José Sarney
Por afagos e contratos com os Leões, clã Sarney abandona Roseana
Política

Fernando Sarney, Lobão, Edinho, Zequinha e João Alberto incentivam entrada da ex-governadora na disputa, mas criaram relação com o governo Flávio Dino e evitam fazer legítima oposição ao comunista

De todos os motivos que têm levado a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) a fazer corpo mole sobre sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões, destaca-se o abandono do próprio clã Sarney ao nome dela na disputa. Apesar do ex-senador José Sarney (MDB) ter mudado o domicílio eleitoral para o Maranhão, e ter montado um escritório político no estado para reuniões em prol da filha, os principais caciques do grupo, sobre a complacência do próprio Sarney, têm pouco se importado com a real possibilidade do governador Flávio Dino (PCdoB), conforme mostrou o Data Ilha, ser reeleito logo no primeiro turno.

Capitaneado pelo empresário Fernando Sarney, o abandono a Roseana tem começado de dentro da própria família. Em troca de gordurosos contratos com o Palácio dos Leões, o dono do poderoso conglomerado Sistema Mirante de Comunicação tem sido um dos principais divulgadores da propaganda comunista no estado, principalmente na televisão e internet.

Nesta semana, por exemplo, fotos de bastidores, mostrando Fernando e Márcio Jerry Barroso na intimidade de troca de abraços e largos sorrisos, confirmaram que os ataques a Mirante pelo entorno do governo é apenas de fachada. Fora do que se imaginava, o irmão de Roseana pouco se importa com o eventual retorno da emedebista ao comando dos cofres públicos estaduais ou se ela vai ou não parar na cadeia em razão de pilhada por auditorias da Secretaria da Transparência e Controle do Maranhão. Sendo Roseana governadora ou não, para Fernando Sarney, o que importa é que a Mirante permanecerá sendo agraciada com contratos pelos Leões. Fernando, afinal, é empresário, e não político. E Dino é político, por isso aprova esse posicionamento.

No mesmo caminho financeiro de pensar primeiro em seu próprio bolso está o suplente de senador Edison Lobão Filho, o Edinho (MDB).

Dono do também poderoso Sistema Difusora, Edinho priorizou seu lado empresarial e fechou contrato de arrendamento da TV e Rádio Difusora FM com um grupo de empresários que, segundo comenta-se nos bastidores, teria ligação com o deputado federal e pré-candidato ao Senado Weverton Rocha (PDT), aliado de primeira hora de Flávio Dino. Desde então, o sistema tem sido utilizado para desfavorecer desafetos do comunista e elevar a gestão do governador.

Mesmo tendo saído em caravana com Roseana por algumas cidades do Maranhão, o filho do senador Edison Lobão (MDB) tem demonstrado que pensa igual Fernando Sarney: para que precisa fazer oposição ferrenha a Dino se, com o comunista no poder, o Sistema Difusora continua governista e bem rentável!?

Além de Fernando e Edison Lobão, outro que sinalizou publicamente que pouco se importa com o futuro político e eventualmente prisional de Roseana é o outro irmão da ex-governadora, o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal, Sarney Filho (PV).

Buscando ser eleito para o Senado, Zequinha, como é mais conhecido, sempre portou-se como alguém de íntima proximidade com Flávio Dino, trocando sorrisos, piadas e conversas ao pé de ouvido com o comunista em todo evento em que participam juntos. Ele, inclusive, para chegar até a sonhada Câmara Alta, já aceita até dividir palanque com Weverton Rocha (PDT) — jogando para escanteio, por tabela e sem se importar, seu companheiro de chapa Edison Lobão, que também ignora a existência da nova Difusora.

Até mesmo o senador João Alberto Souza (MDB), conhecido pela cara sempre de mau, fechada e pelo apelido de Carcará, esconde o rosto e fecha o bico em relação a Dino e a gestão do PCdoB no Estado.

Embora tenha demonstrado irritação com o governador — a única vez, em três anos e meio de governo — no evento de inauguração de trecho da BR-135, João Alberto tem pouco se importado com a postura de seu obediente afilhado na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Roberto Costa (MDB), que, em troca de afagos leoninos, além de não fazer oposição a Flávio Dino, ainda sobe a tribuna para exaltar o comunista e criticar quem se levanta contra o chefe do Executivo. Nem mesmo durante votações polêmicas, como o aumento de impostos, Costa tem deixado Dino na mão. Cumpre sempre fielmente o status de legítimo emedebista vermelho.

