Roseana Sarney
Com Roseana e Detinha na disputa, Maranhão pode voltar a eleger mulheres para Câmara após oito anos
Política

Bancada feminina maranhense pode ser a maior da história caso Amanda Gentil também seja eleita deputada federal

No próximo dia 2 de outubro, o Maranhão pode voltar a eleger mulheres para a Câmara Federal.

Se levados em conta o apoio popular, o peso político e a estrutura partidária, caminham para serem eleitas deputadas federais em 2022 a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e a deputada estadual Detinha (PL).

Competitivas, ambas também são vistas pelos respectivos partidos como puxadoras de votos, e tendem ainda a disputar a maior votação entre todos concorrentes às 18 cadeiras do Maranhão na Câmara, inclusive com mais votos do que os homens.

Também é forte pré-candidata a secretaria de Governo, Articulação Política e Segurança Pública de Caxias, Amanda Gentil, mas ela depende de filiação em um partido com musculatura e sem grandes adversários internos para chegar lá.

A última vez em que o Maranhão elegeu uma mulher para a Câmara foi nas eleições de 2018, quando a hoje senadora Eliziane Gama (Cidadania) consagrou-se a mais votada no pleito, com 133.575 votos.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Maranhão teve oito deputadas federais. Contudo, apenas cinco delas foram realmente eleitas. As demais chegaram a exercer o mandato, mas como suplentes ou após a renúncia do titular.

A primeira mulher a ser eleita para a Câmara dos Deputados pelo Maranhão foi Roseana Sarney, nas eleições de 1990, com 44.785 votos, à época a mais votada do estado. Em 1994, foi eleita Márcia Marinho, e no pleito posterior, de 1998, Nice Lobão.

Em 2002, o Maranhão colocou pela primeira e, até então, única vez duas mulheres da Casa: Nice Lobão, reeleita, e Terezinha Fernandes. Nice Lobão conseguiu se reeleger novamente em 2006 e 2010.

Eliziane Gama foi a última mulher escolhida pelo eleitor maranhense para a Câmara, em 2014, e as suplentes que assumiram o mandato foram Telma Pinheiro, Rosângela Curado e Luana Costa.

Caso, além de Roseana e Detinha, Amanda Gentil também seja eleita no pleito deste ano, a bancada feminina maranhense pode ser a maior da história, com três deputadas federais.

Roseana Sarney tentará segundo mandato para Câmara em sua oitava eleição
Política

Ex-governadora do Maranhão foi deputada federal entre 91 e 94, e está fora da vida pública desde 2014

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), anunciou na última sexta-feira (11) que vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2022, encerrando as especulações de que tentaria retornar ao governo do Estado.

“Hoje, depois de ter sido governadora por quatro mandatos, eu me sinto muito experiente e com vontade de ajudar mais ainda o Brasil, e em especial o Maranhão“, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.

Será a segunda vez que Roseana tentará mandato de deputada federal, cargo no qual entrou para a vida pública. Na primeira vez, foi eleita pelo extinto PFL, e exerceu o mandato entre 1991 e 1994.

O pleito de outubro próximo será a oitavo disputado pela filha do ex-presidente José Sarney (MDB-MA), que tem 68 anos e é graduada em Ciências Sociais pela UnB (Universidade de Brasília).

Além da Câmara, também disputou cinco vezes o Palácio dos Leões, tendo sido vitoriosa nas urnas em três oportunidades. Nas duas primeiras, foi eleita e reeleita, e comandou o Executivo entre 1995-1998 e 1999-2002, sendo a primeira mulher no país a conquistar esses feitos.

Apeada da corrida pela Presidência da República em 2002 pela operação da Polícia Federal na empresa Lunus Serviços e Participações, da qual era sócia com o marido, Jorge Francisco Murad Júnior, concorreu ao Senado e conseguiu se eleger apesar do escândalo. Exerceu o mandato de senadora da República entre 2003 e 2009, quando voltou ao Palácio dos Leões.

O retorno ao Executivo maranhense ocorreu após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir pela cassação dos mandatos de Jackson Lago e do vice Luis Porto por abuso de poder político nas eleições de 2006 –quando Roseana Sarney foi derrotada nas urnas pela primeira vez.

