Sarney Filho
Por afagos e contratos com os Leões, clã Sarney abandona Roseana
Política

Fernando Sarney, Lobão, Edinho, Zequinha e João Alberto incentivam entrada da ex-governadora na disputa, mas criaram relação com o governo Flávio Dino e evitam fazer legítima oposição ao comunista

De todos os motivos que têm levado a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) a fazer corpo mole sobre sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões, destaca-se o abandono do próprio clã Sarney ao nome dela na disputa. Apesar do ex-senador José Sarney (MDB) ter mudado o domicílio eleitoral para o Maranhão, e ter montado um escritório político no estado para reuniões em prol da filha, os principais caciques do grupo, sobre a complacência do próprio Sarney, têm pouco se importado com a real possibilidade do governador Flávio Dino (PCdoB), conforme mostrou o Data Ilha, ser reeleito logo no primeiro turno.

Capitaneado pelo empresário Fernando Sarney, o abandono a Roseana tem começado de dentro da própria família. Em troca de gordurosos contratos com o Palácio dos Leões, o dono do poderoso conglomerado Sistema Mirante de Comunicação tem sido um dos principais divulgadores da propaganda comunista no estado, principalmente na televisão e internet.

Nesta semana, por exemplo, fotos de bastidores, mostrando Fernando e Márcio Jerry Barroso na intimidade de troca de abraços e largos sorrisos, confirmaram que os ataques a Mirante pelo entorno do governo é apenas de fachada. Fora do que se imaginava, o irmão de Roseana pouco se importa com o eventual retorno da emedebista ao comando dos cofres públicos estaduais ou se ela vai ou não parar na cadeia em razão de pilhada por auditorias da Secretaria da Transparência e Controle do Maranhão. Sendo Roseana governadora ou não, para Fernando Sarney, o que importa é que a Mirante permanecerá sendo agraciada com contratos pelos Leões. Fernando, afinal, é empresário, e não político. E Dino é político, por isso aprova esse posicionamento.

No mesmo caminho financeiro de pensar primeiro em seu próprio bolso está o suplente de senador Edison Lobão Filho, o Edinho (MDB).

Dono do também poderoso Sistema Difusora, Edinho priorizou seu lado empresarial e fechou contrato de arrendamento da TV e Rádio Difusora FM com um grupo de empresários que, segundo comenta-se nos bastidores, teria ligação com o deputado federal e pré-candidato ao Senado Weverton Rocha (PDT), aliado de primeira hora de Flávio Dino. Desde então, o sistema tem sido utilizado para desfavorecer desafetos do comunista e elevar a gestão do governador.

Mesmo tendo saído em caravana com Roseana por algumas cidades do Maranhão, o filho do senador Edison Lobão (MDB) tem demonstrado que pensa igual Fernando Sarney: para que precisa fazer oposição ferrenha a Dino se, com o comunista no poder, o Sistema Difusora continua governista e bem rentável!?

Além de Fernando e Edison Lobão, outro que sinalizou publicamente que pouco se importa com o futuro político e eventualmente prisional de Roseana é o outro irmão da ex-governadora, o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal, Sarney Filho (PV).

Buscando ser eleito para o Senado, Zequinha, como é mais conhecido, sempre portou-se como alguém de íntima proximidade com Flávio Dino, trocando sorrisos, piadas e conversas ao pé de ouvido com o comunista em todo evento em que participam juntos. Ele, inclusive, para chegar até a sonhada Câmara Alta, já aceita até dividir palanque com Weverton Rocha (PDT) — jogando para escanteio, por tabela e sem se importar, seu companheiro de chapa Edison Lobão, que também ignora a existência da nova Difusora.

Até mesmo o senador João Alberto Souza (MDB), conhecido pela cara sempre de mau, fechada e pelo apelido de Carcará, esconde o rosto e fecha o bico em relação a Dino e a gestão do PCdoB no Estado.

