José Reinaldo Tavares
Zé Reinaldo desmente boato de que poderá desistir do Senado
Política

Segundo o tucano, essas informações são falsas e apenas revelam a força de seu nome na disputa

O deputado federal e ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSDB), negou a informação de que poderia vir a desistir de sua pré-candidatura ao Senado Federal. O boato já tinha sido divulgado por algumas páginas na internet, há algumas semanas, e voltou a ser disseminado nesta quinta-feira 12.

Segundo Zé Reinaldo, essas informações são falsas, e apenas revelam a força de seu nome na corrida eleitoral.

“Informo a todos os meus amigos, eleitores e apoiadores em geral que estas suposições não possuem o menor compromisso com a verdade dos fatos. São notícias falsas, as conhecidas ‘fake news’, e que, apesar disso, acabam por revelar a força da minha pré-candidatura ao Senado. Se eu não tivesse apoio da população e das lideranças municipais, não haveria tanta boataria assim”, declarou em seu perfil pessoal no Instagram, acrescentando o questionamento: “a quem interessa essa mentira de que desisti da disputa?”.

Ao ser enganado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e filiar-se ao PSDB, Zé Reinaldo recebeu a garantia da alta cúpula estadual e nacional tucana de que seria um dos nomes da legenda ao Senado nas eleições de outubro próximo.

Contudo, desde a entrada do deputado federal Waldir Maranhão no partido, e a total submissão deste ao senador Roberto Rocha, que é postulante ao Palácio dos Leões, essa garantia aparenta estar ameaça, inclusive por influência do próprio Rocha.

Provavelmente por essa situação, Tavares aproveitou para lembrar que possui prestígio e reconhecimento político para disputar o Senado.

“Reafirmo que submeterei meu nome ao meu partido, o PSDB, com a consciência de que tenho cumprido meus deveres de homem público, ao longo de toda a minha trajetória, ao contribuir com o Maranhão e o Brasil, em obras e projetos estruturais e de desenvolvimento humano. E sei que posso fazer ainda mais pela população”, declarou.

Após repercussão negativa, Rocha volta atrás sobre rifada em Zé Reinaldo
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões havia apresentado Alexandre Almeida e Waldir Maranhão como os pré-candidatos do PSDB ao Senado

O senador e pré-candidato ao Palácio dos Leões, Roberto Rocha, voltou atrás sobre as próprias palavras e garantiu que não rifou o deputado José Reinaldo Tavares da segunda vaga ao Senado Federal na chapa do PSDB. “Ninguém pode, ainda, ser ‘rifado’ ou anunciado candidato”, disse ele, ao blog do John Cutrim.

A declaração foi dada depois da assessoria de Rocha disseminar que, durante evento em Carutapera, nessa sexta-feira 15, o tucano apontou apenas os deputados Alexandre Almeida e Waldir Maranhão como os nomes do partido à Câmara Alta no pleito deste ano.

“O nosso partido tem um projeto para o Maranhão, aqui está os nossos pré-candidatos ao senado, Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, que caminham conosco”, afirmou, durante a passagem pela cidade.

Como a repercussão foi negativa, com diversas críticas nas redes sociais, somado ao fato de que Roberto Rocha — assim como fez Flávio Dino (PCdoB) — parece tentar forçar para que Zé Reinaldo rompa com seu atual grupo, o recuo revelou a insegurança do senador tucano na disputa pelos Leões, além da falta de confiança numa chapa senatorial formada por Alexandre Almeida e Waldir Maranhão.

Roberto Rocha rifa Zé Reinaldo e entrega vaga ao Senado para Waldir
Política

Troca foi anunciada durante evento em Carutapera. Parlamentar ainda não se manifestou sobre o assunto

O senador Roberto Rocha rifou o deputado federal José Reinaldo Tavares e anunciou o nome do deputado Waldir Maranhão como novo dono da segunda vaga ao Senado Federal pela chapa do PSDB. O primeiro nome é o do deputado estadual Alexandre Almeida.

A troca foi anunciada durante evento na cidade de Carutapera, nesta sexta-feira 15.

“O nosso partido tem um projeto para o Maranhão, aqui está os nossos pré-candidatos ao senado, Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, que caminham conosco. Nós unidos e pela vontade do povo iremos trazer mais desenvolvimento econômico e social para a nossa população”, afirmou Rocha.