Novamente de posse das chaves dos cofres públicos do Estado, foi reeleita governadora em 2010, e exerceu o mandato entre 2011 e 2014, quando deixou a vida pública.

Dez anos depois, em 2018, tentou retornar ao Palácio dos Leões, mas sofreu a segunda derrota eleitoral, desta vez para Flávio Dino (PSB), atual mandatário.

Sem julgar mérito, Justiça extingue ação que acusava Roseana Sarney de enriquecimento ilícito
Política

Processo apurou se ex-governadora do Maranhão aumentou a verba de publicidade institucional para realizar pagamentos irregulares aos veículos de imprensa em que é sócia, a TV e Rádio Mirante

O juiz Marcelo Elias Matos e Oka, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, decidiu que uma ação popular contra a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), por suspeita de enriquecimento ilícito, deve ser extinta sem análise do mérito.

Também foram beneficiados com a decisão as empresas Canal Comunicação, Phocus Propaganda e Marketing, A B Propaganda e Marketing e VCR Produções e Publicidades, além da TV e Rádio Mirante, os ex-secretários de Sérgio Macedo e Carla Georgina e o Estado do Maranhão.

A ação foi proposta pelo Rubens Pereira Júnior e Domingos Dutra, ambos do PCdoB, durante a eleição de 2014, e acusava a então mandatária do Executivo de aumentar irregularmente a verba de publicidade institucional para realizar pagamentos aos veículos de imprensa em que é sócia, com objetivo de enriquecimento ilícito imoral, promoção pessoal e eleitoral, com vistas à vitória nas urnas naquele pleito.

Todo o dinheiro, segundo a acusação, teria sido despejado por meio das quatro agências de publicidade contratadas pela Secretaria de Comunicação do Estado.

O processo corria desde 2014, e foi julgado em dezembro do ano passado.

No entendimento de Oka, há “ausente o interesse processual, tanto em sua vertente adequação quanto necessidade/utilidade do provimento desejado”.

Para o magistrado, a questão “seria melhor deduzida no âmbito da Justiça Eleitoral, visto que existem no ordenamento jurídico instrumentos processuais próprios para a investigação de abuso de poder político e econômico, quais sejam, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral e a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo”.

“Tal circunstância revela a impropriedade do manejo da ação popular no presente caso, a justificar sua extinção por ausência de interesse processual, em sua vertente adequação”, anotou.

Marcelo Oka também destacou que, tendo em vista que a ação se baseava no suposto uso de utilização da propaganda institucional para promover desequilíbrio na disputa eleitoral daquele ano, a vitória de Flávio Dino ao Governo do Estado, então pelo PCdoB, esvaziou qualquer utilidade e necessidade de julgamento do mérito da demanda, “em razão da absoluta mudança do contexto fático que a motivou”.

“Ademais, as alegações de fato dos autores se basearem exclusivamente no aumento da verba destinada à publicidade institucional, não havendo alegação de ilegalidade nos contratos firmados, os quais, pelos documentos juntados às contestações, restaram todos cumpridos”, completou.

Roseana Sarney diz que aguardará pesquisas para definir rumo em 2022
Política

Ex-governadora vai esperar por definição de Flávio Dino para decidir se disputará Senado ou Câmara dos Deputados

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda não decidiu qual cargo irá disputar nas eleições de 2022, quando Flávio Dino (PCdoB) deixará o comando do Palácio dos Leões para concorrer ao Senado ou se aventurar em uma candidatura ao Palácio do Planalto.

A indefinição foi exposta pela própria emedebista nesta segunda-feira 8, em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, durante o quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante, na emissora de televisão de sua família.

“Estou me preparando para a próxima [eleição]. Ainda não decidi o cargo, quem vai dizer são as pesquisas e o povo do Maranhão”, declarou.

Conforme revelou o ATUAL7 em janeiro último, Roseana confirmou que deseja concorrer para deputada federal ano que vem, mas ressaltou que o martelo ainda não foi batido. “Quem vai decidir é o povo”, disse.

A estratégia de Roseana Sarney, apurou o ATUAL7, é manter seu nome vivo para a disputa pelo Palácio dos Leões, onde espera liderar todas as sondagens eleitorais, para negociar a retirada de seu nome em troca de apoio na corrida pela vaga ao Senado ou Câmara dos Deputados. A partir de abril próximo, institutos de pesquisas já começarão os primeiros levantamentos eleitorais.