Embora tenha demonstrado irritação com o governador — a única vez, em três anos e meio de governo — no evento de inauguração de trecho da BR-135, João Alberto tem pouco se importado com a postura de seu obediente afilhado na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Roberto Costa (MDB), que, em troca de afagos leoninos, além de não fazer oposição a Flávio Dino, ainda sobe a tribuna para exaltar o comunista e criticar quem se levanta contra o chefe do Executivo. Nem mesmo durante votações polêmicas, como o aumento de impostos, Costa tem deixado Dino na mão. Cumpre sempre fielmente o status de legítimo emedebista vermelho.

Há ainda os sarneystas na Câmara dos Deputados que, com exceção de Hildo Rocha (MDB), estão prestes a concluir o mandato sem nunca sequer ter utilizado a tribuna da Casa para denunciar ou mesmo criticar o governo dinista.

É esse o grupo que, dizendo-se ainda conhecido como clã Sarney, quer a confirmação de Roseana na corrida eleitoral de 2018. Para derrotar o novo Capo di tutti capi — o chefe de todos os chefes, numa tradução livre — ou se valorizar junto aos Leões na disputa?

Roseana pode desistir de pré-candidatura; Sarney Filho cotado para substituí-la
Política

Ex-governadora tem até este fim de semana para decidir se realmente entrará na disputa. Grupo já avalia aderir ao nome de Roberto Rocha

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), pode desistir a qualquer momento da pré-candidatura ao Palácio dos Leões. Ela tem até este fim de semana, quando dirá se pretende retomar ou não a chamada Caravana da Guerreira pelo interior do estado, para dar a decisão final.

De acordo com fontes ouvidas pelo ATUAL7, o ex-ministro do Meio Ambiente, deputado federal Sarney Filho (PV), é o único cotado para substituí-la na disputa.

Enfraquecida após o pai, o ex-senador José Sarney (MDB-MA), considerado uma das raposas mais astutas do país, haver perdido em Brasília a batalha pelo controle estadual do DEM e do PP para os jovens políticos Juscelino Filho e André Fufuca, Roseana entrou em crise desde a quinta-feira da semana passada, dia 12, data agendada para retomada do périplo de vários dias por municípios-chave do Maranhão, em busca da reconquista de lideranças regionais.

Como as fortes chuvas que caíram no estado provocaram enchentes em municípios que estavam inseridos na agenda, Roseana foi obrigada a voltar ao casulo. Não por medo de molhar o cabelo ou os pés, mas de ser classificada pela população como oportunista, que estaria se aproveitando da situação caótica nas cidades para buscar votos.

Aos mais próximos, Roseana passou a confessar dias depois que errou na estratégia.

Segundo a ex-governadora, como o governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo com demora e somente após pressão pública, compareceu pessoalmente aos locais atingidos, levando ações do governo aos municípios em situação de emergência ou estado de alerta, em vez de se esconder do problema, ela deveria ter articulando junto ao Palácio do Planalto a liberação urgente de emendas da bancada federal maranhense para as cidades atingidas.

Insegura, Roseana tem dito ainda que uma coisa seria entrar na disputa pelo governo correndo o risco de perder para Dino, pois se derrotada poderá utilizar o célebre discurso de que perdeu para a máquina. Outra coisa, teme a emedebista, seria entrar de cabeça numa campanha e sequer não estar num eventual segundo turno.

Outro cenário

A possibilidade de Roseana desistir da pré-candidatura desnorteou seu grupo político.

Como o único cotado para substituí-la é Sarney Filho, e o ex-ministro é considerado fraco para a corrida pelo Palácio dos Leões, já é estudado o cenário de uma possível adesão do grupo Sarney à pré-candidatura ao governo do senador Roberto Rocha (PSDB), com Sarney Filho concorrendo à Câmara Alta.

Os sarneysistas avaliam que a candidatura de Rocha pode crescer em cima do desgaste de Flávio Dino e ainda pelo fato do PSDB ter uma pré-candidatura competitiva para presidente da República.

A dificuldade desse cenário, porém, é que a chapa majoritária do tucano já está praticamente fechada, com o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) e o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) como postulantes às vagas ao Senado, restando apenas a indicação para a vice. Seria necessária uma reformulação radical da chapa para que uma mudança nessa dimensão se tornasse possível.

