Dedé Macedo
Zé Reinaldo fecha primeira suplência com o maior financiador de Flávio Dino
Política

Acordo deve selar apoio de Flávio Dino a Tavares. Waldir Maranhão e Eliziane Gama devem buscar abrigo numa chapa oposicionista

O deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda do PSB) deu um salto estratégico que deve confirmá-lo como segundo nome do governador Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo Senado Federal em 2018. A primeira já foi acordada pelo comunista, há pouco mais de uma semana, com o deputado federal Weverton Rocha (PDT).

Durante um almoço realizado nessa segunda-feira 11, em Teresina, Tavares ofereceu e fechou com o pecuarista Dedé Macedo a primeira suplência de sua pré-candidatura. Macedo, como se sabe em todo o Maranhão, é o maior financiador de todas as campanhas eleitorais de Dino.

Apesar do acordo já selado, ainda não foi definido qual Macedo ocupará a vaga, se o patriarca, Dedé, ou se o filho e ex-prefeito de Dom Pedro, Hernando Macedo. O outro filho do empresário, Fábio Macedo (PDT), seguirá na reeleição para deputado estadual.

Ao ATUAL7, inclusive, o parlamentar garantiu que Flávio Dino deve fazer o anúncio de apoio à Zé Reinaldo, publicamente, nos próximos dias.

Confirmado o apoio, os deputados federais Waldir Maranhão (Avante) e Eliziane Gama (PPS) devem procurar uma chapa oposicionista ao Palácio dos Leões para disputar o Senado. Em razão de movimentações políticas suicidas e ambos, não há mais tempo e nem espaço para disputarem a reeleição.

Lista suja do trabalho escravo traz ex-prefeito, juiz e pais de deputados do MA
Política

Beto Rocha, Marcelo Baldochi, Dedé Macedo e Raimundo Louro são alguns dos 17 nomes maranhenses na relação

Obtida pela Repórter Brasil e o Instituto do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a “Lista de Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo”, a chamada “lista suja”, traz nomes de um ex-prefeito, um juiz e de pais de pelo menos dois deputados estaduais do Maranhão autuados em decorrência de caracterização de trabalho análogo ao de escravo e que tiveram decisão administrativa final.

A relação foi divulgada na segunda-feira 13, e abrange o período entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2017.

Baixe a “lista suja” do trabalho escravo

Dentre os escravistas, consta o ex-prefeito de Bom Jardim, Humberto Dantas dos Santos, o Beto Rocha; o juiz de Imperatriz, Marcelo Testa Baldochi; o empresário e agropecuarista José Wilson de Macedo, o Dedé Macedo, pai do deputado Fábio Macedo, ambos do PDT, e do ex-prefeito de Dom Pedro, Hernando Macedo (PCdoB); e o ex-deputado estadual Raimundo Nonato Alves Pereira, o Raimundo Louro, pai do deputado Vinícius Louro, ambos do PR.

Todos já haviam aparecido na lista anterior, divulgada pelo ATUAL7 no ano passado.

Abaixo, os nomes de todos os empregadores do Maranhão que constam da relação deste ano - que, além dos “escravistas famosos” — traz outros 13 nomes:

Escravista: Alexandre Vieira Lins
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Sara – Rodovia BR 135, km 122, Miranda do Norte

Escravista: Antônio Macedo Costa
Flagra: 2015
Estabelecimento: Fazenda São Francisco (Fazenda Pequizeiro) – Povoado Pequizeiro, zona rural, Vitorino Freire

Escravista: Antônio Richart
Flagra: 2013
Estabelecimento: Fazenda Morro Alto – Rodovia BR 222, km 86, adentro 18 km, Vila Nova dos Martírios

Escravista: Azilda Pereira de Sousa
Flagra: 2015
Estabelecimento: Fazenda Nova Esperança – Estrada do Iúma, km 52, Brejão, zona rural, Bom Jardim

Escravista: Domingos Moura Macedo
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda São Francisco/ Fazenda Bela Vista – Rodovia BR 316, km 384, estrada Bacabal a Alto Alegre, zona rural, Bacabal

Escravista: Humberto Dantas dos Santos (Beto Rocha)
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Garrafão – Antigo Povoado do Garrafão, zona rural, Bom Jardim

Escravista: José Wilson de Macedo (Dedé Macedo)
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Santa Luz – zona rural, Peritoró

Escravista: Marcelo Testa Baldochi
Flagra: 2011
Estabelecimento: Fazenda Vale do Ipanema – zona rural, Bom Jardim

Escravista: Miguel Almeida Murta
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Boa Esperança – Gleba Bambu, Povoado Córrego Novo, zona rural, Açailândia

