Josimar de Maranhãozinho
PR vai comandar a Cultura e Turismo na nova barganha de Flávio Dino
Política

Josimar de Maranhãozinho vai indicar apadrinhado para controle de pasta ocupada por Diego Galdino

O Partido da República (PR), comandado nacionalmente por Antônio Carlos Rodrigues, ex-senador e ex-ministro dos Transportes, preso recentemente pela Polícia Federal no bojo da Operação Caixa D’Água; e presidido no Maranhão pelo deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, também conhecido da PF, vai assumir o comando da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

O controle faz parte da política de barganha implementada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em troca de apoio nas eleições de 2018. Desde de que o comunista, novo Capo di tutti capi do Maranhão, passou a avançar sobre as hostes que formavam a já extinta oligarquia Sarney, já quase meia dúzia de partidos embarcaram na mudança de Dino.

Segundo apurou o ATUAL7, o nome a ocupar a vaga do ainda titular da Sectur, Diego Galdino de Araújo, ainda não foi acertado. Contudo, Galdino já tem confidenciado aos mais próximos que deve deixar o comando da pasta nos próximos dias para a entrada de um apadrinhado de Maranhãozinho.

Além do PR, outros partidos também trocaram o sarneysmo pela dinastia. São eles: PRB, PP, PTB, PROS e DEM. Todos encastelados no Palácio dos Leões vermelho.

Na contramão da mudança, Flávio Dino coopta Josimar e Gastão Vieira
Política

Após tomar PRB, PP, PTB, PR e DEM, governador tira PR e PROS de José Sarney e vira o novo Capo di tutti capi do Maranhão

Apesar de estar vivendo a mais grave descoberta de corrupção nos pouco mais de 1000 dias a frente do Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu caminhar na contração do discurso da mudança, que lhe garantiu a vitória nas urnas em 2014, e segue cooptando sarneystas históricos de carteirinha para se manter no poder.

Depois de tomar os partidos PRB, PP, PTB, PR e DEM das mãos do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), Dino avançou — se é que se pode chamar isso de avanço! — e cooptou também o PR e o PROS, por meio de seus presidentes estaduais, respectivamente, Josimar Cunha Rodrigues e Gastão Vieira.

O primeiro é conhecido pela Polícia Federal e pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) como Moral da BR ou Josimar de Maranhãozinho, em alusão ao domínio que possui na região do Alto Turi e agora Munim, onde opera com as prefeituras por meio de suas empresas.

Já o segundo, embora, até então, tirando o obscuro envio de emendas parlamentares para obras não realizadas no município de Buriticupu, não esteja diretamente relacionado a algum caso de corrupção, sempre foi considerado o maior Jaboti político de todo o Maranhão.

Fora votos de cabresto ou possivelmente comprados, e dos minutinhos a mais na propaganda eleitoral de 2018, nenhum dois dois acrescenta algo a Flávio Dino, a não ser musculatura para o apelido do mais novo oligarca e governador do Maranhão: Capo di tutti capi.

Recurso contra Josimar de Maranhãozinho volta à pauta do TSE
Política

Deputado é acusado de compra de votos e de abuso de poder político nas eleições de 2012, quando fez seu sucessor no município

Voltou à pauta do Pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira 13, o julgamento de um recurso contra o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, interposto pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão.

A ação deveria ter sido julgada desde a semana passada, no dia 7, mas acabou sendo adiada. A nova data marcada é para esta terça-feira 14.

De acordo com os autos, então prefeito do município de Maranhãozinho, Josimar teria comprado votos e de abusado de poder político nas eleições de 2012, para fazer seu sucessor, José Auricélio, e o vice da chapa, Raimundo Tarcísio de Lima. Todos são do Partido da República, o PR, presidido pelo parlamentar no Maranhão.

Em julho de 2015, o três chegaram ser condenados pela juíza Cynara Elisa Gama Freire, da 101º Zona Eleitoral, de Governador Nunes Freire, tornando-se inelegíveis até 2020.

Contudo, ao recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, Josimar conseguiu, milagrosamente, não apenas anular todas as provas produzidas no processo cautelar preparatório, como convencer a maioria dos membros da Corte de que “o arcabouço probatório produzido nos autos mostrou-se […] frágil e insuficiente para demonstrar a prático do ilícito narrado”.