Eleição para deputado federal no MA não contará com sete dos 18 eleitos em 2014
Política

Maioria disputará em 2018 para o Senado. Apenas um desistiu de concorrer para passar o bastão para o filho

Dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão em 2014, pelo menos sete não disputarão pela reeleição do mandato em outubro próximo, abrindo espaços para que novos nomes ou eternos suplentes possam chegar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2018.

Pelos movimentações e declarações públicas, cinco deles pretendem concorrer ao Senado: Eliziane Gama (PPS), Sarney Filho (PV), José Reinaldo Tavares (sem partido), Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (Avante).

Os outros dois são Pedro Fernandes, para dar lugar na disputa ao herdeiro Pedro Lucas, ambos do PTB; e João Castelo, que morreu no final de dezembro de 2016.

Somando-se os votos que todos obtiveram no pleito passado, serão exatos 597.697 eleitores maranhenses livres — ou nem tão livres assim, já que, infelizmente, ainda há conchavos — para escolha de outros nomes.

Clã Sarney fecha chapão para 2018 e vai para o tudo ou nada
Política

Grupo resolveu lançar Roseana e João Alberto para o Palácio dos Leões; e Sarney Filho e Edison Lobão para o Senado Federal

Para alguns demonstração de total segurança. Para outros de total desespero. A julgar pelo chapão formado pelo clã Sarney para a disputa eleitoral de 2018 no Maranhão, o grupo resolveu apostar mais do que alto e partir para o tudo ou nada.

Se até as convenções não houver mudança, o governador Flávio Dino e a sua turma devem enfrentar Roseana Sarney e João Alberto Souza, na disputa pelo Palácio dos Leões; e Edison Lobão e Sarney Filho, na corrida pelo Senado.

Se retomarem o poder, os Sarney dificilmente perderão o comando do Estado novamente, já que, até onde a vista alcança, não há e dificilmente surgirá nomes com ousadia e musculatura para combatê-los.

Todavia, se a dinastia mandatária do Executivo estadual permanecer no poder, numa só leva, estarão enterrados para sempre os quatro maiores caciques do clã maranhense.

Será tudo ou nada.

Grupo Sarney lança Zequinha ao Senado e busca candidato forte ao governo
Política

Com favoritismo absoluto de Flávio Dino, clã teme que tradição do eleitor maranhense de votar na chapa majoritária completa deixe Sarney Filho sem mandato

O grupo Sarney se prepara para lançar, no início da noite desta sexta-feira 2, em evento fechado para convidados, a pré-candidatura do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), ao Senado Federal. O movimento marca o fim da queda de braço pela vaga entre Zequinha, como é mais conhecido o ministro, e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Contudo, para a festa do clã ser completa, resta ainda encontrar um candidato forte ao Palácio dos Leões.

Pela tradição, os eleitores maranhenses estão acostumados a votar na chapa majoritária completa, isto é, nos candidatos a governador e a senador do mesmo grupo. Neste caso, avalia o clã, sem um nome competitivo para disputar o Executivo contra o governador Flávio Dino (PCdoB), ainda que se tenha certeza de que esse nome não será eleito, Sarney Filho pode ficar sem mandato.

Nas eleições de 2014, por exemplo, esse foi o principal fator que levou Roseana a não entrar na disputa pela única vaga disponível ao Senado daquele pleito.

Como o então candidato Luis Fernando Silva (atualmente PSDB) e o posterior candidato Lobão Filho (PMDB) não tinham qualquer chance de ameaçar a vitória certa do comunista, disputar o Senado seria certeza de derrota para a peemedebista. Coube então ao ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (agora no PROS), que teria sido reeleito deputado federal com tranquilidade, se arriscar na missão. Porém, assim como aconteceria com Roseana, Gastão foi derrotado pelo candidato da chapa de Dino, Roberto Rocha (PSB).

