Carlos Lupi
Roberto Rocha é alvo de queixa-crime no STF por comentários sobre Weverton e Lupi
Política

Autoria é de Samya Rocha, mulher do deputado federal maranhense. Senador insinuou uma relação homoafetiva entre o líder do PDT na Câmara e o ex-ministro do Trabalho

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) é alvo de queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto delito contra a honra de Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, mulher do também maranhense e líder do PDT na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha.

Em dezembro passado, Rocha utilizou seu perfil pessoal no Twitter para insinuar uma relação homoafetiva entre o deputado e o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também do PDT. “Não entendo o motivo dos ataques que me fazem os pedetistas, Lupi e Weverton. Logo eu que sempre torci pela felicidade do casal”, postou o tucano, à época.

Diante da repercussão negativa, o senador voltou ao Twitter dois dias depois, se desculpando pelas declarações. “As vezes, no calor da disputa política, o sangue ferve e atingimos pessoas, movidos pelo legítimo direito de defender nossa honra. Longe de mim ofender famílias e sentimentos. A reação a Weverton e Lupi foi excessiva e lamento. Mas registro que a troca de ofensas não partiu de mim”, disse.

Relator do processo, o ministro Luiz Fux mandou notificar Roberto Rocha, para que ele apresente resposta à acusação em até 15 dias. De acordo com o acompanhamento processual no Supremo, porém, o prazo já estourou, sem qualquer apresentação de defesa pelo senador.

Embora tenha imunidade parlamentar, a manifestação do membro do Congresso Nacional foi veiculada fora do contexto do exercício de seu mandato, o que pode, em tese, complicá-lo.

Procurada pelo ATUAL7 na semana passada, a assessoria do tucano informou que ele não poderia comentar sobre o caso, em razão de estar viajando pelo recesso parlamentar. Mais cedo, uma tentativa de contato foi feita por meio do celular pessoal do senador, mas ainda não houve retorno.

PDT desbanca comunistas e oferece Ciro Gomes ao PT como “plano B” em 2018
Política

É a segunda vez que Carlos Lupi se antecipa aos planos de Flávio Dino. Governador sonha com a Presidência, mas não encontra apoio em seu próprio partido

Em crise com o partido camarada na disputa pela filiação de nomes importantes em São Paulo e no Maranhão para o pleito deste ano, o PDT saiu na frente e desbancou o PCdoB já na corrida presidencial de 2018. Enquanto a presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, a deputada federal Luciana Santos (PE) – bem como seu ex-presidente, Renato Rabelo – não tem coragem de embarcar na insinuação desavergonhada do governador do Maranhão, Flávio Dino, o presidente nacional do PDT, o carioca Carlos Lupi, se antecipou e ofereceu o ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e da Integração Nacional do governo Lula, Ciro Gomes, como "plano B" aos petistas.

O pulo do gato aconteceu na quinta-feita passada 21, na sede do PDT em Brasília, durante evento em que a Diretório Nacional do partido fechou questão contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff – que tem uma relação especial com os pedetistas, já que antes de entrar no PT, ela foi filiada à legenda.

Apesar da odisseia movida por Dino, também contra o pedido de impeachment aberto contra a presidente pelo presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma retribuiu o aceno do PDT e afagou o ex-ministro Ciro Gomes. "A gente não briga com uma pessoa que, ao longo do tempo, mostrou imensa lealdade e capacidade de luta. Estou à disposição".

Um dia antes, Lupi já havia afirmado que “parcela significativa” dos lideres petistas apoia o nome de Ciro para presidente em 2018.

Sem força, governador Flávio Dino pode apenas irritar-se ao Carlos Lupi lhe "usurpar" a cadeira presidencial "entregá-la" para Ciro Gomes
Divulgação/PDT Calado estava, calado ficou Sem força, governador Flávio Dino pode apenas irritar-se ao Carlos Lupi lhe "usurpar" a cadeira presidencial "entregá-la" para Ciro Gomes

Dentro dos Leões

Não é a primeira vez que o PDT, na figura de seu presidente Nacional, desmonta a estratégia do governador Flávio Dino - e de seu secretário de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso – de ser o candidato a sucessão da presidente Dilma.

Em dezembro do ano passado, durante ato político dentro do Palácio dos Leões, sede do governo estadual, também pela manutenção da petista no cargo, Lupi lançou Ciro Gomes como pré-candidato a presidente na frente do próprio governador do Maranhão.

Apesar de ter fechado a cara para o presidente do PDT após a audácia, Dino tratou de disfarçar e, consciente da falta de força e apoio de seu próprio partido para disputar a Presidência em 2018, foi obrigado a silenciar diante da "oportunidade eleitoral" aproveitada por Carlos Lupi.

Caso a candidatura de Ciro Gomes se confirme, será a terceira vez que o ex-ministro disputa o Palácio do Planalto. Ele foi candidato à presidente em 1998 e 2002, terminando em terceiro e quarto lugar na disputa, respectivamente.

Aeronaves: Heringer Táxi Aéreo foi pivô da queda de Carlos Lupi por corrupção
Política

Empresa de Imperatriz garfou licitação de R$ 13,9 milhões do governo Flávio Dino pela locação de duas aeronaves

A Heringer Táxi Aéreo, que fez a campanha eleitoral comunista de 2010 e garfou a licitação de 13.9 milhões de reais pelo aluguel de duas aeronaves para o governo Flávio Dino, ganhou fama nacional num dos maiores casos de maracutaia do país.

Prestadora de serviços de campanha levou licitação dinista de R$ 13,9 milhões
Reprodução Só coincidência Prestadora de serviços de campanha levou licitação dinista de R$ 13,9 milhões

Sediada em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, a empresa pertence aos sócios Aloísio Pedro Heringer e Eurídice Carneiro Heringer, e foi pivô na queda do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2011, por corrupção.

Sétimo ministro a ser vassourado no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, Lupi foi flagrado em viagem oficial ao Maranhão em um avião particular que teria sido pago pelo dono de três ONGs que possuía contratos milionários com a pasta. Em sua defesa, o pedetista afirmou que o périplo pelo interior do estado foi financiado pelo diretório estadual, em um Embraer 810 Sêneca, de prefixo PT-RMT, administrado pela Heringer.

Além de um vídeo e dezenas de fotos desmentirem o ex-ministro do Trabalho, o então presidente do diretório regional do PDT do Maranhão, o médico Igor Matos Lago - que é filho do já falecido ex-governador maranhense -, negou toda a versão dada por Lupi, o que acabou reforçando as suspeitas de que os custeios da Heringer Táxi Aéreo também foram pagas pelo empresário Adair Meira, chefão das ONGs acusadas de subtraírem dinheiro público federal.

Na época em que o escândalo ganhou as páginas nacionais, o Maranhão também foi envergonhado por um dos tripulantes de outra aeronave supostamente paga por Meira para as viagens pedetistas em sete municípios do estado se tratar do conhecido deputado federal Weverton Rocha, já enrolado em outras ações de metida de mão no pote.

Um outro fato que também chamou atenção na tramoia é que o Sêneca utilizado por Lupi estava registrado em nome do empresário José Cursino Brenha Raposo, dono do conglomerado faturante Pacific Segurança e Vigilância Ltda, Colt Brasil Segurança Privada Ltda e Exata Segurança Patrimonial Ltda, comprovando as suspeitas de que a Heringer Táxi Aéreo tem o costume fechar contratos  - como o garfado no governo comunista - sublocado aviões de terceiros.