Waldir Maranhão
Waldir Maranhão perde propriedades após calote em campanha eleitoral
Política

Deputado teve dois terrenos adjudicados pela 11ª Vara Cível de São Luís. Lotes foram expropriados em favor da Quality Gráfica e Editora, para quitação do débito

O deputado Waldir Maranhão (PSDB-MA) perdeu pelo menos duas propriedades, localizadas no bairro do Tirirical, em São Luís, após haver aplicado um calote milionário na empresa Quality Gráfica e Editora Ltda. que cuidou das propagandas, santinhos e faixas que o neo tucano espalhou pela capital maranhense, durante a campanha eleitoral de 2010, quando concorreu e venceu a disputa por uma vaga na Câmara Federal.

Na penúltima semana de janeiro deste ano, o juiz Raimundo Ferreira Neto, titular da 11ª Vara Cível do Fórum Desembargador Sarney Costa, atendeu ao pedido de adjudicação formulado pela vítima do calote, e expropriou dois lotes de terrenos próprios de Maranhão, avaliados pelo valor de mercado em R$ 576.378,00 (quinhentos e setenta e seis mil, trezentos e setenta e oito reais), para que sejam quitadas as dívidas de campanha do parlamentar.

As cartas de adjudicação foram expedidas na última terça-feira 15.

Na sentença que determinou a expropriação de seus bens patrimoniais, Waldir Maranhão ainda chegou a ganhar da Justiça uma última chance de não perder as propriedades, bastando para isso pagar a dívida junto à Quality Gráfica e Editora, no prazo de cinco dias. Em vez disso, porém, ele requereu a dilação do prazo e, por consequência, o afastamento da adjudicação dos bens.

Em abril último, no dia 25, em nova decisão, o juiz Raimundo Ferreira Neto indeferiu o pedido do deputado, argumentando que o processo se arrasta na Justiça desde o ano de 2013, e que Maranhão deixou de cumprir todos os prazos estabelecidos pelo juízo e os espontaneamente ofertados pela Quality Gráfica e Editora, para o pagamento da dívida.

Maranhão ainda tentou argumentar que os lotes adjudicados teriam sido alienados.

Em resposta a essa alegação, o juiz titular da 11ª Vara Cível de São Luís esclareceu que a referência não poderia ser utilizada como motivo para paralisação o cumprimento da sentença; que essa informação de Waldir Maranhão ocorreu somente após ele já haver cito citado no processo; e que a venda do patrimônio configura fraude à execução, tornando a alienação passível de declaração de ineficácia.

Antes de perder as propriedades, Maranhão ainda chegou a assumir, em audiência de conciliação, o compromisso de quitar a conta junto à Quality Gráfica e Editora. As primeiras parcelas foram quitadas, mas poucos meses depois ele voltou a aplicar o calote. Por esse motivo, ele teve ainda uma penhora online de outros imóveis, incluindo a própria residência onde mora em São Luís, no valor de R$ 821.241,99 (oitocentos e vinte e um mil, duzentos e quarenta e um reais e noventa e nove centavos), e uma Toyota Hilux SW4 bloqueada pela Justiça.

Fachin arquiva investigação contra Waldir Maranhão e deputados do PP
Política

Congressistas eram investigados por suposta propina de R$ 2,7 milhões da Queiroz Galvão

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quarta-feira 18, arquivar investigação contra com o deputado federal Waldir Maranhão e seis congressistas do PP, por suposto envolvimento no repasse de R$2,7 milhões em propina da empreiteira Queiroz Galvão via diretório do PP.

A investigação surgiu do âmbito da Lava Jato, e foi arquivada com base em manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que diz não ter encontrado provas sobre a participação dos parlamentares no repasse. Segundo o ministro, é obrigatório o arquivamento quando o pedido parte da PGR.

Além de Maranhão, foram também beneficiados com a decisão os deputados progressistas Simão Sessim (RJ), Roberto Balestra (GO), Jerônimo Goergen (RS), Eduardo da Fonte (PE), Aguinaldo Ribeiro (PB) e Mario Negromonte Júnior (BA).

O inquérito apurava o suposto repasse de propina “sob o disfarce de doações eleitorais oficiais” do grupo Queiroz Galvão ao diretório nacional do PP, para distribuição aos parlamentares candidatos à reeleição pelo legenda, em 2010.

Na época, Waldir Maranhão, atualmente no PSDB, estava no PP.