Até agora, apesar de estudar outras possibilidades, dentre os nomes mais discutidos pelo clã Sarney para entrar na disputa pelo governo estão o da própria Roseana e do senador João Alberto Souza (PMDB). Ambos sabem que, apesar de todo o desgaste do governador do Maranhão, a inércia e covardia do próprio grupo, seja por benefícios adquiridos nos bastidores por meio do Palácio dos Leões ou por medo de auditorias que apontam para iminentes prisões, elevou Flávio Dino ao favoritismo absoluto na disputa de 2018. Para não ser ainda mais enfraquecido no Maranhão nas eleições do ano que vem, o foco os sarneysistas é eleger ao menos um senador. Sendo João Alberto o escolhido para o sacrifício, Roseana será candidata a deputada federal ou, mais provavelmente, a estadual.

Apesar de que a eventual candidatura de Roseana ou João Alberto ao governo seja apenas para dar musculatura à candidatura de Sarney Filho ao Senado, o grupo ainda tem esperanças de Dino ter as chances de vitória diminuídas numa possível aceitação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que o comunista seja oficialmente investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Lava Jato.

Se isso ocorrer, além de ser mergulhado no mar do maior esquema de corrupção já desbaratado no país, Flávio Dino pode ser alvo de diligências da Polícia Federal e até mesmo ser preso ou afastado do mandato.

Cópia do Bolsa Verde por Flávio Dino favorece Sarney Filho
Política

Governo aprovou na Assembleia Legislativa projeto que reproduz o programa desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente

Apesar de não ser o pai do modelo que serviu de base para a elaboração do Bolsa Verde, o ministro do Meio Ambiente e pré-candidato ao Senado Federal, Sarney Filho (PV), foi amplamente favorecido ao ter o programa copiado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

A reprodução aconteceu oficialmente na última quinta-feira 18, quando a base governista aprovou na Assembleia Legislativa matéria que institui o Maranhão Verde — até o nome foi copiado.

No governo federal, o programa foi criado em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff, mas passou a receber maior atenção após o maranhense assumir o controle da pasta.

Segundo divulgado pelo deputado estadual Adriano Sarney (PV), que é filho do ministro e lembrou da cópia, quase 2 mil famílias do estado já foram beneficiadas pelo programa, por meio de transferência de renda para pessoas em situação de extrema pobreza, que vivem em áreas de relevância para a conservação ambiental.

A cópia feita pelo regime comunista, portanto, mesmo sem os devidos créditos, é um reconhecimento ao trabalho que vem sendo desenvolvido por Sarney Filho na condução do programa.

Sarney Filho confirma agenda em Brasília para viabilizar projeto dos “Diques da Baixada”
Política

Ministro do Meio Ambiente encaminhará algumas demandas para toda a região a partir do próximo mês

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, respondeu positivamente a solicitação do presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, Flávio Braga, para o Projeto Diques da Baixada.

A confirmação foi feita pelo próprio Braga na semana passada, durante evento no município de Bequimão. Segundo ele, a partir do mês de setembro, Sarney Filho encaminhará algumas demandas para toda a região, que se encontra agonizando.

“O ministro Sarney Filho marcou uma agenda com o Fórum da Baixada para o início de setembro para encaminhar algumas demandas não somente da nossa entidade, o Fórum da Baixada, mas toda uma região que está agonizando sem a devida atenção das autoridades públicas do no estado”, disse Flávio Braga.


Os Diques da Baixada Maranhense são obras de engenharia que, se um dia saírem do papel e de promessas eleitoreiras, permitirão a contenção de água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando o seu escoamento para o mar sem alterar as cotas máximas naturais de inundação.

Além de servir ao consumo humano da população do entorno, essa água ampliará o período de pesca artesanal, matará a sede das criações animais, poderá ser usada em agricultura familiar irrigada, pastagens irrigadas para pecuária leiteira, circulação de canoas, e ainda abrir a possibilidade do uso do dique para tráfego leve, como bicicleta, motocicletas e carroças.