O ATUAL7 solicitou de Zé Reinaldo uma manifestação a respeito da rifada, e aguarda retorno.

Zé Reinaldo confirma apoios e oficializa Catulé Júnior na 1ª suplência ao Senado
Política

Tucano teve ressaltado seu histórico municipalista, tanto no Executivo como no Legislativo

O deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB-MA) mostrou força e confirmou, nesta semana, diversos apoios importantes à sua pré-candidatura ao Senado.

Na última segunda-feira 4, o tucano teve confirmado o apoio do prefeito de Santa Rita e presidente estadual do Avante, o médico Hilton Gonçalo. Em reunião com seu grupo político, Gonçalo destacou o parlamentar como um político municipalista, com atuação, tanto como governador como representante do Maranhão no Congresso Nacional, sempre voltada para a solução dos problemas enfrentados pelas cidades maranhenses.

“Zé Reinaldo é o nosso pré-candidato ao Senado, pois entendo que essa parceria será de grande importância para o crescimento da região. Além de amigo, ele é um grande parceiro político, que sempre esteve a nossa disposição, trazendo benefícios e desenvolvimento. Temos vários exemplos, desde asfaltamento de estradas à construção de escolas, como a do povoado Pedreiras”, ressaltou.

Ontem 5, José Reinaldo Tavares esteve em Caxias, onde oficializou o advogado Catulé Júnior, como seu primeiro suplente de senador.

Além da grande presença popular, o evento contou com a participação de dezenas de lideranças políticas, dentre elas os ex-prefeitos de Timon, Caxias e de Codó, respectivamente, Chico Leitoa, Paulo Marinho e Biné Figueredo; os prefeitos de São José de Ribamar e Caxias, respectivamente, Luis Fernando Silva e Fábio Gentil; o ex-deputado José Gentil; e diversos vereadores.

Todos reafirmaram gratidão e apoio a Zé Reinaldo.

Zé Reinaldo defende redução dos impostos que elevam preço do combustível
Política

É o segundo parlamentar do Maranhão no Congresso a sugerir a proposta. Na Assembleia Legislativa, apenas Wellington do Curso tem pressionado Flávio Dino a reduzir o ICMS

O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Reinaldo Tavares (PSDB) saiu em defesa da redução dos impostos que elevam o preço final dos combustíveis.

“Se os governos estaduais e o federal abrissem mão dos enormes impostos, ou de parte substancial deles, que oneram o preço dos combustíveis, ou pelo menos do diesel usado predominantemente para o transporte de mercadorias, estariam dando enorme contribuição para resolver os problemas enfrentados hoje por toda a população”, defendeu.

Tavares é o segundo parlamentar do Maranhão no Congresso Nacional a sugerir a proposta. O primeiro foi Sarney Filho (PV), no domingo 27.

Na Assembleia Legislativa, até o momento, apenas o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) segue pressionando o governador Flávio Dino (PCdoB) a reduzir a alíquota do ICMS, como forma de conter a alta do preço do diesel, gasolina e etanol, bem como a crise de desabastecimento provocada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o país.

Dino, porém, já disse que não reduzirá o imposto.

Rocha e Tavares afinam relação e debatem desenvolvimento econômico do MA
Política

Tucanos deram início ao ciclo de debates Pensar o Maranhão. Informações, dados e estudos colhidos devem servir de base para a elaboração do plano de governo da terceira via

O senador e pré-candidato ao Palácio dos Leões, Roberto Rocha, e o deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares, ambos do PSDB, deram provas de amadurecimento político, deixando as querelas antigas para trás, e estabeleceram uma relação conjunta em prol de um agenda positiva para o estado. O primeiro fruto dessa união ocorreu nessa semana, quando os tucanos deram início ao projeto Pensar o Maranhão, criado com o objetivo de discutir com a classe empresarial, políticos e a sociedade civil organizada, temas que ajudem a fomentar o desenvolvimento econômico estadual.

O encontro girou em torno do Pólo da Floresta dos Guarás, localizado no litoral ocidental maranhense, que envolve os municípios de Cedral, Guimarães, Cururupu, Mirinzal, Porto Rico do Maranhão, Serrano do Maranhão, Bacuri, Apicum Açu e Central do Maranhão.

