

Jair Bolsonaro confirma que será candidato à Presidência em 2018
Política

Parlamentar ainda comentou sobre a questão do armamento e defendeu que todo cidadão possa ter porte de arma de fogo

Gazeta do Povo

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) confirmou que tem a intenção de ser o próximo presidente do Brasil, com projeto político voltado para a direita. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) confirmou que tem a intenção de ser o próximo presidente do Brasil, com projeto político voltado para a direita. Ele participou na manhã desta sexta-feira (4) do 1.º Seminário das Guardas Municipais na Assembleia Legislativa, em Curitiba. Bolsonaro migrou, recentemente, do Partido Progressista (PP) para o Partido Social Cristão (PSC).

“Mudei de partido com a intenção de ser candidato a presidente. Hoje, as pesquisas me dão 2% de intenção de voto e como nunca fui candidato a nada no Executivo fico abaixo de outras pessoas. Minha posposta é completamente diferente. É uma proposta à direita”, revelou.

Bolsonaro ainda comentou sobre a questão do armamento e defendeu que todo cidadão possa ter porte de arma de fogo. “Eu defendo que o proprietário rural possa ter um fuzil na sua propriedade como cartão de visita aos marginais do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]. Só dessa forma podemos nos defender. Duvido que uma mulher armada seja estuprada por um canalha qualquer”, afirma.

O parlamentar carrega polêmicas, com muitos insultos, especialmente contra mulheres e homossexuais. Em uma entrevisa à Playboy, disse que seria “incapaz de amar um filho homossexual”. Em 2011, criticou o plano do Ministério da Educação (MEC) que pretendia incluir o combate à homofobia nos currículos escolares – ele chamou a ação de ‘kit gay’. Em 2014, o deputado federal discursou que não estupraria a parlamentar e ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário porque ela “não merece”.

Embates

Mesmo diante desses fatos, o deputado negou que tenha embates com mulheres ou homossexuais. “Um jornal de fim de mundo bota uma notinha dizendo que eu sou favorável que mulher ganhe menos que homem e isso vira uma bomba nacional. Você acha que eu seria hipócrita de falar isso aí ou defender uma proposta como essa? Mulher é igual a homem para mim em direitos trabalhistas”, disse, referindo-se a uma entrevista publicada em 2014 pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre.

Sobre as polêmicas com homossexuais, ele disse que a briga é em relação ao ensino. “Minha briga é com material escolar. Tenho certeza que você não admitiria que uma criança de seis anos aprender a ser gay na escola ou estimulado a isso ou fosse iniciado precocemente na vida sexual. Aí eu tenho que ir com as quatro patas em quem pensa dessa maneira”, afirma.

Recepção

Grupo de jovens exibe cartazes contra Jair Bolsonaro
Antonio More/Gazeta do Povo Voz do país ou gatos pingados? Grupo de jovens exibe cartazes contra Jair Bolsonaro

Bolsonaro foi recebido por uma multidão de simpatizantes no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na noite desta quinta-feira (3). Entre eles, o lutador de MMA, Wanderlei Silva, que inflamou quem estava no aeroporto ao declarar apoio ao deputado e agitar a bandeira do Brasil.

A recepção também foi efusiva no plenário da Assembleia, com aplausos e gritos de “mito”.

Contudo, havia cerca de 20 pessoas com cartazes protestando contra as posições de Bolsonaro. Ao ver a cena, o deputado sorriu de forma irônica e fez gestos com polegar direito com sinal negativo.

Durante os discursos, o grupo se desentendeu com os militantes que defendem o posicionamento de Bolsonaro. As pessoas que formavam o grupo contrário ao deputado federal foram xingadas de ‘vagabundas’, ‘vadias’, ‘maconheiros’, ‘lixo’ e ‘escória’. Após a confusão o grupo deixou as dependências da Assembleia e os manifestantes favoráveis a ele ovacionaram o deputado com aplausos e gritos de ‘mito’.