Há ainda os sarneystas na Câmara dos Deputados que, com exceção de Hildo Rocha (MDB), estão prestes a concluir o mandato sem nunca sequer ter utilizado a tribuna da Casa para denunciar ou mesmo criticar o governo dinista.

É esse o grupo que, dizendo-se ainda conhecido como clã Sarney, quer a confirmação de Roseana na corrida eleitoral de 2018. Para derrotar o novo Capo di tutti capi — o chefe de todos os chefes, numa tradução livre — ou se valorizar junto aos Leões na disputa?

Sarney opera para Eduardo Braide disputar os Leões pelo PSD
Política

Articulação visa tornar o parlamentar linha auxiliar do clã na disputa pelo governo e provocar eventual segundo turno. Comando atual do partido no Maranhão é de Cláudio Trinchão

O ex-presidente da República, José Sarney (MDB), opera, há algumas semanas, para a entrada do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) no Partido Social Democrático.

Segundo apurou o ATUAL7, a estratégia visa dar o comando da legenda a Braide no estado, tornando o parlamentar uma espécie de via auxilar do clã na disputa pelo Palácio dos Leões, além de fortalecer eventual segundo turno contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que vai tentar a reeleição.

De acordo com fonte próxima a Sarney, nesta terça-feira 3, houve uma nova reunião com o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, para voltar a tratar do assunto e fechar a questão.

Atualmente, o PSD é comandado no Maranhão pelo assessor especial de Kassab no MCTIC, Cláudio Trinchão, pré-candidato a deputado federal pelo partido. Ele foi secretário de Estado da Fazenda durante a gestão de Roseana Sarney, filha e via principal de Sarney para a disputa pelos Leões em 2018.

O ATUAL7 entrou em contato com Trinchão, e questionou se, com a eventual entrada de Braide, ele permanecerá no partido, mesmo sob o comando do possível novo filiado. O espaço está aberto para manifestação.

Não há ainda informações se o deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PSDB, José Reinaldo Tavares, tenha alguma relação com essa articulação em prol do neo afilhado político.

Sarney opera para entregar PP no MA para Hildo Rocha
Política

Partido é comandado atualmente por André Fufuca e controla a Secretaria de Esporte e Lazer

O ex-senador José Sarney convenceu o presidente Michel Temer, ambos do MDB, a incluir a mudança de comando do PP no Maranhão no alerta que o Palácio do Planalto fará a legenda sobre a manutenção do atual espaço dos progressistas no governo federal. Atualmente, o partido manda nos ministérios da Saúde; das Cidades; e da Agricultura; além da Caixa Econômica Federal (CEF).

Para continuar no controle das pastas, o PP terá de apoiar a reeleição de Temer e a eleição da também emedebista Roseana Sarney ao Palácio dos Leões. José Sarney, inclusive, já indicou o nome que substituirá o presidente do PP no Maranhão, André Fufuca: o também deputado federal Hildo Rocha, principal desafeto do governador Flávio Dino (PCdoB) no Congresso Nacional e atualmente do MDB.

A operação foi articulada por Sarney no último sábado 24, no Palácio do Jaburu, um dia após publicação de entrevista de Temer à revista Istoé, na qual o presidente admitiu pela primeira vez publicamente que tentará reeleição neste ano. A estratégia é filiar Hildo no PP nos últimos dias da janela partidária, que vai até o dia 7 de abril.

“O PP ficará com Roseana, por articulação de Sarney. Hildo Rocha vai se filiar e comandar. Imposição pra continuar no governo Temer”, disse ao ATUAL7 uma fonte próxima da pré-candidata do MDB aos Leões.

Sob o comando de André Fufuca, que é segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, o PP no Maranhão tem o controle da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Sedel).

Procurado pelo ATUAL7, se pretende continuar no partido caso Hildo seja confirmado na presidência estadual, Fufuca tratou a articulação como boato. “Isso não existe. É fuxicada de corredor”, garantiu.

