Eleições 2018
Noleto sai em defesa de contratos com empresas operadas por agiotas
Política

Construservice e Pactor Construções já receberam mais de R$ 121 milhões do governo Flávio Dino

O secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto, saiu em defesa das contratações firmadas pela sua pasta com pelo menos duas empresas operadas pelos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar: Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda e Pactor Construções e Empreendimentos Ltda.

Calado em solicitação de nota sobre as contratações, Noleto foi questionado pelo ATUAL7 num grupo de WhatsApp onde faz política. Percebendo que os participantes aguardavam por sua resposta, mas para não perder a pose, ele declarou que as contratações das empreiteiras operadas por DP e Gláucio preencheram os requisitos e trâmites legais.

“Se não houver impedimento Jurídico, o Estado não pode impedir de contratar quem preencha os requisitos e tenha se submetido aos trâmites legais. Isso é o que preconiza o Estado Democrático de Direito”, respondeu.

Isso mesmo!

Para o titular da Sinfra, as empresas apontadas pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como participantes da Máfia da Agiotagem agiram dentro da legalidade. Para Noleto, mesmo havendo as empresas sido alvo de operações, com seus bens bloqueados, maquinário e documentos apreendidos e seus laranjas e verdadeiros proprietários sido presos por mais de três vezes nos últimos três anos, não há impedimento algum contra elas.

Segundo o Portal da Transparência do Governo do Maranhão, nos pouco mais de mil dias do governo Flávio Dino, a Construservice e a Pactor já receberam mais de R$ 121 milhões dos cofres públicos do Estado. Dinheiro liberado por Clayton Noleto, que quer ser candidato a deputado federal pelo PCdoB, agora em 2018.

Dino toma PRB, PP, PTB, PR e DEM de Sarney e cria seu próprio clã
Política

Comunista abandonou o discurso de mudança e reestrutura para si o mesmo sistema oligárquico criado pelo ex-senador José Sarney

Quase três anos após assumir o comando do Palácio dos Leões e do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) começa a trocar, desavergonhadamente, a promessa de mudança e fim de velhas práticas da política e reestrutura para si o mesmo sistema oligárquico criado pelo ex-senador José Sarney (PMDB).

Para vencer as eleições de outubro de 2018, Dino abandonou o discurso ideológico de libertação e passou a lotear o Governo do Maranhão, negociando cargos abertamente, em troca de apoios de partidos e lideranças criadas pelo seu, diz ele, adversário político.

E o comunista já conta com um time de peso para se manter no poder.

Ao seu lado já estão o PRB, de Cléber Verde; o PTB, de Pedro Fernandes; e agora o PP, de André Fufuca. Nos próximos dias, devem oficializar a entrada o PR, de Josimar de Maranhãozinho; e o DEM, de Juscelino e Stênio Rezende.

Todos, raposas que dispensam qualquer apresentação devido ao tempo em que estão na política, aderiram e estão aderindo ao governo comunista em troca da indicação de aliados para pomposos e estratégicos cargos e comando de pastas.

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão, inclusive, é o famigerado deputado Rogério Cafeteira (PSB), que abandonou a antiga oligarquia em troca da função.

A estratégia do comunista é a mesma empregada por José Sarney, que, parido de Vitorino Freire, traiu o amigo de seu pai, o desembargador Sarney Costa, e tomou para si comando da política estadual, onde permaneceu por longos e longos anos.

Relembrando a história, antes de virar oposição, Flávio Dino cresceu acompanhando seu pai, Sálvio Dino, em ligação direta com José Sarney, de quem é amigo pessoal. O próprio partido do governador, o PCdoB, foi um dos muitos encastelados no governo Roseana, com cargos no primeiro e segundo escalão.

Talvez isso explique a história que conta-se nos bastidores de que Dino, quando criança, gostava de ir com o pai ao Palácio dos Leões visitar Sarney e, sentando-se no chão, acompanhava as conversas sobre política e economia. Sempre que instado por Sarney sobre não querer ir brincar, Flávio Dino, então, levantava-se e, sentando no colo do amigo do pai, com os olhinhos brilhando, respondia: “Tio, eu não quero fazer outra coisa. Gosto de ficar aqui vendo o senhor conversar, de aprender com o senhor. Tio, quando eu crescer, eu quero ser igualzinho o senhor”.