Foi constatado durante a reunião, dentre outras coisas, que, embora vários municípios comercializem o camarão naquela região, o estado não entra na estatística de exportação do crustáceo; que há falta de infraestrutura e logística para o turismo no local; e que, mesmo com abundância de fauna e flora, o litoral ocidental maranhense é a região mais pobre do estado.

Após ampla discussão com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Universidade Federal do Maranhão (Uema), Administração Hidroviária do Nordeste (Ahinor), Banco do Nordeste (BNB); Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codesvasf), Associação Comercial do Maranhão (ACM), Instituto Teotônio Vilela (ITV) e empresários locais, ficou acordada uma nova agenda sobre o Pólo Floresta dos Guarás, para apresentação de projetos para o progresso local, com foco no trinômio cultura, turismo e emprego.

Também foi firmado novos debates, para as regiões da Amazônia Maranhense (Cândido Mendes e Carutapera), Chapada das Mesas (Carolina e Imperatriz), Pólo Cocais (Caxias e Timon), Delta das Américas ( Paulino Neves e Tutóia), Pólo Lago e Campos Floridos (Arari Santa Inês e Vitória do Mearim), Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e Santo Amaro), Pólo Munim (Axixá e Morros) e Polo Guajajara Timbira e Canela (Barra do Corda e Grajaú), além da Grande São Luís.

As informações, dados e estudos colhidos por meio do Pensar o Maranhão, inclusive, devem servir de base para Rocha e Tavares elaborarem, conjuntamente, o plano de governo a ser apresentado ao Maranhão pela chapa da terceira via para o pleito de outubro próximo.

Zé Reinaldo se filia ao PSDB para disputar o Senado
Política

Ficha foi abonada por Tasso Jereissati e Roberto Rocha. Tavares pregou o fim da pobreza extrema no Maranhão

O ex-governador do Maranhão e deputado federal José Reinaldo Tavares filiou-se ao PSDB, nesta quarta-feira 4, com objetivo de disputar o Senado Federal pela chapa encabeçada pelo senador Roberto Rocha, presidente estadual da legenda e pré-candidato ao Palácio dos Leões. O ato de filiação aconteceu no gabinete de Rocha, em Brasília.

A ficha assinada por Tavares foi abonada pelo senador Tasso Jereissati (CE), e por Roberto Rocha. Também participou do ato o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.

Durante a solenidade, Zé Reinaldo declarou que entra no partido para formar um forte palanque do estado ao governador de São Paulo e presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, e com o objetivo principal de tirar o Maranhão, atualmente governado por Flávio Dino (PCdoB), da pobreza extrema.

“O Maranhão hoje, infelizmente, é o estado mais pobre da federação. Tem mais de 50% das famílias sobrevivendo de Bolsa Família e a renda domiciliar per capita é a menor do Brasil. Nós precisamos tirar o Maranhão do atraso, que não é o lugar dele. Estou vindo pro PSDB com essa bandeira”, disse.

Tavares condiciona filiação ao DEM a decisão do partido sobre rumo no MA
Política

Ato estava marcado para acontecer neste sábado 10. Ausência de Rodrigo Maia em reunião da direção nacional acabou adiando discussões

O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Reinaldo Tavares (sem partido) adiou sua entrada no Democratas, marcada para acontecer no próximo sábado 10. Por meio de nota, o parlamentar informou que a filiação depende da direção que o partido pretende tomar em relação ao Maranhão, para as eleições de 2018.

Atualmente, o DEM está atrelado ao Palácio dos Leões, com cargos no alto escalão do Palácio dos Leões em troca da aliança pela reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Como Tavares se afastou de Dino, ele trabalha agora para que o partido apoie a ainda incerta pré-candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao governo estadual.

Nessa quarta-feira 7, a direção nacional da legenda chegou a se reunir para chegar a uma definição. Contudo, devido à ausência do presidente da Câmara e presidenciável do DEM, Rodrigo Maia, a decisão acabou sendo postergada. Um novo encontro será marcado nos próximos dias.