Hildo Rocha também foi procurado, mas ainda não se manifestou a respeito.

Sarney transfere título de eleitor para o MA e assume coordenação de Roseana
Política

Mudança de domicílio eleitoral foi efetivada nessa segunda-feira 19. Será a primeira vez que ele votará nos filhos e no neto

O ex-presidente e ex-senador da República, José Sarney (MDB), oficializou, na 3ª Zona Eleitoral de São Luís, na tarde dessa segunda-feira 19, a transferência do seu título de eleitor, do Amapá para o Maranhão.

A confirmação da informação é do Blog do Marco D’Eça – mas já havia sido antecipada pelo blogueiro Robert Lobato.

Com a mudança de domicílio eleitoral, Sarney encerra as discussões sobre ser novamente candidato a senador pelo Amapá.

Além de voltar a ser eleitor maranhense, será a primeira vez que ele votará nos filhos e no neto. Nas eleições de 2018, Roseana Sarney (MDB) disputará o Palácio dos Leões, Sarney Filho (PV) o Senado e Adriano Sarney (PV) a reeleição na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Já no campo político, o retorno de Sarney ao Maranhão como eleitor tem caráter estratégico, com ele passando a pessoalmente coordenar a campanha de Roseana Sarney e a estar mais próximo de lideranças que já o procuravam em Brasília em busca de auxílio do governo federal — inclusive muitas que o governador Flávio Dino (PCdoB) presume estar fechado com ele.

Ainda no ano passado, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares (sem partido), já havia alertado para essa questão, de que Dino não enfrentaria Roseana em outubro próximo, mas o próprio José Sarney.

Interferência de Sarney no Planalto segue gerando transtornos a Temer
Política

Crise teve início desde a aceitação do veto a Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho e a indicação de Fernando Segóvia para a chefia da PF

A interferência do ex-senador José Sarney (MDB-AP) no dia-dia do Palácio do Planalto, vetando e indicando ministros e ocupantes de outros cargos estratégicos, respectivamente, como os nomes do deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) para o comando do Ministério do Trabalho e do delegado Fernando Segóvia para a diretoria-geral da Polícia Federal, continua gerando transtornos ao presidente Michel Temer.

Desde que seguiu os conselhos de Sarney para as tomadas de decisão em relação aos dois casos, o presidente da República vem perdendo a oportunidade de ter como única dor de cabeça a batalha pela aprovação da Reforma da Previdência pela Câmara. Não é certo afirmar, mas se tivesse dito não ao mandonismo de Sarney, provavelmente, Temer não estaria em franco desgaste e crise interna.

Somente durante o feriadão de Carnaval e Quarta-feira de Cinzas, por exemplo, o Palácio do Planalto amargou duas derrotas seguidas.

A primeira provocada por Fernando Segóvia haver falado demais e indicado, em entrevista à agência de notícias Reuters, que o inquérito contra o presidente Michel Temer — aberto para apurar denúncias de irregularidades na edição do Decreto dos Portos — seria arquivado. A segunda, mais recente, pela decisão da ministra Cármen Lúcia, que reiterou que cabe ao STF (Supremo Tribunal Federal), não ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), a palavra final sobre a moralidade da nomeação da deputada Cristiane Brasil, dona de folha corrida com condenações trabalhistas e que substituiu Pedro Fernandes na indicação do PTB, para o Ministério do Trabalho.

Embora o ex-senador negue ingerência tanto no veto ao comando do ministério, quanto na indicação para a chefia-geral da PF, políticos de seu entorno garantem que partiu dele a degola a Fernandes e o apadrinhamento a Segóvia.

Se o erro da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi o de não ter pedido conselhos a José Sarney, segundo apontou ele próprio em entrevista ao UOL, o erro de Michel Temer pode ter sido mais grave: ele ouviu e obedeceu Sarney.

Gastão Vieira diz que trocou Sarney por Flávio Dino por eleitor
Política

Ex-ministro do Turismo deixou o grupo onde se criou e agora é beato do governador. Ele postula retorno à Câmara dos Deputados

Fora da vida pública desde 2014, quando acabou derrotado na disputa pelo Senado por Roberto Rocha (PSDB), o ex-ministro do Turismo e ex-deputado federal Gastão Vieira (PROS) apontou o eleitor como responsável pela sua mudança radical de posicionamento e grupo político.

