Sarney Filho
Apoio da Assembleia de Deus a Sarney Filho pode complicar Eliziane Gama
Política

Pré-candidata ao Senado despontava como detentora absoluta dos votos da igreja. Flávio Dino pode usar perda de força da parlamentar e escolher outro nome para a vaga

O fechamento de apoio ao deputado federal Sarney Filho (PV) na disputa pelo Senado, assegurado no último fim de semana por pastores e membros da Igreja Assembleia de Deus na cidade de Porto Franco, no sul do Maranhão, pode complicar a permanência da deputada federal Eliziane Gama (PPS) na corrida eleitoral deste ano.

Também postulante ao Senado, Gama despontava, até outro dia, como detentora absoluta dos votos da congregação. Porém, com a confirmação de que a liderança e os fies da igreja pretendem igualmente apoiar Sarney Filho, ela pode agora perder a garantia da vaga na formação da chapa majoritária do governador Flávio Dino (PCdoB), que nos últimos dias tem sofrido apertos do PT e PR, legendas que já avisaram que não pretendem apoiá-la.

Apesar do desgaste cada vez maior com esses aliados, o comunista sempre seguiu firme com a parlamentar, sem retroceder diante das pressões, inclusive de caciques nacionais, provavelmente por considerar que toda a igreja estaria com Eliziane Gama em outubro, e que isso também o beneficiaria eleitoralmente junto aos evangélicos.

Com a confirmação de que a Assembleia de Deus não está somente com a pré-candidata, Dino pode usar essa justificativa para ceder às investidas dos partidos aliados pela vaga. E como a igreja já possui seus pré-candidatos oficiais à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Maranhão, restaria a Gama apenas a suplência ao Senado ou mesmo tentar derrubar Carlos Brandão (PRB) da vice.

Emenda de Sarney Filho garante a Flávio Dino realização de programa
Política

Parlamentar destinou quase R$ 1 milhão para o Maranhão Musical. Proposta oferece cursos regulares de iniciação e formação musical em 52 cidades do estado

Intitulado de Maranhão Musical, um programa que vem garantindo ao governador Flávio Dino (PCdoB) popularidade e bons dividendos políticos, desde o ano de 2016, por meio do oferecimento de cursos regulares de iniciação e formação musical, vem sendo realizado em uma quantidade maior de cidades graças a uma emenda do deputado federal Sarney Filho (PV).

Embora parlamentar de oposição a gestão comunista, Sarney Filho destinou quase R$ 1 milhão para o programa, por meio de convênio celebrado entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), que vem dinamizando a produção cultural em pelo menos 52 cidades maranhenses e democratizando o acesso ao ensino musical gratuito e de qualidade.

Com os recursos, o programa conseguiu viabilizar a doação de mobiliários e instrumentos musicais para implementação de escolas de música nas cidades, em parceria com as prefeituras municipais. São mais de 160 itens, dentre armários, cadeiras, mesas, estantes, ventilador, bebedouro quadro branco, livros e partituras, violões, baixo, bateria, clarinete, flauta doce barroca, guitarras, sax, trompete e outros.

Abaixo, a relação das cidades alcançadas pelo Maranhão Musical:

Aldeias Altas, Água Doce do Maranhão, Alto Alegre do Maranhão, Apicum Açu, Amarante do Maranhão, Bequimão, Brejo, Cachoeira Grande, Joselândia, Montes Altos, Presidente Sarney, Presidente Vargas, Nova Olinda do Maranhão, Santa Luzia do Paruá, Satubinha, Trizidela do Vale, Turiaçu, Olinda Nova do Maranhão, Mirinzal, Vila Nova dos Martírios, Cândido Mendes e Riachão, Alcântara, Axixá, Bacabal, Barra do Corda, Bom Jesus das Selvas, Buriti Bravo, Cajapió, Codó, Coroatá, Cururupu, Governador Newton Belo, Imperatriz, João Lisboa, Lago da Pedra, Lago do Junco, Lago Verde, Matões, Mirador, Nova Iorque, Paço do Lumiar, Peritoró, Raposa, Ribamar Fiquene, Santa Inês, São Benedito do Rio Preto, São José de Ribamar, São Mateus, Senador La Rocque, Tuntum e Vitorino Freire.

Roseana retoma caravana ao lado de Sarney Filho
Política

Esta é a segunda incursão deles, como pré-candidatos ao Palácio dos Leões e Senado Federal, pelo interior do Maranhão

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) retomou, nesta sexta-feira 15, ao lado do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Sarney Filho (PV), sua caravana pelo interior do Maranhão. Ela é pré-candidata ao Palácio dos Leões.

O retorno começou pela cidade de Mirinzal, onde a caravana foi recepcionada pelo ex-prefeito Amaury Santos Almeida (PSD), lideranças e populares da cidade e região.

Ainda hoje, a caravana deve passar por Central do Maranhão.

O encerramento será em Pinheiro, no sábado 16.

Esta é a segunda incursão de Roseana e Sarney Filho, em ação de pré-campanha, pelo interior do estado.

