Toca Serra
PTB do MA promove mega filiação de políticos baixo clero
Política

Clã Fernandes mostrou fragilidade ao filiar apenas gente como Toca Serra, Marcos Caldas, Graça Melo, Camilo Figueiredo e Leonardo Sá

O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) promoveu, no início desta semana, o que pode ser considerado a maior filiação de buchas de canhão em massa na história política do Maranhão.

Na tentativa de mostrar força, os caciques da legenda no estado, Pedro e Lucas Fernandes, divulgaram no mês passado uma reunião onde teria sido confirmada a entrada de diversos nomes de peso no partido.

Contudo, chegada a data da mega filiação, o clã expôs fragilidade e acabou garantindo a entrada apenas dos baixo clero Toca Serra, Marcos Caldas, Graça Melo, Camilo Figueiredo, Leonardo Sá e alguns desconhecidos.

Buchas de si próprios, eles devem formar uma chapinha para tentar assegurar a eleição de pelo menos um deles para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

Se conseguirem ao menos isso.

Palácio dos Leões manda Fernando Furtado e Toca Serra abrandarem discussões
Política

Governo teme que disputa por Pedro do Rosário acabe respingando nos planos de Flávio Dino para 2018

A ordem já foi dada pelo Palácio dos Leões. Ou os suplentes de deputado no exercício do mandato Fernando Furtado (PCdoB) e Toca Serra (PTC) abrandam as discussões, ou eles deixarão antes do tempo combinado os respectivos cargos e voltarão a se ocupar com seus antigos afazeres.

Os Leões temem que, abafada a crise em que o comunista descatitou para cima de índios ao Tribunal de Justiça do Maranhão, um novo embate entre a dupla governista pela disputa do eleitorado do município de Pedro do Rosário volte a prejudicar os planos do governador Flávio Dino para nível nacional, que é o de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2018.

Sem alternativa e sem votos suficientes para conquistar uma das 42 cadeiras da Assembleia, os suplentes se comprometeram, humilhantemente, a obedecer prontamente as ordens superiores, mudando tanto a forma de discussão como o modo de tratar o adversário.

Antes do puxão de orelha palaciano, os parlamentares trocaram diversas e duras farpas por meio de palavras que vão de "bandido" e"estuprador" à "laranja" e "envolvido com agiotagem".

Rixa entre suplentes do governo na AL termina em denúncias de estupro, laranja e roubo
Política

Representantes das bancadas do Seguro Defeso e da Agiotagem têm trocados farpas no plenário há dois dias

Se o secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos Márcio Jerry não vencer o vício das redes sociais e procurar trabalhar, a próxima sessão da Assembleia Legislativa do Maranhão deve terminar em porrada. Isto mesmo, em porrada. Se não caminhar para algo pior.

Adversários regionais em luta pelo controle do município de Pedro do Rosário, os suplentes de deputados estaduais no exercício do mandado Fernando Furtado (PCdoB), da Bancada do Seguro Defeso, e Toca Serra (PTC), da Bancada da Agiotagem, têm travado acirradas discussões na tribuna da Casa, trazendo à público denúncias de roubo de dinheiro público, substituição de nomes por laranjas e até de estupro.

Ambos afirmam ter provas do que falam contra o outro.

Na manhã da quarta-feira 2, Toca Serra usou a tribuna para denunciar que Fernando Furtado teria usado a própria esposa como laranja em Pedro Rosário, em substituição a ele próprio. Ainda segundo o irmão do prefeito de Pedro do Rosário, a Polícia Federal deveria fazer uma fiscalização em um sindicato de pescadores controlado por Furtado, onde um de seus aliados teria, inclusive, roubado uma moto pertencente ao município.

Ele denunciou ainda que a administração municipal anterior, da qual o deputado comunista fazia parte, teria desviado recursos públicos.

Em resposta, na manhã desta quinta-feira 3, foi a vez de Furtado utilizar a tribuna para chamar o adversário político de bandido e acusar o irmão de Toca Serra, José de Arimateia Souza Serra, o Zé Canela, de ter estuprado uma menor de 13 anos de idade.

