Primeiro governo Dino termina com MA liderando ranking de pobreza extrema
Política

Primeiro governo Dino termina com MA liderando ranking de pobreza extrema

Levantamento do IBGE aponta que, apenas em 2016, mais de 312 mil famílias maranhenses voltaram à condição de miseráveis

A realidade do Maranhão passou longe dos discursos em palanques e das declarações dadas pelo governador Flávio Dino (PCdoB), durante os horários da propaganda eleitoral de 2014. O primeiro governo do comunista foi também diferente daquele prometido da sacada do Palácio dos Leões para uma multidão esperançosa em 1º de janeiro de 2015, no dia da posse.

Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) referentes ao ano passado, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística (IBGE) neste mês, o Maranhão possui o maior número de famílias vivendo em situação de pobreza extrema, permanecendo na liderança do ranking nacional. Os dados referentes a 2018 serão divulgados no próximo ano.

De acordo com o levantamento mais recente, 54,1% das famílias maranhenses vivem com menos de R$ 406 por mês, valor baseado na referência internacional do Banco Mundial, que considera como situação de pobreza extrema a linha de 5,5 dólares por dia. Além disso, mais de 81% dos maranhenses não possui saneamento básico adequado; e em 29,2% dos domicílios não há abastecimento de água por rede, apesar dos anunciados programas Mais IDH e Água para Todos.

Longe de ser um fato isolado, dados do IBGE referentes aos anos anteriores da gestão do único governador comunista do país mostram que a situação do maranhense é cada vez pior.

Segundo pesquisa do SIS referente a 2016, por exemplo, quando o rendimento mensal representava o valor de R$ 387,15 por pessoa, 312 mil maranhenses voltaram à condição de miseráveis. O Maranhão, inclusive, foi o único estado a atingir naquele levantamento mais da metade da população nas condições de extrema pobreza de acordo com o índice do Banco Mundial.

Durante a campanha eleitoral de 2018, quando conseguiu se reeleger para o cargo no primeiro turno, Flávio Dino chegou a ser questionado, em entrevista à TV Mirante, sobre a situação calamitosa vivida pelos maranhenses, completamente contrária ao prometido por ele na primeira disputa pelo governo, quando apresentou-se ao eleitorado como uma mudança na política e na forma de governar.

Como resposta, Dino afirmou que jamais garantiu que tiraria o Maranhão da pobreza extrema. “Eu não prometi esse absurdo, que seria obviamente algo inviável, algo inalcançável”, disse.



Comentários 5

  1. Pingback: MARANHÃO 2018: Falando de coisas boas (Parte I) | Blog do Robert Lobato

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  3. MENOS IDH

    Rapaz esse MAIS IDH foi uma farça que o ex secretario da SAF Adelmo Soares impurrou goela a baixo no governador Flavio Dino foram gastos mais de 50 milhoes de reais só com a contratação de 90 tecnicos nesses quato ano, metade desse dinheiro o inagro repassou para a campanha do mentiroso do Adelmo, das 9 mil familias cadrastada no programa num tem mais 1 mil, os tecnico estao fazendo de conta que estao prestando assistência tecnica.
    Mas culpa disso tambem é da lerda da presidente da agerp Louroana que comeu o dinheiro do programa junto com o Adelmo, agora ela quer continuar com um programa fracaçado que ela ajudou e fica enrolando o Flávio Dino, tem municipio que nao tem mais um tecnico outros que só 2 sem carro pra trabalhar e sem gasolina, só enrolação
    Desse jeito que a Louroana quer ser a secretaria da SAf?

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