Há 1 ano, Portela e Marco Aurélio prometeram barrar avanço de agiotas no governo
Política

Promessa foi feita durante coletiva da Operação Imperador II. Empreiteiras operadas por Eduardo DP e Gláucio Alencar já faturaram R$ 121 milhões no governo Flávio Dino

Quase um ano e cinco meses depois de prometerem barrar o avanço dos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar no governo Flávio Dino, o secretário estadual de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, e o chefe do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, promotor Marco Aurélio Rodrigues, silenciam sobre o caso.

Ambos foram procurados pelo ATUAL7, na semana passada, para comentar a respeito da presença de DP agora até em palanque montado pelo Palácio dos Leões e sobre declarações dadas no auditório da SSP-MA, no dia 19 de maio de 2016, durante coletiva sobre a segunda etapa da Operação Imperador, a respeito da contratação da empresa Pactor Construções e Empreendimentos Ltda pelo governo comunista.

As declarações foram gravadas em vídeo. Numa delas, em tom de xerife, Portela chega a abrir espaço para ser cobrado sobre eventual investigação criminal contra a empreiteira operada pelos agiotas.

“Afirmo que qualquer crime, relacionado a pessoa física, relacionado a lavagem em relação a empresa de fachada, seja contra quem for, você pode anotar, publicar isso, e cobrar de nós amanhã (...) seja a quem for, haverá investigação criminal”, prometeu Portela, há quase 17 meses.

Não satisfeito com a resposta dada pelo secretário de Segurança Pública, o promotor Marco Aurélio fez questão de também prometer que agiria contra a empresa operada pelos agiotas. Segundo ele, o MP-MA já havia aberto uma linha de trabalho em conjunto com as receitas Federal e Estadual, e com a Controladoria Geral da União (CGU), para que fossem bloqueados todos os contratos da Pactor e de outras empresas de fachada com o poder público.

“Um empresa dessa atuava e atua em vários municípios. E para coibir esse tipo de coisa, nessas empresas de fachada utilizadas e operadas por esses criminosos, nós estamos fazendo agora um trabalho com a própria Receita Estadual, Receita federal e Controladoria Geral da União, pra identificar e, já de imediato, conseguir o bloqueio, para paralisar que essas empresas continuem sendo operadas”, afirmou o promotor.

Nessa segunda-feira 16, o ATUAL7 revelou que, alheias às declarações dos chefes da SSP e do Gaeco, pelo menos duas empresas operadas pelos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar, a Construservice C Empreendimentos e a própria Pactor, continuam faturando alto e já receberam mais de R$ 121 milhões do governo Flávio Dino.

Do montante, mais de R$ 64 milhões foram parar nas contas da Construservice, controlada por Eduardo DP. O restante, quase R$ 57 milhões foram destinados para a Pactor, comandada por Gláucio Alencar. O rastro da verba, segundo o levantamento, mostra que as empreiteiras vêm recebendo a bolada multimilionária para execução de obras pelo Mais Asfalto, programa denunciado recentemente pelo deputado Wellington do Curso (PP) à Polícia Federal, MPF, TCU e CGU exatamente pela malversação do dinheiro público.

Cópia de e-mail encaminhado ao Gaeco solicitando nota sobre declarações do promotor Marco Aurélio. Solicitação também foi feita à SSP
Atual7 Sem resposta Cópia de e-mail encaminhado ao Gaeco solicitando nota sobre declarações do promotor Marco Aurélio. Solicitação também foi feita à SSP

Pode ser apenas coincidência, e nada tenha a ver com os pagamentos que vêm sendo efetuados religiosamente às duas empresas, mas segundo declarou há pouco mais de uma semana o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, há um certo temor de que as eleições de 2018 no Maranhão sejam financiadas por organizações criminosas e agiotas.

