Rogério Cafeteira
PGJ opina pela instauração de inquérito policial contra Rogério Cafeteira
Política

Parlamentar diz que caso tem relação com confusão por estacionamento na porta de uma escola

A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) opinou pela instauração de um inquérito policial contra o líder do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Rogério Cafeteira (PSB).

Segundo o próprio parlamentar, o caso tem relação com uma confusão ocorrida na porta de uma escola privada na capital, em abril deste ano, por conta de uma vaga. Sobre as acusações de agressão física e racismo, Cafeteira não quis entrar em detalhes.

A manifestação da PGR foi assinada pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Francisco das Chagas Barros de Sousa, no mês passado. Ele atendeu a pedido do desembargador Antônio Guerreiro Júnior, relator do processo criminal, que abriu vistas ao órgão em razão do foro de Cafeteira.

No parecer, o Parquet informa achar desnecessária a autorização para que Rogério Cafeteira seja investigado pelos fatos noticiados nos autos, mas ressaltou que, diante dos indícios que pesam contra o parlamentar, opina pela autorização do Judiciário para a abertura do inquérito contra o deputado.

“Diante do exposto, o Ministério Público entende desnecessária a autorização para dar início às investigações a respeito da noticiada conduta atribuída ao Deputado Estadual ROGÉRIO RODRIGUES LIMA, conhecido como Rogério Cafeteira, nos termos do registro de ocorrência policial de fls. 05/06. No entanto, alternativamente, caso não seja esse o entendimento dessa Corte, manifesta-se pela autorização de instauração de Inquérito Policial contra aquele Deputado Estadual, tendo em vista a existência de elementos suficientes que indicam a prática, em tese, do crime objeto do registro de ocorrência policial e das declarações já colhidas, sendo caso de apuração para melhor esclarecimento de tais fatos”, diz trecho da manifestação da PGJ.

Articulação de Cafeteira começa a esvaziar aprovação de emendas impositivas
Política

Quatro parlamentares já acertaram a retirada da assinatura da PEC. Para entrar em tramitação, é necessária a adesão mínima de 14 deputados

Articulação do líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Rogério Cafeteira (PSB), começa a esvaziar a possibilidade de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece a chamada “emenda impositiva”, que torna obrigatória a execução da programação orçamentária do Estado com as emendas aprovadas pelo parlamento estadual.

O dispositivo foi reapresentado pelo líder da bancada do PEN, César Pires, logo antes do início do recesso parlamentar na Casa. Já é a terceira vez que ele tenta colocar a proposição em tramitação. As outras duas foram em 2016 e no início deste ano.

Segundo apurou o ATUAL7, dos 17 nomes que aderiram a proposta, pelo menos quatro devem pedir a retirada da assinatura do documento, assim que os trabalhos forem retomados no Poder Legislativo estadual, no próximo dia 1º.

Os deputados que pedirão a retirada da assinatura são: Sérgio Vieira (PEN), Cabo Campos (DEM), Júnior Verde (PRB) e Antônio Pereira (DEM).

Para entrar em tramitação, são necessárias no mínimo 14 assinaturas.

Com a retirada de quatro assinaturas, a proposta permanecerá com uma a menos do que o necessário.

Na avaliação do Palácio dos Leões, não há possibilidade de novas assinaturas além das que já foram coletadas. Neste sentido, a articulação feita pelo líder do governo é considerada suficiente para que todos os outros parlamentares que não são de oposição iniciem a debandada geral, também retirando as assinaturas.

Apoio de Andréa Murad à CPI da Saúde enquadra o Palácio dos Leões
Política

Peemedebista ainda pediu que gestão de seu pai, Ricardo Murad, seja investigada pela comissão. Governo tenta barrar CPI

A deputada Andréa Murad (PMDB) enquadrou o Palácio dos Leões, na sessão da última quarta-feira 14, ao não se opor à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pelo deputado Wellington do Curso (PP), para que sejam investigados os contratos firmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) com organizações sociais, os supostos serviços prestados por essas entidades e a comprovação desses serviços.

