PF desarticula fraude no CNIS e prende pré-candidato do PCdoB
Política

PF desarticula fraude no CNIS e prende pré-candidato do PCdoB

Luizinho Barros é acusado de participar de um esquema que causou prejuízo de aproxima-se de R$ 1,5 milhão aos cofres públicos

A Polícia Federal prendeu, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira 19, o ex-prefeito de São Bento, Luiz Gonzaga Barros, o Luizinho (PCdoB), pré-candidato a prefeito do município pelo PCdoB.

Ele é acusado de participar de um esquema criminoso de fraude em benefícios do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Segundo a PF, além de São Bento, a organização criminosa atuava ainda nas cidades de Palmeirândia, Pinheiro, Turilândia e São Luís. O prejuízo aos cofres públicos inicialmente identificado aproxima-se de R$ 1,5 milhão. Com a operação, a PF acredita ter evitado o escamoteio de outros R$ 12 milhões.

A operação para prender Luizinho Barros foi denominado de Vínculos, em alusão tanto ao esquema criminoso de agia na implantação de vínculos empregatícios irregulares no CNIS, quanto pelo relacionamento comprovado entre os membros da associação criminosa.

Foram cumpridas 32 mandados judiciais, sendo 9 de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e 4 de condução coercitiva.

A operação contou com 75 policiais federais e dois servidores da área de inteligência do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a assessoria de Pesquisa Estratégia e Gerenciamento de Riscos (APEGR).

Luizinho Barros e os outros envolvidos foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário, inserção de dados falsos, associação criminosa e falsidade ideológica, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a 24 (vinte e quatro) anos de prisão, sem prejuízo de outras infrações penais que forem identificadas após a deflagração, como lavagem de capitais e organização criminosa.

Atualmente, ele atua como Superintendente de Articulação Regional de São Bento, cargo vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap), apesar de acusado pela CGU (Controladoria Geral da União) de desvios de mais de R$ 26 milhões de verba federal destinada à educação, saúde, turismo, infraestrutura e até do dinheiro enviado para o desenvolvimento social e combate a fome, uma das principais bandeiras do governo comunista, por meio do “Mais IDH”.