“Eu temo muito pelo financiamento das eleições por organizações as mais diversas, inclusive as criminosas. (...) No Maranhão, nós acompanhamos a situação de agiotas financiando as eleições, com dinheiro que viria do PCC”, declarou o ministro.

PP entra no governo e assume Sedel, mas sem Wellington do Curso
Política

Aliança foi antecipada e acontece no momento em que o progressista vem denunciando Flávio Dino por malversão de recursos públicos

O governador Flávio Dino (PCdoB) passa a contar, a partir de agora, com mais uma legenda na base aliada: o Partido Progressista (PP).

Com a chegada da nova sigla, ao menos uma mudança já está garantida. Ela se dará na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Sedel), que passará a ser comandada por Hewerton Carlos Rodrigues Pereira, o Passarinho.

A informação foi confirmada pelo governo comunista, que já marcou a nomeação de Passarinho para a próxima segunda-feira 16, no auditório do Palácio dos Leões. Ele foi indicado pelo presidente estadual do PP, o deputado federal André Fufuca, que já havia dado abertura para os acenos do governo há alguns meses.

Prevista para acontecer somente no próximo mês, a entrada do PP na base comunista acabou sendo antecipada e acontece no momento em que um de suas principais lideranças no Maranhão, o deputado estadual Wellington do Curso, passou a denunciar possíveis malversação de recursos públicos federais do governo Flávio Dino ao Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), principalmente o dinheiro adquirido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Independente, Wellington vem dando dor de cabeça ao projeto de reeleição de Dino por meio de denúncias e críticas pontuais e responsáveis sobre o uso incorreto do dinheiro destinado aos programas Mais Asfalto e Escola Digna, além de apontar para a falsa transparência comunista com a coisa pública.

Como a chegada do PP para compor o governo representa mais uma movimentação de Flávio Dino para garantir força nas eleições de 2018, o partido deve ser chamado às pressas no Palácio dos Leões, quase que diariamente, para tentar controlar o parlamentar estadual progressista, mesmo sabendo que isso é algo impossível e que não tem como ser colocado no pacote de negociação.

Filiação ao PT garante a Lawrence Melo comando da MOB
Política

Ex-delegado-geral teve a ficha abonada recentemente pelo ex-presidente Lula. Partido emplacou também Terezinha Fernandes na Secretaria de Estado da Mulher

A filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) garantiu ao ex-delegado-geral da Polícia Civil no Maranhão, Lawrence Melo, a indicação para o comando da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB). Ele substitui José Artur Cabral Marques, que assumiu a presidência da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar).

O cargo foi entregue ao delegado de Polícia Civil — que teve sua ficha de filiação abonada, há pouco mais de um mês, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — após intensa negociação entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o presidente municipal do PT, vereador Honorato Fernandes, responsável pela entrada de Lawrence no partido.

Nos bastidores, a mudança no comando da MOB é apontada como parte do loteamento do governo em troca do fechamento antecipado de apoio ao projeto de reeleição do comunista, em 2018.

Além de Lawrence Melo, o PT garantiu também a nomeação da ex-deputada federal Terezinha Fernandes no comando da Secretaria de Estado da Mulher (Semu), em substituição a Laurinda Pinto.

Antes da entrega de pastas para Lawrence e Terezinha pela cota do PT, o partido já havia garantido o comando da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), com Francisco Gonçalves; da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), com Márcio Jardim; e um cargo de Assessor Especial do Governador, ocupado pelo presidente estadual da legenda, Augusto Lobato. Há ainda outros cargos de menor importância distribuídos a outros petistas no Executivo.

Flávio Dino tem a menor rejeição e Roseana Sarney a maior, diz Exata
Política

Pesquisa aponta também para a reeleição do comunista no primeiro turno

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem a menor rejeição entre os prováveis candidatos ao Palácio dos Leões em 2018, segundo aponta pesquisa do Instituto Exata.

De acordo com os números, a mais rejeitada é a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), com 46%. Atrás vem o senador Roberto Rocha (PSDB), com 35%; e a presidente do Podemos no Maranhão, Maura Jorge, com 30%. O comunista, segundo a Exata, tem apenas 23% de rejeição dos eleitores.

