Em vitória de Dino, deputados aprovam reforma relâmpago da Previdência estadual
Economia

Em vitória de Dino, deputados aprovam reforma relâmpago da Previdência estadual

Medida enviada ontem foi aprovada na íntegra sem qualquer discussão com o Parlamento, a sociedade e entidades representativas

Em nova confirmação do absolutismo do governador Flávio Dino (PCdoB), deputados estaduais aliados ao Palácio dos Leões, maioria esmagadora na Assembleia Legislativa do Maranhão, aprovaram a reforma relâmpago da Previdência estadual, que aumenta alíquotas de contribuição dos servidores, patronal e dos aposentados.

O texto, que vai à sanção governamental, foi encaminhado nessa terça-feira 19 pelo Executivo, sob tramitação de urgência, e só não foi votado no mesmo dia por articulação da oposição, que pediu vistas do projeto, adiando a apreciação por 24 horas.

Sem qualquer discussão com o Parlamento, a sociedade e entidades representativas dos servidores públicos, a proposta de Dino foi aprovada na íntegra, com rejeição a todas emendas apresentadas pelo líder da oposição, Adriano Sarney (PV) —que votou contra, juntamente com o deputado Zé Inácio (PT).

Os oposicionistas César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB), que conseguiram fazer com que os servidores, pelo menos, não fossem surpreendidos com o aumento da contribuição no contra-cheque como queria o governo, e que votariam contra o projeto, não participaram da sessão por estarem em viagem já agendada para reunião da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais).

Dentre as mudanças inseridas na reforma da gestão comunista, a alíquota descontada no salário dos servidores para o pagamento da Previdência deve subir de 11% para a partir de 14%, podendo chegar até 22%.

O governador do Maranhão pretende, ainda, aumentar da alíquota da contribuição patrona para o Fepa (Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria), que é hoje é de 15%, mas que, com a reforma, será de a partir da mesma alíquota, mas podendo chegar até 44% do salário-contribuição dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas.

Além disso, Flávio Dino também quer o aumento na contribuição previdenciária dos aposentados. Atualmente, o limite estabelecido é no valor de até metade do teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Caso aprovada a reforma da gestão comunista, só irá contribuir quem ganha o teto, que é a partir de R$ 5,8 mil.

Durante a tramitação da PEC da Previdência no Congresso, pelo Twitter, Dino fez diversas críticas à forma como os trabalhos estavam sendo conduzidos pelo governo Bolsonaro. Segundo alegava na rede social, somente “o diálogo ponderado” poderia “resultar em um projeto equilibrado”. Ao fazer a própria reforma da Previdência, fora do mundo virtual, porém, a realidade adotada pelo comunista foi outra.



Comentários 9

  1. murilo mendes

    O salvador da pátria juntamente com seus séquitos dão um presente de grego aos servidores estaduais, q diante de 2 mandatos se calaram perante dos desmandos deste déspota, q surgiu com ojeriza aos sarneys e hoje desabrocha com garras de leões, devorando tudo e a todos. 2022 está bem ai e poderemos dá as respostas q eles conhecem bem, q é o ostracismo político e o funeral público.

    1. Rose

      O rombo do Fepa não é nosso e é cobrado de quem trabalha honestamente, esperando no fim do mês receber um salário que há anos não tem reajuste.
      Deputados e governo eleitos para defenderem os nossos interesses e agem contra uma sociedade permissista.

  2. Franxisco Sales Costa de Sousa

    Eu não concordo com exploracao contra a classe trabalhadora. Voce sempre se colocou contra reforma, agora tá desse geito.

  3. Raimundo Cesar de S. Martins

    Sou servidor de 31 anos trabalhando presos pobres e Zumbi dos Palmares deve ter se contorcido no túmulo com a votação da reforma da previdência estadual em menos de 24 canalhice pura contra os servidores publicos. Diga não ao sancionamento pior do que a Federal que veio desde o governo golpista do Temer. Deve explicação ou o rombo tá grande então acabe com privilégios e reduza seus salário e dos teus secretariado.

  4. Saul

    Comunista fajuto. Pensa nos trabalhadores e nos pobres? Só para tirar um pedaço do pouco que ganham para cobrir seus rombos.

  5. Francisco Araujo

    Governo covarde e mentiroso, gastou o dinheiro todo do FEPA, para fazer política e agora faz mais ainda tirar mais dos servidores, coisa q os governos anteriores não fizeram, aumentar alíquota sobre os salários q a anos nao tem aumento, 2022 vai ter vingança, o servidor público q votar nesse crápula não tem vergonha na cara.

  6. Felipe Silva

    Seu Yuri Almeida, não seja leviano e publique aí a redução da aliquota de 11% para 7,5% para quem ganha até 1 salário mínimo. E aí? Só leu pela metade ?

Comente esta reportagem