O apoio foi manifestado em resposta ao discurso do líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB), de que não há necessidade da instalação da comissão, por risco, segundo ele, de interferências político-partidárias nas investigações que seriam feitas pelos parlamentares.

Em aparte, Andréa rebateu Cafeteira e assegurou que, embora não seja a autora do pedido da CPI, não será contra a sua instalação. Ela ainda defendeu que, sendo aprovada a comissão, que as investigações possam também focar na gestão de seu pai, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad.

“Eu não irei fazer nenhum pré-julgamento de ninguém no atual governo sobre o caso do IDAC, como muitos fizeram isso com relação ao meu pai e depois nunca provaram nada. Mas sobre a CPI, eu não pedi, mas não tenho nada contra e se querem fazer CPI, eu peço que coloquem [sob investigação] a gestão Ricardo Murad”, ressaltou a peemedebista.

O pavor do Palácio dos Leões, que trabalha no bastidor contra a instalação da CPI da Saúde, é suspeito.

Segundo o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), dos R$ 18 milhões que teriam sido afanados apenas pelo IDAC (Instituto de Desenvolvimento e Apoio a Cidadania ) no governo comunista, parte teria sido repassada para agentes políticos, que seriam responsáveis pelo apadrinhamento do instituto na SES. Esse dinheiro, inclusive, teria sido todo desviado por meio de vultuosos saques na boca no caixa, para ser repassado aos, segundo a PF, tubarões que encabeçam a organização criminosa. Daí o nome da última operação ser Rêmora, que é um peixe pequeno que se alimenta apenas das sobras deixadas pelos peixes graúdos.

Sermão aos Peixes

De novembro de 2015 até o início deste mês, a terceirização da saúde no Maranhão já foi alvo de pelo menos quatro operações da Polícia Federal, desencadeadas a partir da Sermão aos Peixes. Ao todo, segundo a PF, nos últimos quatro anos, já foi desviado mais de R$ 1 bilhão do dinheiro repassado pela SES para a administração das unidades hospitalares do Maranhão — dinheiro que daria para fazer muita coisa pela população, como mostrou o ATUAL7 no fim de semana.

Recentemente, inclusive, esses desvios foram alvos do quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, do programa Fantástico, da Rede Globo, onde foi confirmado por delegados da Polícia Federal no Maranhão que o alvo mais recente da última operação, o IDAC, afanou dinheiro público da saúde nos governo Roseana Sarney e Flávio Dino.

Até agora, a única resposta do Palácio dos Leões aos desvios tem se resumido à declaração de que, segundo o secretário Carlos Lula, não tinha como ser descoberto o esquema e os desvios, sob a alegação de que estes eram sofisticados demais. Apesar da confissão de incompetência, Lula permanece no cargo por ser amigo e advogado do governador Flávio Dino.

Também não há, até agora, qualquer divulgação da Secretaria de Transparência e Controle (STC) sobre a abertura de alguma investigação contra essa suposta falta de conhecimento do secretário sobre os desvios, mesmo sendo ele o responsável por repassar a verba pública ao IDAC somente após a aprovação da prestação de contas do instituto pelo SES.

Travestidos de advogados serão punidos, diz Thiago Diaz sobre propina a escritórios
Política

Presidente da Seccional maranhense garante que Ordem punirá advogados que tenham participado de esquema da JSB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tomará as todas medidas necessárias para punir aqueles que mancham a imagem da advocacia.

Quem garante é o presidente da Seccional maranhense da entidade, Thiago Diaz, ao comentar ao ATUAL7 a delação do executivo da JBS, Ricardo Saud, publicada pelo Jota.info, de que mais de 100 escritórios de advocacia teriam fornecido notas falsas para irrigar o sistema de propinagem mantido pela empresa.