As demais opções, de votar em todos ou de não votar em nenhum dos nomes propostos marcou, respectivamente, 3% e 10%, cada.

A mesma pesquisa já havia apontado que, se as eleições fossem hoje, Dino seria reeleito no primeiro turno, com 60% da intenção de votos.

De acordo com o Jornal Pequeno, que encomendou e divulgou o levantamento, a Exata ouviu 1.420 eleitores, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem 95% de confiabilidade.

Governo aumenta orçamento da Casa Civil para R$ 130 milhões em 2018
Política

Valor é quase R$ 95 milhões a mais que o estimado para 2017. Comunicação também recebeu aumento

Proposta de Orçamento do Estado para 2018, ano de eleição, aumenta para R$ 130 milhões o valor destinado para a Casa Civil, comandada pelo ex-deputado estadual Marcelo Tavares (PSB).

O montante é quase R$ 95 milhões a mais do que o destinado para a pasta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício financeiro de 2017, ainda em execução.

Encaminhado para a Assembleia Legislativa na semana passada, o PLOA 2018 deve passar pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle, para ser votado em plenário, até dezembro próximo.

Como o Palácio dos Leões tem a maioria na Casa, a proposta deve ser aprovada na íntegra pelos deputados, em votação relâmpago.

Comunicação

No mesmo documento, também é especificado um aumento no Orçamento da Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, que saltou de R$ 58,9 milhões deste ano para R$ 61,9 milhões no ano do pleito eleitoral.

A pasta responsável pela propaganda e imagem do governo comunista é comanda pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry Barroso.

Jerry é pré-candidato a deputado federal, sendo apontado como um dos mais votados pela força que mantém no Executivo em razão de sua proximidade com o governador Flávio Dino (PCdoB).

10 deputados do MA votam a favor de fundo público de R$ 1,7 bilhão para campanhas
Política

Texto segue agora para sanção de Michel Temer. Matéria precisa ser sancionada até 7 de outubro para fazer valer na eleição de 2018

Com votos da maioria da bancada federal do Maranhão, a Câmara dos Deputados aprovou, entre a noite de quarta-feira 4 e a madrugada desta quinta-feira 5, o projeto de lei n.º 8.703/17, de autoria do Senado, que cria um fundo abastecido com recursos públicos para custear campanhas eleitorais.

Estimado em R$ 1,7 bilhão, o “Fundo Especial de Financiamento de Campanha Eleitoral” será composto por 30% das emendas impositivas de parlamentares, recurso originalmente destinado para obras e serviços nos estados; e pela compensação fiscal paga às emissoras de rádio e de TV pela veiculação da propaganda partidária obrigatória, que agora será extinta. O valor se somará aos cerca de R$ 1 bilhão do atual Fundo Partidário.

Inicialmente, a matéria foi aprovada por votação simbólica, mas um destaque proposto pelo PHS permitiu que o texto fosse votado nominalmente pelos deputados. Com a apreciação concluída e sem alterações no texto oriundo do Senado, o texto segue para sanção presidencial. Para estar em vigor nas próximas eleições, a matéria deve ser sancionada até 7 de outubro, um ano antes do pleito.

Pelo Maranhão, votaram a favor os deputados Alberto Filho (PMDB), André Fufuca (PP), Deoclides Macedo (PDT), Hildo Rocha (PMDB), José Reinaldo Tavares (PSB), Juscelino Filho (DEM), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Victor Mendes (PSD), Weverton Rocha (PDT) e Zé Carlos (PT).

Junior Marreca (PEN), Luana Costa (PSB) e Pedro Fernandes (PTB) votaram contra a criação do fundo.

Os deputados Aluísio Mendes (Podemos), Cléber Verde (PRB), Eliziane Gama (PPS), João Marcelo (PMDB) e Waldir Maranhão (Avante) estavam ausentes na votação.

