Olímpio Araújo
Abandonado pela prefeitura, Parque do Bom Menino é alvo de vandalismo
Maranhão

Sujeira e urina no chão dos banheiros mostram que local não é higienizado há dias. Parte do forro caiu e portas estão quebradas

Construído com o objetivo de promover a inclusão social em homenagem às crianças e aos jovens que não podiam frequentar as quadras esportivas dos clubes da cidade, o Parque do Bom Menino, localizado no Centro de São Luís, se encontra abandonado pelo poder público. De responsabilidade da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Desportos e Lazer (Semdel), cujo titular é o conhecido Olímpio Araújo, o local sofre com a falta de segurança desde o final de outubro de ano passado, o que facilita a ação de criminosos.

Situação de abandono nos banheiros aponta para descaso da Prefeitura de São Luís com o Parque do Bom Menino
Jefferson Taylor Vandalismo facilitado Situação de abandono nos banheiros aponta para descaso da Prefeitura de São Luís com o Parque do Bom Menino

Imagens e relatos enviados ao Atual7 pelo conselheiro Municipal da Juventude, Jefferson Taylor, de registros feitos nessa quarta-feira 4, mostram bem o perigo que corre quem se arrisca a visitar o parque. Apesar da reforma feita pelo Instituto Municipal de Paisagismo Urbano (Impur), a inoperância da gestão municipal é revelada na situação em que se encontra a área dos banheiros.

Além de parte do forro ter caído, outras partes estarem prestes a também cair, e de portas arrancadas e quebradas, o espaço está todo pichado por vândalos, tanto na área externa como na interna. A sujeira e até uma mancha enorme de urina no chão apontam ainda para o atraso de dias na limpeza e higienização do local.

Embora se suponha, pelas imagens, que a depredação do patrimônio público tenha sido feita pelos próprios frequentadores, a responsabilidade exclusiva por manter a segurança do Parque do Bom Menino é da Prefeitura de São Luís, por meio do Grupamento de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Municipal e de um sistema de videomonitoramento que chegou a ser licitado em 2014, segundo declarações à época do titular da Semdel, o mais conhecido ainda Raimundo Penha - atualmente no comando do Instituto de Previdência e Assistência do Município (IPAM) -, mas que estranhamente nunca foi colocado em prática.

Com a aproximação das eleições e o desejo do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) em concorrer à reeleição, o descaso com o principal espaço de esporte e de lazer de São Luís, localizado no coração da cidade, deve aumentar ainda mais a já estratosférica rejeição do pedetista.

Wellington enquadra Rafael Leitoa em embate sobre “Bolsa Eleição” de R$ 33,2 milhões
Política

Deputado do PPS questionou pedetista sobre contratação do Isec pela Prefeitura de São Luís a pouco mais de um ano da eleição

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) enquadrou o colega de parlamento, deputado Rafael Leitoa, nesta quarta-feira 23, ao voltar a utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar esclarecimentos do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, do mesmo partido de Leitoa, sobre a contratação relâmpago do Instituto Superior de Educação Continuada, o Isec, por mais de 33,2 milhões de reais.

Wellington questionou de Rafael Leitoa sobre a suplementação de uma pasta da Prefeitura de São Luís ter sido feita apenas para contratar o Isec
Divulgação Pressão Wellington questionou de Rafael Leitoa sobre a suplementação de uma pasta da Prefeitura de São Luís ter sido feita apenas para contratar o Isec

O contrato, celebrado restando pouco mais de um ano para as eleições, é tido nos bastidores como uma especie de bolsa eleição, em esquema que envolve vereadores da bancada governista na Câmara Municipal de São Luís e o titular da Secretaria Municipal Extraordinária de Governança Solidária e Orçamento Participativo, Olímpio Araújo, autor do contrato com o instituto.

“Na última quinta-feira, não estive presente na sessão por estar em Imperatriz realizando uma Audiência Pública, quando tomei conhecimento do pronunciamento do deputado Rafael Leitoa, que fez uma defesa da Prefeitura de São Luís sobre o Isec, sobre os 33 milhões. O deputado falou que não precisava nem ter feito licitação. Então eu vou pedir humilde, delicada e educadamente que [se] aprimore. Eu não estou dizendo que sou o detentor do conhecimento, não, eu tenho estudado, mas eu vou pedir humildemente a Vossa Excelência que também aprimore os seus conhecimentos sobre a administração pública e sobre licitação”, enquadrou Wellington.