Segundo o comunista, que afirma ter formulado denúncia contra Zé Canela no Conselho Tutelar de Pinheiro, o fato foi levado ao legislativo em decorrência de Toca Serra ter citado, na sessão de ontem o nome de sua esposa. “Zé Canela, que é irmão do deputado Domingos Erinaldo [Toca Serra] estuprou a própria afilhada. Estuprou a afilhada de 13 anos de idade, filha do senhor José Mendola, na cidade de Pedro do Rosário. E era isso que ele devia dizer aqui. Se ele quer briga eu vou mostrar para ele como é que se briga”, detonou.

Apesar do pronunciamento de Fernando Furtado ter provocado mal estar no Parlamento estadual, Fernando Furtado afirmou ter a convicção de que agiu de maneira correta.

“Daqui para frente ele vai ter que me respeitar. Apesar de alguns colegas desta Casa me pedirem para não fazer isso, eu tive que trazer um problema para a sociedade conhecer. Não vou me unir nem, me juntar com bandido”, finalizou.

Toca Serra, que já não estava no plenário, ainda não se manifestou, mas deve se manifestar na sessão da próxima segunda-feira 7, se, como já alertado, o secretário Márcio Jerry não sair do Twitter e procurar trabalhar.

Protegido: Envolvido em agiotagem toma posse na AL e ganha foro privilegiado
Política

Toca Serra deve duas folhas de cheque encontradas pela Seic e Gaeco no cofre do agiota Pacovan

Livrou-se temporariamente de um pedido de prisão, em primeira instância, o suplente de deputado estadual Domingos Erinaldo Sousa Serra, o Toca Serra (PTC), irmão do prefeito Pedro do Rosário, Irlan Serra, mesmo partido.

Protegido pelo Palácio dos Leões - isto mesmo, pelo governador Flávio Dino -, o neo parlamentar deveria estar sendo investigado e já preso pela polícia por envolvimento com um dos maiores agiotas do Maranhão, Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, mas teve seu caso abafado e assumiu, nessa terça-feira 18, a vaga do deputado Edivaldo Holanda (PTC), que saiu de licença por 121 dias.

Durante uma operação conjunta da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público estadual, Toca Serra teve pelo menos duas folhas de cheque do Banco do Brasil, assinadas por ele próprio, encontradas dentro do cofre de Pacovan. Uma no valor de R$ 1.060,000,00 (hum milhão e sessenta mil reais) e outro de R$ 1.500,000,00 (hum milhão de quinhentos mil reais).

De posse da prova do envolvimento do mais novo detentor de foro privilegiado na República do Maranhão, a polícia já poderia ter mandado Toca Serra direto para a cadeia, coisa que agora só pode ser feita por determinação de um desembargador.

Tudo em Casa

A posse do envolvido na Máfia da Agiotagem foi feita por outro envolvido em desvio de recursos públicos, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB). No caso de Othelino, que também entrou na AL por meio de suplência, e automaticamente também está sob foro privilegiado desde então, quase uma dezenas de processos controle ele por malversação de dinheiro público dorme nos porões do Tribunal de Justiça do Maranhão. Uma investigação em curso, porém, deve acorda toda a turma.

Envolvido na Máfia da Agiotagem é o mais novo deputado estadual do Maranhão
Política

Toca Serra teve duas folhas de cheque encontradas em posse do agiota Pacovan. Ele assume no lugar de Edivaldo Holanda

A Assembleia Legislativa do Maranhão, que já conta com o próprio presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), ganhará entre seus pares mais um envolvido na Máfia da Agiotagem, esquema criminoso investigado pelo Polícia Civil e Ministério público por surrupiar dinheiro público por meio de contratos fraudulentos entre prefeituras maranhenses e empresas fantasmas.

Trata-se de Domingos Erinaldo Sousa Serra, vulgo Toca Serra, irmão do prefeito Pedro do Rosário, Irlan Serra, que sentará na cadeira pertencente ao deputado estadual Edivaldo Holanda, pai do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior. Todos são do Partido Trabalhista Cristão, o PTC.

Com problemas de saúde, Holandão, como é mais conhecido o pai de Holandinha, permanecerá em licença dos trabalhos no Legislativo estadual por 120 dias.

Durante as Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) encontraram pelo menos duas folhas de cheque do Banco do Brasil, assinados por Toca Serra, dentro do cofre do agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan.

Somadas, as duas folhas ultrapassam a cifra de 1.5 milhão de reais, que pode ter sido utilizada para bancar os pouco mais de 20 mil votos que garantiram a suplência para o irmão do prefeito de Pedro do Rosário.