Sarney Filho diz que não vai dar posse a infrator ambiental no Ibama
Política

Neuvaldo David Oliveira é réu em quatro ações de improbidade. Ele já foi responsabilizado pela instalação de rede de abastecimento de energia elétrica em área de preservação permanente

O ministro José Sarney Filho, do Meio Ambiente, informou nesta segunda-feira 25 que não dará posse a Neuvaldo David Oliveira na Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Bahia. O Ministério Público Federal expediu recomendações a Sarney Filho e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em 20 de julho, para que tornassem a nomeação sem efeito. A informação é do Blog do Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo.

Neuvaldo David Oliveira é réu em quatro ações de improbidade e já foi responsabilizado por infração ambiental. A nomeação havia sido publicada em portaria assinada em 18 de julho pelo ministro de Meio Ambiente Interino, Marcelo Cruz.

De acordo com Sarney Filho, quando soube-se dos ‘passivos ambientais’ de Neuvaldo David Oliveira, a possibilidade de posse foi rechaçada. Sem a posse, não é possível exercer as funções do cargo. O ministro informou que outro nome será indicada ao cargo.

Segundo a recomendação expedida pela Procuradoria da República, Neuvaldo David Oliveira já foi responsabilizado por infração ambiental e condenado a pagar multa pela instalação de rede de abastecimento de energia elétrica em área de preservação permanente, infringindo a Lei nº 9.605/98. A Procuradoria aponta ainda que Neuvaldo David Oliveira responde a quatro ações por improbidade administrativa, sendo duas movidas pelo Ministério Público Federal e as outras pelo município de Caravelas, a 844 quilômetros de Salvador.

A nomeação havia sido questionada também pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Ascema-BA). O presidente da entidade, Alberto Gonçalves, havia criticado a escolha e afirmou que o Ibama é ‘órgão técnico e não político’.

Alberto Gonçalves disse que Neuvaldo Oliveira, quando era prefeito em Caravelas, em 2006, ‘sofreu multa por danos ambientais’, que está ‘pendente de pagamento, está para executar’. Segundo o presidente da Ascema, o valor consolidado está em R$ 133.139,21. “Respeitem esse órgão e coloquem um servidor de carreira”, assinala. “Mudança desse jeito para piorar é inaceitável.

Maranhão terá apenas Sarney Filho no primeiro escalão do governo Temer
Política

Parlamentar vai comandar o Meio Ambiente. Ex-governadora Roseana Sarney tentou emplacar-se no Cidades

O Maranhão terá apenas um representante no primeiro escalão do cada vez mais concreto governo Temer. Apesar das movimentações de bastidores de sua irmã e ex-governadora Roseana Sarney, o único maranhense que ocupará um cargo próximo ao vice-presidente será o deputado federal Sarney Filho, que comandará o Ministério do Meio Ambiente.

O martelo foi batido ainda na última semana de abril, após intensa articulação entre o PV e o PMDB. Reconhecido em Brasília com um nome intimamente ligado ao setor e que se encaixa perfeitamente na lista de “notáveis” para integrar a equipe de recomposição ministerial, Zequinha, como é mais conhecido, passou a ser trabalhado para assumir a concessão da pasta após o senador paranaense Álvaro Dias, principal ícone dos verdes, receber o aval de Michel Temer de que ganharia pelo menos um ministério.

Embora não se encaixe na lista de “notáveis” e acusada de traquinagens com dinheiro público na Lava Jato e na Saúde do Maranhão, Roseana Sarney tentou viabilizar seu nome para o comando do poderoso Ministério das Cidades, que tem grande capilaridade nacional e é estratégico nas eleições municipais de 2016.

A pretensão da ex-governadora era a de usar o cargo como trampolim para o retorno de sua família ao controle do Palácio dos Leões nas eleições de 2018, por meio de um governo paralelo no Maranhão. No comando no Ministério das Cidades, Roseana teria a força, por exemplo, para dificultar a vida do governador Flávio Dino (PCdoB) na esfera federal, e tratar de recursos e grandes obras diretamente com as prefeituras.