Semana do Meio Ambiente
Artigo

Artigo do deputado federal pelo PV e ex-ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho

O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, assim como a semana que o cerca, é um momento privilegiado para ações e reflexões sobre a questão ambiental. No ano passado celebramos a ocasião com uma série de realizações de minha gestão no Ministério do Meio Ambiente.

Foi um momento histórico para o País.

Durante os dois últimos anos, trabalhamos intensamente no combate ao desmatamento na Amazônia, conseguindo reduzir o desmatamento, que vinha crescendo há três anos.

No meu Maranhão, um estado que abriga Caatinga, Cerrado, bioma marinho-costeiro, com suas restingas e manguezais, e faz parte da Amazônia legal, temos uma amostra representativa da abrangência de nossas ações. Incentivamos o extrativismo, através da Mesa de Diálogo com as Quebradeiras de Coco Babaçu, da realização da 1ª Oficina Gestão Territorial e Ambiental dos Territórios Quilombolas, na Reserva Extrativista (Resex) Quilombo do Frechal, da assinatura do plano de manejo da Resex Marinha de Cururupu, do 1º Encontro dos Pescadores e Pescadoras da Resex Delta do Parnaíba, e da criação de 3 novas reservas extrativistas.

Criamos, ainda, o Plano Nacional de Fortalecimento das Comunidades Extrativistas e Ribeirinhas (Planafe) e a Comissão das Reservas Extrativistas Federais – Conarex, valorizando, com isso, aqueles que trabalham com produtos da sociobiodiversidade.

O Maranhão foi um dos seis estados beneficiados com o lançamento do Projeto Redeser – Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil: Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O projeto contará com o financiamento do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF).

Estendemos também ao Estado, em 2018, as URADs – Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas, com medidas ambientais, sociais e produtivas para microbacias hidrográficas do semiárido.

Assinamos convênio no valor de R$ 9,6 milhões para implantação e gestão de 30 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 12 mil pessoas, no âmbito do Projeto Água Doce. Destinamos recursos da ordem de RS 22,5 milhões para a construção de poços artesianos em mais de 50 municípios maranhenses.

A bacia do Rio Parnaíba e a bacia do Rio São Francisco, que são as duas maiores do semiárido, serão beneficiadas com recursos da ordem de R$ 300 milhões pelo Programa de Conversão de Multas Ambientais do IBAMA. O Programa, que lançamos em outubro de 2017, direciona os valores recolhidos das multas a projetos de recuperação e conservação da natureza. Instituímos o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba, que será fundamental nesse processo.

Oferecemos cursos de capacitação para agentes públicos e gestores municipais, de elaboração de projetos para o fortalecimento de comunidades tradicionais, e de formação de catadores e extrativistas. Melhoramos a gestão de unidades de conservação, com foco especial no turismo ecológico em parques nacionais, como o dos Lençóis Maranhenses e o da Chapada das Mesas.

A Lei n 13.668/2018, proposta pelo Ministério e sancionada há poucos dias, favorece os serviços de visitação nos parques, o que, além de estreitar os laços da população com a conservação, gera empregos e renda para a região. Liberamos recursos do orçamento do Ministério do Meio Ambiente, (R$ 21 milhões) para a construção de um novo aterro sanitário em Imperatriz, que atenderá às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, acabando assim com os lixões do município.

No âmbito do Programa Qualiágua, da Agência Nacional de Águas, foi assinado um contrato com Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Estado, para monitoramento e divulgação de dados de qualidade da água.

Ainda na agenda de água, o Ministério repassou ao o governo do estado, via Fundo Nacional de Meio Ambiente, R$ 1,5 milhão para a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos.

Expandimos o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/IBAMA) em São Luís e doamos madeira apreendida pelo Instituto a entidades sem fins lucrativos, instituições governamentais, como o Exército e a Polícia Federal, prefeituras e Igreja. O Ibama e ICMBIO atuaram de forma preventiva e durante o período de seca, em 2017, combatendo incêndios em três reservas indígenas.

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a Funai, destinamos recursos para a elaboração de Planos de Gestão Territorial e Ambiental em áreas dos índios Canela, Gavião e Guajajara, que abrigam 1.476 famílias.

Implementamos tantas outras ações, no Maranhão e por todo o Brasil, sempre com a premissa de que a proteção da natureza e o bem-estar social devem caminhar juntos, pois são visceralmente ligados.

Lei que libera fundo de compensação ambiental vai beneficiar Parque dos Lençóis
Política

Parque Nacional da Chapada das Mesas também será alcançado pelo dispositivo. Aprovação da medida foi uma das bandeiras de Sarney Filho durante o comando do Ministério do Meio Ambiente

Os parques dos Lençóis Maranhenses e da Chapada das Mesas estão dentre as unidades de conversação que serão beneficiados com a lei federal n.º 13.688/2018, já conhecida como Lei da Compensação Ambiental, que autoriza o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a selecionar, de forma direta, um banco público — como o BNDES, o Banco do Brasil ou a Caixa — para criar e gerir um fundo formado pelos recursos arrecadados com a compensação ambiental. O fundo vai financiar unidades de conservação federais como parques nacionais, reservas biológicas e áreas de proteção ambiental (APAs).