Por sobrevivência, Braide decai e já senta com Waldir Maranhão e Paulo Marinho
Política

Deputado precisa trocar de legenda ou coligar o minusculo PMN com grandes partidos para poder continuar na vida pública. Em 2016, ele rebatia esse tipo de prática política

Ninguém muda de ideologia e personalidade de um ano para o outro. Nem de dois anos. Passadas as eleições de 2016, quando, com o discurso de candidato independente e que renegava caciques políticos, conseguiu a proeza de despontar como outsider embora já no segundo mandato parlamentar e filho do célebre ex-presidente da Assembleia Legislativa Carlos Braide, o deputado estadual Eduardo Braide decaiu e voltou às origens em busca de sobrevivência política.

Presidente estadual de uma legenda minúscula, o Partido da Mobilização Nacional (PMN), e fora da aconchegante base do Palácio dos Leões, Braide precisa se coligar com agremiações de musculatura partidária ou pular para outro partido, independente do cargo que venha concorrer em outubro próximo, para permanecer na vida pública. Seja para a disputa pela reeleição de estadual, aventura para a Câmara Federal ou, principalmente, para arriscar o governo estadual.

Ciente da necessidade, ele já passou a novamente se associar com caciques e erros da política, como o deputado federal Waldir Maranhão (Avante) e o ex-prefeito de Caxias, Paulo Marinho.

Segundo rumores de bastidor, com Maranhão as conversas giram em torno de formação da chapa majoritária. Se vingar, Braide confirmará seu nome na disputa pelo Palácio dos Leões, tendo Maranhão como seu primeiro candidato ao Senado Federal.

O próprio novo — ou velho!? — Braide confirma as confabulações.

Ao ATUAL7, por meio de sua assessoria, o parlamentar afirmou que “conversas, especialmente no período pré-eleitoral, fazem parte da política”.

Sobre os detalhes dos diálogos com Maranhão, Marinho e outros caciques e erros da política, porém, ele nega que já tenha fechado algum acordo. “Não há nada formalizado sobre chapa majoritária”. “Qualquer decisão será informada ao povo maranhense, de acordo com o calendário eleitoral”, garante.

Nem parece o Eduardo Braide que até outro dia surpreendeu nas urnas por alardear aos quatro cantos que não faria acordo com grandes partidos e nem com ninguém para não ter de alugar secretarias, e que precisava apenas chegar ao debate e do voto do eleitor.

Eleição para deputado federal no MA não contará com sete dos 18 eleitos em 2014
Política

Maioria disputará em 2018 para o Senado. Apenas um desistiu de concorrer para passar o bastão para o filho

Dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão em 2014, pelo menos sete não disputarão pela reeleição do mandato em outubro próximo, abrindo espaços para que novos nomes ou eternos suplentes possam chegar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2018.

Pelos movimentações e declarações públicas, cinco deles pretendem concorrer ao Senado: Eliziane Gama (PPS), Sarney Filho (PV), José Reinaldo Tavares (sem partido), Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (Avante).

Os outros dois são Pedro Fernandes, para dar lugar na disputa ao herdeiro Pedro Lucas, ambos do PTB; e João Castelo, que morreu no final de dezembro de 2016.

Somando-se os votos que todos obtiveram no pleito passado, serão exatos 597.697 eleitores maranhenses livres — ou nem tão livres assim, já que, infelizmente, ainda há conchavos — para escolha de outros nomes.

Unção ao Senado: admiração por Flávio Dino ou busca por ajudinha dos Leões?
Política

Cinco pré-candidatos condicionam a entrada na disputa à chancela do governador do Maranhão. O ATUAL7 ouviu especialistas sobre o que leva a essa total dependência

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), estabeleceu o mês de março para definir os nomes de seus pré-candidatos ao Senado Federal em 2018. Enquanto a data não chega, pelo menos cinco nomes já apresentados ao eleitor aguardam a confirmação da unção sacerdotal do comunista para se firmarem na disputa. Todos, sem exceção, tem deixado claro que só sairão para o Senado pela chapa de reeleição do governador.

Diante da total dependência, surge a pergunta que não quer calar: afinal, o leva Eliziane Gama (PPS), José Reinaldo Tavares (PSB), Márcio Jardim (PT), Waldir Maranhão (Avante) e Weverton Rocha (PDT) — que em razão da lanterninha em todas as pesquisas de intenção de votos ainda pode ser rifado — à essa necessidade? Admiração pela forma como Dino vem administrando o Estado ou a facilidade de ser o candidato do Palácio dos Leões? O ATUAL7 ouviu especialistas sobre o assunto.