“Mudei minha posição política porque achei que será melhor para o meu eleitor”, garantiu, durante solenidade do Governo do Maranhão em Vargem Grande, nesta semana.

Antes aliado fiel de Sarney, em busca de mandato, Gastão agora é devoto de Flávio Dino (PCdoB).

Do comunista, além de passeio no helicóptero do CTA (Centro Tático Aéreo) da Polícia Militar do Maranhão para fazer política eleitoral, em troca do salto, o neo camarada ganhou também a garantia de que será eleito para a Câmara Federal.

“Não vetei Flávio Dino”, lembra Sarney sobre suposto veto a Pedro Fernandes
Política

Declaração foi dada em resposta às acusações do parlamentar maranhense de que sua indicação para o Ministério do Trabalho não vingou por não agradar o ex-senador

O ex-senador José Sarney (MDB-AP) lembrou, em entrevista ao blog do jornalista Gerson Camarotti, que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), atualmente posicionando-se como adversário do emedebista, só foi alçado ao comando da Embratur em razão de seu aval.

A lembrança, em tom de ironia, foi dada por Sarney ao comentar sobre suposto veto ao deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) para o comando do Ministério do Trabalho.

“Ele [Pedro Fernandes] quer arrumar uma desculpa. Colocar a responsabilidade sobre as minhas costas. Se, no passado, não vetei Flávio Dino para a Embratur, não faria isso para alguém que foi nosso amigo”, disse Sarney.

Indicado na cota do seu partido para a pasta, Fernandes já comemorava a saída do anonimato mais do que as festas de Natal e de Fim de Ano, até perceber que a sonhada nomeação não saiu e nem mais sairá. Desde então, tem dado declarações de que a indicação do PTB a Temer foi barrada a mando de José Sarney.

Há rumores, no entanto, de que a não nomeação de Pedro Fernandes teria relação com um suposto impedimento jurídico. Ao determinar o arquivamento de um inquérito por suspeita de peculato (desvio de dinheiro público) e abuso de poder contra o parlamentar maranhense, o ministro Celso de Melo fez uma ressalva sobre a possibilidade de reabertura das investigações. Diante da iminência de novos elementos, Temer não quis nomeá-lo.

Pedro Fernandes é rebento do extinto clã Sarney, e atualmente faz parte da oligarquia montada pelo governador Flávio Dino, que até mesmo criou uma pasta, a Agência Executiva Metropolitana, para abrigar o herdeiro político do deputado federal, o vereador licenciado Pedro Lucas.

José Sarney ironiza Flávio Dino: “Governo Sorvete”
Política

Ex-senador publicou artigo comentando a revelação de que até uma sorveteria foi utilizada para desviar mais de R$ 18 milhões da saúde estadual

O ex-senador José Sarney (PMDB-AP) publicou artigo em seu blog oficial em que ironiza o governador Flávio Dino (PCdoB), seu desafeto no Maranhão, pelo fato de, segundo força-tarefa da Operação Pegadores, 5ª fase da Sermão aos Peixes, até mesma uma sorveteria haver sido utilizada pela organização criminosa para afanar mais de R$ 18 milhões da Secretaria de Estado da Saúde (SES), entre os anos de 2015 e 2017.

Além do uso de empresa de fachadas, segundo a força-tarefa, recursos enviados pelo governo federal ao Palácio dos Leões também foram desviados por meio de empregos fantasmas e salários extras pagos por fora. Até mesmo “namoradas, esposas e amantes” foram bancadas com o dinheiro da saúde.

Abaixo, leia a íntegra do artigo de Sarney:

Governo Sorvete

É uma glória para o nosso Estado a descoberta que acaba de ser feita no Maranhão — o penúltimo estado comunista no mundo depois que a Albânia acabou com esse sistema —, de que descobrimos aquilo que nunca tinha sido achado na mesa dos cientistas: o medicamento universal que liquida com qualquer doença.

A Sociedade Internacional de Medicina, com sede em Londres, acaba de tomar conhecimento de que aqui foi descoberto o remédio final para a saúde, que causa verdadeiro milagre: o Sorvete Milagroso!

A Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal, que há quinze meses acompanhava os trabalhos estatais, tornou transparente o programa governamental para salvar a Saúde Pública.

Mais de UM MILHÃO DE REAIS custou a empreitada do Governo do Maranhão.

Foi feito o cálculo de que é um remédio muito barato para os hospitais. O problema é saber se cada paciente precisa de casquinha de uma bola ou de duas bolas e também o sabor, se de coco ou de cocô, de chocolate, de baunilha ou de açaí. Tudo feito aqui.

Foi um número tão exagerado que levou a Polícia Federal a desconfiar. Só um hospital consumiu quinhentos mil casquinhas de sorvete de uma bola, ao custo unitário de dois reais por bola. Assim, em cada cama, quem chegava encontrava o paciente chupando uma casquinha de sorvete. Faltava remédio, algodão, seringa e roupa lavada, mas sorvete jamais. Quinhentos mil sorvetes sabor Dino. Não ficou muito claro se, burlando a pesquisa, a turma também chupava picolé.

Outra coisa fantástica é o fato de que toda essa produção brutal de sorvete (e picolé?) era produzida por uma firma fantasma, que não existia, mas produzia e consumia o dinheiro que, segundo o slogan do governo, deveria ser “de todos nós”. E os marqueteiros ficaram também ouriçados com a possibilidade de substituir o slogan do Governo por “Sorvetes de Todos Nós!” Seria mais atrativo e chamativo.

Mas a coisa não ficou só por aí: para essa comilança de sorvete tinha que ter pessoal e, portanto, houve a contratação de 424 funcionários fantasmas, para preparar e para saborear os sorvetes (e os picolés?).

A operação era tão secreta que de nada sabiam o Secretário de Saúde, Dr. Carlos, o Governador, Dr. Dino, o Secretário da Articulação Política, Dr. Jerry, o Dr. dos Direitos Humanos e Participação Popular — sim, pois tanto sorvete é caso de direitos humanos e dos direitos dos políticos que apoiavam todo o governo do sorvete.

O milagre é que toda a fórmula de feitura do sorvete da trapaça era explicada ao Secretário de Saúde, com folha suplementar mandada preparar por alguém (?) de cima, que também não sabia de nada — só de tudo.

Sendo assim, entre sorvetes, picolés e roubalheira fica o pobre Maranhão com 20 mortes por semana, estradas esburacadas, filas e filas nos hospitais e nas UPAs, sem remédios e algodão. Os doentes, à beira da morte, só podem balbuciar:

— Me dá um sorvete aí!

Ligado a Sarney, Fernando Segóvia assume a direção da PF
Política

Delegado de carreira já foi superintendente da Polícia Federal no Maranhão

O presidente Michel Temer escolheu o delegado de carreira Fernando Queiroz Segóvia para assumir a direção-geral da Polícia Federal, substituindo o também delegado Leandro Daiello, que estava no comando da PF há quase sete anos.

A informação foi divulgada, na tarde desta quarta-feira 8, pelo Ministério da Justiça, a quem a PF é subordinada.

Ligado por políticos ao ex-senador José Sarney (PMDB-AP), Segóvia tem larga experiência em inteligência de fronteiras, questão considerada prioritária pelo governo no combate ao crime organizado. Ele foi também adido da PF na África do Sul e superintendente regional da Polícia Federal no Maranhão, durante o governo Jackson Lago, tendo sido homenageado pela Câmara Municipal de São Luís, por iniciativa do vereado Ivaldo Rodrigues (PDT), pelos relevantes serviços prestados no combate ao tráfico de drogas e os crimes de corrupção.

Atualmente, estava na Corregedoria da Polícia Federal.

A troca no comando da PF era especulada desde o ano passado, mas havia temores dentro do Palácio do Planalto de que a mudança pudesse ser interpretada como uma ação de Temer para interferir nos rumos da Operação Lava Jato ou das denúncias criminais que tinham o presidente como alvo.

Superadas as denúncias na Câmara dos Deputados e faltando um ano para a saída de Temer do Planalto, o governo sentiu-se à vontade para promover a mudança.