Flávio Dino tem 32% de vantagem sobre Roseana Sarney, diz Exata
Política

Comunista aparece com 60% da intenção de votos contra 28% da ex-governadora

Levantamento do Instituto Exata, divulgado nesta quarta-feira 4 pelo Jornal Pequeno, aponta para uma vantagem de 32% do governador Flávio Dino (PCdoB), que vai para a reeleição, sobre a segunda colocada na pesquisa, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

De acordo com os números, Dino tem 60% contra 28% de Roseana. O senador Roberto Rocha (PSDB) aparece na terceira colocação, bem longe dos dois primeiros, com apenas 7%. Logo atrás vem a presidente do Podemos no Maranhão, Maura Jorge, com 5%.

Segundo o Jornal Pequeno, a Exata ouviu 1.420 eleitores maranhenses, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da rapidez na transcrição, tabulação e análise dos dados, o instituto de pesquisa afirma que o levantamento tem 95% de confiabilidade.

Cúpula da Segurança do MA entra na disputa para federal e estadual em 2018
Política

Jefferson Portela pretende concorrer para a Câmara dos Deputados. Frederico Pereira e Célio Roberto querem chegar à Assembleia Legislativa do Maranhão

Não é apenas quase todo o secretariado do governador Flávio Dino (PCdoB), de primeiro e de segundo escalão, que pretende entrar na disputa em 2018 pela Câmara Federal e pela Assembleia Legislativa do Maranhão.

Segundo o ATUAL7 apurou, parte da Cúpula da Segurança Pública estadual resolveu entrar na onda e também vai concorrer no pleito do próximo ano.

Até agora, estão no páreo o titular do coração do sistema, delegado Jefferson Portela (PCdoB); o comandante-geral da Polícia Militar, Cel. Frederico Pereira; e o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Cel. Célio Roberto.

O primeiro está na corrida para deputado federal e os outros dois para deputado estadual.

Os coroneis fecharam com Portela para federal, em troca da promessa de apoio aos dois para estadual.

Orçamento da Comunicação para 2018 sobe para R$ 61,9 milhões
Política

Valor é R$ 3 milhões maior que os R$ 58,9 milhões aprovados para 2017. PLOA foi encaminhada à AL-MA na semana passada

O orçamento da Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) para 2018, quando o governador Flávio Dino (PCdoB) tentará a reeleição, será de R$ 61,9 milhões.

O valor é R$ 3 milhões maior que os R$ 58,9 milhões aprovados para o ano de 2017, ainda em execução.

A informação está no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício financeiro do próximo ano, encaminhado à Assembleia Legislativa do Maranhão pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) na semana passada, e publicada no Diário Oficial da Casa dessa terça-feira 3.

A Secap é comandada pelo presidente estadual do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry Barroso. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Antes de ser votado em Plenário, o que deve ocorrer até dezembro próximo, o PLOA deve passar primeiro pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa. Como o governo tem a maioria, o projeto deve ser aprovado em sua íntegra.

PSDB diz que filiação de Roberto Rocha corrige distorção de alianças no MA
Política

Posicionamento do partido atinge a esperança que Carlos Brandão e Flávio Dino nutrem por reeditar no próximo ano a aliança de 2014 entre tucanos e comunistas

O senador Roberto Rocha (MA) retorna, nesta quarta-feira 4, aos quadros do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), após cerca de seis anos em que deixou a legenda por divergências internas.

Na página oficial do partido, o PSDB diz que a filiação do parlamentar maranhense qualifica ainda mais a bancada da legenda no Senado e corrige a distorção das atuais alianças políticas no estado. “A filiação dele qualifica ainda mais a bancada do PSDB no Senado e corrige uma distorção no quadro atual de alianças políticas no Maranhão”, diz o comunicado do PSDB em seu site oficial.

A declaração atinge em cheio o resquício de esperança nutrida pelo vice-governador Carlos Brandão e do governador Flávio Dino (PCdoB) em reeditar a aliança frankenstein de 2014, quando o comunista pediu votos pra Dilma Rousseff, mas deu palanque para Aécio Neves.

A filiação de Roberto Rocha está programada para acontecer às 15 horas, e será realizada no gabinete do próprio senador, em Brasília, com a presença do presidente nacional do partido, Tasso Jereissati (CE), além de senadores e deputados federais. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também confirmaram presença.