Contudo, em meio a uma das maiores crises econômicas e políticas vividas pelo Brasil, a ideia não foi bem recebida por Michel Temer e por setores mais progressistas do PMDB, que em processo de reconciliação nacional enxergam o nome de Roseana como uma alternativa marginal a esse processo.

Apesar de, assim como Roseana Sarney, estar à margem da lista de “notáveis” de Temer – e de seu próprio partido, o PSB –, o senador Roberto Rocha é carta fora do baralho, mas ainda trabalha para desbancar o deputado federal Fernando Bezerra Filho (PE) e ocupar o Ministério da Integração Nacional. A pasta, dentre outras funções, controla a estatal Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba  (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

Sarney Filho desbanca Roseana e garante ministério no governo Temer
Política

Ideia é aproximar o PV de camadas populares da sociedade e barrar o avanço da Rede Sustentabilidade

Uma das condicionantes impostas pelo ex-senador José Sarney ao vice-presidente Michel Temer para apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi a concessão de pelo menos um ministério a um de seus filhos: Sarney Filho ou Roseana Sarney.

No início dessa semana, o vice-presidente bateu o martelo: deixaria o Ministério do Meio Ambiente nas mãos do PV, de Sarney Filho. Com isso, está descartada a possibilidade da ex-governadora do Maranhão assumir alguma pasta no governo Temer.

A articulação entre o PV e o PMDB começou cerca de dez dias antes da votação do impeachment, ocorrido no dia 17 de abril. O PV, que tem entre seus ícones o senador paranaense Álvaro Dias, recebeu aval de Temer de que ganharia pelo menos uma pasta. A preferida dos verdes sempre foi o Meio Ambiente. A ideia é aproximar o PV de camadas populares da sociedade e barrar o avanço da Rede Sustentabilidade, sigla criada por Marina Silva.

Tendo conhecimento disso, José Sarney passou a articular diretamente com Temer a concessão da pasta para Sarney Filho, tido como um representante ideal para o PMDB na fase de transição. Sarney Filho é reconhecido em Brasília com um nome intimamente ligado ao meio ambiente e, para Temer, ele se encaixa na lista de “notáveis” para integrar a equipe de recomposição ministerial.

Oficialmente, José Sarney e Sarney Filho negam a indicação. Mas fontes ligadas ao vice-presidente já falam de Sarney Filho como novo ministro do Meio Ambiente.

Impeachment: Flávio Dino ofereceu até secretaria para Sarney Filho
Política

Governador do Maranhão tentou ainda fechar com Waldir Maranhão e Zé Reinaldo em troca da garantia das duas vagas ao Senado

Apesar de ter ido diretamente a Brasília para tentar convencer deputados a não votar no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Flávio Dino (PCdoB) se mostrou pouco eficiente na defesa do mandato da petista. Pelo menos em comparação com sua grande adversária política, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), e com o coordenador do impeachment na bancada maranhense, deputado André Fufuca (PP-MA).

Dos 18 parlamentares da bancada, apenas sete devem votar contra o impeachment: Rubens Júnior (PCdoB), Weverton Rocha (PDT), Zé Carlos (PT), Pedro Fernandes (PTB), Júnior Marreca (PEN), João Marcelo (PMDB) e Aluísio Mendes (PTN). Mas destes, nenhum deles foi convencido diretamente pelo governador do Maranhão, que viajou para Brasília na semana passada e voltou à cruzada desde a última quarta-feira 13.

Rubens Júnior é da bancada do PCdoB e, apesar de sua paixão por Flávio Dino, sua decisão toma como base uma orientação da própria legenda. Weverton Rocha foi alçado como líder do PDT e a negociação dele é diretamente com a executiva nacional da sigla; Zé Carlos segue orientação do PT; Júnior Marreca e João Marcelo estão fechados diretamente com o governo Dilma; Pedro Fernandes nunca teve qualquer tipo de relação com o governador; e Aluísio Mendes retornou ao voto anterior, de ser contra o impeachment, após ter sido isolado no partido.

Durante essa semana, Dino tentou convencer deputados do PRB, PMDB, PP, PEN e até do PV a votar a favor do governo. Porém, sob a articulação de Roseana e Fufuca, todos evitaram, sequer, conversas com o governador.

