Phil Camarão
Política

Gustavo Vilas Boas afirma que um servidor cadastrou um pedido de cópia dos autos como pedido de revogação de prisão. Justiça Federal reconheceu o erro nesta segunda-feira 20

O advogado Gustavo Vilas Boas, responsável pela defesa de Louis Philip Moses Camarão, entrou em contato com o ATUAL7 e afirmou que houve um erro da Justiça Federal em relação ao seu cliente no bojo da Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira 16.

Segundo Vilas Boas, Phil, como é mais conhecido o pai do secretário Felipe Camarão, não foi alvo de pedido de prisão e a movimentação processual do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região teria sido inserida erroneamente por um servidor.

“O que nós protocolamos foi um pedido de carga dos autos. Não tem pedido de prisão contra ele. (...) A própria juíza já está sabendo. O servidor errou na movimentação processual, porque o pedido de cópia, ele colocou no sistema como se fosse um pedido de revogação de prisão que os outros fizeram”, declarou, enviando cópia da petição protocolada. A confirmação do erro, inclusive, já foi reconhecida pela Justiça Federal, nesta segunda-feira 20.

Já os outros investigados, no caso, são Rosângela Curado, Osias de Oliveira Santos Filho, Ideide Lopes de Azevedo Silva, Luiz Marques Barbosa Júnior e Marcus Eduardo Alves Teixeira. Presos temporariamente há dois dias, todos tiveram o pedido de revogação de prisão indeferido.

Embora tenha ocorrido um erro e Phil Camarão não tenha sido alvo de pedido de prisão, relatório da Operação Pegadores mostra que ele é um dos investigados pela força-tarefa da Sermão aos Peixes, desde 2015, primeiro ano do governo Flávio Dino.

Foi determinado, inclusive, o bloqueio de R$ 32 mil de saldo em suas contas bancárias, aplicações financeiras quaisquer outros ativos financeiros.

Num dos diálogos interceptados pela PF, Phil aparece conversando sobre a nomeação de fantasmas, inclusive tecendo comentários machistas sobre as nádegas de uma dessas servidoras. “Conheço, na hora que eu olhei identifiquei logo, pelo perfil glúteo”, disse.

A partir da próxima segunda-feira 20, diz Vilas Boas, quando estiver analisado todo o caso, a defesa poderá se posicionar sobre as acusações. Phil Camarão é diretor-geral do Centro de Referência de Exames de Média e Alta Complexidade (antigo Pam Diamante).

De acordo com a força-tarefa da Sermão aos Peixes, mais de R$ 18 milhões foram desviados dos cofres da SES, entre os anos de 2015 a 2017.

O ATUAL7 entrou em contato com a PF e aguarda um posicionamento da instituição sobre o suposto erro, bem como a atualização da movimentação processual no TRF-1, confirmando a declaração da defesa de Phil Camarão.

Pegadores: negado pedido de revogação de prisão de Curado
Política

Juíza responsável pelo caso indeferiu pedido feito por pelo menos seis investigados. PGE conseguiu acesso aos autos do processo

A juíza federal Paula Souza Moraes indeferiu os pedidos de revogação de prisão temporária de pelo menos seis alvos da Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF), CGU e Receita Federal na última quinta-feira 16.

A decisão foi proferida na noite dessa sexta-feira 17, segundo movimentação processual do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Tiveram os pedidos negados a ex-subsecretária de Saúde do Maranhão, Rosângela Curado; o sócio-administrador da sorveteria que virou empresa especializada na área da saúde da noite pro dia, Osias de Oliveira Santos Filho; a responsável pelo I.S.M.C, Ideide Lopes de Azevedo Silva; o chefe da Superintendência de Acompanhamento à Rede de Serviços, Luiz Marques Barbosa Júnior; e o gerente de Recursos Humanos do ICN, Marcus Eduardo Alves Teixeira. Louis Philip Moses Camarão, investigado pela força-tarefa, aparece com um dos que teve o pedido negado, mas a Justiça Federal confirmou nesta segunda-feira 20 que houve um erro na movimentação processual.

Segundo a força-tarefa da Operação Pegadores, entre os anos de 2015 a 2017, mais de R$ 18 milhões foram desviados da saúde estadual maranhense.

Listão pode ser divulgado

Também ontem, a Justiça Federal deferiu o pedido feito pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de compartilhamento dos autos. Com as informações em mãos, é esperado que o governador Flávio Dino (PCdoB) preze pela transparência e torne público, até mesmo pelas redes sociais, os nomes de quem estava roubando ou se beneficiado de roubo de dinheiro público nos 1000 dias de seu governo.

Péricles e Aragão

Outros pedidos relacionados a investigados presos pela Polícia Federal também foram apreciados.

Em relação a Péricles Silva Filho, da Bem Viver, foi indeferido o pedido de revogação da prisão. No entanto, considerando que já havia sido autorizado um pedido de viagem, foi concedido ao prazo para reapresentação após o próximo dia 19. O outro pedido foi do Antônio Augusto Silva Aragão, o Idac, de revogação da prisão temporária, também indeferida. O juíza federal Paula Souza Moraes decidiu, contudo, acolher parecer do MPF e converter a prisão cautelar em prisão domiciliar após a realização de sua oitiva.