Para Gledson Brito, historiador e pesquisador especialista em política do Maranhão, há espaço para os dois posicionamentos. Ele aponta que, apesar da trajetória no campo político ou ideológico ao lado de Flávio Dino, o quinteto também busca a estrutura governista.

“Há um alinhamento destes nomes com o governador no campo político, como no caso de Zé Reinaldo e de Waldir Maranhão, ou ideológico frente às pautas nacionais, como Eliziane Gama, Weverton Rocha e Márcio Jardim. A trajetória política destes postulantes foi em grande parte construída caminhando com Flávio Dino, daí esse alinhamento faz com que se torne natural que estes candidatos busquem esse campo para que nele se mantenha a narrativa e coerência. Mas também é lógico que se entende que a luz do governador é guarida mais tranquila para uma possível eleição”, afirma.

Historiador e professor da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Wagner Cabral defende que, embora não seja uma regra, uma campanha forte de candidato ao governo é um fator importante na escolha do eleitor pelo candidato ao Senado.

“Em suma, existe uma tendência geral, com algumas exceções. O peso da campanha de governador no 1º turno é fator importante para definir o vencedor para o Senado. Quem venceu o primeiro turno sempre levou consigo o Senador. O único que venceu o primeiro turno e perdeu no segundo foi João Castelo. Mas Cafeteira foi eleito para o Senado, afinal era imbatível saindo de 4 anos de governo”, lembrou.

Ainda segundo Cabral, “além do governador, outro puxador de votos pro Senado é o candidato a presidente”, e que, “de todas, a eleição de Senador é a mais distante e desinteressante para o eleitor comum”.

Pré-candidatos falam

É fato que, mesmo que fosse esse o motivo, nenhum dos pré-candidatos jamais admitiria que a dependência pela unção de Flávio Dino está ligada ao poder do Palácio dos Leões. Ainda assim, o ATUAL7 buscou ouvir cada um deles.

Abaixo, o posicionamento, na íntegra, dos que retornaram o contato:

Weverton Rocha

“Mesmo sabendo que sua pergunta é mal intencionada (não poderia esperar diferente), posso lhe afirmar: o que nos une é um ideal de vermos o Maranhão mais desenvolvido e mais justo. Lembre-se que a união do PDT e PCdoB vem de grandes lutas em favor do Brasil e aqui no Maranhão, bem antes de sermos governo".

Márcio Jardim

“O PT é da base do governo Flavio Dino. Nas suas duas campanhas ao governo não teve um lugar que o governador chegasse que lá não tivesse um militante empunhando uma bandeira 65. Evidente que o governador é o grande líder do processo. PT e PCdoB são aliados estratégicos. São os únicos partidos que estiveram juntos nas eleições presidenciais desde a redemocratização do país. Temos forte atuação nos movimentos sociais, uma militância ativa e a extraordinária liderança de Lula no Maranhão. Mas o PT não tem dono. E nosso primeiro desafio é construir o máximo de convergência interna com objetivo de eleger Lula e reeleger Flávio Dino. Minha voz será num palanque; uma voz em defesa incondicional de Lula.

Lula e Flavio Dino são os dois maiores cabos eleitorais do Maranhão hoje . Evidente que um candidato que tenha apoio dos dois leva muita vantagem na disputa. Imagina uma candidatura ao senado que tenha identidade histórica com Lula? Temos todas as melhores condições de ter no Senado um senador verdadeiramente do Lula e com uma trajetória sempre na esquerda, sempre do mesmo lado”.

Rasteiras de Flávio Dino em aliados de 2014 complicam alianças para 2018
Política

Poucos meses após sentar no Palácio, governador tomou as pastas de Roberto Rocha, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Também foram alvos da trairagem Zé Reinaldo, Waldir Maranhão e Márcio Jardim

Se há no Maranhão um político que se encaixa perfeitamente na personificação da trairagem, ele tem nome e sobrenome: Flávio Dino, do PCdoB.

Eleito em 2014 numa ampla costura partidária, bastou apenas alguns meses para que o chefe do Executivo estadual passasse a rasteira nos principais responsáveis pela sua chegada ao Palácio dos Leões, despudoradamente cooptando alguns dos indicados destes e assumindo o controle total das pastas entregues aos aliados, ainda durante a montagem da chapa do pleito passado.