Logo no início do pronunciamento, o parlamentar já havia apresentado ao pedetista as informações solicitadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à própria Prefeitura de São Luís inerentes ao caso, ocasião em que questionou Leitoa sobre a razão que levou Edivaldo Júnior a suplementar a pasta de Olímpio Araújo em 114 mil por cento para logo em seguida celebrar a contratação do instituto pertencente ao tio vereador Honorato Fernandes (PT), o empresário Luiz Celso Cutrim Batista.

“A Prefeitura de São Luís tem uma Secretaria Extraordinária que tem dotação orçamentária de 29 mil, e essa mesma secretaria, no mês de julho, foi suplementada com a exorbitante quantia de 33 milhões. Uma secretaria que poderia ter sido suplementada no dobro desse dinheiro, no dobro desse orçamento, em até 60 mil é perfeitamente compreensível, mas suplementar uma secretaria em 33 milhões e o mesmo valor ser destinado, na sua totalidade, ao pagamento de um contrato com o Isec, causou-me estranheza e também à população de São Luís. É muito estranho que quatro instituições tenham participado da licitação envolvendo um valor de 33 milhões, sendo que todas foram inabilitadas, com exceção do Isec, e nenhuma tenha entrado com recurso da decisão. Causa estranheza também, que o prefeito queira democratizar a gestão às ‘vésperas’ da eleição, inclusive majorando e onerando os cofres da Prefeitura com convênios milionários e nítidos indícios de irregularidades na licitação”, pontuou.

Relembrando o caso da ponte fantasma de Pai Inácio, cujo o governador Flávio Dino (PCdoB) começou a construir para abafar o escamoteio e o estelionato eleitoral feito pelo afilhado político desde outubro de 2013, e das 25 creches que já deveriam ter sido construídas com verba federal, já disponibilizadas em caixa quase em sua totalidade, Wellington do Curso finalizou o embate afirmando que Edivaldo Júnior deve prestar transparência do uso do dinheiro público, já que o gestor tem lançado obras fantasmas na capital ao espalhar placas de ações que nunca foram iniciadas ou que estão até hoje inconclusas.

Por também ser questionado pelo deputado Alexandre Almeida (PTN), que em aparte defendeu a legitimidade de Wellington em se pronunciar sobre qualquer assunto acerca do município de São Luis e também de todos os outros municípios do Maranhão, Rafael Leitoa aproveitou para fugir da discussão e enveredar sobre obras fantasmas e a falta de transparência em outra prefeitura, a de Timon, onde o primo e atual prefeito, Luciano Leitoa (PSB), corre o risco de perder a eleição de 2016 para o candidato da oposição.

Esquemão de R$ 33,2 milhões entre Edivaldo Júnior e Isec é denunciado na AL
Política

Dinheiro estaria sendo repassado para vereadores ligados ao prefeito. Destino final seria bolso de cabos eleitorais dos parlamentares

Se estava pensando que continuaria a correr solto e de cofre aberto rumo à reeleição, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), se confundiu e encontrou no meio do caminho um fiscalizar de contas públicas que pode até colocá-lo na cadeia.

Extrato do Termo de Colaboração assinado por Olímpio Araújo com o Isec
Diário Oficial São Luís Colaborar com a reeleição Extrato do Termo de Colaboração assinado por Olímpio Araújo com o Isec

Na sessão legislativa dessa quinta-feira 10, poucos dias após revelar o escamoteio de verba federal e municipal de uma ponte fantasma no bairro do Turu, o deputado estadual Wellington do Curso (PPS) voltou a desmontar mais um forte esquema de desvio de dinheiro público que permeia a administração do pedetista, restando pouco mais de 12 meses para o pleito.

Desta vez, a denúncia de Wellington faz referência aos mais de 33,2 milhões de reais que a Prefeitura de São Luís repassará ao Instituto Superior de Educação Continuada (Isec), de propriedade no papel de Luiz Celso Cutrim Batista e conhecido da Justiça e da polícia por maracutaias com o erário.

