Mazinho Leite
MP denuncia Edna e diz que Mazinho não participou de crime
Política

Advogada é acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido,o ex-secretário de Saúde de Cândido Mendes, Rolmerson Robson

A Promotoria de Justiça de Cândido Mendes ofereceu, no último dia 12, denúncia contra Edna Maria Cunha de Andrade e Ney Moreira Costa pelo homicídio do ex-secretário de Saúde do município, Rolmerson Robson. O crime ocorreu em 21 de fevereiro de 2014, na estrada que liga o povoado Águas Belas, em Cândido Mendes, ao município de Governador Nunes Freire. Edna de Andrade era esposa da vítima.

As investigações realizadas em conjunto pelo Núcleo de Investigação do Ministério Público do Maranhão, Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI) e Polícia Civil apontaram que a versão apresentada por Edna de Andrade e Ney Costa, de que Rolmerson Robson teria sido vítima de uma emboscada, era falsa. Os disparos foram feitos a curta distância e pelas costas. No momento do crime, Ney Costa estava no banco de trás do carro dirigido por Rolmerson Robson, que tinha a esposa a seu lado.

De acordo com a Denúncia, há uma única perfuração visível no lado de fora do veículo, o que para os promotores de justiça Francisco Jansen Lopes Sales, Marco Antonio Alves de Oliveira e Hagamenon de Jesus Azevedo, que assinam o documento, configura “uma desesperada tentativa de forjar a cena do crime”.

Investigações

Edna de Andrade teria oferecido R$ 100 mil, além de um carro, para que Ney Moreira Costa executasse o ex-secretário, tendo recebido uma contraproposta de R$ 150 mil mais um carro. O motivo seria a descoberta, por Rolmerson Robson, de um caso extraconjugal entre a esposa e o prefeito de Cândido Mendes, José Ribamar Leite de Araújo, conhecido como “Mazinho”.

Rolmerson Robson teria ameaçado delatar à Justiça atos de corrupção em que estariam envolvidos o gestor municipal e sua esposa, que era advogada do prefeito. Além disso, com a morte do marido, Edna de Andrade recebeu mais de R$ 668 mil de um seguro de vida de seu esposo, do qual era beneficiária.

Quando da prisão temporária de Ney Costa, em 16 de fevereiro de 2019, foi encontrado com o acusado um carro pertencente a uma empresa de Edna de Andrade. As investigações, segundo o MP-MA, não encontraram a participação de Mazinho no crime.

Além dos dados colhidos dos laudos do exame cadavérico, de vistoria do veículo e da reprodução simulada dos fatos, feita por Ney Moreira Costa, o depoimento de um detento que dividiu a cela com ele no Complexo Penitenciário de Pedrinhas trouxe novas informações. Na cadeia, o denunciado teria se vangloriado várias vezes do crime cometido, com riqueza de detalhes.

De acordo com o depoimento, na oportunidade do acerto para o crime, Edna de Andrade estaria acompanhada de um homem não identificado que analisou o perfil físico de Ney Moreira e a arma adequada para o homicídio, de forma que pudesse ficar oculta em suas roupas. Na ocasião, foi fornecido um revólver calibre 38 com 10 munições.

O momento exato do crime também teria sido acertado entre os denunciados. Edna de Andrade faria a vítima se aproximar, em atitude de carinho, deixando a cabeça de Rolmerson Robson ao alcance do executor para o primeiro tiro. Após o assassinato, Ney Costa estaria tentando simular um ataque, atirando contra o veículo, quando percebeu a aproximação de um motociclista, se desfazendo da arma do crime. Com a aproximação de pessoas, a esposa da vítima teria simulado gritos de desespero.

Após a prisão temporária, a família de Ney Costa teria ficado revoltada, de acordo com interceptações telefônicas realizadas. Para eles, a prisão era uma injustiça, pois “Edna estaria livre e solta, sendo não só a mentora intelectual do crime como também colaboradora material do suporte”, descrevem os membros do Ministério Público. A advogada foi presa temporariamente em 26 de fevereiro deste ano.