Segundo relatos de pessoas próximas de Roseana, a ex-governadora trabalha para não apenas ser eleita, mas a mais votada da história do Maranhão em qualquer um dos cargos que venha disputar, o que reafirmaria sua liderança política.

A decisão, porém, depende da definição de Flávio Dino, que também ainda não resolveu qual cargo disputará em 2022. Se Dino se aventurar à Presidência da República, Roseana tentará o Senado Federal, para onde acreditar ser imbatível. Todavia, se o comunista estabelecer que concorrerá ao Senado, a emedebista sairá para a Câmara.

Roseana diz a aliados que vai concorrer à Câmara; Weverton a quer em chapa, ao Senado
Política

Costura pode provocar embate direto entre ex-governadora do Maranhão e Flávio Dino em 2022

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem dito a aliados, desde o final do ano passado, estar decidida a concorrer à Câmara dos Deputados nas eleições de 2022. Até lá, porém, segundo apurou o ATUAL7, a decisão pode ser revista, caso a emedebista se alie ao senador Weverton Rocha (PDT).

Adversário do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural do governador Flávio Dino (PCdoB), Weverton pretende costurar com Roseana a vaga ao Senado em sua chapa.

Dino tem dito publicamente que pode concorrer ao Senado, o que geraria um embate direto entre ele e Roseana pela única vaga a que o Maranhão terá direito ao Senado Federal no pleito.

Loteamento de cargos dificulta montagem de secretariado por Eduardo Braide
Política

Entre os aliados, três postulam o Palácio dos Leões daqui a dois anos: Roberto Rocha, Weverton Rocha e Roseana Sarney

A demora do prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), em divulgar os nomes que comporão seu secretariado provisório tem relação com a quantidade de aliados que o apoiaram na caminhada ao Palácio de La Ravardière nas eleições de 2020.

Segundo fontes próximas a Braide ouvidas em reservado pelo ATUAL7, há uma disputa interna por pastas estratégicas para 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) pelo comando do Palácio dos Leões. Entre as pastas de maior dificuldade para escolha de nomes estão as de saúde, educação, obras e de cultura.

Até o momento, pelo menos três aliados do prefeito eleito postulam o governo estadual daqui a dois anos: Roberto Rocha (PSDB), Weverton Rocha (PDT) e Roseana Sarney (MDB). Outros tentarão reeleição para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, ou chegar a uma das Casas pela primeira vez.

Eventuais experiências exitosas em secretarias municipais favoreceriam os indicados na corrida eleitoral.

Há, ainda, um pequeno acirramento pelo controle da Seconzinha.

Entre acertos feitos por Braide e aliados, indicados que não corresponderem às expectativas nos primeiros 100 dias de gestão serão trocados. Por isso, o secretariado será provisório.

Por sobrevivência, clã Sarney se divide entre Braide e Neto em São Luís
Política

Candidatos do Podemos e do DEM ao Palácio de La Ravardière contam com apoio de Fernando e Roseana Sarney, respectivamente. PV e MDB, partidos da família, estão incluídos na estratégia

Com a maioria dos membros históricos cooptados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) desde as eleições de 2014, o que restou do clã Sarney no Maranhão busca sobrevivência empresarial e política, incluindo volta à vida pública em 2022, por meio do pleito municipal deste ano.

Para isso, se dividiu na capital entre dois candidatos ao Palácio de La Ravardière: Eduardo Braide (Podemos) e Neto Evangelista (DEM).

O primeiro, Braide, tem o apoio de Fernando Sarney, que comanda o Sistema Mirante, conglomerado de comunicação da família, além do apoio direto do PV, de Adriano e Zequinha Sarney. O segundo, Neto, é apoiado por Roseana Sarney, também dona da Mirante, e pelo MDB, do próprio ex-senador José Sarney e da ex-governadora.

Longe de ser um racha, a divisão é estratégica.

STJ nega recurso do MPF e mantém Roseana fora de inquérito sobre caso Usimar
Política

Ministério Público Federal tentava reverter decisão do TRF-1. Investigação apura desvios de R$ 44,2 milhões na construção de uma fábrica que nunca saiu do papel

A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), por maioria, negou recurso do MPF (Ministério Público Federal) que tentava incluir a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) em um inquérito sobre o caso Usimar, da extinta Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).