De 2015 até agora, Dino já traiu e tomou as secretarias estaduais de Cultura, entregue a Eliziane Gama (PPS), que lhe garantiu parcela considerável de votos ao abdicar da disputa pelo governo para concorrer à Câmara dos Deputados; do Meio Ambiente, dada a Roberto Rocha (atualmente no PSDB, mas à época no PSB), principal responsável pelo leque de partidos que lhe garantiu musculatura e tempo de televisão e rádio para apresentar à população a já esquecida “mudança”; e Educação, de Weverton Rocha (PDT), que além do tempo eleitoral doado, aguardava o cumprimento de um acordo fechado ainda em 2012 e tem a maior militância política da capital e uma das fortes do Maranhão.

Quem também já sentiu e ainda sente o peso da traição do comunista é o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB, mas já a caminho acertado para o DEM).

Depois de, inicialmente, ver a então poderosa Casa Civil, onde seu sobrinho Marcelo Tavares é titular, ser escandalosamente esvaziada, o parlamentar perdeu o comando da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) e da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar). Além disso, mesmo diante do peso de seu próprio nome em todo o Maranhão, de ser o principal patrono da vida política do governador, e de ter o apoio do triunvirato da política maranhense, Zé Reinaldo tem sido frequentemente desmoralizado e até desprezado por Dino em relação a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Ainda no mapa da traição, Flávio Dino deu nova rasteira no PDT de Rocha, quando exonerou de forma obscura a subsecretária Rosângela Curado, a quem, ainda que tenha apoiado forçadamente, tentou derrubar a todo custo da disputa pela prefeitura de Imperatriz em 2016, e nunca saiu em defesa pública, mesmo diante das fortes acusações que pesam contra a pedetista na Operação Pegadores.

Embora se possa alegar que o PDT ganhou de presente o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão, aos mais próximos, a indicada do deputado Weverton Rocha, a advogada Larissa Abdalla Britto, tem frequentemente reclamado que é vergonhosa e petulante a forma como o antigo diretor do local, Antônio Leitão Nunes, ex-sócio de Flávio Dino, vigia cada passo que ela dá no órgão.

Na timeline da trairagem, mais recentemente, o alvo foi o petista Márcio Jardim.

Derrubado da pasta de Esporte e Juventude, ele provou nesta semana o dissabor de, assim como vem acontecendo com Zé Reinaldo, ver seu nome e história política completamente ignorados pelo atual mandatário do Palácio dos Leões.

Até mesmo o famigerado Waldir Maranhão foi traído por Dino.

Humilhado nacionalmente após seguir os conselhos do governador no célebre caso da anulação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Maranhão batia no peito e alargava o sorriso quase coberto pelo grosso bigode quando declarava que a palavra dada pelo comunista seria cumprida, e que a ignomínia seria recompensada com uma vaga ao Senado ano que vem. O tempo passou, ele perdeu o comando do PP, é só mais um no Avante e agora terá de lutar por uma quase impossível reeleição.

Se traiu os aliados quando sabia que mais na frente, isto é, agora em 2018, necessitaria novamente de auxílio, de apoio, qual a garantia de que Flávio Dino, se reeleito ano que vem, vai cumprir algum dos vários acordos que ele vem fazendo e prometendo de pés juntos que vai cumprir? E quem ainda acredita?

Rasteira do PCdoB em Lula livra Dino de compromisso com Waldir Maranhão
Política

Governador havia garantido uma das vagas ao Senado em 2018 para o parlamentar, em acerto com o ex-presidente da República

A rasteira do PCdoB no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lançando candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2018, acabou derrubando também o compromisso assumido por Flávio Dino (PCdoB) com o deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB).

Conforme revelado pelo ATUAL7 durante o processo de impeachment da então presidente da República Dilma Rousseff (PT), o governador acertou com Lula e Maranhão a garantia de uma das vagas ao Senado Federal em sua chapa de 2018, em troca do voto contrário do parlamentar e de seu antigo partido, o PP, ao pedido de impedimento da petista na Câmara.

O acordo entre o trio sempre foi confirmado publicamente pelo próprio Waldir Maranhão, durante suas andanças pelo estado.

Porém, com o lançamento da deputada estadual gaúcha Manuela D’Avila à Presidência da República pelo PCdoB, o PT e o próprio Lula, a quem Flávio Dino sonhava em seu palanque no pleito do próximo ano, devem afastar-se dos comunistas.