“Em sendo verdadeira a afirmação a OAB tomará, como vem fazendo de maneira muito enfática ao longo desta gestão, todas as medidas para punir severamente aqueles que, travestidos de advogados, mancham a imagem a profissão. Aqueles que não fazem por merecer a carteira da advocacia e nem, muito menos, exercer tão nobre profissão já exercida por Rui Barbosa, Raymundo Faóro, Sobra Pinto e outros”, garantiu.

Apesar do discurso bonito e de Diaz ainda encarar como suposição o uso de escritórios pela JBS para repassar dinheiro a políticos, o possível envolvimento dos escritórios no esquema é detalhado em dezenas de páginas dos anexos da delação.

Segundo relato de Saud à Procuradoria-Geral da República (PGR), o dinheiro teria repassado aos escritórios e redistribuído em seguida para partidos políticos que apoiavam a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer à Presidência da República, em 2014. Um desses partidos seria o PCdoB, do governador Flávio Dino, que teria se vendido por R$ 13 milhões em troca do apoio.

Ontem, inclusive, antes do presidente da OAB-MA se manifestar sobre o assunto, o líder do governo estadual na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), chegou a utilizar as redes sociais para cobrar um posicionamento da Ordem a respeito do suposto envolvimento dos escritórios de advogacia no esquema da JBS.

“O que a OAB tem a falar sobre essa acusação? Se a OAB não suspender esses advogados fica sem moral para qualquer questionamento ético de quem quer que seja”, pontuou.

Como já há manifestação da OAB sobre o caso, por meio do presidente da Seccional maranhense, para que não incorra em dois pesos e duas medidas, resta agora a Cafeteira se manifestar a respeito da delação envolvendo o partido do governo ao qual é líder.

Representação contra Levi será analisada por Cafeteira, Graça Paz e Glalbert Cutrim
Política

Áudio gravado pelo próprio deputado do PCdoB mostra ele negociando pescado adquirido com recursos públicos para distribuir em suas bases eleitorais

A presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Francisca Primo (PCdoB), decidiu deixar sob a responsabilidade dos deputados Rogério Cafeteira (PSB), Graça Paz (PSL) e Glalbert Cutrim (PDT) a análise sobre o processo disciplinar aberto contra o deputado Levi Pontes (PCdoB), por possível favorecimento político na distribuição de peixes no período da Semana Santa, bancada com recursos públicos da Prefeitura Municipal de Chapadinha.

A subcomissão de inquérito foi formada na manhã dessa quarta-feira 10, antes de sessão legislativa. Contudo, nada foi oficializado, ainda. A ata da reunião que deveria ter sido assinada pelos parlamentares para oficializar o colegiado foi estranhamente repassada para análise de uma diretoria da Casa comandada pela ex-deputada Gardeninha Castelo .

Até 24 horas antes da reunião da Comissão de Ética, que definiu a subcomissão que analisará o caso de Pontes, o deputado Glalbert Cutrim sequer era membro do colegiado. A entrada do pedetista se deu em substituição a vaga que era ocupada pelo deputado Edivaldo Holanda (PTC). A resolução administrativa que confirmou a movimentação do governo para proteger o correligionário do governador Flávio Dino é assinada pelo vice-presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB), e pelos deputados Ricardo Rios (SD) e Zé Inácio (PT). Todos da base do governo na Casa.

Rogério Cafeteira, por sua vez, é nada menos que líder do governo. Ele foi designado como relator do processo.

Já Graça Paz, embora insinue independência ao Palácio dos Leões, fez um discurso estranho na tribuna, logo após a reunião da Comissão de Ética, onde contou uma história pessoal fora do contexto para defender que os deputados precisam ter muito cuidado antes de julgar um colega da Casa.

“Por que eu estou contando isso? Porque nós devemos ter muito cuidado quando formos julgar um colega aqui da Casa. Por essa razão vim contar essa história, porque nós precisamos saber realmente como as coisas aconteceram ou acontecem para não fazermos julgamento precipitado a respeito de colegas aqui da Casa”, declarou a parlamentar.