Denúncia

Edna Maria Cunha de Andrade e Ney Moreira Costa foram denunciados por homicídio qualificado

em concurso de pessoas. A pena prevista pelo Código Penal é de reclusão de doze a trinta anos. Além disso, o Ministério Público requereu a prisão preventiva dos denunciados, visto que haveria um plano para que Ney Costa fugisse da prisão e diante do fato da grande influência política e econômica de Edna de Andrade, que poderia causar temor a testemunhas. Há informações, inclusive, que a advogada seria pré-candidata à prefeitura de Cândido Mendes.

STJ nega habeas corpus preventivo para Mazinho Leite
Política

Defesa alegou temer a prisão do prefeito de Cândido Mendes durante depoimento à força-tarefa do MP-MA sobre o assassinato de Rolmerson Robson

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Jorge Mussi negou, na última sexta-feira 7, pedido liminar de habeas corpus preventivo feito pela defesa do prefeito de Cândido Mendes, Mazinho Leite (PP).

Segundo apurou o ATUAL7, o pedido foi feito para evitar que ele fosse preso durante depoimento à força-tarefa do Ministério Público do Maranhão, que apura a execução do ex-secretário municipal de Saúde, Rolmerson Robson, no bojo do procedimento investigatório criminal instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

O depoimento estava marcado para acontecer no sábado 8. O ATUAL7 enviou e-mail à assessoria do MP-MA questionando se houve a oitiva, e aguarda retorno.

As investigações tramitam sob sigilo, aos cuidados do desembargador José Luís Almeida, do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Como mostrou o ATUAL7 em agosto do ano passado, Mazinho Leite é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato de Rolmerson Robson.

Outros supostos mandantes, a ex-procuradora de Cândido Mendes Edna Andrade, apontada em outra investigação como prefeita de fato do município; e Ney Moreira Castro estão presos pela suspeita de participação no crime. A prisão deles, inclusive, foi utilizada pela defesa de Mazinho Leite para alegar a necessidade do salvo-conduto em seu favor.

“Afirmam que a constrição antecipada dos outros dois investigados após o aludido lapso temporal demonstraria que o paciente terá, em breve, o seu direito de ir e vir tolhido por um decreto prisional desnecessário”, diz trecho da decisão de Jorge Mussi.

Ao negar o pedido, o ministro do STF sustentou, dentre outras coisas, que para a concessão de habeas corpus preventivo, exige-se uma real ameaça ao direito de locomoção, não bastando uma suposição infundada de que venha a ocorrer algum constrangimento ilegal. Também que a simples oitiva não ameaça a liberdade de locomoção de Mazinho Leite, tampouco demonstra a efetiva probabilidade de que a sua custódia será decretada.

Outro lado

O ATUAL7 solicitou da assessoria de Mazinho Leite um posicionamento sobre as suspeitas que pensam contra ele de participação na execução de Rolmerson Robson; e sobre o HC preventivo, e aguarda retorno. Não conseguimos o contato da defesa do prefeito de Cândido Mendes.

O espaço está aberto para manifestações.

Polícia Civil avança sobre Mazinho Leite em investigação sobre assassinato
Política

Prefeito de Cândido Mendes é suspeito de ser o mandante da execução de Rolmerson Robson, então secretário de Saúde do município

A Polícia Civil do Maranhão pretende ouvir, nas próximas horas, o prefeito de Cândido Mendes, José Ribamar Leite Araújo, o Mazinho. O depoimento será tomado no bojo do inquérito que apura o assassinato do então secretário de Saúde do município, Rolmerson Robson, morto a tiros em emboscada há cerca de cinco anos.

Conforme revelado pelo ATUAL7 em agosto do ano passado, Mazinho é suspeito de ser o mandante do assassinato. Ele pode ser preso durante a tomada do depoimento, ou mesmo antes.

Na manhã desta quarta-feira 16, em São Luís, em operação conjunta com o Ministério Público do Maranhão, agentes da Polícia Civil cumpriram mandato de prisão temporária contra Ney Moreira Castro, por suposto envolvimento no crime. Durante tomada de diversos depoimentos ao longo do inquérito ele teria apresentado versões conflitantes sobre o caso.

Para os investigadores, Rolmerson Robson pode ter sido executado por Castro a mando de Mazinho, após o então secretário de Saúde haver tomado conhecimento de um caso extraconjugal entre o prefeito e sua esposa, a advogada Edna Maria Cunha de Andrade.