A construção, tramitação e sanção da lei foi destacada pelo deputado federal e pré-candidato ao Senado, Sarney Filho (PV), um dos principais responsáveis pela medida vista como uma vitória pelo setor ambiental. “Durante a minha gestão no Ministério do Meio Ambiente lutamos muito pela aprovação dessa lei, que permite, dentre outras iniciativas, a abertura de licitações para concessões de serviços de atendimento ao público nos parques”, disse o ex-ministro.

O dispositivo foi sancionado pelo presidente Michel Temer (MDB) no início desta semana, e publicado no Diário Oficial da União (DOU), na última terça-feira 29. O primeiro edital será lançado para o Parque Nacional Pau-Brasil, que fica na Bahia. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses deverá ser um dos próximos a se beneficiar com o feito.

Segundo Sarney Filho, o ICMBio estima em cerca de R$ 1,4 bilhão os recursos que serão disponibilizados para a gestão das unidades de conservação federais. O dinheiro será utilizado para a consolidação dessas áreas, destinando-se a regularização fundiária e melhoria da infraestrutura para administração, proteção, pesquisa, educação ambiental e visitação.

A importância da permissão para que serviços, áreas ou instalações de unidades de conservação sejam concedidos para a exploração de atividades de visitação foi enfatizada pelo parlamentar maranhense. “Precisamos tornar nossos parques nacionais rentáveis e sustentáveis, beneficiando o meio ambiente e a população, com geração de emprego e renda”, salientou.

Outro problema resolvido com a nova lei diz respeito às contratações temporárias, antes com contratos de apenas seis meses. Agora, tanto o ICMBio quanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) poderão contratar funcionários por tempo determinado não superior a dois anos, admitida a prorrogação dos contratos por até um ano. Os brigadistas florestais, por exemplo, poderão ser utilizados na prevenção de incêndios e emergências ambientais, já que o contrato durará o ano todo. A iniciativa vai ampliar fortemente a capacidade de gestão das unidades de conservação, já que estabelece a contratação de pessoal local, fator de desenvolvimento das regiões de entorno dessas seções.

Sarney Filho defende redução do ICMS sobre os combustíveis
Política

Proposta vem sendo rebatida pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que não aceita abrir mão da alta arrecadação tributária

O deputado federal e pré-candidato ao Senado Sarney Filho (PV) defendeu, em artigo publicado em seu site pessoal, neste domingo 27, que a solução para crise de desabastecimento e alta do preço do diesel, gasolina e etanol nas bombas está na redução da alíquota sobre os combustíveis. “Ora, a solução mais razoável está ao alcance das mãos. Mais precisamente, ao alcance das canetas dos governadores, que deveriam reduzir o ICMS sobre combustíveis em seus estados, para que os preços possam baixar nos postos”, disse.

A proposta é a mesma que vem sendo apresentada pelo deputado Wellington do Curso (PSDB) e no Senado Federal, inclusive por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que faz oposição ao governo de Michel Temer (MDB), e por especialistas em tributos, mas rebatida pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que já bateu o pé em não aceitar abrir mão da alta arrecadação tributária.

Para Filho, o rejeição de Dino e outros governadores em reduzir o imposto, colocando sobre a responsabilidade da população o funcionamento da economia, demostra inabilidade administrativa. “A recusa em abrir mão dessa fonte de arrecadação tributária, deixando a conta para o contribuinte, denota, na melhor das hipóteses, incapacidade de gestão”, apontou Filho.

Ainda segundo ele, “manter a população sufocada com o elevado custo do deslocamento nas cidades e dos produtos que precisam ser transportados nas estradas — e que tornam-se mais caros, acompanhando diesel —, não se justifica quando a saúde e a educação vão mal”.

Abaixo, a íntegra do artigo:

Combustíveis: qual o preço a pagar?

Além das dificuldades econômicas e políticas que o País tem enfrentado, temos problemas estruturais sérios, que tornam nosso cotidiano mais vulnerável. Somos tão dependentes das rodovias, que bastam 24 horas de bloqueio das estradas para que se instale um estado de angústia e insegurança generalizado entre os brasileiros.

Além de precisarmos de modais de transporte mais diversificados, devido a necessidades logísticas, temos muito a evoluir na substituição dos combustíveis fósseis por fontes limpas e renováveis. A diminuição da emissão de gases do efeito estufa é uma urgência global, para garantirmos a vida em nosso Planeta.

No entanto, independentemente de questões estruturais e ambientais, e de concordarmos ou não com a forma como se deu o movimento que bloqueou as estradas do País, temos que enfrentar o fato de que o preço do combustível se tornou abusivo. Não foi por outra razão que o apoio popular à greve dos caminhoneiros manteve-se alto por dias, apesar dos ônus evidentes para os mais diversos setores, assim como para o cidadão comum.

Ora, a solução mais razoável está ao alcance das mãos. Mais precisamente, ao alcance das canetas dos governadores, que deveriam reduzir o ICMS sobre combustíveis em seus estados, para que os preços possam baixar nos postos. A recusa em abrir mão dessa fonte de arrecadação tributária, deixando a conta para o contribuinte, denota, na melhor das hipóteses, incapacidade de gestão.