Segundo o MPF, Roseana teria participado do suposto desvio de R$ 44,2 milhões destinado para construção de uma fábrica de autopeças, em São Luís, que nunca saiu do papel. O inquérito tramita no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, com cerca de 20 réus, entre eles o marido da emedebista, Jorge Murad.

No último dia 5, a votação do recurso estava empatada em 2 a 2, quando o ministro Gurgel de Faria pediu vistas. Nessa terça-feira 12, no prosseguimento do julgamento, ele apresentou voto-vista contrário ao pedido do Ministério Público Federal.

Com isso, o placar final ficou em 3 votos contrários ao provimento ao agravo interno, e apenas dois favoráveis ao recurso especial.

STJ retoma julgamento sobre envolvimento de Roseana no caso Usimar
Política

MPF tenta reverter decisão do TRF-1, e tornar ex-governadora ré em ação que apura desvios de R$ 44,2 milhões na construção de uma fábrica de autopeças em São Luís, que nunca saiu do papel

A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai retomar, na tarde desta terça-feira 12, o julgamento de um recurso do MPF (Ministério Público Federal) para que seja revertida decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), seja tornada ré em uma ação de improbidade que apura o desvio de R$ 44,2 milhões da extinta Sudam.

A sessão será para a apresentação de voto do ministro Gurgel de Faria.

No último dia 5, ele pediu vistas após a votação empatar em 2 a 2, com os votos dos ministros Napoleão Nunes Maia Filho (relator) e Sérgio Kukina, negando provimento ao agravo interno do MPF; e dos ministros Benedito Gonçalves e Regina Helena Costa, pelo provimento ao agravo interno a fim de, conhecendo-o, dar provimento ao recurso especial.

Segundo as investigações, o dinheiro da Sudam deveria ter sido utilizado na construção de uma fábrica de autopeças, em São Luís. A obra, porém, diz o MPF, nunca saiu do papel.

A participação de Roseana no suposto esquema, segundo o Ministério Público Federal, teria ocorrido por meio de articulação da então governadora, mesmo tendo conhecimento prévio de suas inúmeras irregularidades, pela aprovação do projeto Usimar na plenária realizada na capital maranhense em 14 de dezembro de 1999, do Condel (Conselho Deliberativo da Sudam), do qual ela fazia parte.

Entre os quase 20 réus na ação está Jorge Murad, marido da ex-governadora e ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia.

Governo Dino reativa site com gastos da gestão Roseana
Política

Dados voltaram ao ar após o ATUAL7 revelar que o antigo Portal da Transparência estava desativado

O governo Flávio Dino (PCdoB) reativou o antigo Portal da Transparência do Governo do Maranhão, que mostra os gastos da última gestão de Roseana Sarney (MDB).

O site estava inacessível desde o final do ano passado, e só retornou ao ar após o ATUAL7 revelar, na última terça-feira 14, o retrocesso na transparência pública.

Adversário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e possível pré-candidato à Presidência da República em 2022, Flávio Dino aliou-se no plano nacional ao ex-senador José Sarney. A desativação do site com os gastos de Roseana, filha de Sarney, coincidentemente, aconteceu após o comunista haver se encontrado com o ex-desafeto.

Com a reativação, o cidadão volta a ter acesso às despesas, receitas, convênios, transferências, orçamento, PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2009 a 2014.

Embora tenha reativado o site, mesmo procurado, o Palácio dos Leões segue em silêncio e ainda não se manifestou sobre assunto.

Governo Dino desativa site que mostrava gastos da gestão Roseana Sarney
Política

Retirada dos dados de 2009 a 2014 do ar dificulta a transparência. Governador do Maranhão aliou-se a José Sarney no ano passado

Ao assumir o comando do Palácio dos Leões, em 2015, o governador Flávio Dino (PCdoB) lançou um novo Portal da Transparência com despesas apenas da própria gestão, separando-as das realizadas por sua antecessora, Roseana Sarney (MDB), dispostas em um site que já estava no ar. Assim, para o cidadão saber o destino do dinheiro público dado por Roseana, ou comparar os dispêndios do comunista e da emedebista, precisava acessar as duas páginas na internet. Agora, nem isso é mais possível.

