Dino afrouxa restrição a setores do comércio em meio ao aumento de Covid-19 no MA
Economia

Dino afrouxa restrição a setores do comércio em meio ao aumento de Covid-19 no MA

Governador cedeu a lobby de entidades empresarias. Home centers e óticas estão entre os que já podem reabrir a partir de hoje

Contrariando recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde pelo isolamento social, e em incoerência às críticas que vem fazendo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais, o governador Flávio Dino (PCdoB) cedeu ao lobby de entidades empresarias e decidiu afrouxar as medidas de restrição ao enfrentamento do novo coronavírus no Maranhão. A tendência para o recuo já havia sido antecipado pelo ATUAL7, há duas semanas.

A partir desta segunda-feira 6, por decisão do comunista, estão liberados para retomar as atividades uma série de setores do comércio não essencial que, para conter a disseminação da Covid-19 no estado, estavam proibidos de reabrir as portas para evitar aglomerações.

Pelo novo decreto, já podem reabrir empresas de fabricação e comercialização de materiais de construção, incluídos os home centers, bem como os serviços de construção civil —como Potiguar, Jacaré e Centro Elétrico, por exemplo.

Também já podem reabrir os serviços de fabricação, distribuição e comercialização de produtos óticos, à exemplo das Óticas Diniz.

Indústrias em geral também estão todas liberadas.

Todos os demais serviços comerciais devem permanecer fechados até o dia o próximo domingo 12, salvo edição de um terceiro decreto pelo governador do Maranhão, prorrogando o prazo.

Na reabertura, segundo a liberação dada por Dino, as empresas devem seguir as exigências de distanciamento seguro entre as pessoas; uso de equipamentos de proteção individual, podendo ser máscaras laváveis ou descartáveis; higienização frequente das superfícies; e disponibilização aos funcionários e aos clientes de álcool em gel e/ou água e sabão.

O afrouxamento da quarentena no estado por Flávio Dino ocorre apesar da curva de infecção do novo coronavírus estar subindo em número de casos positivos, e em meio a dois óbitos decorrentes da doença.

Na última sexta-feira 3, quando Dino editou o decreto, o Maranhão registrava 88 casos positivos do novo coronavírus, e 935 suspeitos.

Segundo o boletim epidemiológico mais recente da SES (Secretaria de Estado da Saúde), atualizado às 17h desse domingo 5, atualmente já são 133 pessoas diagnosticadas com Covid-19 no estado. Outras 1.040, suspeitas de infecção, estão sob investigação.

O lobby pela reabertura imediada do comércio foi feito pelas entidades Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo); ACM (Associação Comercial do Maranhão); FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas); CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) São Luís; AJE (Associação dos Jovens Empresários); e FAEM (Federação das Associações Empresariais).

Já o apelo das entidades médicas Sindmed (Sindicato dos Médicos) do Maranhão); CRM (Conselho Regional de Medicina) do Maranhão; e AMB (Associação Médica Brasileira), para que fossem mantidas todas as medidas restritivas, por se mostrar o único meio adequado ao combate do alastramento da pandemia, foi ignorado.

Também foram ignorados por Flávio Dino o Ministério Público do Maranhão, Tribunal de Justiça, MPF (Ministério Público Federal), Assembleia Legislativa, TCE (Tribunal de Contas do Estado), DPE (Defensoria Pública do Estado), TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão, TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 16ª Região, MPT (Ministério Público do Trabalho) no Maranhão e a seccional maranhense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Na semana passada, as dez instituições elaboraram uma nota conjunta em defesa do isolamento social como forma de prevenção ao novo coronavírus.



Comentários 7

  1. Pingback: Atual7

  2. João Correia

    Atitude sensata,essas lojas aglomeram menos que supermercados e farmácia. A liberação tem que ser gradual mesmo.

  3. Pingback: Atual7

  4. Pingback: Atual7

  5. Pingback: Atual7

  6. Pingback: Atual7

Comente esta reportagem