A administração pública lida com recursos limitados, devendo estabelecer prioridades, tanto para a arrecadação quanto para despesas. Manter a população sufocada com o elevado custo do deslocamento nas cidades e dos produtos que precisam ser transportados nas estradas — e que tornam-se mais caros, acompanhando diesel —, não se justifica quando a saúde e a educação vão mal. É ainda mais absurdo, quando o dinheiro arrecadado é destinado a aumentar a verba de publicidade, em pleno ano eleitoral.

Sarney Filho

Por afagos e contratos com os Leões, clã Sarney abandona Roseana
Política

Fernando Sarney, Lobão, Edinho, Zequinha e João Alberto incentivam entrada da ex-governadora na disputa, mas criaram relação com o governo Flávio Dino e evitam fazer legítima oposição ao comunista

De todos os motivos que têm levado a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) a fazer corpo mole sobre sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões, destaca-se o abandono do próprio clã Sarney ao nome dela na disputa. Apesar do ex-senador José Sarney (MDB) ter mudado o domicílio eleitoral para o Maranhão, e ter montado um escritório político no estado para reuniões em prol da filha, os principais caciques do grupo, sobre a complacência do próprio Sarney, têm pouco se importado com a real possibilidade do governador Flávio Dino (PCdoB), conforme mostrou o Data Ilha, ser reeleito logo no primeiro turno.

Capitaneado pelo empresário Fernando Sarney, o abandono a Roseana tem começado de dentro da própria família. Em troca de gordurosos contratos com o Palácio dos Leões, o dono do poderoso conglomerado Sistema Mirante de Comunicação tem sido um dos principais divulgadores da propaganda comunista no estado, principalmente na televisão e internet.

Nesta semana, por exemplo, fotos de bastidores, mostrando Fernando e Márcio Jerry Barroso na intimidade de troca de abraços e largos sorrisos, confirmaram que os ataques a Mirante pelo entorno do governo é apenas de fachada. Fora do que se imaginava, o irmão de Roseana pouco se importa com o eventual retorno da emedebista ao comando dos cofres públicos estaduais ou se ela vai ou não parar na cadeia em razão de pilhada por auditorias da Secretaria da Transparência e Controle do Maranhão. Sendo Roseana governadora ou não, para Fernando Sarney, o que importa é que a Mirante permanecerá sendo agraciada com contratos pelos Leões. Fernando, afinal, é empresário, e não político. E Dino é político, por isso aprova esse posicionamento.

No mesmo caminho financeiro de pensar primeiro em seu próprio bolso está o suplente de senador Edison Lobão Filho, o Edinho (MDB).

Dono do também poderoso Sistema Difusora, Edinho priorizou seu lado empresarial e fechou contrato de arrendamento da TV e Rádio Difusora FM com um grupo de empresários que, segundo comenta-se nos bastidores, teria ligação com o deputado federal e pré-candidato ao Senado Weverton Rocha (PDT), aliado de primeira hora de Flávio Dino. Desde então, o sistema tem sido utilizado para desfavorecer desafetos do comunista e elevar a gestão do governador.

Mesmo tendo saído em caravana com Roseana por algumas cidades do Maranhão, o filho do senador Edison Lobão (MDB) tem demonstrado que pensa igual Fernando Sarney: para que precisa fazer oposição ferrenha a Dino se, com o comunista no poder, o Sistema Difusora continua governista e bem rentável!?

Além de Fernando e Edison Lobão, outro que sinalizou publicamente que pouco se importa com o futuro político e eventualmente prisional de Roseana é o outro irmão da ex-governadora, o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal, Sarney Filho (PV).

Buscando ser eleito para o Senado, Zequinha, como é mais conhecido, sempre portou-se como alguém de íntima proximidade com Flávio Dino, trocando sorrisos, piadas e conversas ao pé de ouvido com o comunista em todo evento em que participam juntos. Ele, inclusive, para chegar até a sonhada Câmara Alta, já aceita até dividir palanque com Weverton Rocha (PDT) — jogando para escanteio, por tabela e sem se importar, seu companheiro de chapa Edison Lobão, que também ignora a existência da nova Difusora.

Até mesmo o senador João Alberto Souza (MDB), conhecido pela cara sempre de mau, fechada e pelo apelido de Carcará, esconde o rosto e fecha o bico em relação a Dino e a gestão do PCdoB no Estado.

Embora tenha demonstrado irritação com o governador — a única vez, em três anos e meio de governo — no evento de inauguração de trecho da BR-135, João Alberto tem pouco se importado com a postura de seu obediente afilhado na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Roberto Costa (MDB), que, em troca de afagos leoninos, além de não fazer oposição a Flávio Dino, ainda sobe a tribuna para exaltar o comunista e criticar quem se levanta contra o chefe do Executivo. Nem mesmo durante votações polêmicas, como o aumento de impostos, Costa tem deixado Dino na mão. Cumpre sempre fielmente o status de legítimo emedebista vermelho.

Há ainda os sarneystas na Câmara dos Deputados que, com exceção de Hildo Rocha (MDB), estão prestes a concluir o mandato sem nunca sequer ter utilizado a tribuna da Casa para denunciar ou mesmo criticar o governo dinista.