Desde o final do ano passado, o governo Dino desativou a página que mostrava os gastos do Governo do Maranhão entre 2009 e 2014. Com o retrocesso na transparência pública, além das despesas, também deixaram de ser acessíveis ao cidadão outros dados financeiros de Roseana, como receitas, convênios, transferências, orçamento, PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual).

A confirmação da desativação foi feita pelo ATUAL7 nesta terça-feira 14, por meio do Down For Everyone Or Just Me (“Caiu para todo mundo ou só para mim”, em tradução livre), após, em diversas tentativas de acesso à página nas últimas semanas, receber sempre a mensagem “ERR_CONNECTION_TIMED_OUT”. A ferramenta online que confirmou a desativação, no caso, mostra se um site não está acessível apenas para determinado usuário ou para todos.

Procuradas desde o último dia 9, pelos e-mails institucionais, para se posicionarem sobre o assunto, as secretarias de Comunicação e de Transparência não retornaram o contato.

Em tese, a desativação da página viola a LAI (Lei de Acesso à Informação), LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e a Lei da Transparência, podendo configurar improbidade administrativa, passível de afastamento do cargo, em caso de condenação.

Aliança com Sarney

A retirada do ar dos gastos da gestão Roseana, coincidentemente, ocorre após Flávio Dino ter procurado o ex-senador José Sarney (MDB), pai da ex-governadora, para conversar.

No ano passado, conforme confessou o próprio comunista, ele foi em busca dos conselhos de Sarney sobre a política nacional. Dino é pré-candidato a presidente da República em 2022.

Após aliança, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística) divulgou estudo apontando que o Maranhão permanece como o estado do país com a maior quantidade de pessoas com rendimento abaixo da linha da pobreza e da extrema pobreza. Talvez também por coincidência, pela primeira vez, Flávio Dino (PCdoB) não culpou o ex-desafeto.

Movimento pró-Roseana implode tratativas do MDB com Carlos Madeira
Política

Juiz federal vai se aposentar neste mês e disputará a prefeitura de São Luís em 2020

Repentinamente lançado pelo deputado estadual Roberto Costa —que há poucos dias promovia atos públicos de apoio à pré-candidatura do deputado Neto Evangelista (DEM)— o movimento do MDB pela entrada da ex-governadora Roseana Sarney na disputa pela prefeitura de São Luís implodiu as tratativas do partido com o juiz federal Carlos Madeira.

Com aposentadoria confirmada para este mês, Madeira estava praticamente a caminho certo da legenda, inclusive tendo a própria Roseana como principal entusiasta do projeto de ter o magistrado na corrida pelo Executivo da capital. A mudança de planos da cúpula emedebista, porém, fez com que ele decidisse retomar a agenda de contatos com outras siglas.

“Página virada. Compreendo que o partido está fazendo opção pela pacificação de seus membros, que passa pelo nome de Roseana”, declarou ao ATUAL7, ao ser questionado sobre como fica a agenda com o MDB após a ex-governadora ter deixado em aberto que pode ela própria concorrer à prefeitura.

Embora não possa ser oficialmente declarado pré-candidato —em razão do impedimento legal por ainda ocupar o cargo na magistratura— Madeira tem sido cobiçado por diversos partidos para a disputa pela prefeitura de São Luís em 2020.

Diante da inviabilidade do MDB como rumo partidário, segundo apurou o ATUAL7, as conversas devem avançar com o Solidariedade, do secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Natural de São Luís, Carlos Madeira teve o nome lembrado pelo eleitorado ludovicense na última pesquisa de intenção de votos do Instituto Escutec, realizada entre a primeira e segunda quinzena de outubro.

Como o perfil de magistrado e de outsider agrada o eleitor de São Luís, que almeja um gestor sem tradição política, tem forte potencial de crescimento, sobretudo pela baixa rejeição.

Justiça Federal retrata decisão e retoma ação penal contra Jorge Murad por ‘Caso Usimar’
Política

Acusação envolve marido de Roseana Sarney em suposto desvio de R$ 44,2 milhões da Sudam para a construção, em São Luís, de uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel

O juiz federal substituto Luiz Régis Bomfim Filho, da 1ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, decidiu retomar a ação penal que envolve o ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Jorge Murad, marido da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e quase outras 20 pessoas, em suposto desvio de R$ 44,2 milhões.