Abaixo, a nota distribuída por Zé Reinaldo, explicando a situação:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Com relação à reunião realizada ontem, 7 de março de 2018, com a direção nacional do Democratas (DEM), esclareço a bem da verdade, por respeito aos meus eleitores e ao povo do Maranhão que:

1) o debate foi realizado dentro do mais elevado espírito democrático, com objetivo específico de discutir a situação do Maranhão, com a minha presença e a dos atuais representantes da direção estadual da legenda;
2) devido à ausência justificada do presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Maia, não foi possível a tomada de qualquer decisão sobre os novos rumos partidários em nosso estado, o que será feito oportunamente em reunião fechada da cúpula do partido;
3) com o adiamento da decisão, postergo também a minha filiação ao partido, por entender que esta deverá ser acatada com legitimidade por quem quer que esteja integrado aos seus quadros
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que encaminharam mensagens de apoio e apreço, ratificando que seguirei firme no propósito de fazer do Maranhão um lugar cada vez melhor.

Brasília (DF), 8 de março de 2018
José Reinaldo Tavares
Deputado Federal

Tavares sobre governo Dino: “na propaganda é bonita, mas nossa realidade é cruel”
Política

Parlamentar usou dados recentes do IBGE, que mostram que o Maranhão ficou mais pobre nos últimos três anos

Sem citar nome, o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) direcionou críticas claras ao governador Flávio Dino (PCdoB), em artigo semanal publicado no Jornal Pequeno, nesta terça-feira 6.

Há pouco mais de uma semana, Tavares se afastou de Dino, após o comunista ignorá-lo como pré-candidato ao Senado em 2018.

Utilizando dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou que o Maranhão ficou mais pobre nos últimos três anos — ou seja, de quando Dino assumiu o comando do Palácio dos Leões pra cá —, Ze Reinaldo aponta sobre as ações do governo estadual: “na propaganda é bonita, mas nossa realidade é cruel”.

Segundo o parlamentar, enquanto o estado é o mais atrasado do país e com os piores indicadores sociais, o governantes e as elites locais têm preferido “jogar a culpa em um grupo político, ao invés de chamar todos para somar esforços e encontrar a solução”.

Abaixo, a integra do artigo de Zé Reinaldo:

“Permanecerei onde estou”, diz Marcelo sobre afastamento de Zé Reinaldo
Política

Pré-candidato ao Senado deixou o grupo de Flávio Dino após ser rejeitado pelo comunista

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, demonstrou que não acredita que o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) prossiga no intento de deixar o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB). Contudo, se isso realmente ocorrer, ressalta, não o acompanhará.

“Sinceramente ainda não acredito em rompimento. Mas se houver, sem nenhuma duvida, permanecerei onde estou”, disse ao ATUAL7.

Pré-candidato ao Senado e criador de Flávio Dino na política, Zé Reinaldo anunciou, nesse sábado 24, que aceitou o afastamento imposto pelo comunista e disputará o pleito de outubro próximo por outro grupo. O rompimento, segundo ele, ocorre em razão da falta de interesse do chefe do Executivo estadual em tê-lo como aliado na Câmara Alta.

“Pelo andar da carruagem não serei candidato pela chapa do Flávio, por falta de interesse dele. Não tem demonstrado interesse já há algum tempo”, declarou.

Apesar de admitir a falta de apoio do afilhado, Zé Reinaldo mantém a pré-candidatura ao Senado e, a princípio, a agenda de filiação ao Democratas, marcada para ocorrer no dia 10 de março.

“Serei candidato, mas vou buscar outro caminho já que não há interesse em estarmos juntos. Saindo sem volta”, alertou.

Tavares aceita afastamento de Dino e disputará Senado por outro grupo
Política

Criador do governador vem sendo renegado pelo comunista. Ele mantém agenda de filiação ao DEM, que deve deixar arco de aliança dinista

O deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) anunciou, em entrevista ao jornal O Imparcial e ao Blog do Gláucio Ericeira, que aceitou o afastamento imposto pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e deixará o grupo do comunista. “Pelo andar da carruagem não serei candidato pela chapa do Flávio, por falta de interesse dele. Não tem demonstrado interesse já há algum tempo”, declarou.