A representação contra Levi Pontes foi movida pela deputada Andréa Murad (PMDB), na última semana de abril deste ano, poucos dias após o comunista haver gravado um áudio em um grupo de WhatsApp em que ele negocia o pescado adquiro pela Prefeitura de Chapadinha, que é administrada pelo aliado e ex-deputado estadual Magno Bacelar (PV), para distribuir no próprio município e, ainda, nas cidades de São Benedito do Rio Preto e Santa Quitéria, que também são suas bases eleitorais.

Com a repercussão do escândalo, o deputado apresentou pelo duas versões diferentes sobre o caso, alegando não ter cometido qualquer ilícito. Uma dessas versões, inclusive, de que o pescado teria sido adquirido com recursos próprios, foi desmentida pelo prefeito de Chapadinha. Levi Pontes é ainda investigado pelo Ministério Público do Maranhão, pela mesma suspeita analisada pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa.

Líder convoca deputados a se unirem contra Reforma da Previdência
Política

Rogério Cafeteira defende discussão ampla sobre o assunto. Solicialista alertou que o tema é extremamente importante e grave

O líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Rogério Cafeteira (PSB), aproveitou a sessão plenária dessa segunda-feira 17 para sair em defesa dos milhares de trabalhadores brasileiros que, segundo ele, serão afetados pela Reforma da Previdência. De acordo com o socialista, a turbulência que envolve a classe política acabou camuflando o assunto, que ainda está em plena tramitação. O parlamentar pontuou que o assunto é extremamente importante e grave.

Para Cafeteira, antes de ser votada a Reforma, é necessário que se amplie a discussão, visto que outro aspecto a ser levado em consideração é a corrupção dentro de setores da própria Previdência. “E minha sugestão é que antes de ser votada uma Reforma como essa, que se aprofundasse o debate, que, antes disso, fosse combatida a corrupção, a roubalheira que existe hoje na Previdência do Brasil. Infelizmente, esse sangramento da nossa Previdência não é de agora”, lamentou.

O líder do governo citou como exemplo de corrupção na Previdência Social o caso “Jorgina de Freitas”, ex-procuradora previdenciária que foi condenada por chefiar quadrilha que desviou mais de R$ 1 bilhão do Instituto Federal de Seguridade Social (INSS). O parlamentar suplicou que, antes de sacrificar o trabalhador brasileiro, o governo federal intensifique a fiscalização e cobranças de instituições que são grandes devedoras do instituto.

Ainda durante o pronunciamento, Rogério Cafeteira destacou que o planejamento de aposentadoria dos brasileiros está comprometido e convidou os demais parlamentares da Casa a se posicionarem de forma oficial sobre o assunto. “E agora vem no meio da vida, pessoas de 40, 50 anos, que já têm um plano de aposentadoria, eles se preparam para a sua aposentadoria e vê toda essa regra ser jogada abaixo. Então é um apelo que eu faço, que a gente também discuta isso. E desta forma, que possamos fazer o encaminhamento em conjunto aqui da Assembleia da nossa posição”, destacou.

O deputado também pontuou a importância do beneficio social para a população rural. “Infelizmente há pouco tempo eu vi, existia mais beneficiários rurais, do que os próprios agricultores. No País tem mais gente sendo beneficiada do que agricultores. Então eu acho que a reforma precisaria começar desse ponto. Primeiro que a gente fizesse uma força tarefa, fizesse um esforço concentrado para que fosse extinta a questão dessa corrupção dentro da previdência do País”, finalizou.

Cafeteira diz que não vai mais admitir comportamento de Braide e Andrea
Política

Principal alvo do líder do governo é o deputado do PMN. Informações sobre a Máfia de Anajatuba deverão ser utilizadas para rebater parlamentar

O líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Rogério Cafeteira (PSB), usou o Twitter para mandar recado aos deputados Eduardo Braide (PMN) e Andrea Murad (PMDB). A dupla tem usado a tribuna da Casa para fazer duras críticas e denúncias ao Palácio dos Leões, desde o retorno dos trabalhos no Poder Legislativo após o Carnaval.

