Piauí
CGU, PF e MPF deflagram Curriculum contra irregularidades na UESPI
Política

Operação apura fraudes na aplicação de recursos federais dos programas UAB e PARFOR

Força-tarefa formada pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta terça-feira-17, a Operação Curriculum, que apura irregularidades na aplicação de recursos dos programas Universidade Aberta do Brasil (UAB) e Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR) pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

Levantamentos realizados pela CGU detectaram indícios de concessão indevida de bolsas a pessoas que não atendiam aos requisitos estabelecidos nos programas ou não desempenhavam as atividades. Só em 2016, foram constatados pagamentos irregulares de mais de R$ 270 mil.

Além disso, foram identificadas irregularidades como: bolsistas cadastrados sem que tenham participado de processo seletivo e bolsistas sem a formação acadêmica e a experiência profissional exigidas pelos programas, sendo alguns deles familiares de servidores da UESPI suspeitos de terem sido favorecidos.

O UAB tem o objetivo de expandir a oferta de programas de educação superior, por meio de iniciativas de educação a distância. Já o PARFOR visa à formação inicial e continuada de profissionais do magistério para as redes públicas da educação básica.

Está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão no Campus Poeta Torquato Neto, da UESPI, situado em Teresina (PI), onde funcionam as coordenações do UAB e do PARFOR.

Brasil

Ação teria sido praticada no município de Alto Longá. Profissional diz que secretário estadual de segurança presenciou inerte as agressões

O jornalista Ademar Sousa denunciou em seu blog, neste domingo 9, ter sido vítima de agressão física de políticos durante a inauguração de uma obra pública no município de Alto Longá, zona rural do Piauí.

Segundo o profissional, os agressores seriam o ex-prefeito da cidade, Flávio do Teté; o vice-prefeito, Maciel Sindô; o vereador Cícero Branco (PT), o ex-vereador Assis Sindô, dentre outros homens que os acompanhavam. O irmão de Ademar, Evaldo Sousa, e o seu primo, Valdenir, também teriam sido agredidos fisicamente quando tentaram lhe prestar socorro.

As agressões, ainda segundo Ademar, teriam sido praticadas diante da presença do secretário estadual de Segurança Pública, Flávio Abreu, que nada teria feito contra a ação covarde.

O Sindicato dos Jornalistas (Sinjor) do Piauí emitiu nota de repúdio e acompanha de perto o caso, inclusive, prestando assessoria jurídica ao jornalista.

O ATUAL7 tentou contato com os agentes políticos, mas eles não foram localizados.

Grilagem no PI envolveria Judiciário e teria planejado matar jornalista
Política

Revelação foi feita ao Gaeco por advogados que militam na área agrária. Seriam executados o profissional de imprensa Arimateia Azevedo e o deputado Robert Rios

Pelo menos dois advogados que militam na área agrária, José Odon Maia Alencar Filho e Antonio Tito Pinheiro Castelo Branco, revelaram ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do Piauí que uma máfia de grilagem supostamente envolvendo membros do Judiciário daquele estado teria planejado a morte do jornalista Arimateia Azevedo, do Portal AZ. A informação é do próprio site de notícias.

As revelações teriam sido feitas no bojo da operação ocorrida na última sexta-feira 3, ao se referirem às prisões do ex-juiz Cícero Rodrigues e de advogados apontados pelo Gaeco como envolvidos com grilagem no interior do estado. José Odon Filho e Antonio Tito teriam chegado, inclusive, a apontar haver muita gente grande envolvida no esquema, entre advogados, gestores e empresários de fora do Piauí. Vários deles seriam grileiros.

Durante os depoimentos, os advogados teriam detalhado casos emblemáticos envolvendo o Grupo Tomazini, no qual o advogado preso na operação, Lincon Hermes Saraiva Guerra, teria participação fundamental na suposta máfia, intermediando e confeccionando o contrato que lesou várias famílias da região de Uruçuí, Ribeiro Gonçalves e Baixa Grande do Ribeiro.

Lincon e um sujeito de nome Luis Lobo Costa, diz a reportagem, teriam feito uma simulação de venda das áreas das famílias lesadas para uma empresa intitulada Terra Imóveis Ltda., pertencente ao também suposto grileiro, João Batista Fernandes – conhecido como JB – por um preço irrisório e, logo após, teriam feito a venda para o Grupo Tomazini pelo valor de R$ 80 milhões, provocando enorme prejuízo aos membros das famílias que realmente eram as donas das áreas mencionadas.

Ainda segundo o Portal AZ, José Odon e Antônio Tito teriam informado que Lincon Hermes Saraiva Guerra chegou a conseguir uma decisão liminar e imediatamente uma sentença de mérito em um processo, estando com carga ao próprio advogado, com a participação notória do então Juiz José Ribamar Oliveira e Silva que respondia pela Comarca de Uruçuí, Piauí.

A reportagem diz ainda que, há pouco mais de três anos, José de Ribamar Oliveira e Silva chegou a ser afastado afastado por envolvimento com o ex-coronel Correia Lima. Ele era juiz criminal em Parnaíba quando liberou o chefe do crime organizado para tratamento de saúde, alegando que sua prisão na penitenciária de Parnaíba era em regime semi-aberto.

Segundo dialogo entre Correia Lima e um preso, em sua cela, na penitenciária, ele saiu para assassinar o deputado estadual Robert Rios (PDT) e o jornalista Arimateia Azevedo. Ele teria ido, inclusive, ao Theresina Shopping, onde o parlamentar e o profissional de imprensa costumavam se encontrar, mas não não viu oportunidade para praticar o crime, porque um dos netos que o acompanhavam, teria começado a chorar.