De volta ao partido, Rocha deve disputar o Palácio dos Leões em 2018 como tucano, inclusive com o apoio do leque de legendas que conquistou para Dino em 2014.

Flávio Dino perde prestígio e deixa de ser prioridade no PCdoB
Política

Comunista perdeu o respeito eleitoral do próprio partido após Escutec apontar que ele é derrotado por Roseana Sarney em intenção de votos

O governador Flávio Dino perdeu o prestígio dentro da própria legenda, o PCdoB, e deixou de ser a prioridade nacional comunista. Primeiro e único governador eleito pela legenda, Dino era apontado pelos camaradas do partido, até outro dia, como nome absoluto para a Presidência da República.

A ascensão do governador do Maranhão para o Palácio dos Planalto, agora em 2018, segundo essas lideranças, se daria por razão das acusações que pesam contra ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Numa delas, inclusive, Lula já está condenado a nove anos e meio de cadeia.

O nome de Flávio Dino estava no páreo pela esquerda não por competência administrativa do comunista, mas em razão dele haver se posicionado fervorosamente a favor da ex-presidente Dilma Rousseff, quando do impeachment da petista, e do próprio Lula, no que diz respeito à Lava Jato.

Contudo, apesar da forte campanha midiática em torno do nome do comunista, pesquisa recente do Instituto Escutec aponta que, se Dino tentar a reeleição no Maranhão tendo como adversária a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), ele perde em intenção de votos para a peemedebista em todos os cenários possíveis.

Sem prestígio e de votos insuficientes no próprio estado, Flávio Dino passa agora a ver apenas os nomes dos camaradas Vanessa Grazziotin, Jandira Feghali, Manuela D'Ávila e até de Orlando Silva na disputa pela indicação do PCdoB para a Presidência.

“Repõe a verdade”, diz Adriano sobre desmonte de acusação contra Roseana
Política

Ministério da Integração Nacional desmentiu a informação de que uma auditoria havia detectado o desvio de dinheiro público na gestão da ex-governadora

O deputado Adriano Sarney (PV) aproveitou a sessão legislativa desta quarta-feira 20 para comentar sobre a informação que de uma auditoria do Ministério da Integração Nacional teria apontado para desvios de recursos públicos, na ordem de R$ 18 milhões, destinado para vítimas de enchentes, pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), sua tia.

O alarde contou até com publicação do governador Flávio Dino (PCdoB) nas redes sociais, mas foi desmentido no início desta semana pelo titular da pasta, Helder Barbalho, em documento oficial.

Segundo ofício endereçado à Roseana, que solicitou a informação após a disseminação do boato, o processo que culminou com a liberação de cerca de R$ 35 milhões para execução de obras e ações emergenciais no Maranhão, no ano de 2009, após enchentes que atingiram 68 municípios, nunca passou por qualquer auditoria da pasta.

“Esclareço não ter sido o referido processo objeto de auditoria, nem constatar qualquer irregularidade a pessoa de Vossa Senhoria quando no exercício do cargo de Governadora do Estado do Maranhão”, diz Barbalho no documento.

Para Adriano Sarney, o uso da falsa notícia é uma tentativa de estancar o avançando da ex-governadora na preferência do eleitorado maranhense. “Isso é uma mentira do governo comunista que inventou uma denúncia contra a ex-governadora Roseana, e o ofício do Ministério da Integração repõe a verdade”, ressaltou.

Embora sequer tenha declarado se decidiu concorrer ou não ao Palácio dos Leões em 2018, Roseana Sarney é favorita e vence em todos os cenários de intenção de votos, segundo levantamento recente divulgado pelo Instituto Escutec. A chapa da oposição ao Senado, formada pelo ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV) e o senador Edison Lobão (PMDB), ainda segundo a Escutec, também lidera a pesquisa.

Weverton Rocha: muito volume, mas poucos votos
Política

Pedetista é pré-candidato ao Senado. Ele tem reunidos muitas, mas as mesmas lideranças de sempre em andanças pelo interior

A pesquisa do Instituto Escutec divulgada no último fim de semana expressou uma realidade que deve obrigar o deputado federal Weverton Rocha (PDT) a adiar seu projeto de ser senador pelo Maranhão, agora nas eleições de 2018.