Em outros procedimentos investigatórios abertos pelo MP maranhense, ela é apontada como prefeita de fato do município.

Outro lado

O ATUAL7 tenta ouvir as defesas dos três envolvidos na morte de Rolmerson Robson, mas ainda não conseguiu contato. O espaço está aberto para manifestações.

PGJ investiga se Mazinho Leite foi o mandante do assassinato de Rolmerson Robson
Política

Ele comandava a Secretaria de Saúde de Cândido Mendes e era casado com a advogada Edna Andrade

A Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) do Maranhão instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar se o prefeito de Cândido Mendes, José Ribamar Leite Araújo, o Mazinho, atuou como mandante do assassinato de Rolmerson Robson, à época secretário de Saúde do município.

Segundo fontes do ATUAL7 que tiveram acesso aos autos, as investigações relacionadas ao PIC foram abertas no dia 31 de julho último, por meio da Portaria 37/2018, aos cuidados da promotora de Justiça Geraulides Mendonça Castro, da Assessoria Especial de Investigação da PGJ. A delegação foi feita pelo chefe do Ministério Público estadual, promotor Luiz Gonzaga Coelho.

Foi expedida ainda a Portaria de Delegação 7911/2018, de atribuição aos integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).

O prazo para conclusão do procedimento investigatório é de 90 dias.

O caso

Então secretário de Saúde de Cândido Mendes na primeira gestão de Mazinho Leite, Rolmerson Robson foi executado a tiros no dia 21 fevereiro de 2014, em uma emboscada quando dirigia pela estrada que liga a sede da cidade ao povoado Águas Belas. Ele era secretário de Relações Exteriores da Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão e casado com a advogada Edna Maria Cunha de Andrade, apontada recentemente pelo Parquet, em uma denúncia envolvendo contratação de empresas de fachada e fantasmas, como a prefeita de fato do município.

Durante o velório de Rolmerson Robson, em São Luís, o prefeito disse acreditar que seria ele o verdadeiro alvo do atentado, e não seu então auxiliar. Segundo contou, os pistoleiros não teriam observado o momento em que ele havia deixado o veículo, uma Hilux, ficando ao volante o então secretário municipal de Saúde, além da advogada Edna Andrade e um contratado da prefeitura, identificado apenas como Nei. “Tudo indica que a trama deles era para me matar”, argumentou Mazinho, na época.

Rolmerson Robson foi morto com três tiros: um no ombro, outro no pescoço e o terceiro na nuca.

Outro lado

Procurado pelo ATUAL7 por meio de sua assessoria para se posicionar sobre a grave suspeita, Mazinho Leite não retornou o contato até a publicação desta matéria.

Gaeco descobre contratação de empresas de fachada por Mazinho Leite
Política

Endereço da ICB Services, que presta serviços de iluminação pública para prefeitura de Cândido Mendes, é apenas uma área de matagal

A iluminação pública precária de dois povoados de Cândido Mendes motivou o Ministério Público do Maranhão a requerer, em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, a indisponibilidade dos bens e quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos nas irregularidades até o limite de R$ 148.320,00. O valor refere-se ao contrato firmado pelo município com a ICB Services.

Além do município e da empresa, a lista de requeridos inclui o prefeito José Ribamar Leite de Araújo, o Mazinho Leite; a advogado apontada pelo Parquet como assessora jurídica da prefeitura, Edna Maria Andrade; e o advogado Igor Lima Castelo Branco, responsável pela empresa. A informação é da assessoria do MP.

Abaixo-assinado

Ajuizada em 18 de junho, a ação foi formulada pelo promotor de Justiça Marcio Antonio Alves de Oliveira, a partir de um abaixo-assinado encaminhado pelos moradores dos povoados de Barão de Tromaí e São José dos Portugueses ao MP/MA, em 23 de agosto do ano passado.

O Ministério Público constatou a precariedade da iluminação nos dois locais e verificou, ainda, irregularidades no procedimento licitatório realizado, em 2017, para contratação deste serviço.