De acordo com Cafeteira, apesar do nível que ele estaria tentando manter o debate, os dois oposicionistas passaram a usar a tribuna apenas para caluniar e agredir o governador do Maranhão e seus auxiliares. O líder do governo alertou que, a partir da sessão desta terça-feira 7, qualquer discussão será feita no mesmo nível de Braide e Andrea.

“Tenho tentado, no papel de líder do governo, sempre fazer a defesa e os esclarecimentos necessários aos membros da oposição, em bom nível. Mas alguns membros da oposição têm insistido em caluniar e agredir o governador e seus secretários. A partir de hoje o debate será no nível escolhido por eles, não admitirei mais esse tipo de comportamento. Fazer oposição é uma coisa, tentar enlamear a honra de pessoas de bem é outra muito diferente”, destacou.

O ATUAL7 apurou que o recado foi orientado pelo próprio Palácio dos Leões e, apesar de também ter sido direcionado Andrea Murad, tem como alvo principal Eduardo Braide.

A orientação é para rebater o oposicionista com informações sobre a chamada Máfia de Anajatuba, esquema de corrupção desbarato pela Polícia Federal e Gaeco no município, em outubro de 2015. Durante as investigações, a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) abriu um Inquérito para apurar o envolvimento do parlamentar na quadrilha. Segundo documentos oficiais do Coaf  (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e do Ministério Público, Braide teria movimentado milhões de reais de forma suspeita e nomeado diversos integrantes da organização criminosa em seu próprio gabinete parlamentar, inclusive um dos chefes da Orcrim, como funcionários fantasmas.

Serão essas informações — além de outras que correm apenas nos bastidores — que serão colocadas pelo líder do governo a cada vez em que Braide cobrar por moralidade e transparência no governo comunista.

Rogério Cafeteira é reconduzido à liderança do governo na AL-MA
Política

Socialista vem exercendo a função desde 2015, a convite do próprio governador Flávio Dino

O deputado estadual Rogério Cafeteira (PSB) foi reconduzido à liderança do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão, onde já vinha exercendo a função desde o início do comando comunista no Palácio dos Leões, em 2015.

“Serei líder pelo terceiro ano consecutivo e isso me enche de orgulho. Acho que, pela recondução, estamos fazendo um trabalho no sentido correto”, destacou.

O convite foi refeito pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB), ainda no ano passado, e aceito pelo parlamentar.

Durante os dois primeiros anos em que conduziu a bancada governista na Casa, Cafeteira conseguiu a aprovação, sem maiores dificuldades, de centenas de projetos encaminhados pelo Poder Executivo.

Com a recondução, ele passa a liderar, em 2017, o total de 28 deputados, divididos em dois blocos.

Líder vaza que aumento de impostos servirá para governo pagar empréstimos
Política

Palácio dos Leões prevê arrecadação de R$ 240 milhões com os reajustes. Três projetos foram enviados pelo Executivo para a Assembleia

Durante a discussão sobre os três projetos enviados pelo Poder Executivo para a Assembleia Legislativa do Maranhão, que tratam sobre o reajuste de juros e moras, além da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre combustíveis, cigarros, telecomunicações e energia elétrica, o líder do governo na Casa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), acabou vazando que o Palácio do Leões quer usar parte esmagadora do dinheiro com o pagamento de empréstimos adquiridos pelo Estado.

“De 2015 a 2016, apenas do BNDES, pagamos aproximadamente R$ 400 milhões do empréstimo. O Estado está pagando esse empréstimo. Para que a gente continue com um bom crédito, nós temos que ser bons pagadores”, justificou.