É esse o grupo que, dizendo-se ainda conhecido como clã Sarney, quer a confirmação de Roseana na corrida eleitoral de 2018. Para derrotar o novo Capo di tutti capi — o chefe de todos os chefes, numa tradução livre — ou se valorizar junto aos Leões na disputa?

Roseana pode desistir de pré-candidatura; Sarney Filho cotado para substituí-la
Política

Ex-governadora tem até este fim de semana para decidir se realmente entrará na disputa. Grupo já avalia aderir ao nome de Roberto Rocha

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), pode desistir a qualquer momento da pré-candidatura ao Palácio dos Leões. Ela tem até este fim de semana, quando dirá se pretende retomar ou não a chamada Caravana da Guerreira pelo interior do estado, para dar a decisão final.

De acordo com fontes ouvidas pelo ATUAL7, o ex-ministro do Meio Ambiente, deputado federal Sarney Filho (PV), é o único cotado para substituí-la na disputa.

Enfraquecida após o pai, o ex-senador José Sarney (MDB-MA), considerado uma das raposas mais astutas do país, haver perdido em Brasília a batalha pelo controle estadual do DEM e do PP para os jovens políticos Juscelino Filho e André Fufuca, Roseana entrou em crise desde a quinta-feira da semana passada, dia 12, data agendada para retomada do périplo de vários dias por municípios-chave do Maranhão, em busca da reconquista de lideranças regionais.

Como as fortes chuvas que caíram no estado provocaram enchentes em municípios que estavam inseridos na agenda, Roseana foi obrigada a voltar ao casulo. Não por medo de molhar o cabelo ou os pés, mas de ser classificada pela população como oportunista, que estaria se aproveitando da situação caótica nas cidades para buscar votos.

Aos mais próximos, Roseana passou a confessar dias depois que errou na estratégia.

Segundo a ex-governadora, como o governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo com demora e somente após pressão pública, compareceu pessoalmente aos locais atingidos, levando ações do governo aos municípios em situação de emergência ou estado de alerta, em vez de se esconder do problema, ela deveria ter articulando junto ao Palácio do Planalto a liberação urgente de emendas da bancada federal maranhense para as cidades atingidas.

Insegura, Roseana tem dito ainda que uma coisa seria entrar na disputa pelo governo correndo o risco de perder para Dino, pois se derrotada poderá utilizar o célebre discurso de que perdeu para a máquina. Outra coisa, teme a emedebista, seria entrar de cabeça numa campanha e sequer não estar num eventual segundo turno.

Outro cenário

A possibilidade de Roseana desistir da pré-candidatura desnorteou seu grupo político.

Como o único cotado para substituí-la é Sarney Filho, e o ex-ministro é considerado fraco para a corrida pelo Palácio dos Leões, já é estudado o cenário de uma possível adesão do grupo Sarney à pré-candidatura ao governo do senador Roberto Rocha (PSDB), com Sarney Filho concorrendo à Câmara Alta.

Os sarneysistas avaliam que a candidatura de Rocha pode crescer em cima do desgaste de Flávio Dino e ainda pelo fato do PSDB ter uma pré-candidatura competitiva para presidente da República.

A dificuldade desse cenário, porém, é que a chapa majoritária do tucano já está praticamente fechada, com o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) e o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) como postulantes às vagas ao Senado, restando apenas a indicação para a vice. Seria necessária uma reformulação radical da chapa para que uma mudança nessa dimensão se tornasse possível.

Eleição para deputado federal no MA não contará com sete dos 18 eleitos em 2014
Política

Maioria disputará em 2018 para o Senado. Apenas um desistiu de concorrer para passar o bastão para o filho

Dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão em 2014, pelo menos sete não disputarão pela reeleição do mandato em outubro próximo, abrindo espaços para que novos nomes ou eternos suplentes possam chegar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2018.

Pelos movimentações e declarações públicas, cinco deles pretendem concorrer ao Senado: Eliziane Gama (PPS), Sarney Filho (PV), José Reinaldo Tavares (sem partido), Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (Avante).

Os outros dois são Pedro Fernandes, para dar lugar na disputa ao herdeiro Pedro Lucas, ambos do PTB; e João Castelo, que morreu no final de dezembro de 2016.

Somando-se os votos que todos obtiveram no pleito passado, serão exatos 597.697 eleitores maranhenses livres — ou nem tão livres assim, já que, infelizmente, ainda há conchavos — para escolha de outros nomes.

Clã Sarney fecha chapão para 2018 e vai para o tudo ou nada
Política

Grupo resolveu lançar Roseana e João Alberto para o Palácio dos Leões; e Sarney Filho e Edison Lobão para o Senado Federal

Para alguns demonstração de total segurança. Para outros de total desespero. A julgar pelo chapão formado pelo clã Sarney para a disputa eleitoral de 2018 no Maranhão, o grupo resolveu apostar mais do que alto e partir para o tudo ou nada.

Se até as convenções não houver mudança, o governador Flávio Dino e a sua turma devem enfrentar Roseana Sarney e João Alberto Souza, na disputa pelo Palácio dos Leões; e Edison Lobão e Sarney Filho, na corrida pelo Senado.

Se retomarem o poder, os Sarney dificilmente perderão o comando do Estado novamente, já que, até onde a vista alcança, não há e dificilmente surgirá nomes com ousadia e musculatura para combatê-los.