O relator do recurso é o ministro Luiz Fux.

A sessão de julgamento está prevista para começar a partir das 19 horas.

TSE julga amanhã recurso contra Josimar de Maranhãozinho
Política

Parlamentar pode ter confirmada a sua ficha suja até 2020, por corrupção eleitoral

Está na pauta de julgamento do Pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desta terça-feira 7, o recurso contra o deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues e o prefeito de Maranhãozinho, José Auricélio de Moraes Leandro, ambos do PR, interposto pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

De acordo com os autos, então prefeito do município, Josimar foi acusado de comprar votos e de abuso de poder político nas eleições de 2012, para eleger José Auricélio e o vice da chapa, Raimundo Tarcísio de Lima.

Em julho de 2015, o trio chegou a ser condenado pela juíza Cynara Elisa Gama Freire, da 101º Zona Eleitoral, de Governador Nunes Freire, tornando-se inelegíveis até 2020.

Contudo, ao recorrer ao TRE-MA, Josimar de Maranhãozinho conseguiu, milagrosamente, não apenas anular todas as provas produzidas no processo cautelar preparatório, como convencer a maioria dos membros da Corte de que “o arcabouço probatório produzido nos autos mostrou-se […] frágil e insuficiente para demonstrar a prático do ilícito narrado”.

O relator do recurso é o ministro Luiz Fux.

A sessão de julgamento está prevista para começar a partir das 19 horas.

Aluísio pede ao TRF-1 informações sobre processos criminais contra Josimar
Política

Pedido foi encaminhado diretamente ao presidente do órgão. Deputado baseou requerimento da Lei de Acesso à Informação

O deputado federal Aluísio Mendes (PODE) encaminhou ofício ao presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, desembargador Hilton José Gomes Queiroz, no início deste mês, solicitando informações sobre a existência de processos criminais que tramitam no órgão contra o deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho (PR).

Mendes usou como base a Lei n.º 12.527/2011, a chamada Lei de Acesso à Informação (LAI), que regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas.

Segundo o deputado federal, ex-secretário estadual de Segurança Pública do Maranhão, o seu gabinete na Câmara dos Deputados tem recebido diversos pedidos de informação a respeito de processos criminais contra Maranhãozinho na esfera federal.

O requerimento tem entre seus anexos uma certidão da Seção Judiciária do Maranhão, a respeito de um processo em que Josimar, conhecido na região do Alto e do Baixo Turi como “Moral da BR”, foi indiciado por furto qualificado e formação de quadrilha. À época, por medo de ser preso pela Polícia Federal, ele chegou a correr atrás de um habeas corpus, como revelou o ATUAL7.

Nesse inquérito, inclusive, além de Josimar, também aparecem como indiciadas pela PF a sua mulher, a ex-prefeita do município de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha, e Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, atual prefeita de Zé Doca e irmã do deputado denunciado. Ambas também são do PR, que tem Josimar como presidente estadual.

Juiz manda PF apurar falsificação de documentos por Josimar de Maranhãozinho
Política

Deputado é acusado de apresentar certificado e histórico escolar falsos à Justiça Eleitoral em 2014

O juiz Eduardo José Leal Moreira, membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, mandou a Polícia Federal apurar a denúncia de falsificação de documentos pelo deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho (PR).

A decisão é do final de julho último, em atendimento a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Maranhão para a instauração de inquérito policial contra o parlamentar, com intuito de apurar possível prática dos tipos penais descritos nos artigos 349 e/ou 353 do Código Eleitoral.

Segundo denúncia feita pelo deputado federal Aluísio Mendes (PODE), Josimar de Maranhãozinho teria falsificado ou utilizado documento falso de certificado de conclusão do ensino fundamental para registrar sua candidatura durante as eleições 2014, quando se elegeu deputado estadual.

Farta documentação anexada aos autos por Mendes aponta que Maranhãozinho nasceu em Várzea Alegre (CE) em 1976 e lá residiu até o ano de 1991, quando se mudou para Manaus (AM) e, somente no ano 2000, veio a residir no Maranhão. Mesmo assim, o certificado e o histórico escolar apresentados pelo deputado estadual à Justiça Eleitoral quando de sua candidatura atestam que ele teria cursado o Ensino Fundamental no Colégio Pentecostal Cândido Rodrigues, sediado em São Luís, entre 1992 e 1999, ou seja, antes de residir no Maranhão.

