Hospital Aldenora Bello
Com atraso, Dino começa a pagar emendas de deputados para Aldenora Bello
Cotidiano

Início do repasse parcelado de R$ 4,2 milhões estava prometido para novembro, mas liberação ocorre somente agora

Quase uma semana após o prazo prometido e sob dura cobrança do deputado César Pires (PV) devido ao atraso, o governo Flávio Dino (PCdoB) começa a pagar, a partir desta sexta-feira 6, a emenda conjunta dos deputados da Assembleia Legislativa destinada ao Hospital Aldenora Bello, instituição privada que presta serviço filantrópico a pacientes em tratamento oncológico.

A promessa inicial do Palácio dos Leões, divulgada no site da própria SES (Secretaria de Estado da Saúde), ainda na penúltima semana de outubro, era de que o pagamento das emendas para o Aldenora Bello começaria a ser feito em novembro.

Embora apenas R$ 1,4 milhão esteja sendo efetivamente pago hoje, durante o ato de autorização da liberação dos recursos, realizado nessa quinta 5, houve a assinatura simbólica de cheque já no valor total das emendas, de R$ 4,2 milhões.

O montante, a ser pago em até seis parcelas, contribuirá para ajudar a manter o funcionamento de serviços que chegaram a ser suspensos pela instituição, por falta de recursos financeiros.

“A chegada desse recurso é muito importante para a Fundação. Chegamos a suspender serviços, como o Pronto Atendimento. E esse recurso vem para reabrir esses serviços e restaurar a normalidade do tratamento dos pacientes do Aldenora Bello”, garantiu Antonio Dino, vice-presidente da fundação mantenedora do Aldenora Bello .

O compromisso de pagamento de R$ 100 mil em emendas de cada um dos 42 deputados da Alema, fato inédito na gestão comunista, foi possível após intervenção do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), junto ao Executivo. Apesar disso, pela oposição, apenas Wellington do Curso (PSDB) participou da solenidade no Palácio dos Leões.

Governo fará repasse de emendas ao Aldenora Bello em seis parcelas
Cotidiano

Todos os 42 deputados da Assembleia Legislativa destinaram R$ 100 mil, cada, para a retomada do serviço de pronto atendimento e cirurgias de pacientes em tratamento oncológico

Apesar de toda a articulação na iniciativa inédita dos deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão, que em unânime decidiram destinar R$ 100 mil, cada, em emenda parlamentar para o Aldenora Bello, os R$ 4,2 milhões não serão repassados hospital de forma integral.

Segundo divulgado pelo próprio governo Flávio Dino, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) pretende fazer o repasse de forma parcelada, em seis vezes, mesmo diante da urgência para a retomada do serviço de pronto atendimento e cirurgias de pacientes em tratamento oncológico assistidos pela Fundação Antônio Dino, mantenedora do hospital.

Comandada pelo advogado Carlos Lula, a pasta informou que o primeiro repasse será em novembro, após a conclusão dos trâmites administrativos. “Com esse dinheiro será possível continuar a manter e prover serviço público”, garantiu Lula.

Por articulação do presidente da Alema, deputado Othelino Neto (PCdoB), o esperado é que, mesmo que parcelado, todos os R$ 4,2 milhões sejam realmente repassados pela gestão comunista —o que também seria inédito, pois inclui as emendas da oposição.

Atualmente, para que as emendas sejam liberadas pelo governo Dino, os oposicionistas têm de recorrer à Justiça, a exemplo recente do deputado Wellington do Curso (PSDB), que ingressou com ação na Vara de Interesse Difusos e Coletivos da capital, para que a SES pague R$ 400 mil de emendas destinadas por ele ao Aldenora Bello.

Deputados destinam R$ 4,2 milhões em emendas ao Aldenora Bello
Cotidiano

Todos os 42 parlamentares da Assembleia Legislativa assinaram ofício solicitando a liberação do valor, de R$ 100 mil de cada

Todos os 42 deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão assinaram, nessa terça-feira 22, ofício solicitando a liberação de R$ 4,2 milhões em emendas a serem destinadas à Fundação Antônio Dino, instituição mantenedora do Hospital Aldenora Bello, referência no tratamento oncológico no estado. Segundo o documento, o valor corresponde a R$ 100 mil de cada parlamentar.