Todavia, se a dinastia mandatária do Executivo estadual permanecer no poder, numa só leva, estarão enterrados para sempre os quatro maiores caciques do clã maranhense.

Será tudo ou nada.

Grupo Sarney lança Zequinha ao Senado e busca candidato forte ao governo
Política

Com favoritismo absoluto de Flávio Dino, clã teme que tradição do eleitor maranhense de votar na chapa majoritária completa deixe Sarney Filho sem mandato

O grupo Sarney se prepara para lançar, no início da noite desta sexta-feira 2, em evento fechado para convidados, a pré-candidatura do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), ao Senado Federal. O movimento marca o fim da queda de braço pela vaga entre Zequinha, como é mais conhecido o ministro, e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Contudo, para a festa do clã ser completa, resta ainda encontrar um candidato forte ao Palácio dos Leões.

Pela tradição, os eleitores maranhenses estão acostumados a votar na chapa majoritária completa, isto é, nos candidatos a governador e a senador do mesmo grupo. Neste caso, avalia o clã, sem um nome competitivo para disputar o Executivo contra o governador Flávio Dino (PCdoB), ainda que se tenha certeza de que esse nome não será eleito, Sarney Filho pode ficar sem mandato.

Nas eleições de 2014, por exemplo, esse foi o principal fator que levou Roseana a não entrar na disputa pela única vaga disponível ao Senado daquele pleito.

Como o então candidato Luis Fernando Silva (atualmente PSDB) e o posterior candidato Lobão Filho (PMDB) não tinham qualquer chance de ameaçar a vitória certa do comunista, disputar o Senado seria certeza de derrota para a peemedebista. Coube então ao ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (agora no PROS), que teria sido reeleito deputado federal com tranquilidade, se arriscar na missão. Porém, assim como aconteceria com Roseana, Gastão foi derrotado pelo candidato da chapa de Dino, Roberto Rocha (PSB).

Até agora, apesar de estudar outras possibilidades, dentre os nomes mais discutidos pelo clã Sarney para entrar na disputa pelo governo estão o da própria Roseana e do senador João Alberto Souza (PMDB). Ambos sabem que, apesar de todo o desgaste do governador do Maranhão, a inércia e covardia do próprio grupo, seja por benefícios adquiridos nos bastidores por meio do Palácio dos Leões ou por medo de auditorias que apontam para iminentes prisões, elevou Flávio Dino ao favoritismo absoluto na disputa de 2018. Para não ser ainda mais enfraquecido no Maranhão nas eleições do ano que vem, o foco os sarneysistas é eleger ao menos um senador. Sendo João Alberto o escolhido para o sacrifício, Roseana será candidata a deputada federal ou, mais provavelmente, a estadual.

Apesar de que a eventual candidatura de Roseana ou João Alberto ao governo seja apenas para dar musculatura à candidatura de Sarney Filho ao Senado, o grupo ainda tem esperanças de Dino ter as chances de vitória diminuídas numa possível aceitação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que o comunista seja oficialmente investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Lava Jato.

Se isso ocorrer, além de ser mergulhado no mar do maior esquema de corrupção já desbaratado no país, Flávio Dino pode ser alvo de diligências da Polícia Federal e até mesmo ser preso ou afastado do mandato.

Cópia do Bolsa Verde por Flávio Dino favorece Sarney Filho
Política

Governo aprovou na Assembleia Legislativa projeto que reproduz o programa desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente

Apesar de não ser o pai do modelo que serviu de base para a elaboração do Bolsa Verde, o ministro do Meio Ambiente e pré-candidato ao Senado Federal, Sarney Filho (PV), foi amplamente favorecido ao ter o programa copiado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

A reprodução aconteceu oficialmente na última quinta-feira 18, quando a base governista aprovou na Assembleia Legislativa matéria que institui o Maranhão Verde — até o nome foi copiado.

No governo federal, o programa foi criado em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff, mas passou a receber maior atenção após o maranhense assumir o controle da pasta.

Segundo divulgado pelo deputado estadual Adriano Sarney (PV), que é filho do ministro e lembrou da cópia, quase 2 mil famílias do estado já foram beneficiadas pelo programa, por meio de transferência de renda para pessoas em situação de extrema pobreza, que vivem em áreas de relevância para a conservação ambiental.

A cópia feita pelo regime comunista, portanto, mesmo sem os devidos créditos, é um reconhecimento ao trabalho que vem sendo desenvolvido por Sarney Filho na condução do programa.

Sarney Filho confirma agenda em Brasília para viabilizar projeto dos “Diques da Baixada”
Política

Ministro do Meio Ambiente encaminhará algumas demandas para toda a região a partir do próximo mês

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, respondeu positivamente a solicitação do presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, Flávio Braga, para o Projeto Diques da Baixada.

A confirmação foi feita pelo próprio Braga na semana passada, durante evento no município de Bequimão. Segundo ele, a partir do mês de setembro, Sarney Filho encaminhará algumas demandas para toda a região, que se encontra agonizando.