Agora devendo fidelidade única e exclusiva ao seu partido e não mais a Lula, já que o líder da esquerda pulou do status de camarada a adversário nacional, Dino não tem mais a obrigação de cumprir qualquer acordo em prol de Waldir Maranhão para o Senado, sobrando na disputa pelo apoio do Palácio dos Leões, para as duas vagas, apenas os deputados federais Eliziane Gama (PPS), Weverton Rocha (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSB).

Gama, inclusive, também pode ter o mesmo caminho de Maranhão, de não ser ungida por Flávio Dino, em razão de seu partido estar mais próximo de formar aliança com o PSDB, que tem como pré-candidato ao governo estadual o senador Roberto Rocha.

Márcio Jerry revela desconfiança em relação a Waldir, Eliziane e Zé Reinaldo
Política

Secretário acabou atingindo consórcio de pré-candidatos ao tentar mirar em Roberto Rocha. Senador é tratado como traidor por não ser subserviente a Flávio Dino

O secretário estadual de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, revelou ter total desconfiança em relação a pelo menos três pré-candidatos ao Senado Federal pelo Palácio dos Leões em 2018: Waldir Maranhão (PTdoB), Eliziane Gama (PPS) e José Reinaldo Tavares (PSB).

Em postagem no Twitter, possivelmente mirando no senador Roberto Rocha (PSDB), que é forte pré-candidato ao governo no pleito do próximo ano, Jerry acabou atingindo ao trio anilhado, deixando-o em total saia justa. “Ano que vem vamos também acertar na eleição de senadores. Uma pena nosso estado estar hoje com péssima representação no Senado da República”, comentou.

Apesar do consórcio palaciano de pré-candidatos ao Senado ter quatro integrantes, a demonstração de desconfiança em forma de cautela atinge apenas três nomes, em razão de Weverton Rocha (PDT) já ter sido oficialmente ungido a uma das vagas da chapa, pelo próprio Jerry, em possível troca da primeira suplência para Lene Rodrigues, que preenche todos os requisitos por estar lotada como chefe de Gabinete do governador Flávio Dino (PCdoB), ser comunista e mulher do próprio secretário.

Com apenas uma vaga sobrando, a declaração de Márcio Jerry coloca os três esperançosos no mesmo balaio de gato, e já esclarece que, quando o outro nome for escolhido, os dois restantes serão defenestrados da chapa majoritária por não serem bem vistos pelo governo.

Essa falta de confiança, cabe ressaltar, pode ser lida como não subserviência doentia ao governador Flávio Dino. Por esta razão, o deputado federal Zé Reinaldo, que não segue as diretrizes do governador em Brasília, é um dos principais atingidos pela declaração de Jerry, já podendo, inclusive, ser considerado abatido, se não mudar e passar a ser totalmente obediente.

Não havendo mudanças, restará na disputa apenas Eliziane Gama e Waldir Maranhão. Levará a segunda vaga ao Senado na chapa governista quem se submeter e bajular mais.

Fachin autoriza novo inquérito contra Waldir Maranhão na Lava Jato
Política

Pedido foi feito na mesma manifestação em que a PGR pediu o arquivamento de outra investigação contra o parlamentar

O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edison Fachin, atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou a abertura de novo inquérito contra o deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB) na operação.

O pedido foi feito pelo então PGR, Rodrigo Janot, na mesma manifestação em que requereu o arquivamento de inquérito anterior, de número 3989, contra Maranhão, também na Lava Jato, sobre o chamado “quadrilhão” do Partido Progressista, ex-legenda do parlamentar.

A decisão de Fachin, em arquivar o inquérito anterior e autorizar a abertura deste novo, foi proferida no último dia 26. O termo de recebimento e autuação do novo inquérito, de número 4631, foi protocolado e distribuído para o relator da Lava Jato no Supremo, por prevenção, no início da tarde desta sexta-feira 29 — baixe o documento.

No novo pedido, Waldir Maranhão é acusado de “possível crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro” com oito congressistas, por supostos pedidos e recebimentos indevidos de recursos pelo Grupo Empresarial Queiroz Galvão, no total de R$ 2.740.000,00. Outros quatros parlamentares do PP também estão entre os investigados, por pedidos e recebimentos indevidos de R$ 1.600.000,00 da Queiroz Galvão.

O dinheiro, diz a PGR, foi distribuído “via Diretório Nacional do PP em 29/07/2010, 27/08/2010, 02/09/2010, 08/09/2010,17/09/2010 e 28/09/2010”.