Apesar de admitir a falta de apoio do afilhado, Tavares mantém a pré-candidatura ao Senado e, a princípio, a agenda de filiação ao Democratas, marcada para ocorrer no dia 10 de março. “Serei candidato, mas vou buscar outro caminho já que não há interesse em estarmos juntos. Saindo sem volta”, alertou.

Criador de Dino na política, Tavares vem tendo seu cacife e histórico eleitoral renegados pelo governador, mesmo tendo o apoio da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) e de dezenas de prefeitos e lideranças políticas, desde que lançou seu nome para a Câmara Alta.

O comunista, inclusive, já escolheu seu primeiro pré-candidato na chapa senatorial – o deputado e presidente do PDT no Maranhão, Weverton Rocha – e tem dado sinais de que o segundo nome será a deputada Eliziane Gama (PPS).

Segundo apurou o ATUAL7, Zé Reinaldo tem encontro marcado com o presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato do DEM à Presidência da República, Rodrigo Maia, para esta segunda-feira 26.

Na reunião, dentre os assuntos a serem discutidos está a confirmação de filiação ao Democratas, desde que tenha a garantia de apoio à sua pré-candidatura ao Senado; o possível controle da legenda, já que o atual comando estadual é de Comissão Provisória; e o novo rumo que o partido tomará no Maranhão, fora do arco de aliança pela reeleição de Dino, em razão de uma resolução do DEM, a ser homologada na próxima quarta-feira 28, vetar a coligação da sigla com partidos da esquerda.

Zé Reinaldo diz que acordo com DEM foi fechado com Agripino Maia
Política

Declarações apontam apoio ao nome de Tavares ao Senado Federal como condicionante para permanência do Democratas com Flávio Dino

O deputado federal José Reinaldo Tavares deu mostras no fim de semana, em entrevista ao O Imparcial, do por quê tem confiança plena de que será candidato ao Senado pelo DEM em 2018, e com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB).

Segundo Tavares, que é ex-governador do Maranhão, o acordo para a filiação aos Democratas, em troca da adoção de seu nome na disputa senatorial, foi fechado diretamente com o senador Agripino Maia, presidente nacional do partido e seu amigo pessoal. O compromisso foi referendado ainda pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Educação, Mendonça Filho.

“Eu fiz um acordo com o Rodrigo Maia, que é o nosso presidente da Câmara, com o Agripino Maia, que é presidente do partido e muito meu amigo e o Mendonça Filho e o Juscelino Filho participou disso. A minha volta para o DEM está condicionada ao apoio a minha candidatura ao Senado. Isso não mudou, continua igual”, disse.

Até agora, das duas vagas em sua chapa, Dino já fechou a primeira com o deputado federal Weverton Rocha (PDT). A outra vaga está sendo disputada pelo próprio Tavares, os deputados federais Eliziane Gama (PPS) e Waldir Maranhão (Avante), e o ex-secretário estadual de Esporte e Lazer, Márcio Jardim (PT).

A escolha deve ser feita pelo comunista até o mês de março.

Pelas declarações de Zé Reinaldo, evidenciando o nome de Agripino e outros caciques nacionais do DEM, se não for ele o escolhido, Flávio Dino pode não contar com a legenda em sua coligação.

Famem quer participar de discussão sobre chapa senatorial de Flávio Dino
Política

Presidente da entidade está fechado com Weverton Rocha e Zé Reinaldo. Entrada no movimento municipalista prejudica planos de Eliziane Gama

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema, entregou ao governador Flávio Dino (PCdoB), nesta terça-feira 16, manifesto representativo de prefeitos e prefeitas solicitando a inclusão da entidade nas discussões acerca da escolha dos nomes para os cargos majoritários nas eleições deste ano.

Segundo Tema — que tem como pré-candidatos ao Senado os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSB) —, o documento tem como objetivo inserir o municipalismo no debate sobre o projeto de reeleição do próprio Dino, a quem o presidente da Famem criou e também apoia, e no pleito que definirá as duas vagas na chapa senatorial dinista.

“A Famem, entidade representativa das cidades maranhenses, e que congrega prefeitos e prefeitas de todas as regiões do Maranhão, vem tendo papel fundamental no processo de fortalecimento do municipalismo. Portanto, nada mais justo que a entidade esteja inserida no contexto no qual será definido os cargos majoritários de 2018”, diz trechos do manifesto.

