No Maranhão, prefeito agride radialista após ser chamado de corrupto
Política

No Maranhão, prefeito agride radialista após ser chamado de corrupto

Assis Ramos, que administra Imperatriz, se coloca como vítima do ato de violência. Ele é delegado da Polícia Civil

O prefeito de Imperatriz, segunda cidade mais populosa do Maranhão, agrediu fisicamente um profissional de imprensa após haver sido chamado de corrupto. A vítima de Assis Ramos (DEM), que é delegado da Polícia Civil maranhense, é o radialista Justino Filho, apresentador do programa 'É da sua conta sim', da rádio Líder FM.

Segundo vídeo que circula em grupos de WhatsApp e redes sociais, a agressão ocorreu dentro das dependências da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Sedel), quando Justino entrevistava o titular da pasta, Bispo Eudes.

“De repente o prefeito veio, num ato de covardia, aqui na secretaria, alguém disse para ele, e ele pegou, veio e me agrediu covardemente”, declarou o radialista.

Ao blog do jornalista Gilberto Léda, Assis Ramos não negou a agressão, mas se fez de vítima. Segundo o prefeito de Imperatriz, o ato de violência ocorreu após ele ser constantemente chamado de corrupto por Justino Filho.

“Uma coisa é criticar a gestão, outra é me atacar. Ele há dias vem me chamando de corrupto, dizendo que eu já era corrupto na polícia [Ramos é delegado da Polícia Civil]. E hoje, ele me esculhambou na frente dos meus servidores. Eu não tenho sangue de barata”, declarou.

Noutro trecho, o delegado e gestor municipal chega a reconhecer que errou e pode responder pela agressão física, mas deixa claro que pode voltar a praticar o ato violento, caso venha novamente ser chamado de corrupto.

“Ele fazia a mesma coisa com o [ex-prefeito Sebastião] Madeira. Eu sei que tá errado, vou responder pelos meus erros. Mas não vou aceitar isso. Sou pai de família, tenho uma filha de 17 anos, que vai ficar vendo ele me chamar de corrupto? Vai pra Secretaria de Esporte me esculhambar?! Foi provocar lá dentro”, completou.

Após a agressão, Justino Filho foi prestar queixa contra o prefeito numa delegacia da cidade.



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