PF pede mais 90 dias para concluir inquérito sobre Waldir Maranhão
Política

Investigação é relacionada à Operação Miqueias. Ele é alvo ainda de outro inquérito no STF por recebimento de propina

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento do prazo para a conclusão do inquérito aberto para investigar suposta lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores pelo deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB). Também é investigado o deputado federal Fernando Dantas Torres (PSD-BA).

O prazo acabaria no próximo dia 16, mas a PF pediu mais 90 dias visando a tomada de declarações de Breno Lúcio Peres Barbosa, Ana Cristina Barbosa Oliveira, Marcos Neves Bresaola e Orlando Siqueira Filho. Relator do processo, o ministro Marco Aurélio abriu vistas à Procuradoria-Geral da República (PGR), na última segunda-feira 11.

A investigação é um desdobramento da Operação Miqueias, que desbaratou uma organização criminosa encabeçada pelo doleiro Fayed Antoine Traboulsi.

De acordo com a PGR, o esquema consistia no desvio de recursos de fundos de pensão de previdência municipal e lavagem de dinheiro. Waldir foi descoberto na Orcrim por um dos delatores, Almir Fonseca Bento. Ele era o responsável pela captação de investimentos para a empresa da quadrilha.

Waldir Maranhão é investigado ainda em outro inquérito criminal no STF, onde é suspeito de haver recebido pelo menos R$ 60 mil em propina para que a Prefeitura Municipal de Santa Luzia investisse em um fundo de investimento controlado por uma quadrilha de doleiro.

Desse total, segundo a PGR, a pedido do deputado, R$ 10 mil teriam sido depositados na conta bancária de sua mulher, Elizabeth Azevedo Cardoso, entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013. O dinheiro teria sido repassado para custear uma viagem ao Rio de Janeiro. Ambos tiverem o sigilo bancário quebrado.

STF publica acórdão sobre quebra de sigilo bancário da mulher de Waldir Maranhão
Política

Deputado é suspeito de receber propina do doleiro Fayed Traboulsi na conta da esposa

Quase um ano depois do julgamento, o Supremo Tribunal Federal publicou, no último dia 31, o acórdão em que a Primeira Turma da Corte determinou a quebra de sigilo bancário de Elizabeth Azevedo Cardoso, casada com o deputado Waldir Maranhão (PTdoB-MA).

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ela teria disponibilizado sua conta bancária para o marido receber propina para atuar em prol dos negócios fraudulentos do doleiro Fayed Traboulsi, que comandava um esquema de corrupção paralelo à rede criada por Alberto Youssef no escândalo investigado pela Lava Jato — baixe o documento.

Maranhão é alvo da Operação Miqueias, que investiga desde 2013 fraudes em investimentos nos regimes de previdência de servidores públicos municipais. Com a publicação do acórdão, a defesa do parlamentar poderá opor embargos de declaração sobre a quebra de sigilo seja efetivamente executada.

No julgamento, ocorrido no dia 20 de setembro de 2016, os ministros julgaram recurso interposto pela PGR, contra decisão do relator do caso no STF, ministro Marco Aurélio Mello, que determinou a quebra de sigilo bancário apenas do próprio Maranhão, com base em pedido do Parquet. Ele argumentou que Elizabeth Cardoso não era formalmente investigada no processo e não teria havido menção a ela nas declarações do delator ou nas conversas telefônicas interceptadas.

Já os ministros Edison Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber discordaram, determinando a quebra do sigilo da mulher do parlamentar maranhense. Eles lembraram que a PGR havia citado depoimento em que o delator revela que Waldir Maranhão recebeu R$ 60 mil em propina. Desse total, a pedido do deputado, R$ 10 mil teriam sido depositados na conta bancária da mulher entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, supostamente para custear uma viagem ao Rio de Janeiro.

Lula declara apoio à pré-candidatura de Waldir Maranhão ao Senado
Política

Apoio foi dado durante encontro na sede do PT, em São Paulo. Maranhense e petista têm participado de agendas em conjunto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, na tarde desta quinta-feira 13, apoio à candidatura do deputado federal Waldir Maranhão (PP) ao Senado. Os dois se encontraram na sede do PT, em São Paulo, e mais uma vez foi feito o convite para que o parlamentar maranhense faça a filiação no Partido dos Trabalhadores, para disputar o cargo nas eleições de 2018. A informação é do Blog do Gilberto Léda.

A relação de Lula e Waldir é estreita já um bom tempo. Ambos tem participado de agendas em conjunto. Exemplo disso foi ato que ocorreu em março deste ano, na cidade de Monteiro, sertão da Paraíba. Na oportunidade, Maranhão acompanhou o petista na festa popular em razão da transposição das águas do Rio São Francisco.