A decisão foi tomada no início deste mês, em retratação positiva à proferida em junho de 2013, que tornou sem efeito o primeiro entendimento de recebimento da denúncia — ocorrido quase dois anos antes — e rejeitou a acusação feita pelo Ministério Público Federal (MPF).

À época, a Justiça Federal maranhense entendeu que, na sustentação da peça acusatória, o MPF fez expressa menção à busca e apreensão pela Polícia Federal na sede da empresa Lunus Serviços e Participação Ltda, declarada nula pela maioria dos desembargadores da Segunda Seção do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, por alegada falta de motivação para a diligência investigativa.

No recurso acolhido por Bomfim, o MPF defendeu que, apesar de haver sido declarada nula a busca e apreensão na Lunus, “não houve trancamento da investigação e nem a declaração de nulidade de outras provas existentes ou que viessem a ser produzidas relacionadas aos mesmo fatos que se pretendia desvendar com a produção da prova declara nula”.

Segundo a PF, os recursos supostamente desviados por Jorge Murad e os demais denunciados têm como origem os cofres da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

O dinheiro, de acordo com as investigações, foi repassado à Usimar Componentes Automotivos Ltda, em cumprimento ao decidido numa reunião presidida por Roseana Sarney quatro meses antes da autorização para o recebimento do dinheiro, destinado para a construção, em São Luís, de uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel.

Outro lado

Ao ATUAL7, o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que faz a defesa de Jorge Murad, declarou que não há nada que justificasse a reconsideração feita por Bomfim.

“A defesa entende que, tecnicamente, não há absolutamente nada que justificasse essa reconsideração que foi feita, por parte do juiz. Estamos fazendo um estudo mais aprofundado e, provavelmente, vamos entrar com Habeas Corpus para fazer o trancamento, porque a decisão é inusitada, inusual e, no ponto de vista da defesa, sem fundamentação jurídica”, disse.

Adriano eleva tom contra Dino e relembra que PCdoB integrou governos de Roseana
Política

Partido e até irmão do comunista tiveram cargos no primeiro escalão em gestões da emedebista

O deputado estadual Adriano Sarney (PV), único remanescente de seu grupo político com mandato a partir deste ano, começou a elevar o tom nas redes sociais contra o governador Flávio Dino (PCdoB) e o entorno do Palácio dos Leões, antecipando como deverá ser sua atuação a partir de agora na Assembleia Legislativa.

Na última semana, após embate com o deputado federal eleito Márcio Jerry (PCdoB), considerado eminência parda do governo comunista, o parlamentar usou novamente o Twitter para confrontar o discurso de que, antes de Dino, o Maranhão era dominado pela chamada oligarquia Sarney.

Para isso, conforme já havia sido mostrado pelo ATUAL7, Adriano relembrou que o PCdoB integrou pelo menos duas gestões de Roseana Sarney (MDB), sempre com cargos no primeiro escalão. “Nessa época não tinha oligarquia, tinha muito comunista ocupando cargo e defendendo o governo com unhas e dentes”, alfinetou, completando: “A família Dino veio depois do PCdoB. Sálvio Jesus de Castro e Costa ocupou cargos já no último mandato da ex-governadora. Entre 2010 e 2014”.

Citando os nomes dos três integrantes do partido de Dino que fizeram parte dos governos de Roseana — Marcos Kowarick, Stefano Silva Nunes e Eurico Fernandes — questionou: “Será que nestes oito anos também se tinha uma ‘oligarquia’ no Maranhão?”.

Enquadrados, até o momento nenhum integrante do PCdoB e nem do próprio governo comunista, conhecidos por encabeçar uma falange virtual que habita as redes sociais, retrucou as provocações.

Adriano Sarney, Roberto Rocha, Murad e Roseana declaram voto em Bolsonaro
Política

Edison Lobão Filho também chegou a declarar em Bolsonaro, mas recuou e se diz agora eleitor de Haddad

Adversários do governador Flávio Dino no Maranhão decidiram declarar voto no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas de intenção de votos.