Ao analisar o caso, o magistrado afirma haver encontrado indícios suficientes de que Josimar cometeu o crime denunciado por Aluísio Mendes, e por isso determinou a abertura das investigações e a remessa dos autos para a PF.

“Da análise dos fatos ora em comento e dos documentos juntados ao presente volume, nota-se que há indícios suficientes de prática de delito eleitoral a autorizarem a instauração de procedimento investigatório. (...) Diante do exposto, determino a remessa dos presentes autos à Superintendência de Polícia Federal no Estado do Maranhão”, despachou.

O prazo para a conclusão das investigações é de 30 dias.

Legibilidade de Josimar em 2018 está nas mãos de Luiz Fux
Política

MPE recorreu de decisão do TRE-MA que anulou todas as provas produzidas contra o deputado e seu bando em Maranhãozinho

Segue nas mãos do ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decisão que pode levar o deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho, a ter novamente confirmada a sua ficha suja até 2020, por compra de votos e de abuso de poder político.

O caso remente às eleições de 2012, quando Josimar foi denunciado à Justiça Eleitoral pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) juntamente com o atual prefeito de Maranhãozinho, José Auricélio de Moraes Leandro, e o vice, Raimundo Tarcísio de Lima — todos do PR. Na ocasião, o deputado era o prefeito do município e elegeu os aliados. Todos chegaram a ser condenados, em julho de 2015, pela juíza Cynara Elisa Gama Freire, da 101ª Zona Eleitoral, de Governador Nunes Freire, ficando inelegíveis por oito anos.

Contudo, Josimar de Maranhão recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, conseguindo, sabe-se lá como, anular todas as provas produzidas contra ele e seu bando ao convencer a maioria dos membros da Corte Eleitoral que “o arcabouço probatório produzido nos autos mostrou-se [...] frágil e insuficiente para demonstrar a prático do ilícito narrado”.

Diante do livramento inesperado de Josimar pelo tribunal, o vice-procurador-geral-eleitoral substituto, Francisco de Assis Sanseverino, entrou com um Recurso Eleitoral Especial (REspe) no TSE, em setembro do ano passado, rechaçando a decisão e solicitando que o deputado estadual possa ser novamente submetido ao julgamento do TRE maranhense.

Em distribuição por prevenção, o caso foi parar sob a relatoria de Fux.

Segundo o acompanhamento processual da Justiça Eleitoral, o ministro recebeu os autos, já com o parecer final do MPE-MA, desde a primeira semana de julho deste ano. A expectativa, agora, é que ele julgue o caso até o final de agosto próximo.

Maranhãozinho adota silêncio após ser alvo de pedido de investigação
Política

Deputado é alvo de notícia-crime ingressada pelo seu novo desafeto, Aluísio Mendes, por suposta falsificação de documentos

Acostumado a responder e atacar até magistrados sempre que colocado sob suspeita, o deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR, recuou do tradicional estilo cabra-macho e adotou o silêncio sepulcral após ser alvo de pedido de investigação, feito pelo deputado Aluísio Mendes (PODE), seu mais novo desafeto político.

Segundo notícia-crime ingressada por Mendes no Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Maranhãozinho, ele teria cometido falsificação de documentos — requisitos para o deferimento do registro de candidatura — nas eleições de 2014, quando apresentou o calhamaço à Justiça Eleitoral.

Um farto material foi anexado ao processo, inclusive assinaturas que seriam do deputado estadual, que é ainda presidente do PR no Maranhão, mas que não coincidem com seu nome ou não são iguais a outras a ele atribuídas. Há ainda um vídeo com sua história de vida, onde ele próprio diz ter estado no estado do Amazonas, mas no mesmo período em uma certidão escolar aponta que estaria estudando em São Luís.

Apesar da gravidade, Josimar de Maranhãozinho ainda não se manifestou da denúncia. Até à tribuna da Assembleia Legislativa, inclusive, ele tem evitado ir.

Aluísio Mendes denuncia Maranhãozinho por suposta falsificação de documentos
Política

Caso será analisado pelo MPE. Notícia-crime tem mais de 130 documentos e uma mídia em vídeo

O deputado federal Aluísio Mendes (PODE) deu entrada em notícia-crime no Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão visando à instauração de investigação federal contra o deputado estadual e presidente estadual do PR, Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho, por suposta falsificação de documentos apresentados à Justiça Eleitoral para registro de candidatura nas eleições de 2014.

