São Pedro dos Crentes
Em São Pedro dos Crentes, PSL elege prefeito e todos os vereadores da Câmara
Política

A partir de 2021, poderes Executivo e Legislativo serão integralmente controlados por apenas um partido político no município

O PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 e do qual se desfiliou em novembro do ano passado, conseguiu conquistar a prefeitura e todas as vagas da Câmara de Vereadores de São Pedro dos Crentes nas eleições de 2020. Com isso, os poderes Executivo e Legislativo do município maranhense de 4,6 mil moradores serão integralmente controlados por apenas este partido político, a partir de 2021. Os dados são no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para a prefeitura, a população reelegeu o médico Lahésio Bonfim (à direita), símbolo de resistência ao governador Flávio Dino (PCdoB) e que no pleito anterior era do PSDB, com 90,11% dos votos. A adversária dele na disputa, Leila Coutinho (Republicanos), teve apenas 9,89%.

Já para a Câmara, levaram a melhor Eliane Cigana, Asaf Sobrinho, GE do Pedro, Flávio do Vale, Jessione, João Filho, Zeca da Senhora, Iolanda e Tania Mendes. Destes, cinco (Eliane, Jessione, João Filho, Iolanda e Tania Mendes) foram eleitos pela primeira vez. GE do Pedro, Flávio do Vale e Zeca da Senhora vão para o segundo mandato eletivo, e Asaf Sobrinho para o quarto.

O petista Roberto Vargas, que também tentava a quarta eleição para a Câmara Municipal de São Pedro dos Crentes, apesar de ter conquistado 227 votos, quantidade superior aos votos depositados em três candidatos que foram eleitos pelo PSL por quociente partidário (votos do partido ou coligação divididos pelo quociente eleitoral), não conseguiu se reeleger.

De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, apenas 96,86% do eleitorado que compareceu às urnas votou em um dos concorrentes à prefeitura e à Câmara no pleito municipal deste ano. 2,62% votou nulo e 0,52% branco.

O PSL é comandado no Maranhão pelo vereador de São Luís, Francisco Carvalho (de camisa azul).

Seccor faz busca e apreensão contra Lahesio Rodrigues, desafeto de Flávio Dino
Política

Ação foi cumprida na sede da Prefeitura de São Pedro dos Crentes. Prefeito se diz perseguido e que houve forjamento de provas contra ele

A Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) cumpriu, na manhã desta terça-feira 21, mandado de busca e apreensão na sede da Prefeitura de São Pedro dos Crentes. O município é comandado pelo prefeito Lahesio Rodrigues (PSDB), alvo da investigação e desafeto do governador Flávio Dino (PCdoB).

Segundo o superintendente da Seccor, Roberto Fortes, as investigações estão em segredo de Justiça. Sob esta alegação, pedidos de informação pública como o nome do desembargador do Tribunal de Justiça que autorizou a ação policial e quais objetos e equipamentos foram apreendidos pelos agentes foram negados ao ATUAL7 pelo delegado.

Do pouco informado pela assessoria de imprensa da Polícia Civil, sabe-se que a ação teve como objetivo a obtenção de documentos para subsidiar inquérito que apura suspeitas de fraude em licitação referente ao fornecimento de combustíveis no ano de 2018, e desvio de verba pública.

A Polícia Civil diz ainda que a investigação apura a proximidade entre Lahesio Rodrigues e a empresa vencedora do certame sob investigação. Há suspeitas de que ela não funcionava quando o contrato foi assinado, e indícios de disparidades em documentos fiscais.

O contrato investigado tem o valor de R$ 425.954,25.

O inquérito-combo investiga também a suspeita de funcionários fantasmas na gestão municipal e o suposto armazenamento irregular de combustíveis na garagem da prefeitura.

Ao ATUAL7, Lahesio Rodrigues classificou a ação da Seccor com um ato de perseguição política, e disse que houve o forjamento de provas contra ele.

“Nós já estávamos esperando isso há uma semana. O governador [Flavio Dino] tem um assessor aqui na cidade, e este já andava espalhando em todos os cantos que iriam dar uma [decisão de] busca e apreensão contra mim”, declarou.

“Mas minha defesa é muito simples: induziram o Tribunal ao erro. Pegaram notas fiscais de duas empresas, e apresentaram como sendo de apenas uma. Forjaram provas contra mim, para justificar a busca e apreensão”, concluiu.