“O ministro Sarney Filho marcou uma agenda com o Fórum da Baixada para o início de setembro para encaminhar algumas demandas não somente da nossa entidade, o Fórum da Baixada, mas toda uma região que está agonizando sem a devida atenção das autoridades públicas do no estado”, disse Flávio Braga.


Os Diques da Baixada Maranhense são obras de engenharia que, se um dia saírem do papel e de promessas eleitoreiras, permitirão a contenção de água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando o seu escoamento para o mar sem alterar as cotas máximas naturais de inundação.

Além de servir ao consumo humano da população do entorno, essa água ampliará o período de pesca artesanal, matará a sede das criações animais, poderá ser usada em agricultura familiar irrigada, pastagens irrigadas para pecuária leiteira, circulação de canoas, e ainda abrir a possibilidade do uso do dique para tráfego leve, como bicicleta, motocicletas e carroças.

Sarney Filho diz que não vai dar posse a infrator ambiental no Ibama
Política

Neuvaldo David Oliveira é réu em quatro ações de improbidade. Ele já foi responsabilizado pela instalação de rede de abastecimento de energia elétrica em área de preservação permanente

O ministro José Sarney Filho, do Meio Ambiente, informou nesta segunda-feira 25 que não dará posse a Neuvaldo David Oliveira na Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Bahia. O Ministério Público Federal expediu recomendações a Sarney Filho e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em 20 de julho, para que tornassem a nomeação sem efeito. A informação é do Blog do Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo.

Neuvaldo David Oliveira é réu em quatro ações de improbidade e já foi responsabilizado por infração ambiental. A nomeação havia sido publicada em portaria assinada em 18 de julho pelo ministro de Meio Ambiente Interino, Marcelo Cruz.

De acordo com Sarney Filho, quando soube-se dos ‘passivos ambientais’ de Neuvaldo David Oliveira, a possibilidade de posse foi rechaçada. Sem a posse, não é possível exercer as funções do cargo. O ministro informou que outro nome será indicada ao cargo.

Segundo a recomendação expedida pela Procuradoria da República, Neuvaldo David Oliveira já foi responsabilizado por infração ambiental e condenado a pagar multa pela instalação de rede de abastecimento de energia elétrica em área de preservação permanente, infringindo a Lei nº 9.605/98. A Procuradoria aponta ainda que Neuvaldo David Oliveira responde a quatro ações por improbidade administrativa, sendo duas movidas pelo Ministério Público Federal e as outras pelo município de Caravelas, a 844 quilômetros de Salvador.

A nomeação havia sido questionada também pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Ascema-BA). O presidente da entidade, Alberto Gonçalves, havia criticado a escolha e afirmou que o Ibama é ‘órgão técnico e não político’.

Alberto Gonçalves disse que Neuvaldo Oliveira, quando era prefeito em Caravelas, em 2006, ‘sofreu multa por danos ambientais’, que está ‘pendente de pagamento, está para executar’. Segundo o presidente da Ascema, o valor consolidado está em R$ 133.139,21. “Respeitem esse órgão e coloquem um servidor de carreira”, assinala. “Mudança desse jeito para piorar é inaceitável.

Maranhão terá apenas Sarney Filho no primeiro escalão do governo Temer
Política

Parlamentar vai comandar o Meio Ambiente. Ex-governadora Roseana Sarney tentou emplacar-se no Cidades

O Maranhão terá apenas um representante no primeiro escalão do cada vez mais concreto governo Temer. Apesar das movimentações de bastidores de sua irmã e ex-governadora Roseana Sarney, o único maranhense que ocupará um cargo próximo ao vice-presidente será o deputado federal Sarney Filho, que comandará o Ministério do Meio Ambiente.

O martelo foi batido ainda na última semana de abril, após intensa articulação entre o PV e o PMDB. Reconhecido em Brasília com um nome intimamente ligado ao setor e que se encaixa perfeitamente na lista de “notáveis” para integrar a equipe de recomposição ministerial, Zequinha, como é mais conhecido, passou a ser trabalhado para assumir a concessão da pasta após o senador paranaense Álvaro Dias, principal ícone dos verdes, receber o aval de Michel Temer de que ganharia pelo menos um ministério.

Embora não se encaixe na lista de “notáveis” e acusada de traquinagens com dinheiro público na Lava Jato e na Saúde do Maranhão, Roseana Sarney tentou viabilizar seu nome para o comando do poderoso Ministério das Cidades, que tem grande capilaridade nacional e é estratégico nas eleições municipais de 2016.

A pretensão da ex-governadora era a de usar o cargo como trampolim para o retorno de sua família ao controle do Palácio dos Leões nas eleições de 2018, por meio de um governo paralelo no Maranhão. No comando no Ministério das Cidades, Roseana teria a força, por exemplo, para dificultar a vida do governador Flávio Dino (PCdoB) na esfera federal, e tratar de recursos e grandes obras diretamente com as prefeituras.

Contudo, em meio a uma das maiores crises econômicas e políticas vividas pelo Brasil, a ideia não foi bem recebida por Michel Temer e por setores mais progressistas do PMDB, que em processo de reconciliação nacional enxergam o nome de Roseana como uma alternativa marginal a esse processo.