Para a abertura de investigação federal foram apresentados mais de 130 documentos e uma mídia em vídeo em que constam vários elementos que necessitam de profunda averiguação. Há, por exemplo, assinaturas - que seriam de Maranhãozinho - que não coincidem com o nome do deputado estadual ou não são iguais a outras a ele atribuídas.

Na denúncia, é questionada ainda a autenticidade de documentos usados pelo presidente estadual do PR para comprovar a escolaridade declarada à Justiça Eleitoral.

Pelo Código Eleitoral, “falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro para fins eleitorais” é crime sujeito a reclusão de até cinco anos e pagamento de três a 10 dias-multa.

Segundo Aluísio Mendes, a denúncia é gravíssima e merece profunda investigação, pois trata de fatos que não podem ser tolerados ou aceitos, principalmente se cometidos por um homem público.

“Por isso pedimos a investigação e aguardamos as providências dos órgãos competentes, assim como temos agido com relação a todas as denúncias que chegam ao nosso gabinete”, ressaltou.

Márcio Weba e José Auricelio desviaram R$ 205 mil da merenda escolar, aponta CGU
Política

Prefeituras estavam sob o controle dos deputados Hemetério Weba e Josimar de Maranhãozinho quando ocorreram os desvios

Relatório divulgado nessa sexta-feira 18 pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que as prefeituras de Araguanã e Maranhãozinho desviaram R$ 205 mil da merenda escolar. O dinheiro foi enviado pelo governo federal, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Durante os anos em que ocorreram os desvios, 2012 e 2015, os municípios tinham como mandatários, respectivamente, Márcio Regino Mendonça Weba e José Auricelio de Morais Leandro.

Baixe o relatório completo da CGU

O primeiro tem como padrinho político o próprio pai, o deputado estadual Hemetério Weba Filho (PV). Já o segundo, reeleito em 2016, tem como patrono o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual do PR. Atualmente, é Josimar quem controla os cofres de Araguanã, onde colocou e reelegeu o correlegionário e empregado Valmir Amorim.

Segundo relatório, durante o exercício de 2012, o então prefeito de Araguanã surrupiou mais de R$ 109 mil dos cofres públicos da verba da merenda e ainda superfaturou quase R$ 2,3 mil em contratos para aquisição de gêneros alimentícios. A descoberta foi feita durante investigação da CGU, que detectou ausência de documentos comprobatórios referentes à movimentação de recursos na conta do Pnae. Márcio Weba foi recomendo pelo órgão a ressarcir ao erário o dinheiro público desviado.

Já em Maranhãozinho, município apontado pelo IBGE como um dos mais pobres do país, o prefeito José Auricelio é acusado pela CGU ter de desviado quase R$ 94 mil dos recursos do Pnae, dinheiro enviado para a compra da merenda escolar. Ele também recebeu a recomendação do órgão federal para ressarcir os cofres públicos a quantia desviada.

O acompanhamento da devolução dos recursos referentes aos prejuízos identificados pelo Ministério da Transparência ficou sob a responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que até recentemente teve como presidente o pré-candidato a deputado federal pelo PROS, Gastão Vieira.

Josimar, Detinha e Josinha Cunha tentaram habeas corpus para evitar prisão
Política

Pedido foi feito ao TRF 1. Outras pessoas ligadas a Maranhãozinho também recorreram ao tribunal com medo de serem presas

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, envolvida na Lava Jato, impetrou pelo menos dois habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para evitar ser preso pela Polícia Federal (PF).

Baixe o primeiro habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho
Baixe o segundo habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus
Divulgação Casal metralha Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus

A ação ocorreu em janeiro de 2013, logo após ele e outras dez pessoas haverem sido indiciados pela PF pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando, durante a Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, deflagrada meses antes com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do Maranhão.

Além de Josimar, os habeas corpus para evitar prisão pela Polícia Federal também abrigavam a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha, esposa do parlamentar; e Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, prefeita de Zé Doca e irmã de Josimar de Maranhãozinho.