Escravista: Miguel de Souza Rezende
Flagra: 2015
Estabelecimento: Fazenda Zonga – Rio dos Bois, Rodovia BR 222, km 535, zona rural, Bom Jardim

Escravista: Nilo Miranda Bezerra
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Palmeirinha/ Pau de Terra – Estrada de Carolina a Balsas, 5 km, à esquerda, 18 km, zona rural, Carolina

Escravista: Palmireno dos Santos Silva
Flagra: 2013
Estabelecimento: Fazenda Victória – Estrada do Rio dos Bois, zona rural, Bom Jardim

Escravista: Raimundo Nonato Alves Pereira (Raimundo Louro)
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Santa Cruz – zona rural, Santo Antônio do Lopes

Escravista: Raimundo Nonato Oliveira Lima
Flagra: 2011
Estabelecimento: Fazenda São Pedro – Rodovia BR 316, Povoado São João das Neves, 11 km, zona rural, Peritoró

Escravista: Sebastião Lourenço Rodrigues
Flagra: 2014
Estabelecimento: Fazenda Tamataí – Povoado Brejo do Piauí, zona rural, Santa Luzia

Escravista: Teresinha Almeida dos Santos Silva
Flagra: 2015
Estabelecimento: Fazenda Norte e Sul (Fazenda Sozinha) – Povoado Caldeirão, zona rural, Altamira do Maranhão

Escravista: Zurc – Saneamento e Construções Ltda
Flagra: 2014
Estabelecimento: Obra da UFMA – Avenida da Universidade, Bom Jesus, Imperatriz

Raimundo Louro e Dedé Macedo aparecem na “lista suja” do trabalho escravo
Política

Joel Amélia de França, um quase sócio de deputado Josimar de Maranhãozinho e da prefeita Detinha também aparece na lista. Governo do MA deve denunciar todos ao MPF

A terceira edição da “Lista de Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo”, conhecida também como “lista suja” do trabalho escravo, além dos nomes dos juiz Marcelo Testa Baldochi e do ex-deputado Magno Bacelar (PV), e da empresa Carmel Construções Ltda, traz também em seu bojo os nomes do ex-deputado estadual Raimundo Nonato Alves Pereira, o Raimundo Louro (PR), e do pecuarista José Wilson de Macedo, o Dedé Macedo, respectivamente, pais dos deputados estaduais Vinícius Louro (PR) e Fábio Macedo (PDT) – e do prefeito de Dom Pedro, Hernando Macedo (PDT).

Em março de 2014, ação do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, composto por representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Superintendência do Trabalho e Emprego e da Polícia Federal, resgatou três homens que trabalhavam na fazenda Santa Cruz, em Santo Antônio dos Lopes, cujo proprietário é o ex-deputado Raimundo Louro, em condições análogas a de escravidão. No mesmo dia, outros 12 trabalhadores, também em regime de trabalho escravo, foram regatados em Peritoró, na fazenda Santa Luz, pertencente ao pecuarista Dedé Macedo.

As duas propriedades rurais tinham como principal atividade a pecuária, por isso utilizavam os trabalhadores no serviço de roço de juquira, que é o preparo do pasto para o gado. Os alojamentos utilizados pelos roçadores, segundo a auditoria fiscal do trabalho, eram inadequados, cheios de goteiras e sequer tinham banheiros, obrigando os homens a fazerem suas necessidades fisiológicas no mato. O fornecimento de água era por meio de um poço próximo ao curral e a alimentação também era ruim. Em ambas as fazendas os trabalhadores eram ainda mantidos sem carteira assinada e sem equipamentos de proteção individual (EPIs).

Quase sócio do Moral da BR

Também aparece na “lista suja”, Joel Amélia de França, dono da Madeireira do Joelzão, localizada no Povoado Centro do Pedro, zona rural do município de Maranhãozinho, um quase sócio do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, o Moral da BR (PR), e de sua esposa, a prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha (PR), em invasões de terras indígenas dos índios Ka’apor e tráfico de madeiras.

Em junho de 2012, ação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) do Maranhão flagrou e resgatou 13 trabalhadores que estavam alojados em meio a um monte de lixo, em um local perigo, sem banheiro e cercado de ferramentas cortantes, serras circulares desprotegidas, barris de combustível, restos de serragem, garrafas vazias e pedaços de madeira.

Punições

Pelo que determina o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ainda durante a campanha eleitoral de 2014, o juiz Marcelo Baldochi, os ex-deputados Magno Bacelar e Raimundo Louro, o pecuarista Dedé Macedo, o empresário Joel Amélia de França e os outros nomes constantes da “lista suja”, devem ter negados por empresas nacionais e internacionais e bancos públicos e privados o direito a crédito, empréstimos e a contratos, pois todos já tiveram decisão administrativa transitada em julgado pelo uso do trabalho análogo ao escravo.