Acordão pró-Roseana envolve convênios via Temer, 150 prefeitos e 25 deputados
Política

Acerto foi fechado há cerca de um mês, em Brasília, entre José Sarney e o presidente da República

Um acordão envolvendo recursos federais fortaleceu a decisão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) a entrar na disputa pelo Palácio dos Leões em 2018, contra o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O acordo foi fechado há cerca de um mês, em Brasília, entre o ex-senador José Sarney e o presidente da República Michel Temer.

Pelo acerto, Temer deve celebrar convênios com 150 prefeituras maranhenses; e beneficiar com recursos federais entidades apontadas por 25 deputados estaduais. Para a bancada federal, o acordo foi pela prioridade na liberação das emendas orçamentárias.

Roseana já mapeia as primeiras regiões do estado que serão beneficiadas pelo acordão, logo após anunciar oficialmente que concorrerá novamente ao governo, em maratona pelos municípios.

Segundo pesquisa Escutec, ela é favorita absoluta na disputa e vence em todos os cenários.

Dino toma PRB, PP, PTB, PR e DEM de Sarney e cria seu próprio clã
Política

Comunista abandonou o discurso de mudança e reestrutura para si o mesmo sistema oligárquico criado pelo ex-senador José Sarney

Quase três anos após assumir o comando do Palácio dos Leões e do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) começa a trocar, desavergonhadamente, a promessa de mudança e fim de velhas práticas da política e reestrutura para si o mesmo sistema oligárquico criado pelo ex-senador José Sarney (PMDB).

Para vencer as eleições de outubro de 2018, Dino abandonou o discurso ideológico de libertação e passou a lotear o Governo do Maranhão, negociando cargos abertamente, em troca de apoios de partidos e lideranças criadas pelo seu, diz ele, adversário político.

E o comunista já conta com um time de peso para se manter no poder.

Ao seu lado já estão o PRB, de Cléber Verde; o PTB, de Pedro Fernandes; e agora o PP, de André Fufuca. Nos próximos dias, devem oficializar a entrada o PR, de Josimar de Maranhãozinho; e o DEM, de Juscelino e Stênio Rezende.

Todos, raposas que dispensam qualquer apresentação devido ao tempo em que estão na política, aderiram e estão aderindo ao governo comunista em troca da indicação de aliados para pomposos e estratégicos cargos e comando de pastas.

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão, inclusive, é o famigerado deputado Rogério Cafeteira (PSB), que abandonou a antiga oligarquia em troca da função.

A estratégia do comunista é a mesma empregada por José Sarney, que, parido de Vitorino Freire, traiu o amigo de seu pai, o desembargador Sarney Costa, e tomou para si comando da política estadual, onde permaneceu por longos e longos anos.

Relembrando a história, antes de virar oposição, Flávio Dino cresceu acompanhando seu pai, Sálvio Dino, em ligação direta com José Sarney, de quem é amigo pessoal. O próprio partido do governador, o PCdoB, foi um dos muitos encastelados no governo Roseana, com cargos no primeiro e segundo escalão.

Talvez isso explique a história que conta-se nos bastidores de que Dino, quando criança, gostava de ir com o pai ao Palácio dos Leões visitar Sarney e, sentando-se no chão, acompanhava as conversas sobre política e economia. Sempre que instado por Sarney sobre não querer ir brincar, Flávio Dino, então, levantava-se e, sentando no colo do amigo do pai, com os olhinhos brilhando, respondia: “Tio, eu não quero fazer outra coisa. Gosto de ficar aqui vendo o senhor conversar, de aprender com o senhor. Tio, quando eu crescer, eu quero ser igualzinho o senhor”.

Fachin arquiva inquérito contra José Sarney na Lava Jato
Política

Ministro do STF acolheu pedido do ex-PGR Rodrigo Janot. PF já havia concluído que não há prova contra Sarney

O ministro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o arquivamento de um inquérito aberto para apurar se o ex-senador José Sarney (PMDB) tentou obstruiu as investigações da operação.

A decisão, tomada nessa segunda-feira 9, livrou também os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR).