O ato de declaração do ex-presidente Lula a Waldir Maranhão é um reconhecimento à lealdade e ao companheirismo do parlamentar maranhense com o PT e as bandeiras defendidas pelo partido.

No encontro com Lula, Maranhão esteve acompanhado do seu filho Thiago Maranhão, da sua nora Mayanne, e do empresário Janderson Landim.

Ao fim da visita e da declaração de apoio recebida, o deputado federal maranhense se mostrou extremamente entusiasmado com o posicionamento do ex-presidente e garantiu que vai fazer de tudo para honrar a confiança que está recebendo do maior líder da política brasileira.

Zé Reinaldo e Waldir Maranhão preparam lançamento de pré-candidatura ao Senado
Política

Eles são os únicos confirmados, até agora, na disputa. O deputado Weverton Rocha chegou a ensaiar entrada, mas esfriou após ser pilhado pelo STF

A política maranhense inicia a primeira semana do mês pré-eleitoral de maio com a confirmação de pelo menos dois nomes para a disputa pelo Senado em 2018: os deputados federais José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão. Mas nada combinado. Embora ambos façam parte da base do governador Flávio Dino (PCdoB) e no pleito do próximo ano o estado tenha direito a duas vagas, até agora, Tavares e Maranhão trabalham como adversários.

O primeiro tem a pré-candidatura articulada pelo presidente da Federação dos Municípios do Maranhão e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB). Será na casa do próprio socialista, inclusive, que o principal responsável pela ruptura do domínio do clã Sarney nos cofres públicos do estado lançará seu nome para a corrida. O evento está marcado para o início da noite deste sábado 6, e contará com as presenças de lideranças políticas, parlamentares estaduais e federais, além de prefeitos engajados no projeto da eleição de Tavares para o Senado Federal.

Na oportunidade, ele anunciará a transferência de sua filiação do PSB — em razão de haver entrado em rota de colisão com a direção nacional do partido após tomar posição favorável as reformas trabalhista e previdenciária — para entrada em um outro partido, provavelmente o DEM.

Já Waldir Maranhão, após acertos com assessores, aliados políticos e com a alta cúpula do PP, também bateu o martelo e lançará, ainda este mês, sua pré-candidatura ao Senado. O local escolhido para a realização do ato foi o município de Presidente Dutra, comandada pelo também progressista Juran Carvalho. A data, contudo, ainda não foi definida.

Centenas de lideranças, dentre políticos com mandato e fora do cargo, já se articulam para mostrar a força de Maranhão durante a festa.

Weverton Rocha

O deputado federal Weverton Rocha (PDT), que afobou-se em levar caravanas de aliados a reuniões pelo interior do Maranhão, para mostrar força e volume, até tentou emplacar seu nome na disputa.

No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em torná-lo réu num processo de desvio de dinheiro destinado para obras no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís, acabou jogando um jato de água fria no black bloc.

Contra o pedetista pesa ainda o fato da ojeriza e falta de confiança que Flávio Dino nutre ao seu nome.

Possível chapa majoritária de Flávio Dino está atolada em escândalos de corrupção
Política

Suspeitas levantadas contra o governador e os deputados José Reinaldo Tavares, Waldir Maranhão e Weverton Rocha são da PGR

Absolutamente todos os possíveis ocupantes das vagas na chapa majoritária de Flávio Dino em 2018 estão atolados em escândalos de corrupção de grande repercussão nacional.

Nenhum deles escapa.

Do próprio governador e candidato a reeleição, suspeito de pegar dinheiro por fora e por dentro da Odebrecht; ao possível candidato a vice-governador, o deputado federal black bloc Weverton Rocha (PDT), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em ação por desvio de dinheiro do Costa Rodrigues; e chegando aos dois possíveis candidatos ao Senado, Waldir Maranhão (PP) e José Reinaldo Tavares (PSB), respectivamente, citado e investigado no Supremo por descobertas nada republicanas feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no bojo da Lava Jato, maior esquema de corrupção no país já desbaratado pela Polícia Federal.

Todos correm contra o tempo para provar inocência, mas podem ter a vida pública complicada junto ao eleitorado maranhense, devido à proximidade do pleito do próximo ano.