O pleito da Federação foi elogiado por Flávio Dino, que reconheceu a representatividade da entidade no Maranhão e fora dele.

“A Famem possui um forte poder aglutinador das forças municipalista e o presidente Tema, pessoa por quem tenho muito carinho e admiração, vem executando um excelente trabalho. Trata-se de uma reivindicação mais do que justa”, afirmou o governador.

Com a entrada da Famem na discussão, a deputada federal Eliziane Gama (PPS), que já vem enfrentando dificuldades para manter seu projeto de unção ao Senado, terá de correr para recuperar o tempo perdido e buscar a reeleição na Câmara ou o retorno para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

Eleição para deputado federal no MA não contará com sete dos 18 eleitos em 2014
Política

Maioria disputará em 2018 para o Senado. Apenas um desistiu de concorrer para passar o bastão para o filho

Dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão em 2014, pelo menos sete não disputarão pela reeleição do mandato em outubro próximo, abrindo espaços para que novos nomes ou eternos suplentes possam chegar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2018.

Pelos movimentações e declarações públicas, cinco deles pretendem concorrer ao Senado: Eliziane Gama (PPS), Sarney Filho (PV), José Reinaldo Tavares (sem partido), Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (Avante).

Os outros dois são Pedro Fernandes, para dar lugar na disputa ao herdeiro Pedro Lucas, ambos do PTB; e João Castelo, que morreu no final de dezembro de 2016.

Somando-se os votos que todos obtiveram no pleito passado, serão exatos 597.697 eleitores maranhenses livres — ou nem tão livres assim, já que, infelizmente, ainda há conchavos — para escolha de outros nomes.

Unção ao Senado: admiração por Flávio Dino ou busca por ajudinha dos Leões?
Política

Cinco pré-candidatos condicionam a entrada na disputa à chancela do governador do Maranhão. O ATUAL7 ouviu especialistas sobre o que leva a essa total dependência

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), estabeleceu o mês de março para definir os nomes de seus pré-candidatos ao Senado Federal em 2018. Enquanto a data não chega, pelo menos cinco nomes já apresentados ao eleitor aguardam a confirmação da unção sacerdotal do comunista para se firmarem na disputa. Todos, sem exceção, tem deixado claro que só sairão para o Senado pela chapa de reeleição do governador.

Diante da total dependência, surge a pergunta que não quer calar: afinal, o leva Eliziane Gama (PPS), José Reinaldo Tavares (PSB), Márcio Jardim (PT), Waldir Maranhão (Avante) e Weverton Rocha (PDT) — que em razão da lanterninha em todas as pesquisas de intenção de votos ainda pode ser rifado — à essa necessidade? Admiração pela forma como Dino vem administrando o Estado ou a facilidade de ser o candidato do Palácio dos Leões? O ATUAL7 ouviu especialistas sobre o assunto.

Para Gledson Brito, historiador e pesquisador especialista em política do Maranhão, há espaço para os dois posicionamentos. Ele aponta que, apesar da trajetória no campo político ou ideológico ao lado de Flávio Dino, o quinteto também busca a estrutura governista.

“Há um alinhamento destes nomes com o governador no campo político, como no caso de Zé Reinaldo e de Waldir Maranhão, ou ideológico frente às pautas nacionais, como Eliziane Gama, Weverton Rocha e Márcio Jardim. A trajetória política destes postulantes foi em grande parte construída caminhando com Flávio Dino, daí esse alinhamento faz com que se torne natural que estes candidatos busquem esse campo para que nele se mantenha a narrativa e coerência. Mas também é lógico que se entende que a luz do governador é guarida mais tranquila para uma possível eleição”, afirma.

Historiador e professor da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Wagner Cabral defende que, embora não seja uma regra, uma campanha forte de candidato ao governo é um fator importante na escolha do eleitor pelo candidato ao Senado.

“Em suma, existe uma tendência geral, com algumas exceções. O peso da campanha de governador no 1º turno é fator importante para definir o vencedor para o Senado. Quem venceu o primeiro turno sempre levou consigo o Senador. O único que venceu o primeiro turno e perdeu no segundo foi João Castelo. Mas Cafeteira foi eleito para o Senado, afinal era imbatível saindo de 4 anos de governo”, lembrou.