Fachin atendeu a recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), feita em setembro pelo ex-chefe do Ministério Público Federal (MPF), Rodrigo Janot. A investigação foi aberta a partir da delação de Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Na manifestação, Janot sustentou que os fatos trazidos pelo delator têm “gravidade incontestável”, mas que, uma vez tornado público, o plano não se concretizou.

Em julho, a Polícia Federal já havia concluído em relatório que não há prova de crime de obstrução à Justiça por parte de Sarney e de nenhum dos outros peemedebistas.

Janot pede arquivamento de inquérito contra José Sarney
Política

Pedido alcança também os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá. Investigação apurava se eles cometeram crime por tentativa de obstrução a Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento do inquérito que investiga no Supremo Tribunal Federal (STF) se o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) cometeu crime de tentativa de obstrução da Lava Jato. A informação é de O Globo.

A investigação surgiu a partir da delação do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, que, em conversa gravada com políticos, revelou um suposto plano para “estancar a sangria” e atrapalhar as investigações da operação. Além de Sarney, o pedido de arquivamento feito pelo PGR alcança também os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), e o próprio Machado.

A decisão de arquivar ou não o caso cabe ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. A praxe na corte é atender à solicitação do procurador-geral nesses casos, já que ele é o responsável por conduzir as investigações.

No ano passado, Janot chegou a pedir a prisão de Renan, Sarney e Jucá por tentativa de embaraçar a apuração sobre corrupção na Petrobras. Mas Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato, negou o pedido. Segundo o ministro, a prisão não poderia ser decretada porque não houve flagrante dos crimes atribuídos aos parlamentares. No ofício encaminhado ao STF na sexta-feira 8, embora continue considerando os fatos “de gravidade incontestável”, Janot ponderou que, depois de revelados os diálogos, os planos do grupo não foram levados adiante. Portanto, não haveria como punir os políticos.

“Os fatos trazidos revelam gravidade incontestável. Ademais, as provas, válidas, corroboram indubitavelmente a sua ocorrência. Todavia, a vinda à tona da gravação e dos depoimentos de Sérgio Machado revelou publicamente toda a estratégia então planejada. Em decorrência dele, sabe-se que os eventuais projetos de lei apresentados por vezes sob a roupagem de aperfeiçoamento da legislação terão verdadeiramente por fim interromper as investigações de atos praticados por organização criminosa”, escreveu Janot.

Janot denuncia Sarney, Lobão, Jader, Renan, Jucá e Raupp por organização criminosa
Política

Caciques do PMDB são acusados de causar prejuízos de R$ 5,5 bilhões à Petrobras e recebimento de propina de R$ 864 milhões

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou, nesta sexta-feira 8, ao Supremo Tribunal Federal (STF), denúncia contra o ex-senador José Sarney e os senadores do PMDB Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp; e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Eles são acusados do crime de organização criminosa, cuja pena pode variar de 3 a 8 anos de prisão, além de multa.

A PGR afirma a existência de indícios que comprovam controle do grupo sobre a Diretoria Internacional da Petrobras, e que a intensão era angariar dinheiro por fora de fornecedores da estatal.

Segundo Janot, os peemedebistas teriam recebido propina de R$ 864 milhões e causado rombo de R$ 5,5 bilhões na Petrobrás e de mais R$ 113 milhões na Transpetro.

O relator da Lava Jato no Superior Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, deverá notificar os acusados a apresentarem defesa. Após apresentação, o caso seguirá para análise da Segunda Turma da Corte, onde será decidido se eles viram ou não réus pelo crime.

Lula compara José Sarney a um “tubarãozinho manso”
Política

Peemedebista comandava o Senado e defendeu o cacique petista quando surgiram as denúncias do esquema mensalão

Em caravana pelo Nordeste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira 25, que se sente “grato” ao ex-senador José Sarney (PMDB-AP). A declaração foi dada durante passagem por Pernambuco, quando o cacique petista falava sobre alianças políticas.

Questionado sobre um encontro programado com o pai da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) durante a visita que pretende fazer ao Maranhão, o ex-presidente aproveitou para fazer um agradecimento ao peemedebista — que até chegar ao Planalto era um dos seus maiores alvos de crítica. “Eu sou grato ao Sarney! É importante dizer: eu sou grato ao Sarney como presidente do Senado. Teve um tempo que as pessoas queriam que eu rompesse com o Sarney e eu iria ganhar de presente como presidente [do Senado] o Marconi Perillo [PSDB].  Ora, você vai deixar de ter um tubarãozinho manso para ter um tubarão novo mordendo até o pé?”, questionou o ex-presidente, aos risos.