Waldir Maranhão participa de “inauguração” de transposição com Lula e Dilma
Política

Convite foi feito pelos ex-presidentes da República. Petistas apoiam candidatura do parlamentar ao Senado Federal na chapa de Flávio Dino em 2018

O deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) participou, na tarde desse domingo 19, de ato — chamado de “Inauguração Popular da Transposição do São Francisco: A celebração das águas” — no município de Monteiro, na Paraíba, com os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.

O convite para a participação do parlamentar na “inauguração” da obra histórica, que irá beneficiar cerca de 12 milhões de pessoas do agreste nordestino, foi feito pelos próprios petistas. Ambos o apoiam para o Senado Federal pelo estado maranhense, nas eleições de 2018.

Político de boa formação, principalmente na área educacional, e conhecedor de Brasília e seus meandros, Maranhão conta, ainda, com o compromisso do governador Flávio Dino (PCdoB), a pedido da maior estrela do Partido dos Trabalhadores.

Há cerca de suas semanas, ele esteve reunido com Lula em São Paulo, onde conversaram sobre as eleições do próximo ano e o desenvolvido do estado e do país.

A outra vaga na chapa majoritária de reeleição do comunista, por ora, está sendo disputada pelos também deputados federais José Reinaldo Tavares (PSB) e Weverton Rocha (PDT).

Waldir Maranhão quer privilégios concedidos a ex-presidentes da Câmara
Política

Parlamentar exigiu trocar o gabinete de origem por um mais amplo, com antessalas, salas de reuniões, banheiro exclusivo e mais funcionários

O ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), passou a semana tratando das suas acomodações no gabinete especial que ocupará pelos próximos dois anos. Motivo: ele exigiu o mesmo privilégio concedido a todos os ex-presidentes da Casa: troca do gabinete de origem por um mais amplo, com antessalas, salas de reuniões, banheiro exclusivo e mais funcionários. O supergabinete deve ser instalado próximo ao plenário e às comissões, pois é de praxe que os ex-presidentes da Câmara deixei de caminhar até os anexos como os colegas mortais.

A informação é do jornalista Leonel Rocha, do Congresso em Foco.

De acordo com a reportagem, o parlamentar maranhense não se constrangeu em exigir o privilégio, mesmo tendo ocupado interinamente o cargo de presidente da Câmara por apenas dois meses, quando o notório então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi defenestrado do posto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). À época, Maranhão era vice-presidente da Casa, e exerceu uma desastrosa interinidade.

A gestão de Maranhão foi marcada por confusas decisões.

No cargo, em uma de suas decisões mais polêmicas, em ação orquestrada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), de quem é aliado e candidato ao Senado, Waldir Maranhão anulou a sessão que deu andamento ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Pouco depois, ele voltou atrás e anulou o próprio despacho.

O supergabinete

O privilégio para a casta dos ex-presidentes virou regra não escrita. Foi adotado informalmente pelo ex-presidente Inocêncio de Oliveira e seguido alegremente por todos os presidentes seguintes: Michel Temer, Henrique Alves, João Paulo cunha (que perdeu o privilégio quando foi cassado). Eduardo Cunha não chegou a aproveitar porque foi cassado e hospeda-se na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, por decisão do juiz Sergio Moro.

Esse benefício, ou privilégio, passou a ser um problema para a diretoria da Casa. A cada dois anos precisam encontrar um gabinete amplo para os ex-presidentes. Para tanto, sacrificam setores da assessoria parlamentar, empurrada para locais distantes e dependências nos subsolos da Câmara.

Veja quais deputados do MA pediram urgência para texto que tira poderes do TSE
Política

Projeto de lei retira punição a partidos que não prestarem contas

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira 7, pedido de tramitação em regime de urgência de um projeto de lei que confronta uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reduz a previsão de punições a partidos políticos, envolvendo prestação de contas.

Com a decisão, que teve 314 votos favoráveis, 17 contrários e quatro abstenções, ganha prioridade a tramitação do texto. Até o momento, o projeto sequer tinha relator designado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Agora, proposta já pode ser votada no plenário da Casa nesta quinta-feira 9.

Abaixo, confira quais deputados do Maranhão votaram pelo pedido de urgência para tramitação do projeto (em ordem alfabética por partido):

DEM
Juscelino Filho

PDT
Weverton Rocha

PEN
Junior Marreca

PMDB
Alberto Filho
João Marcelo Souza

PP
Waldir Maranhão

PRB
Cléber Verde

PSB
Luana Costa

PSD
Victor Mendes

PT
Zé Carlos

PTB
Pedro Fernandes

PTN
Aluísio Mendes