Também foi observado que a advogada Edna Maria Andrade possui forte influência na administração municipal. Ela é apontada como principal beneficiária de diversos contratos com a gestão Mazinho, sendo considerada prefeita de fato. O Ministério Público também constatou que ela atua de forma velada, por meio de empresas de fachada e em nome de laranjas.

A advogada já é alvo de outra ação civil pública pelo MP/MA, juntamente com o prefeito de Candido Mendes, por nepotismo. Eles são suspeitos de manter parentes em um cargo inexistente na estrutura da administração pública municipal.

Inconsistências

A sede da ICB Services é localizada em São Luís e não em Cândido Mendes. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) verificou que a sede informada é somente uma área de matagal.

Segundo um funcionário da empresa, a manutenção da rede de iluminação é de responsabilidade do prefeito e da advogada Edna Maria Andrade. O funcionário encaminha a lista de materiais necessários à advogada e os materiais são entregues a ele.

Em abril deste ano, em reunião com o MP/MA, representantes da gestão Mazinho Leite informaram que a precariedade dos serviços de iluminação nos dois povoados eram decorrentes do fato de o funcionário da prefeitura diretamente responsável pelos serviços estar acidentado.

Pedidos

Além da indisponibilidade dos bens, o MP/MA requer a condenação dos réus ao ressarcimento integral do valor de R$ 148.320,00; à perda da função pública e à suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.

Outras penalidades requeridas são o pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

O Ministério Público também solicita a condenação dos réus ao pagamento conjunto de danos morais de R$ 200 mil, a serem transferidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

Cândido Mendes: Promotoria aciona Mazinho Leite por nepotismo
Política

MP diz que prefeito e advogada teriam empregado sete parentes no município, sem a realização de concurso público e em cargo inexistente na estrutura da administração

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, no final do mês passado, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, de obrigação de fazer, com pedido de antecipação de tutela, contra o prefeito de Cândido Mendes, José Ribamar Araújo, o Mazinho Leite; e a advogada Edna Maria Andrade, apontada pelo Parquet como assessora jurídica do município.

Na manifestação, o promotor de Justiça Marcio Antonio Alves de Oliveira requer a exoneração, em até dez dias, de sete parentes da advogada e do prefeito, que teriam sido contratados sem concurso público, configurando a prática de nepotismo, prática vetada pela Súmula Vinculante n.º 13, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Além do nepotismo, o MP/MA questiona na ação a contratação de servidores sem concessão de benefícios trabalhistas como férias remuneradas, gratificação natalina e adicional por horas extras.

“No município de Cândido Mendes, foram identificados numerosos casos de nepotismo, uma vez que, por possuir poder irrestrito para a contratação de pessoal, a administração vem privilegiando seus parentes e correligionários, em notório detrimento dos princípios da impessoalidade, legalidade e moralidade”, relata o promotor.

Nepotismo

Segundo o Ministério Público, a advogada Edna Andrade trabalha na administração municipal desde o exercício de 2013, primeiro ano da primeira gestão de Mazinho Leite, como assessora jurídica de Cândido Mendes, e mantém cinco parentes — sendo duas irmãs, um sobrinho e duas tias — no cargo de assessor comunitário, que sequer existe na estrutura do município.

Além de desnecessários, diz o órgão, tais cargos oneram a folha de pagamento da prefeitura, em razão do vínculo familiar com a advogada.

Mazinho, ainda de acordo com o MP/MA, também teria emplacado a cunhada no mesmo cargo, de assessor comunitário.

Pedidos

Se condenados, o prefeito e a advogada estarão obrigados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por três a cinco anos, pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração recebida e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

O MP/MA também requer à Justiça a condenação de Mazinho Leite e Edna Andrade ao pagamento conjunto de danos morais de R$ 200 mil. O valor deve ser transferido ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

Outro lado

Ao ATUAL7, a advogada Edna Andrade disse que aguarda a notificação da Justiça para somente então se manifestar a respeito da ação.

“Aguardaremos a notificação oriunda do Poder Judiciário, pois não houve oportunidade de manifestação perante o Ministério Público, como deve(ria) ser praxe. Desconheço o conteúdo das ações”, declarou.