Apesar de, assim como Roseana Sarney, estar à margem da lista de “notáveis” de Temer – e de seu próprio partido, o PSB –, o senador Roberto Rocha é carta fora do baralho, mas ainda trabalha para desbancar o deputado federal Fernando Bezerra Filho (PE) e ocupar o Ministério da Integração Nacional. A pasta, dentre outras funções, controla a estatal Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba  (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

Sarney Filho desbanca Roseana e garante ministério no governo Temer
Política

Ideia é aproximar o PV de camadas populares da sociedade e barrar o avanço da Rede Sustentabilidade

Uma das condicionantes impostas pelo ex-senador José Sarney ao vice-presidente Michel Temer para apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi a concessão de pelo menos um ministério a um de seus filhos: Sarney Filho ou Roseana Sarney.

No início dessa semana, o vice-presidente bateu o martelo: deixaria o Ministério do Meio Ambiente nas mãos do PV, de Sarney Filho. Com isso, está descartada a possibilidade da ex-governadora do Maranhão assumir alguma pasta no governo Temer.

A articulação entre o PV e o PMDB começou cerca de dez dias antes da votação do impeachment, ocorrido no dia 17 de abril. O PV, que tem entre seus ícones o senador paranaense Álvaro Dias, recebeu aval de Temer de que ganharia pelo menos uma pasta. A preferida dos verdes sempre foi o Meio Ambiente. A ideia é aproximar o PV de camadas populares da sociedade e barrar o avanço da Rede Sustentabilidade, sigla criada por Marina Silva.

Tendo conhecimento disso, José Sarney passou a articular diretamente com Temer a concessão da pasta para Sarney Filho, tido como um representante ideal para o PMDB na fase de transição. Sarney Filho é reconhecido em Brasília com um nome intimamente ligado ao meio ambiente e, para Temer, ele se encaixa na lista de “notáveis” para integrar a equipe de recomposição ministerial.

Oficialmente, José Sarney e Sarney Filho negam a indicação. Mas fontes ligadas ao vice-presidente já falam de Sarney Filho como novo ministro do Meio Ambiente.

Impeachment: Flávio Dino ofereceu até secretaria para Sarney Filho
Política

Governador do Maranhão tentou ainda fechar com Waldir Maranhão e Zé Reinaldo em troca da garantia das duas vagas ao Senado

Apesar de ter ido diretamente a Brasília para tentar convencer deputados a não votar no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Flávio Dino (PCdoB) se mostrou pouco eficiente na defesa do mandato da petista. Pelo menos em comparação com sua grande adversária política, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), e com o coordenador do impeachment na bancada maranhense, deputado André Fufuca (PP-MA).

Dos 18 parlamentares da bancada, apenas sete devem votar contra o impeachment: Rubens Júnior (PCdoB), Weverton Rocha (PDT), Zé Carlos (PT), Pedro Fernandes (PTB), Júnior Marreca (PEN), João Marcelo (PMDB) e Aluísio Mendes (PTN). Mas destes, nenhum deles foi convencido diretamente pelo governador do Maranhão, que viajou para Brasília na semana passada e voltou à cruzada desde a última quarta-feira 13.

Rubens Júnior é da bancada do PCdoB e, apesar de sua paixão por Flávio Dino, sua decisão toma como base uma orientação da própria legenda. Weverton Rocha foi alçado como líder do PDT e a negociação dele é diretamente com a executiva nacional da sigla; Zé Carlos segue orientação do PT; Júnior Marreca e João Marcelo estão fechados diretamente com o governo Dilma; Pedro Fernandes nunca teve qualquer tipo de relação com o governador; e Aluísio Mendes retornou ao voto anterior, de ser contra o impeachment, após ter sido isolado no partido.

Durante essa semana, Dino tentou convencer deputados do PRB, PMDB, PP, PEN e até do PV a votar a favor do governo. Porém, sob a articulação de Roseana e Fufuca, todos evitaram, sequer, conversas com o governador.

O deputado federal Sarney Filho, por exemplo, foi procurado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB) para votar contra o impeachment em troca de uma secretaria no alto escalão do governo Flávio Dino. O vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão, mesmo o governador do Maranhão lhe garantindo uma das vagas ao Senado, decidiu seguir orientação do PP e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de quem é aliado. Zé Reinaldo também não trocou o voto consciente em troca da outra vaga ao Senado oferecida por Flávio Dino.

A grande dúvida, até ontem, eram os outros dois deputados do PMDB maranhense: Alberto Filho e Hildo Rocha. Houve uma tentativa de aproximação de Dino, segundo fontes próximas aos deputados, mas nada que avançasse muito. Ambos decidiram seguir a orientação de Roseana, que está em Brasília em conversas intensas com seus ex-secretários.

Sem prestígio junto à bancada federal maranhense, sobrou então para governador do Maranhão apenas distribuir nas redes sociais e em grupos do aplicado WhatsApp fotos em que aparece ao lado de deputados de outros estados, mas também já fechados contra o impeachment da presidente Dilma sem qualquer influência do comunista.

Acompanhado de seu secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, o governador Flávio Dino pretende permanecer em Brasília até o próximo domingo 17, dia da votação do impeachment. Munido de grandes propostas, ele acredita que ainda dá para reverter o quadro.