Dilma anuncia parceria de crédito de US$ 320 milhões para o Piauí
Política

Recurso é para duplicação da BR-316 e BR-343 nas entradas e saídas de Teresina e construção de pontes

Enquanto o Maranhão passa vexame no Jornal Nacional e o governador Flávio Dino (PCdoB) segue chamando a todos de golpistas e trabalhando em defesa da presidente Dilma Rousseff (PT), a petista anunciou, nesta terça-feira 5, a homologação de uma parceria de crédito de US$ 320 milhões para o Piauí.

O financiamento - aprovado pela Assembleia Legislativa do Piauí, negociado com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e aprovado pelo Senado, que é obrigatório - é para duplicação das rodovias BR 316 e 343 nas entradas e saídas de Teresina, para impedir que o trafego pesado de caminhões congestione o Centro da capital piauiense; construção de pontes; e para a construção da estrada que liga a praia do Coqueiro, em Luís Correia, até a praia da Pedra do Sal, em Parnaíba.

Um dia antes de homologar a parceria de crédito, Dilma ligou para o governador Wellington Dias, que também é do PT e aparece na foto em destaque ao lado de Flávio Dino. Ela queria informar ao companheiro que havia feito chegar ao Senado o projeto de contrato do Piauí com o Bird e pedir que ele fosse acompanhar de perto a votação do projeto.

Além de infraestrutura, os recursos do financiamento homologado pela presidente também serão usados em educação, regularização fundiária e saúde. A expectativa é que até o mês de maio próximo sejam liberados os US$ 320 milhões.

Lula lá

Quem também não tem dado a mínima para o esgoelamento nacional do governador Flávio Dino em defesa do PT é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No sábado 2, o governador petista Wellington Dias anunciou que Lula irá ao Piauí participar de ato que será realizado em Teresina contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O evento está sendo organizado pela Frente Piauí Popular, formada por sindicalistas, dirigentes do movimento de associações de moradores, militantes do PT e PCdoB e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).

PF em Caxias, Codó, São Luis, Vargem Grande, Presidente Dutra, Paço e Barreirinhas
Política

Operação Quilópode também cumpre mandados em Teresina, no Piauí

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira 24, em ação conjunta com o Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério Público Federal, órgãos que integram a Força-Tarefa Previdenciária, a Operação Quilópode, nas cidades maranhenses de Caxias, Codó, São Luis, Vargem Grande, Presidente Dutra, Barreirinhas e Paço do Lumiar, e em Teresina, no Piauí, com a finalidade de reprimir crimes previdenciários.

A palavra Quilópode é de origem grega, e significa “aquela que tem mil patas”, em alusão ao esquema criminoso que apresentou grande ramificação e envolvimento de órgãos públicos federais e instituições financeiras.

As investigações, iniciadas no ano de 2012, levaram à identificação de um esquema criminoso no qual eram falsificados documentos públicos para fins de concessão de benefícios de Amparo Social ao Idoso, cujos titulares eram pessoas fictícias criadas pela associação criminosa para possibilitar a fraude.

A organização criminosa atuava desde 2010 e contava, ainda, com a participação de um servidor do INSS responsável pela concessão e atualização dos benefícios, além de funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios, que atuavam na abertura de contas correntes, na realização de prova de vida, na renovação de senhas bancárias e na efetivação de empréstimos consignados. O prejuízo inicialmente identificado é de quase 11 milhões de reais, considerando-se os valores pagos a benefícios cujas contas bancárias encontram-se sediadas em cidades que integram a circunscrição da Delegacia de Polícia Federal em Caxias.

Participam da Operação Quilópode 100 policiais federais e cinco servidores da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos (APEGR), vinculada ao Ministério da Previdência Social. Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de condução coercitiva, além do sequestro e arresto de bens e valores. Dentre os mandados judiciais consta, ainda, a determinação para que o INSS suspenda o pagamento de 288 benefícios assistenciais com graves indícios de fraude, submetendo-os a procedimento de auditoria.

Brasil

Crime aconteceu em Teresina, Piauí. Ex-marido não aceitava a separação

Hettyany Castro, sobrinha do senador maranhense João Alberto Souza
Facebook Luto Hettyany Castro, sobrinha do senador maranhense João Alberto Souza

A maranhense Hettyany Yaneska Castro Veras, 32 anos, sobrinha do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), foi executada com três tiros pelo ex-marido, identificado como Eduardo, em uma academia em Teresina, no Piauí, no inicio da manhã desse sábado (11).

De acordo com a polícia, o crime foi motivado por ciúmes, já que o ex-marido não aceitava a separação.

Testemunhas contaram à polícia que Hettyany havia acabado de chegar à academia quando o ex-marido entrou no local e efetuou os disparos. Após ter executado a ex-esposa, ele atirou contra a própria nuca, mas foi socorrido a tempo e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde permanece em estado de saúde estável, mas que pode ter sequelas graves permanentes.

Hettyany era natural de Bacabal, onde passou toda sua infância residindo no bairro Cohab II. Seu pai, conhecido na região como Sebastião da ‘Mesa de Renda’, é irmão do senador maranhense.

Antes do crime passional, segundo a polícia, o ex-marido da sobrinha do senador João Alberto já havia sido preso, em dezembro do ano passado, em Bacabal, onde o casal morava antes da mudança para o Piauí.

Hettyany era formada em publicidade, cursava Direito e trabalhava para uma operadora de cartões de crédito.