Os pedidos abrigavam, ainda, a secretária de Administração de Maranhãozinho, Vera Maria Xavier Silva; e Luciana Macedo Barbosa, ex-presidente da CPL do município de Maranhãozinho, atualmente nomeada no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Quase todos são filiados ao Partido da República, que tem Josimar como presidente estadual.

Além de fuga à possível prisão, eles tentavam adiar depoimentos perante o delegado de polícia responsável pela operação COPII, Alexandre Lucena. Contudo, ao julgar os pedidos, o desembargador federal Hilton Queiroz negou-lhe seguimento. Segundo Queiroz, por a parte coatora ser delegado da Polícia Federal, o habeas corpus não era de competência daquela Corte.

Ao ATUAL7, o advogado Rogério Chaves Souza, do escritório Carlos Sérgio de Carvalho Barros – Advogados Associados, que defendeu o clã Cunha na processo, informou que não atende mais a conta da parte criminal no escritório. A reportagem tentou contato com o advogado Carlos Sérgio, mas ele não retornou. O deputado Josimar e os demais pacientes do habeas corpus não foram localizados até a publicação desta matéria.

Operação COPII

De acordo com as investigações da PF, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal.

À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Ele e a esposa, Detinha, chegaram se evadir do local com a chegada da polícia.

Palácio garantiu R$ 103 mil para cachê de Pablo em Maranhãozinho
Política

Verba foi liberada pelo secretário Diego Galdino. Outros R$ 100 mil foram para Araguanã. Municípios são controlados pelo deputado Josimar de Maranhãozinho

O Palácio dos Leões retirou R$ 103 mil do cofres públicos para garantir a festa de aniversário do município de Maranhãozinho, um dos mais pobres do país. A data foi comemorada no último dia 21, em show realizado na BR-316, fechada a mando do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, que presidente o Partido da República no estado.

Josimar de Maranhãozinho, o Moral da BR, é aclamado por Pablo do Arrocha em festa patrocinada pelo Palácio dos Leões
Blog do Jarivânio Circo, mas sem pão Josimar de Maranhãozinho, o Moral da BR, é aclamado por Pablo do Arrocha em festa patrocinada pelo Palácio dos Leões

A festa foi embalada ao som do cantor de brega Pablo do Arrocha, conhecido como o “Rei da Sofrência”, e bancada com o dinheiro enviado pelo secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino de Araújo, por meio de um convênio assinado com o prefeito da cidade, José Auricélio (PR), no dia 9 de dezembro.

Embora tenha prefeito, o município de Maranhãozinho é controlado pelo deputado do PR, há quase uma década e meia. Por lá, ele é adorado e conhecido como Moral da BR, em alusão à chefia que tem sobre a rodovia federal que corta a cidade.

Para agradar Josimar de Maranhão, que lidera ainda o segundo maior bloco da Assembleia Legislativa, com oito deputados, o Palácio liberou outros R$ 100 mil, para ser usado na festa de Réveillon de Araguanã, controlada por outro prefeito obediente ao Moral da BR, Valmir Amorim (PR). Curiosamente, o dinheiro foi liberado pelo secretário Diego Galdino no dia em que Josimar comemorava o aniversário da outra cidade, Maranhãozinho. Um presentaço!

Circo, mas sem pão

Além de beneficiar Maranhãozinho e Araguanã, Galdino garantiu, ainda, R$ 154.500,00 para o prefeito reeleito de Barão do Grajaú, Gleydson Resende (PCdoB); R$ 121.620,00 para o prefeito reeleito de João Lisboa, Jairo Madeira (PSDB);  R$ 200.850,00 para o prefeito de Senador Alexandre Costa, o pecuarista José Carneiro Filho, o Carneirinho (PSDB); e, para fechar a conta da festa, R$ 203 mil para o prefeito reeleito de Fernando Falcão — cidade de menor IDH do estado —, Adailton Cavalcante (PDT).

Todo o dinheiro, que até antes de dezembro pertencia ao Orçamento da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), foi liberado por meio de convênios para ser utilizado pelos prefeitos em festas de fim de ano, que é o que a população gosta e aprova.

Deputado beneficiado por investigada na Lava Jato já foi indiciado pela PF
Política

Segundo delegado, investigações seriam estendidas ao município de Centro do Guilherme. Cidade é comandada por Detinha, esposa do parlamentar

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, uma das empresas do grupo Engevix Construções Oceânicas S/A, investigada na Lava Jato, já foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando.