O deputado federal Sarney Filho, por exemplo, foi procurado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB) para votar contra o impeachment em troca de uma secretaria no alto escalão do governo Flávio Dino. O vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão, mesmo o governador do Maranhão lhe garantindo uma das vagas ao Senado, decidiu seguir orientação do PP e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de quem é aliado. Zé Reinaldo também não trocou o voto consciente em troca da outra vaga ao Senado oferecida por Flávio Dino.

A grande dúvida, até ontem, eram os outros dois deputados do PMDB maranhense: Alberto Filho e Hildo Rocha. Houve uma tentativa de aproximação de Dino, segundo fontes próximas aos deputados, mas nada que avançasse muito. Ambos decidiram seguir a orientação de Roseana, que está em Brasília em conversas intensas com seus ex-secretários.

Sem prestígio junto à bancada federal maranhense, sobrou então para governador do Maranhão apenas distribuir nas redes sociais e em grupos do aplicado WhatsApp fotos em que aparece ao lado de deputados de outros estados, mas também já fechados contra o impeachment da presidente Dilma sem qualquer influência do comunista.

Acompanhado de seu secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, o governador Flávio Dino pretende permanecer em Brasília até o próximo domingo 17, dia da votação do impeachment. Munido de grandes propostas, ele acredita que ainda dá para reverter o quadro.

André Fufuca mostra habilidade ao ser único maranhense na comissão do impeachment
Política

Políticos calejados como Sarney Filho, Pedro Fernandes, Júnior Marreca e Hildo Rocha ficaram de fora da comissão

O jovem deputado federal André Fufuca (PEN-MA), de primeiro mandato, mostrou-se um político habilidoso ao ser o único maranhense a compor a Comissão Especial de análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) - paralisada pelo ministro Fachin no mesmo dia após ação do PCdoB questionar o fato de a eleição da comissão ter sido realizada por voto secreto. A chapa recebeu 272 votos, enquanto a Chapa 1, formada por deputados indicados pelos líderes da base governista, obteve 199 votos.

Enquanto os maranhenses federais calejados Sarney Filho (PMDB), Pedro Fernandes (PTB), Júnior Marreca (PEN) e Hildo Rocha (PMDB) eram apontados pela imprensa estadual, nacional e até internacional como nomes certos para compor a chapa, Fufuquinha, como é mais conhecido o deputado do PEN no Maranhão, correu por fora e, numa movimentação inédita, integrou a Chapa 2 - Unindo o Brasil, formada em sua maioria por deputados da oposição e dissidentes da base aliada.

A entrada do jovem parlamentar foi articulada em acordo de bastidores diretamente com o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem Fufuquinha como seu braço direito e um dos principais articuladores na Câmara.

Mas ainda há esperanças para que Sarney Filho, Pedro Fernandes, Júnior Marreca e Hildo Rocha componham a comissão. Como as chapas têm uma quantidade de membros inferior ao necessário para formar uma comissão, os líderes dos partidos que não foram contemplados pela chapa vencedora devem indicar os membros que faltam. As escolhas serão, porém, referendadas pelo Plenário em uma votação suplementar.

Por exemplo, o bloco encabeçado pelo PMDB tem ainda quatro vagas de titulares e 14 de suplentes para serem ocupadas. O bloco liderado pelo PT terá que preencher ainda 15 vagas de titulares e 17 de suplentes. O bloco da oposição, liderado pelo PSDB, que organizou a chapa vencedora junto com outros partidos da oposição e insatisfeitos com a composição da Chapa 1, terá de preencher uma vaga de titular e cinco de suplentes.

MPF quer cassar licenças de rádio e TV de Lobão, Roberto Rocha, Sarney e Victor Mendes
Política

Outros 36 congressistas também estão na mira de ação baseada em dispositivo da Constituição

O Ministério Público Federal, por meio de suas sedes estaduais, promete desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio ou TV pelo país. No Maranhão, os alvos da iniciativa inédita - lançada com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e coautoria do Coletivo Intervozes (entidade que milita na área de comunicação) - são os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Roberto Rocha (PSB-MA), e os deputados federais Sarney Filho e Victor Mendes, ambos do PV. A informação é da Folha de São Paulo.