Escancarado, o esquemão montado no Palácio de La Ravardière foi feito por meio de um "Termo de Colaboração", após manobra de suplementação em mais de 114.000%, feita por decreto do prefeito, no orçamento da Secretário Municipal de Governança Solidária de Orçamento Participativo (Semgop). A colaboração do Isec com a prefeitura controlada por Edivaldo Holanda Júnior, segundo o próprio extrato do documento, seria por meio prestação de serviços de "aculturamento das discussões sociais" e de "mapeamento das entidades sociais do município e sua regularidade".

Edivaldo Holanda Júnior empossa Olímpio Araújo na Prefeitura de São Luís
Prefeitura de São Luís Armação ilimitada Edivaldo Holanda Júnior empossa Olímpio Araújo na Prefeitura de São Luís

Nos bastidores, porém, a informação oficial é que a verba será fracionada entre os parlamentares aliados na Câmara Municipal de São Luís, que redistribuirão o dinheiro para 30 cabos eleitorais cada um. Todo esquema estaria sendo encabeçado pelo titular da Semgop, Olímpio Araújo, em conluio com um vereador da Câmara, na base do famigerado pixuleco.

Olímpio é apadrinhado do deputado federal licenciado Weverton Rocha (PDT).

Ao se pronunciar, Wellington  do Curso questionou o destino da verba e o porquê do dinheiro não ter sido utilizado para a construção de uma maternidade prometida para o bairro da Cidade Operária, para as 25 creches que o prefeito de São Luís anunciou desde fevereiro de 2014, ou para a melhoria do transporte público da capital.

"Cadê a creche da Cidade Operária? Cadê a maternidade da Cidade Operária? Senhoras e Senhores, R$ 33 milhões, daria para construir a maternidade na Cidade Operária e daria para construir também a creche da Cidade Operária. (...) Ele [Edivaldo Júnior] podia fazer um bem para toda a sociedade ludovicense, ele podia pegar esses R$ 33 milhões e destinar para o transporte público, que é caótico, é vergonhoso e uma vergonha maior é a imoralidade de R$ 33 milhões. Destine esses R$ 33 milhões para o transporte público, baixe o valor do transporte público. Baixe o valor da tarifa, facilita a vida do ludovicense”, cobrou o deputado.

Abaixo, confira o momento em que Wellington dispara contra a operação de compra de voto antecipado:

Maranhão

Olímpio Araújo destacou que essa é uma das primeiras ações do seu plano de trabalho

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Extraordinária Municipal do Orçamento Participativo (Semop), realizou, entre os dias 5 e 6 de fevereiro, a oficina de Planejamento Estratégico "Construindo um novo caminho para a participação popular". O encontro, que aconteceu na Fundação Maranhense de Ação Comunitária (Fumac), teve o objetivo de discutir o planejamento estratégico do Orçamento Participativo 2015/2020.

Servidores da prefeitura de São Luís participam de oficina de planejamento estratégico
Divulgação Plano de trabalho Servidores da prefeitura de São Luís participam de oficina de planejamento estratégico

O titular da Semop, Olímpio Araújo, destacou que essa é uma das primeiras ações do seu plano de trabalho que compreende a comunidade e a participação governamental.

- A intenção do prefeito é reativar o papel do Orçamento Participativo na cidade, com todas as lideranças de bairros e representantes da sociedade civil discutindo as prioridades e apontando soluções para os problemas coletivos. Vamos criar um canal de diálogo direto com a população, a fim de darmos as mãos para a melhoria de nossa São Luís e, para isso, temos que ter uma equipe alinhada e que possa trabalhar de forma planejada. É isso que estamos buscando com as oficinas de planejamento estratégico, queremos que nossa equipe sinta-se parte desta metodologia - afirmou.

Com duração de 16 horas, o evento teve como público alvo os servidores públicos municipais que compõem o quadro administrativo e funcional da Semop. Durante o encontro foram realizadas palestras, grupos de trabalhos, orientações técnicas de interatividade e debates. Na reunião, foram definidos os Comitês de Acompanhamento do Orçamento que atuarão de forma articulada na capital.

Também participaram do encontro a secretária municipal de Informação e Tecnologia, Tati Lima, e o vereador Pavão Filho (PDT).

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