A ação ocorreu em 2012, fruto das investigações da Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do estado.

Além de Josimar, outras dez pessoas também foi indiciadas.

De acordo com as investigações, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal. À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Segundo a polícia, além de Josimar, a quadrilha era formada por servidores municipais, madeireiros e índios.

O delegado responsável pela operação, Alexandre Lucena, chegou a declarar, durante a divulgação do resultado da ação policial, que outras investigações acerca do caso seriam estendidas ao município vizinho de Centro do Guilherme, cuja prefeita, Maria Deusdete Lima, a Detinha (PR), é esposa de Josimar de Maranhãozinho.

O ATUAL7 entrou em contato com a defesa do parlamentar para saber sua posição sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A reportagem tentou contato, ainda, com o próprio Josimar de Maranhãozinho e sua assessoria de imprensa, porém não obteve êxito.

Deputado mais votado do MA foi beneficiado com R$ 150 mil de investigada na Lava Jato
Política

Dinheiro é oriundo das contas da Ecovix. Josimar de Maranhãozinho é conhecido como Moral da BR por fechar a rodovia que corta o município para fazer festas

O deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR), mais votado nas eleições de 2014, foi beneficiado em pelo menos R$ 150 mil oriundos de uma das investigadas pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) pelas denúncias de corrupção na Lava Jato: a Ecovix, uma das empresas do grupo Engevix Construções Oceânicas S/A.

A informação e levantamento é do Blog do Maldine Vieira. O ATUAL7 solicitou por e-mail à assessoria do parlamentar um posicionamento sobre o assunto e aguarda retorno.

De acordo com a reportagem, em dados obtidos no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi constado que o valor, depositado inicialmente em cheque para o diretório nacional do Partido Republicano, foi repassado dias depois para a conta de campanha de Maranhãozinho, que é preside a legenda no Maranhão.

Ex-prefeito do município de Maranhãozinho — de onde vem o alcunha —, Josimar é conhecido no Alto Turi como Moral da BR, por ter costume de fechar a BR que corta a cidade de Maranhãozinho para a realização de festas e por controlar praticamente todas as prefeituras da região, elegendo e reelegendo de irmã a até mesmo motorista.

Em 2014, ele alcançou a expressiva votação de quase 100 mil votos, após ter avançado em lideranças políticas de dezenas de municípios até então controlados por raposas antigas da política maranhense. Ao TSE, Josimar, que é empresário do ramo da construção civil, distribuição de medicamentos e pecuária, informou ter desembolsado quase um milhão de reais para conseguir o feito nas urnas.

Apoio do PR à reeleição de Edivaldo Júnior custará R$ 5 milhões
Política

Valor é referente a um pagamento sustado pelo governador Flávio Dino a uma empreiteira do deputado Josimar de Maranhãozinho

Um pequeno gesto do governador Flávio Dino (PCdoB) para a afilhado Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mas grande para os cofres públicos do estado, pode levar o Partido da República, o PR, a entrar de cabeça, corpo e alma no projeto de reeleição do prefeito de São Luís.

O gesto: o repasse de R$ 5 milhões para a conta de uma das empreiteiras do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual da legenda.

O valor é referente a serviços supostamente executados pela empresa do parlamentar, ainda durante o governo Roseana Sarney, em construção de poços artesianos pelo interior do Maranhão, principalmente na região controlada por Josimar. Ao assumir o controle do Palácio dos Leões, Dino mandou sustar todos os pagamentos feitos pelo seu antecessor, o governador-tampão Arnaldo Melo (PMDB), para a realização de uma auditoria. De lá pra cá, o resultado da auditoria nunca saiu, o pagamento para  a empreiteira de Maranhãozinho nunca foi feito, e acabou entrando na mesa de negociação das eleições de outubro próximo.

Raposa, embora de primeiro mandato, o parlamentar mandou o recado para Edivaldo Júnior por meio do ex-deputado Hélio Soares (PR), que recentemente assumiu o cargo de secretário de Articulação Política da Prefeitura de São Luís. Ele espera que Edivaldo interceda junto ao governador pelo pagamento em troca da entrada do PR na base de apoio eleitoral do afilhado.

O recado é simples, segundo próprio Josimar de Maranhãozinho tem afirmado em rodas de política: pagou, fechou!