MP pede indisponibilidade de bens e quebra de sigilo de Mazinho Leite
Política

Prefeito de Cândido Mendes é suspeito de desvio de R$ 424,2 mil. Dinheiro foi pago à empresa Cristal Serviços e Construções, para construção de uma estrada vicinal

A Promotoria de Justiça da Comarca de Cândido Mendes pediu, no último dia 20, a indisponibilidade de bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do prefeito do município, José Ribamar Araújo, o Mazinho Leite (PP), pelo desvio de R$ 424,2 mil. O dinheiro, segundo o promotor Márcio Antônio Alves de Oliveira, foi pago pela prefeitura à empresa Cristal Serviços e Construções Ltda – ME, para construção de uma estrada vicinal entre a sede de Cândido Mendes e o povoado Tatajuba.

O pedido foi feito numa Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, com base num Inquérito Civil instaurado este ano, e atinge também o sócio-administrador da empresa, Lindomar Pereira de Sá, além da própria Cristal.

De acordo com o Parquet, a obra faz parte de uma dispensa de licitação, no valor de R$ 1,2 milhão, realizada pela gestão Mazinho Leite para construção e recuperação de estradas vicinais, que teve a Cristal Serviços e Construções como vencedora.

Ao realizar uma vistoria na estrada, porém, o MP maranhense constatou que a obra não foi executada, e ainda que a sede da empresa nunca funcionou no local indicado pela contratada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Ainda de acordo com o órgão, Lindomar Sá também não foi localizado.

“Causa surpresa que a contratação para uma obra de vultosa quantia em dinheiro tenha ocorrido com dispensa de licitação e mais ainda que a prefeitura não tenha se empenhado em fiscalizar a obra ou cobrar a sua execução, uma vez que o dinheiro já foi pago regularmente sem haver contraprestação por parte da empresa”, destaca o promotor.

O contrato entre a Prefeitura Municipal de Cândido Mendes e a Cristal Serviços e Construções foi assinado em junho de 2016, mas foi publicado apenas em janeiro do ano passado, violando o artigo 61 da Lei de Licitações, que determina a publicação dos extratos dos contratos no prazo máximo de 25 dias. Para o Ministério Público, essa situação reforça as suspeitas de montagem no processo licitatório.

Ainda segundo o órgão, há indícios de que a empresa sirva apenas como instrumento para o desvio de recursos públicos na gestão do prefeito de Cândido Mendes.

Outros pedidos

Além da indisponibilidade dos bens e da quebra dos sigilos bancário e fiscal, o MP/MA também requer a condenação de Mazinho Leite e demais envolvidos às penalidades estabelecidas na Lei de Improbidade Administrativa, como o ressarcimento integral do valor surripiado; a perda de perda da função pública; a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos e o pagamento de multa de até três vezes o valor do dano.

Outra pena é a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.

O MP do Maranhão também solicita a condenação do prefeito, do empresário e da empresa ao pagamento de danos morais no valor mínimo de R$ 300 mil, que devem ser pagos conjuntamente pelos réus. O montante deve ser transferido ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

Mazinho tem 120 dias para reformar hospital em Cândido Mendes
Política

TAC foi firmando com o MP-MA no dia 18 de maio. Multa por descumprimento estabelecida é de R$ 1 mil por dia de atraso

O prefeito de Cândido Mendes, José Ribamar Leite de Araújo, o Mazinho (PP), tem 120 dias para a concluir a reformar no Hospital Municipal Sofia Jorge Cruz. O prazo foi estabelecido em Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Maranhão no último dia 18.

Pelo acerto, Mazinho deve promover a revisão e adequação das redes hidráulica e elétrica, do esgotamento sanitário, do teto, da pintura de portas, janelas, além da troca do piso da unidade de saúde.

As medidas incluem, ainda, a aquisição e reforma de móveis e utensílios, climatização artificial, e a entrega de uniformes e equipamentos de segurança aos funcionários. Também devem ser atualizados os dados do estabelecimento no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

O termo foi proposto pelo promotor de Justiça da comarca de Cândido Mendes, Márcio Antônio Alves de Oliveira. Além de Mazinho, assinaram o TAC o vice-prefeito da cidade, Jofran Braga Costa (PEN); o procurador do Município, Bruno Rafael Pereira Moraes; e a secretária municipal de Saúde, Úrsula Braga.

A multa por descumprimento estabelecida é de R$ 1 mil por dia de atraso, a ser transferida ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos (FEPDD).