Ainda segundo Cabral, “além do governador, outro puxador de votos pro Senado é o candidato a presidente”, e que, “de todas, a eleição de Senador é a mais distante e desinteressante para o eleitor comum”.

Pré-candidatos falam

É fato que, mesmo que fosse esse o motivo, nenhum dos pré-candidatos jamais admitiria que a dependência pela unção de Flávio Dino está ligada ao poder do Palácio dos Leões. Ainda assim, o ATUAL7 buscou ouvir cada um deles.

Abaixo, o posicionamento, na íntegra, dos que retornaram o contato:

Weverton Rocha

“Mesmo sabendo que sua pergunta é mal intencionada (não poderia esperar diferente), posso lhe afirmar: o que nos une é um ideal de vermos o Maranhão mais desenvolvido e mais justo. Lembre-se que a união do PDT e PCdoB vem de grandes lutas em favor do Brasil e aqui no Maranhão, bem antes de sermos governo".

Márcio Jardim

“O PT é da base do governo Flavio Dino. Nas suas duas campanhas ao governo não teve um lugar que o governador chegasse que lá não tivesse um militante empunhando uma bandeira 65. Evidente que o governador é o grande líder do processo. PT e PCdoB são aliados estratégicos. São os únicos partidos que estiveram juntos nas eleições presidenciais desde a redemocratização do país. Temos forte atuação nos movimentos sociais, uma militância ativa e a extraordinária liderança de Lula no Maranhão. Mas o PT não tem dono. E nosso primeiro desafio é construir o máximo de convergência interna com objetivo de eleger Lula e reeleger Flávio Dino. Minha voz será num palanque; uma voz em defesa incondicional de Lula.

Lula e Flavio Dino são os dois maiores cabos eleitorais do Maranhão hoje . Evidente que um candidato que tenha apoio dos dois leva muita vantagem na disputa. Imagina uma candidatura ao senado que tenha identidade histórica com Lula? Temos todas as melhores condições de ter no Senado um senador verdadeiramente do Lula e com uma trajetória sempre na esquerda, sempre do mesmo lado”.

Rasteiras de Flávio Dino em aliados de 2014 complicam alianças para 2018
Política

Poucos meses após sentar no Palácio, governador tomou as pastas de Roberto Rocha, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Também foram alvos da trairagem Zé Reinaldo, Waldir Maranhão e Márcio Jardim

Se há no Maranhão um político que se encaixa perfeitamente na personificação da trairagem, ele tem nome e sobrenome: Flávio Dino, do PCdoB.

Eleito em 2014 numa ampla costura partidária, bastou apenas alguns meses para que o chefe do Executivo estadual passasse a rasteira nos principais responsáveis pela sua chegada ao Palácio dos Leões, despudoradamente cooptando alguns dos indicados destes e assumindo o controle total das pastas entregues aos aliados, ainda durante a montagem da chapa do pleito passado.

De 2015 até agora, Dino já traiu e tomou as secretarias estaduais de Cultura, entregue a Eliziane Gama (PPS), que lhe garantiu parcela considerável de votos ao abdicar da disputa pelo governo para concorrer à Câmara dos Deputados; do Meio Ambiente, dada a Roberto Rocha (atualmente no PSDB, mas à época no PSB), principal responsável pelo leque de partidos que lhe garantiu musculatura e tempo de televisão e rádio para apresentar à população a já esquecida “mudança”; e Educação, de Weverton Rocha (PDT), que além do tempo eleitoral doado, aguardava o cumprimento de um acordo fechado ainda em 2012 e tem a maior militância política da capital e uma das fortes do Maranhão.

Quem também já sentiu e ainda sente o peso da traição do comunista é o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB, mas já a caminho acertado para o DEM).