‘Pré-sal’ tem cinco vagas garantidas na nova composição da Mesa Diretora
Política

Eleição antecipada será realizada nesta quinta-feira 10. Chapa pode mudar dois nomes, mas para entrada de outros parlamentares com fraco desempenho na Casa

Pelo menos cinco deputados ‘pré-sal’ estão garantidos na nova composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, para o biênio 2017-2018. Confirmada na segunda-feira pelo presidente do Legislativo, deputado Humberto Coutinho (PDT), que será reeleito para o cargo, a eleição antecipada será realizada nesta quinta-feira 10, em sessão extraordinária, a partir das 11 horas e 30 minutos. Além de Coutinho, também será reeleito o primeiro vice-presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB), pelo Bloco Parlamentar Pelo Maranhão, o Blocão.

A antecipação da eleição somente foi possível após a promulgação do Projeto de Resolução Legislativa n.º 781/2016, submetido ao Plenário e aprovado por unanimidade, em dois turnos. Pelo Regimento Interno, a eleição deveria ocorrer a partir de primeiro de julho, mas com a nova redação a votação poderá ocorrer a qualquer tempo, a partir do segundo ano de mandato. A expectativa é de que a sessão ocorra em clima de tranquilidade.

Até ontem, estavam garantidos na nova composição da Mesa os ‘pré-sal’ Nina Melo (PMDB), na vaga destina ao Bloco de Oposição; Josimar de Maranhãozinho (PR), em uma das duas vagas destinadas ao Bloco União Parlamentar; e Fábio Macedo (PDT), Zé Inácio (PT) e Ricardo Rios (PEN), nas três últimas das cinco vagas a que tem direito o Blocão.

Embora, respectivamente, do partido e afilhado do presidente Humberto Coutinho, os deputados Fábio Macedo e Ricardo Rios ainda podem ser substituídos. Contudo, ainda que isso ocorra, as vagas continuam a ser ocupadas por parlamentares ‘pré-sal’, neste caso pelos deputados Fábio Braga (PTdoB) e Júnior Verde (PRB).

‘Alto clero’

Se confirmado os entendimentos de bastidores, somadas às de ‘altíssimo clero’ Humberto Coutinho e Othelino Neto, as vagas restantes serão ocupadas pelos ‘alto clero’ Adriano Sarney (PV), na vaga destinada à bancada do Partido Verde; e Stênio Rezende (PMB), na segunda e última vaga destinada ao Bloco União Parlamentar.

Com a composição da chapa praticamente encaminhada, falta definir apenas as posições dos indicados na Mesa, o que será feito antes da sessão.

Só em janeiro

Na atual composição, a direção da Assembleia Legislativa tem como presidente Humberto Coutinho; primeiro vice-presidente, Othelino Neto; segundo vice-presidente, Glalbert Cutrim (PDT); terceiro vice-presidente, Valéria Macedo (PDT) e quarto vice-presidente, Graça Paz (PSL). Na primeira secretaria está o deputado Edilázio Júnior (PV); na segunda o deputado Carlinhos Florêncio (PHS); na terceira secretaria o deputado Cesar Pires (DEM) e na quarta a deputada Francisca Primo (PT).

Apenas o dueto Glalbert Cutrim e Francisca Primo são considerados ‘pré-sal’ nesta composição, que se manterá inalterada até janeiro de 2017.

A divisão dos deputados por clero é feita pela imprensa que cobre os trabalhos da Assembleia Legislativa e é baseada no desempenho dos parlamentares na Casa. Atualmente, existem seis, divididos entre: ‘Altíssimo’, ‘Alto’, ‘Médio’, ‘Baixo’, ‘Baixíssimo’ e ‘Pré-sal’.

Política

Bastidores davam conta de que houve um acerto finam ontem, em Brasília, pelo apoio à Eliziane Gama na capital

O presidente do PR no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho
Divulgação Ainda não fechou O presidente do PR no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho

Apesar dos diálogos constantes, o Partido da República (PR) segue indefinido sobre quem apoiar nas eleições de 2016 na capital.

Quem garante isso é o próprio presidente da legenda no estado, deputado Josimar de Maranhãozinho, em resposta ao Atual7 sobre conversas de bastidores de que houve um acerto final, intermediado pelo vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), no início da noite dessa quinta-feira 17, em Brasília.

"PR não fechou com ninguém ainda", disse.