Em 2012, quando Lula foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de dar aval ao célebre esquema do mensalão, Sarney era presidente do Senado Federal. À época, o peemedebista foi um dos principais defensores do petista, que passou a, desde então, não mais chamá-lo de oligarca ou de “dono da Globo”, mas de presidente.

Raposa, Sarney retribuiu, definindo Lula como um “patrimônio” do país, garantindo que não acreditava nas declarações de delator Marcos Valério.

Abaixo, a entrevista em que Lula fala sobre sua amizade e gratidão a Sarney — que voltou a ser denunciado por corrupção na Lava Jato:

Sarney volta a ser denunciado por corrupção na Lava Jato
Política

Ex-senador e outros outros denunciados teriam cometido crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro entre 2008 e 2012

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou, nesta sexta-feira 25, o ex-senador José Sarney (PMDB-AP), pai da ex-governador do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), na Operação Lava Jato. A acusação diz respeito a inquérito sobre irregularidades na Transpetro, estatal ligada à Petrobras.

Também foram denunciados os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Garibaldi Alves (PMDB-RN); além de do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (PMDB-CE); os empresários Nelson Maramaldo e Luiz Maramaldo, da NM Engenharia; e Fernando Reis, executivo da Odebrecht Ambiental.

Segundo a denúncia, foram cometidos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro entre 2008 e 2012.

Ao UOL, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay, que defende Sarney, disse se tratar de denúncias “sem indícios” de um “procurador em final de carreira”. Janot deixará o cargo na PGR em 17 de setembro, quando será substituído por Raquel Dodge.

“Essa denúncia é uma demonstração clara de um procurador em final de carreira e que quer se posicionar frente à opinião pública. [A denúncia] é baseada na delação que já está desmoralizada, a do ex-senador Sergio Machado”, afirmou.

Kakay afirma não existir motivação técnica para fazer a denúncia. “O que existe é a palavra de um delator desmoralizado e que talvez tenha cometido um crime gravando ilegalmente o Jucá e o Sarney”, diz.

Lava Jato: PF não vê obstrução de Sarney em áudios de Sérgio Machado
Política

Delegada sugeriu STF que cancele o benefício de delator ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, na Lava Jato

A delegada da Polícia Federal Graziela Machado da Costa e Silva, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira 21, afirmou que a delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não permitiu comprovar que o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) atuou para obstruir a Lava Jato. O mesmo entendimento foi apontado em relação aos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que também participaram no diálogo gravado por Machado.

Para a delegada, “as conversas estabelecidas não passaram de meras cogitações”. Por essa razão, ela defendeu que o delator não merece os benefícios acertados com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão de sua colaboração premiada ser “ineficaz” para as investigações.

Ainda segundo Graziela Silva, “o simples desejo, intenção ou manifesta vontade de impossibilitar a execução ou o prosseguimento da investigação em realizado a organização criminosa, críticas, reclamações ou desabafos feitos a condição de determinada investigação, aos agentes investigadores e ou mesmo ao juiz, não bastam para caracterização do crime”.

“Nas conversas estabelecidas entre Sergio Machado e seus interlocutores, limitaram-se a esfera pré-executória, ou seja, não passaram de meras cogitações. Logo, as condutas evidenciadas não atingem, numa concepção exclusivamente criminal, o estágio de desvalor necessário à perfectibilização do delito em questão, que não prescinde, ao menos, de lesividade potencial”, destaca a PF.

Com a reviravolta do caso, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, deve agora enviar o material para análise da PGR, que pode concordar ou não com a conclusão da PF. Se avaliar que não há elementos, o ainda procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá pedir o arquivamento. Caso entenda que os indícios são de crime, o MPF pode denunciar os políticos.

Segundo a lei 12.850, de 2013, a chamada Lei de Organizações Criminosas, que regula a colaboração premiada, a delação precisa ser efetiva para a confirmação dos benefícios do delator.