Embora esteja agrupando pelo interior do estado dezenas de prefeitos, ex-prefeitos e alguns deputados estaduais e federais em suas caravanas pró-candidatura ao Senado, Weverton mostrou-se um político de grande volume, mas de poucos votos.

Segundo os números, o pedetista ficou atrás de todos os outros quatro nomes da disputa, Sarney Filho (PV), Edison Lobão (PMDB), Zé Reinaldo (PSB) e até de Waldir Maranhão (PTdoB).

A preferência do eleitorado por qualquer outro nome, menos o dele, tem razão de ser.

Além da falta de prestígio político ao ponto de depender totalmente do apoio do governador Flávio Dino (PCdoB) para se eleger ao Senado, a cada reunião que realiza, Weverton consegue carregar apenas as mesmas lideranças de sempre, exceção de um ou dois novatos, que o tem como segunda opção para o pleito, e não a primeira.

E isso se, fora desses encontros, ele continua sendo mesmo, pelo menos, a segunda opção.

Projeto de Eliziane reserva uma das vagas de candidatura ao Senado para mulheres
Política

Deputada também sugeriu à Comissão da Reforma Política na Câmara a participação feminina na composição das chapas de candidatos ao Executivo

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) é autora de um projeto de lei que pode garantir a ela própria o benefício de ter a candidatura ao Senado, em 2018, obrigatoriamente engolida pelo Palácio dos Leões, de onde tenta fazer parte.

Desde abril deste ano, tramita na Casa proposta apresentada pela maranhense que acrescenta o artigo 83-A ao Código Eleitoral, para quando da renovação do Senado Federal por dois terços, como ocorrerá no pleito do próximo ano, uma das vagas de candidatura será reservada para o sexo masculino e a outra para o sexo feminino — baixe o PL. Atualmente, não há existe essa obrigatoriedade.

A proposição foi apensada a outras e aguarda parecer final da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, tendo já a relatora apresentado parecer pela sua inconstitucionalidade. “Não é admissível desconsiderar os votos dados aos candidatos e obrigar o preenchimento de lugares nas casas legislativas em razão do sexo dos candidatos eleitos”, ressalta — baixe o documento.

Mais cotas

Este não é o único projeto de cotas que pode beneficiar diretamente Eliziane Gama.

Há cerca de duas semanas, a parlamentar comemorou a aprovação, pela Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados, do texto-base do relator Vicente Cândido (PT-SP), emenda sugerida por ela própria e apresentada pelo líder do PPS na Casa, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), que assegura cotas para mulheres na composição de chapas de candidatos ao Executivo (presidente da República, governador e prefeito).

Pelo dispositivo, a mulher poderá concorrer tanto na cabeça da chapa quanto ao cargo de vice, já que o texto diz que “será assegurada a participação de ambos os gêneros” na composição eleitoral.

O relatório está ponto para ser votado. Se aprovado, segue para apreciação do Senado Federal, e precisa ter o aval do Congresso até o início de outubro próximo, para já valer nas eleições do próximo ano.

Dino terá de ungir Zé Reinaldo se quiser fazer um senador
Política

Pesquisa Escutec aponta que somente ex-governador pode conquistar uma das vagas ao Senado

Pesquisa Escutec, divulgada no último fim de semana, mostra que o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) não precisa do apoio do governador Flávio Dino (PCdoB) para ter força e competitividade em sua candidatura ao Senado.

Segundo os números, ele disputa a segunda vaga com o senador Edison Lobão (PMDB), que coleciona denuncias na Lava Jato e tem a candidatura à reeleição incerta. A primeira vaga já estaria garantida, pelo lentamento, ao ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV).

Caso a tendência permaneça, se quiser tentar fazer pelo menos um senador, Dino terá de ungir a candidatura do socialista. Ou então ver a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), favorita e líder em todos os cenários de 2018 para o Palácio dos Leões, fazer os dois senadores.