Recentemente, o Aldenora Bello deixou de oferecer alguns serviços aos pacientes com câncer por falta de recursos financeiros.

A união inédita dos deputados foi possível após articulação de Helena Duailibe (SD), que sugeriu a destinação dos recursos; Yglésio Moyses (PDT), responsável pela coleta das assinaturas de todos os parlamentares; e de Othelino Neto (PCdoB), presidente da Casa, que conseguiu junto ao Palácio os Leões o compromisso de que as emendas sejam pagas, inclusive as da oposição.

Othelino ressaltou que a destinação das emendas é uma forma objetiva de colaborar com a situação e fruto de uma decisão unânime de todos os 42 parlamentares, que se dispuseram a ajudar com suas emendas.

“Nós percebemos a crise por qual passa o Hospital Aldenora Bello que, embora seja um hospital gerido por uma fundação privada, tem um aspecto social muito forte. Então, o Poder Legislativo ajuda, como agente político, a mediar essa situação com relação, principalmente, à utilização de recursos do Fundo de Combate ao Câncer, que é um fundo cujas decisões de utilização não são exclusivamente do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, mas ele tem uma composição e a sua utilização precisa passar pela aprovação dessa composição, que inclui o Ministério Público e outros representantes”, comentou o presidente da Alema, durante a entrega da carta compromisso ao vice-presidente da fundação, Antônio Dino Tavares.

Menos Asfalto: Rua que dá acesso ao Hospital Aldenora Bello está abandonada
Maranhão

Prefeito de São Luís já tomou R$ 437 milhões em empréstimos, mas rua nunca foi asfaltada. Região não está incluída no Mais Asfalto

R$ 437 milhões de empréstimos tomados por Edivaldo ainda não deu pra asfaltar a rua que dá acesso ao Aldenora Bello
Hilton Franco Menos Asfalto R$ 437 milhões de empréstimos tomados por Edivaldo ainda não deu pra asfaltar a rua que dá acesso ao Aldenora Bello

Apesar do esforço do governador Flávio Dino (PCdoB) em tentar salvar os últimos meses de mandato de seu protótipo de discurso da mudança, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), as ruas e avenidas da capital continuam abandonadas.

É o que mostra imagens feitas pelo professor de Geografia Hilton Franco, na manhã desta sexta-feira (26), nos bairros do Monte Castelo e da Alemanha.

Mesmo com sua grande importância de trafegabilidade para a população da capital, especialmente a que precisa de tratamento contra o câncer, a Rua Seroa da Mota, que dá acesso ao Hospital Aldenora Bello, no bairro do Monte Castelo, é uma das centenas de milhares de ruas de São Luís não vai receber qualquer centavo - dos R$ 20,6 milhões conveniados entre a prefeitura e o governo estadual - para pavimentação ou pelo menos obras de tapa-buracos.

Em dois anos e meio de mandato, desde que iniciou no comando do Executivo municipal, em janeiro de 2013, até o dia de hoje, Edivaldo Júnior já endividou a Prefeitura de São Luís em R$ 437 milhões, em quatro empréstimos para resolver os problemas de mobilidade da capital, mas nunca realizou qualquer intervenção asfáltica na região.

Realidade que, ao que parece, dificilmente irá mudar, já que todo o dinheiro dos empréstimos sumiu enquanto a buraqueira se prolifera, e Flávio Dino acredita que asfaltar apenas 296 ruas e avenidas de apenas 17 bairros, por meio do programa Mais Asfalto, é suficiente para garantir o voto do eleitor ludovicense no afilhado.

Avenida dos Franceses, próximo ao Aldenora Bello. Quem sai da Avenida Getúlio Vargas no sentido Alemanha se depara com essas crateras
Hilton Franco "Mais Asfalto" não lembrou da Alemanha Avenida dos Franceses, próximo ao Aldenora Bello. Quem sai da Avenida Getúlio Vargas no sentido Alemanha se depara com essas crateras

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