Teatro Arthur Azevedo
Classe artística silencia sobre fantasma de Diego Galdino no TAA
Política

Protegida pelo secretário de Cultura e Turismo foi pivô da queda do ex-diretor Américo Azevedo. Ela foi exonerada após ficar 40 dias sem ir trabalhar

O motivo da mudança de direção no Teatro Arthur Azevedo (TAA), promovida esta semana pelo secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino, parece não ter incomodado a classe artística maranhense, que se preocupou apenas em lançar loas ao novo ocupante do cargo, o produtor cultural Celso Brandão.

Acostumados a serem bancados pelo dinheiro público e a não valorizar e não serem cobrados a valorizar a estrutura do TAA, produtores e artistas celebraram nas redes sociais a saída do jornalista e imortal Américo Azevedo Neto, que caiu após exonerar a funcionária fantasma Gabriela Pinheiro Chung Campos, e o esposo desta, Igo Mesquita, ambos protegidos por Galdino.

Apesar de maiores utilizadores do TAA nos últimos anos, gente como o ator César Boaes, do espetáculo Pão com Ovo; a bailarina Olinda Saul; a atriz Rosa Everton; o músico Paulinho Akomabu; o produtor cultural Moraes Júnior; e o cantor Mano Borges deram de ombros para a revelação pública do escândalo, silenciando sobre o caso, limitando a apenas parabenizar Brandão pela sua chegada.

São pessoas da música, teatro, dança, enfim, conhecedores profundos da cultura maranhense – que, mesmo de longe acompanharam desde coisas simples, mas nunca feitas por diretores anteriores, como a limpeza e aspiração do carpete, lavagem de cortinas, revisão da parte elétrica e a pintura do teatro; às mais complexas, como a parceria feita com as lojas Potiguar sem ônus para os cofres do governo estadual –, mas que ainda assim não se preocuparam em lançar uma nota conjunta, pessoal ou sequer uma linha de revolta ou de indignação em seus perfis nas redes sociais, pedindo a cabeça ou ao menos cobrando respostas de Diego Galdino ou mesmo de padrinho, o secretário de Educação Felipe Camarão – ou ainda do governador Flávio Dino (PCdoB), outro que assiste toda a crise da coxia.

Não que a a indicação de Celso Brandão possa ser um desastre para o TAA, ou que ele tenha menos capacidade ou inteligência que Américo Azevedo Neto, mas causa estranheza e impressiona o fato da classe artística ter assinado embaixo e acatado a ópera de Galdino em defesa da fantasma, ainda mais sabendo que o público está assistindo todo o espetáculo e não aplaude esse tipo de ato.

Queda de Américo Azevedo do TAA foi motivada por fantasma blindada por Galdino
Política

Ex-diretor do TAA havia exonerado protegida de secretário de Cultura e Turismo

A exoneração de uma funcionária fantasma foi a razão para a queda do jornalista Américo Azevedo Neto da direção do Teatro Arthur Azevedo (TAA). Nomeado no posto desde o início do governo Flávio Dino, Américo, que é neto do imortal Arthur Azevedo, deixou a função na terça-feira 10, após por ordem no funcionamento do teatro. Em seu lugar assume o produtor cultural Celso Brandão.

Américo Azevedo, Gabriela Campos e o esposo (ao lado do barbudo) Igo Mesquita (o barbudo)
Divulgação Fantasma venceu Américo Azevedo, Gabriela Campos e o esposo (ao lado do barbudo) Igo Mesquita (o barbudo)

Logo que assumiu a direção do TAA, o ex-diretor convocou todos os funcionários para acertar os detalhes da reabertura do teatro. Contudo, uma funcionária identificada como Gabriela Pinheiro Chung Campos reclamou que não poderia trabalhar em seu horário de expediente, pois havia "arranjado um emprego num shopping". Protegida pelo secretario de Cultura e Turismo, Diego Galdino, Gabriela Campos, que é neta do poeta Bandeira Tribuzi, manteve a palavra e passou a não ir ao trabalho. Na época, Galdino ocupada a secretaria adjunta de Cultura, que ainda não havia se fundido com a de Turismo.

Passados 40 dias, Américo Azevedo resolveu então exonerar Gabriela Campos. No mesmo dia, a pivô da crise de netos de imortais correu para Galdino, que a promoveu, para um cargo na própria Sectur, e ainda ordenou à Américo que não exonerasse o esposo de Gabriela, identificado como Igo Mesquita.

No dia seguinte, porém, Américo bateu de frente com Diego Galdino e exonerou o esposo da neta de Bandeira Tribuzi. Uma semana depois, Américo Azevedo foi colocado na rua.

Como vem ocorrendo com outros nomes cortados pelo Palácio dos Leões, Américo Azevedo, ainda chegou a ser convidado pelo governador Flávio Dino para assumir uma pasta limbo-extraordinária que seria criada especialmente para abrigá-lo, mas recusou.

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