Depois de, inicialmente, ver a então poderosa Casa Civil, onde seu sobrinho Marcelo Tavares é titular, ser escandalosamente esvaziada, o parlamentar perdeu o comando da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) e da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar). Além disso, mesmo diante do peso de seu próprio nome em todo o Maranhão, de ser o principal patrono da vida política do governador, e de ter o apoio do triunvirato da política maranhense, Zé Reinaldo tem sido frequentemente desmoralizado e até desprezado por Dino em relação a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Ainda no mapa da traição, Flávio Dino deu nova rasteira no PDT de Rocha, quando exonerou de forma obscura a subsecretária Rosângela Curado, a quem, ainda que tenha apoiado forçadamente, tentou derrubar a todo custo da disputa pela prefeitura de Imperatriz em 2016, e nunca saiu em defesa pública, mesmo diante das fortes acusações que pesam contra a pedetista na Operação Pegadores.

Embora se possa alegar que o PDT ganhou de presente o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão, aos mais próximos, a indicada do deputado Weverton Rocha, a advogada Larissa Abdalla Britto, tem frequentemente reclamado que é vergonhosa e petulante a forma como o antigo diretor do local, Antônio Leitão Nunes, ex-sócio de Flávio Dino, vigia cada passo que ela dá no órgão.

Na timeline da trairagem, mais recentemente, o alvo foi o petista Márcio Jardim.

Derrubado da pasta de Esporte e Juventude, ele provou nesta semana o dissabor de, assim como vem acontecendo com Zé Reinaldo, ver seu nome e história política completamente ignorados pelo atual mandatário do Palácio dos Leões.

Até mesmo o famigerado Waldir Maranhão foi traído por Dino.

Humilhado nacionalmente após seguir os conselhos do governador no célebre caso da anulação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Maranhão batia no peito e alargava o sorriso quase coberto pelo grosso bigode quando declarava que a palavra dada pelo comunista seria cumprida, e que a ignomínia seria recompensada com uma vaga ao Senado ano que vem. O tempo passou, ele perdeu o comando do PP, é só mais um no Avante e agora terá de lutar por uma quase impossível reeleição.

Se traiu os aliados quando sabia que mais na frente, isto é, agora em 2018, necessitaria novamente de auxílio, de apoio, qual a garantia de que Flávio Dino, se reeleito ano que vem, vai cumprir algum dos vários acordos que ele vem fazendo e prometendo de pés juntos que vai cumprir? E quem ainda acredita?

Flávio Dino desmoraliza Zé Reinaldo e menospreza Márcio Jardim
Política

Governador esclareceu que ainda não escolheu o ungido para a segunda vaga ao Senado

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), desmoralizou publicamente, mais uma vez, o deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda do PSB).

Padrinho político do comunista e pré-candidato ao Senado Federal em 2018, Tavares surfava na informação de que o chefe do Executivo estadual, em reunião no Palácio dos Leões com ele próprio, o deputado federal Juscelino Filho e o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, havia se definido e derramado nele a unção da segunda vaga na chapa governista, em troca do apoio do DEM ao seu projeto de reeleição.

Em entrevista coletiva nessa terça-feira 19, porém, Dino esclareceu os fatos.

Segundo o governador, apenas a primeira vaga ao Senado já tem o escolhido: o deputado federal Weverton Rocha (PDT). A segunda, ressaltou, ainda está sendo analisada.

“Nós temos uma pré-candidatura ao Senado com amplo apoio do nosso campo político que é do deputado federal Weverton Rocha […] no caso da outra candidatura ao Senado, isso não está tão nítido assim, porque nesse momento não há nitidez para definir quem é o favorito. Eu estou na verdade fazendo consultas, como fiz em 2014”, declarou Flávio Dino.

Ainda durante a entrevista, o governador do Maranhão acabou esquecendo que o ex-secretário estadual de Esporte de Lazer, Márcio Jardim, também é pré-candidato ao Senado. Ou fez questão de mostrar desprezo pelo petista.

Ao comentar sobre os nomes que concorrem pela sua unção sacerdotal, Dino destacou apenas os aliados Zé Reinaldo, Waldir Maranhão (Avante) e Eliziane Gama (PPS) como detentores de musculatura para o pleito.

“Mantemos diálogo com todos esses que almejam a segunda vaga, com todos esses que estão postulando. Notadamente o deputado federal Zé Reinaldo, o deputado Waldir Maranhão e a deputada Eliziane Gama, que são, aparentemente, os três que reúnem assim mais apoios no nosso plano”, finalizou.