Já se dizem fechados com Bolsonaro o deputado estadual reeleito Adriano Sarney (PV), o senador Roberto Rocha (PSDB), o ex-secretário estadual de Saúde Ricardo Murad (PRP) e a ex-governadora a Roseana Sarney (MDB).

A decisão, segundo revelado por alguns dos novos eleitores do capitão reformado do Exército, é uma tentativa de contrapor Dino, aliado do presidenciável do PT, Fernando Haddad.

Na semana passada, o ainda suplente de senador Edison Lobão Filho, o Edinho (MDB), também chegou a declarar voto em Jair Bolsonaro, mas recuou um dia depois, adotando o novo discurso de que apenas se identifica com o candidato do PSL ao Palácio dos Planalto, mas que seu voto é no candidato petista.

Roseana Sarney ao votar: “Vamos pro segundo turno”
Política

Candidata disse estar confiante na votação pelo carinho que recebeu da população

A candidata ao Governo do Maranhão pela quinta vez, Roseana Sarney (MDB), votou nesta manhã no Colégio Santa Teresa, no Centro, em São Luís. Ela chegou acompanhada da neta, Fernanda, por volta das 11h.

A jornalistas, ela afirmou estar confiante de que o pleito será decidido no segundo turno, e que ela será eleita. “Confiante na votação pelo carinho que recebi da população. Minha expectativa é a melhor possível nestas eleições. Queremos sim um Brasil melhor, um Maranhão melhor. Vamos à vitória, vamos pro segundo turno”, afirmou.

Roseana esteve acompanhada ainda dos candidatos ao Senado Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB), e também do sobrinho e candidato a reeleição, o deputado estadual Adriano Sarney (PV).

Checamos: licitação de Flávio Dino para gastos com comida é de R$ 46,6 milhões
Política

Roseana errou no valor, apontando ser de apenas R$ 45 milhões. Levantamento descobriu ainda que governador faltou com a verdade sobre a vigência. Prazo é de apenas 12 meses e não cinco anos

A candidata ao governo do Maranhão pela quinta vez, Roseana Sarney (MDB), errou o valor ao revelar para o eleitorado que o governador Flávio Dino (PCdoB), já próximo do término do seu mandato, abriu uma licitação para gastos de R$ 45 milhões com comida. A revelação foi feita durante o terceiro bloco do debate na TV Mirante entre os postulantes ao Palácio dos Leões, realizado na noite dessa terça-feira 2.

O ATUAL7 checou a declaração de Roseana, junto ao site da Comissão Central Permanente de Licitação (CCL) do Governo do Maranhão. A informação da licitação é verdadeira, mas a previsão de gastos é bem maior: exatos R$ 46.666.419,25 (quarenta e seis milhões, seiscentos e sessenta e seis mil, quatrocentos e dezenove reais e vinte e cinco centavos).

Publicado no caderno Terceiros do Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 10 de julho último, o processo n.º 0047924/2018 - CCL, referente a registro de preços para a contratação de empresa para prestação de serviços de buffet para eventos, foi aberto para a aquisição de até 1.819.018 produtos alimentícios distribuídos em 15 itens, e contempla lanches como refrigerantes, coquetéis, chás, achocolatados, sucos, sorvetes, doces, gelatinas, frutas da estação, tábuas de frios, patês, bolos, crepes, coquetel de frutas, tortas, café com leite, mini-pizzas, canapés, quiches, tarteletes, mousses dentre outras iguarias.

Há ainda refeições de 3 categorias, cujo algumas das guarnições tem custo estimado aos cofres públicos de até R$ R$ 63,75, por cabeça — baixe o documento.

Apesar de, ao ser confrontando com a revelação da licitação por Roseana, Flávio Dino haver tentado diminuir o impacto da informação repassada ao eleitorado maranhense, a realização do pregão presencial, do tipo menor preço, gerou custos para o Palácio dos Leões, e foi efetivado não para ter seu resultado guardado no fundo de uma gaveta, mas de fato visando a aquisição futura da comida.

Além disso, Dino ainda faltou com a verdade sobre a vigência da ata de registro de preços.

Ao responder Roseana, o comunista afirmou que a validade da ata era de cinco anos. Contudo, segundo o próprio documento informa, a vigência é apenas de 12 meses. Ainda que haja a previsão de prorrogação da ata, a continuidade da contratação não é obrigatória, mas facultativa.