No Ministério das Comunicações, todos eles constam como sócios de emissoras.

Baseado em dispositivo da Constituição que proíbe congressista de "firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público" (Artigo 54), a Procuradoria pedirá suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a licitar novamente o serviço e se abster de dar novas outorgas aos citados.

No total, contando com os maranhenses, 40 parlamentares radiodifusores aparecem como sócios de 93 emissoras.

Conflito

Outro argumento das ações da Procuradoria é o do conflito de interesses. Os procuradores lembram que cabe ao Congresso apreciar atos de outorga e renovação de concessões. Conclui então que congressistas radiodifusores "estarão propensos" a votar sempre pela aprovação para não prejudicar futuras análises de seus processos.

As peças citam uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de 2011 que deu aval a 38 concessões e 65 renovações em apenas três minutos e com só um deputado presente. Citam ainda casos de políticos que votaram na aprovação de suas próprias outorgas ou renovações.

O Advogado Bráulio de Araújo, do Intervozes, afirma que, no futuro, também poderá entrar com ações contra políticos que escondem a propriedade de rádios e TVs em nome de parentes ou laranjas.

Nessa primeira leva, só serão acionados veículos que têm o próprio parlamentar no quadro societário.

Além dos processos da Procuradoria, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental sobre o tema está sendo formulada para ser levada ao STF. Nesse tipo de ação, os ministros não são provocados a condenar ou absolver casos individuais, mas a analisar a situação em geral à luz da Constituição.

Outro lado

Procurado para se manifestar sobre o assunto, o deputado federal Victor Mendes alegou que a legislação permite esse tipo de participação, desde que ele não exerçam funções administrativas na emissora.

Já o senador Roberto Rocha disse que não faz mais parte da sociedade das rádios citadas. Edison Lobão e Sarney Filho não responderam aos questionamentos.

Procurado, o Ministério das Comunicações não quis comentar a iniciativa do MPF, argumentando não haver sido notificado.

Sarney Filho é o único maranhense a integrar lista dos 100 mais influentes do Congresso
Política

Lista é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, que classificou o deputado como um dos 'Cabeças' do Congresso Nacional

O deputado federal Sarney Filho (PV-MA), líder do Partido Verde, foi o único maranhense a integrar a lista divulgada na tarde dessa segunda-feira 31 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), formada por 100 parlamentares, entre senadores e deputados, mais destacados do Congresso Nacional no ano de 2015, os chamados "Cabeças" do Congresso Nacional.

Esta não é a primeira vez que o parlamentar maranhense aparece na lista dos 100 mais influentes do Congresso. Durante o mandato anterior, ele já integrava os rankings anuais, sendo agora, também, o único do Partido Verde a aparecer na lista, que inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, correspondente ao período de fevereiro a julho deste ano.

Formulador

Na definição do Diap, os "Cabeças" são aqueles que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão.

Na lista, Sarney Filho aparece entre os 20 principais "formuladores" da Câmara dos Deputados, que são os parlamentares que se dedicam à elaboração de textos com propostas para deliberação.

Lava Jato

Em tempos de Operação Lava Jato, o Diap teve de incluir uma observação importante: a avaliação leva em consideração tão somente a influência dos parlamentares, logo, questões éticas e morais não são levadas em conta. “O fato de ser influente não significa, necessariamente, que utilize sua influência apenas para o bem”, diz o relatório.

Weverton Rocha é operador

Além dos 100 "Cabeças”, o Diap divulgou ainda levantamento incluindo outros parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar, os chamados "operadores-chave" do processo legislativo. Pelo Maranhão, apenas o deputado federal Weverton Rocha (PDT) apareceu como operador no Congresso nacional, podendo ascender no próximo ano para a classificação de negociador.

Acesse e baixe a lista completa dos 100 Cabeças do Congresso Nacional.