Ainda como punição, o Código Penal Brasileiro (CPB) determina que reduzir alguém à condição análoga a de escravo é crime “contra a pessoa”, “contra a liberdade individual”, e “contra a liberdade pessoal”.

Neste caso, cabe ao Ministério Público Federal (MPF) abrir denúncia contra os escravistas – cabendo ainda Baldochi intervenção por parte do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Se condenados, a pena varia de dois a oito anos de prisão em regime fechado, e multa, além da pena correspondente à violência.

Como integrante do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, o próprio governador do Maranhão, bem como o Executivo Estadual, tem por obrigação provocar o MPF a iniciar o processo.

Única pessoa jurídica dos 21 nomes de empregadores maranhense na lista, a Carmel Construções Ltda deve ter como punição a cassação de sua inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) e ser impedida de exercer, pelo período de 10 anos, o mesmo ramo de atuação ou de abrir nova atividade econômica, contados da data da cassação.

Assim como nas anteriores, cabe ao governador Flávio Dino aplicar essa punição, bastando apenas para isso regulamentar e definir os critérios da Lei estadual n.º 10.355, de 4 de novembro de 2015, de autoria do deputado Othelino Neto (PCdoB), e publicar este feito no Diário Oficial do Estado do Maranhão.

Maranhão

"Ná" já havia sido preso em 2011 por roubos de cargas e assalto à agências bancárias

Homens da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) do Maranhão prenderam, na tarde desta sexta-feira (17), em Lago da Pedra, Josimar Nobre Macedo, o "Ná" ou "Velho", irmão do principal financiador de campanha do governador Flávio Dino (PCdoB), Dedé Macedo, pai do deputado estadual Fábio Macedo (PDT) e do prefeito de Dom Pedro, Hernando Macedo (PCdoB).

Ná, que já havia sido preso em 2011 por roubos de cargas e assalto à agências bancárias, é suspeito de participar de uma quadrilha de assaltantes de banco e de agências dos Correios desarticulada pela Polícia Militar estadual na última quarta-feira (15), quando cinco integrantes do bando foram presos em uma operação comandada pelo subtenente José Antônio, após terem assaltado a agência dos Correios de Lago da Pedra e a casa de um empresário em Lago do Junco.

A polícia investiga se o irmão de Dedé Macedo, que foi conduzido para São Luís para prestar depoimento, seja o chefe da quadrilha.

Prisão de Ná (último da direita) em 2011, por roubo de cargas e assaltos a banco
Blog do Décio Conhecido da polícia Prisão de Ná (último da direita) em 2011, por roubo de cargas e assaltos a banco
Othelino Neto sai em defesa do genro de doador de campanha de Dino
Política

Felipe Brito Uchoa é namorado de Mayra Macedo, filha do pecuarista Dedé Macedo. Ele foi nomeado em alto cargo na Sinfra

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), que enquanto oposição defendia que a "corrupção precisa ser combatida", usou seu perfil pessoal no microblogging Twitter, na tarde desta quarta-feira (28), para defender a nomeação do jovem Felipe Brito Uchoa, genro do principal doador de campanha do governador Flávio Dino (PCdoB), o pecuarista José Wilson Macedo, mais conhecido como Dedé Macedo, para um alto cargo na Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra).

Namorado de Mayra Macedo, filha de Dedé, Felipe Uchoa foi nomeado na Sinfra como assessor especial de apoio institucional, simbologia Isolado, uma das mais cobiçadas do estado, com salário próximo a de um secretário. A Pasta é comandada pelo vendedor de planos de saúde Clayton Noleto, mesmo partido do governador do Maranhão.

Ao Atual7, Noleto informou que a nomeação se deu após "analisar um curriculum deixando pelo próprio Felipe na Sinfra".

Doador das campanhas políticas de Dino desde 2010, Dedé Macedo chegou a indicar um aliado para o comando do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão, mas acabou sendo rifado após o vazamento da negociata pela imprensa.

Antes de patrocinar o comunista, o sogro de Felipe Uchoa era aliado e doador de campanha da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), de quem distanciou-se após uma briga pela prefeitura de Dom Pedro, atualmente comandada por um de seus filhos, Hernando Macedo (PCdoB).

No campanha passada, Dedé Macedo chegou a ceder para a campanha do governador do Maranhão um helicóptero de sua propriedade que servia para atendimento em um hospital de Teresina.

Mayra Macedo e seu namorado, Felipe Uchoa, privilegiado com um alto cargo no governo Dino
Facebook Sinfra ou Sine? Mayra Macedo e seu namorado, Felipe Uchoa, privilegiado com um alto cargo no governo Dino, depois de "deixar um curriculum" na Sinfra
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