Mazinho Leite é aclamado por 11 partidos como candidato a reeleição
Política

Mais de 1.500 membros participaram da convenção. Vice será o também empresário Jofran Braga

Mais de 1.500 membros participaram da convenção que anunciou o nome do empresário José Ribamar Leite, o Mazinho Leite (PP) como candidato a reeleição em Cândido Mendes. Diferentemente de 2012, quando disputou o cargo sem o apoio de outra legenda, Mazinho conta agora com o apoio de 11 agremiações partidárias: PP, PEN, PMDB, DEM, PTB, PSC, PROS, PV, PMN, PRB e REDE.

A convenção também marcou o anúncio do candidato a vice-prefeito na chapa de progressista, o também empresário Jofran Braga (PEN). Na oportunidade, o prefeito de Cândido Mendes enalteceu a escolha e a parceria desenvolvida. “Jofran é um dos grandes nome do nosso município, jovem, trabalhador e vencedor. Sinto-me honrado em tê-lo como companheiro de chapa”, destacou.

Eles vão comandar a coligação ‘Conectados com o Progresso’, que irá lançar 50 candidatos para o cargo de vereador.

Um dos momentos altos da convenção foi a fala do ex-prefeito do município, Edson Costa, o Costinha (PSC). Ele que declarou apoio a candidatura de Mazinho Leite e Jofran Braga. “Dizem que Mazinho é um homem vaidoso, que fala com poucos. Não me interessa de Mazinho fala comigo ou não, me interessa quando falam que Mazinho transformou Cândido Mendes em uma cidade bem melhor e mais justa. Nosso povo tem conquistado dias de progresso através desse homem”, disse.

Na fala de encerramento da convenção, Mazinho Leite revelou que chegou a pensar em desistir da reeleição, em virtude da crise econômica e financeira que atinge o Brasil, mas que decidiu encarar o pleito para continuar o trabalho já desenvolvido por ele na cidade. “Eu tinha pensado em desistir da reeleição, diante da crise econômica que vivemos, mas sei que Deus tem um propósito para todos nós e aqui ele me colocou para fazer algo por nossa cidade. Tivemos muito trabalho e conquistas nos últimos 3 anos e 7 meses, mas sei que podemos muito mais. Vamos para reeleição com ajuda de vocês meus amigos e com a fé em Deus”.

Política

Em dois anos e sete meses, a Caiteuara Empreendimentos já faturou mais de R$ 2 milhões na administração de Mazinho Leite

Quem passa em frente à pequena Casa Lotérica de Turiaçu, localizada no município de Cândido Mendes, a 198,64 km da capital, não desconfia que ali também fica um comércio varejista de materiais de limpeza.

Casa Lotérica de Turiaçu, onde funciona a empresa Maria Leda de Jesus Souza – ME, a Caiteuara Empreendimentos
Blog do Antônio Martins Empresa de sorte Casa Lotérica de Turiaçu, onde funciona a empresa Maria Leda de Jesus Souza – ME, a Caiteuara Empreendimentos

De acordo com reportagem do Blog do Antônio Martins, é no mesmo endereço que está registrada na Receita Federal a empresa Maria Leda de Jesus Souza – ME, a Caiteuara Empreendimentos, que receberá este ano mais de 1 milhão de reais da Prefeitura de Cândido Mendes, controlada pelo prefeito José Ribamar Leite de Araújo, o Mazinho Leite (PSB), por meio de quatro contratos garfados no início deste ano.

Assinados no dia 5 de janeiro, os contratos tem prazo de vigência até o dia 31 de dezembro de 2015. Pela verba milionária, a Caiteuara Empreendimentos deve fornecer materiais de serviços de limpeza para atender a própria prefeitura e as secretarias municipais de Educação, Saúde e Administração.

Esta não é a primeira vez que a pequena Casa Lotérica de Turiaçu  tem a sorte de faturar a verba pública da Prefeitura de Cândido Mendes fornecendo materiais de limpeza.

No ano passado, o embolso foi ainda maior, chegando a 1.6 milhão de reais.

Já em 2013, quando prestou serviços de fornecimento de materiais de expediente, abocanhou pouco mais de 297 mil reais.