Na avaliação de Cafeteira, “o remédio não é gostoso, mas mesmo amargo precisa ser aplicado” para que o governo tenha responsabilidade sobre as contas do Estado. “Tenho certeza que é melhor do que adoecer e depois ir para uma UTI”, argumentou.

O líder governista explicou que, com a medida, o governo prevê a arrecadação de aproximadamente R$ 240 milhões. Desses, ainda segundo Rogério Cafeteira, pelo menos R$ 80 milhões seriam rateados com os municípios.

Pela explicação dada pelo líder, todo o restante do dinheiro previsto com a arredação do aumentos dos impostos, o total de R$ 160 milhões, seria utilizado apenas para o pagamento de empréstimos.

Embora adquirido pelo ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), o empréstimo de R$ 2 bilhões em parte já pago pelo governo Flávio Dino está sendo todo utilizado pelo próprio comunista. Além desse empréstimo no BNDES, Dino operou outros quatro empréstimos ao Estado, que somados chegam a quase R$ 1 bilhão, nesses quase dois anos de governo.

“Flávio Dino não se escondeu”, diz líder do governo sobre ataques a ônibus
Política

Rogério Cafeteira elogiou o trabalho do efetivo policial e rebateu a informação de que o governo esteja negociando com o líder da facção Bonde dos 40

O deputado estadual Rogério Cafeteira (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira 23, para tratar da serie de ataques a ônibus ocorridos na Região Metropolitana de São Luís nos últimos dias. Líder do governo na Casa, Cafeteira ressaltou que, apesar da ousadia dos criminosos, o governador Flávio Dino (PCdoB) não se escondeu e enfrentou a situação.

“Para iniciar, eu queria ressaltar a postura do governador Flávio Dino que não se escondeu, que enfrentou o problema, que deu a cara para bater”, declarou.

Cafeteira elogiou o trabalho do efetivo policial por se empenhar em deter a ação da facção criminosa Bonde dos 40, autora dos ataques. Em recado à oposição, disse que politizar os ataques a ônibus promovidos pelos criminosos não é correto. Ele aproveitou para rebater a informação de que o governo estadual estaria negociando com o presidiário presidiário Eliakim Dávila Machado, o ‘Sadrak’, para a retirada do ‘salve’. Líder do Bonde dos 40,  ‘Sadrak’ foi quem deu a ordem para o início e coordenou os incêndios aos ônibus, direto de Pedrinhas.

“As pessoas acham e fazem ilações de acordo com bandido, com facções em Pedrinhas. Ao contrário, o governador Flávio Dino não fez, nem faz e nem fará acordo com bandidos. O que houve foi investimento nessa área prisional, com cinco novos presídios”, defendeu.

O líder do governo lembrou ainda que o governador Flávio Dino fez reajuste nos salários dos policiais, contratou 1.500 excedentes do concurso passado, e investiu na área prisional com a construção de cinco novos presídios.

“Nós diminuímos em 100% o número de homicídios em Pedrinhas, 100%. E em 76% o número de fugas. Então, não é uma questão de apenas de discurso, é uma questão de ação”, completou.

 

Deputados do MA levarão R$ 200 mil cada para abdicarem de independência ao governo
Política

Falta de autonomia da Casa deve ser mantida com a confirmação de que Flávio Dino aceitou dobrar o valor das emendas para o Carnaval deste ano

Com exceção de apenas cinco dos 42 deputados estaduais – os oposicionistas Adriano Sarney (PV), Andréa Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV) e Souza Neto (PTN), e o governista, porém não maria-vai-com-as-outras, Wellington do Curso (PPS) – todos parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão devem barganhar com o governador Flávio Dino (PCdoB) a manutenção da falta de independência da Casa em relação às matérias de interesse do Executivo estadual, bem como combater e enterrar qualquer denúncia que seja levada ao plenário por um dos integrantes do quinteto.

A espécie de Chatô, isto é, não parlar e/ou não legislar contra o governo em troca de benefícios financeiros, vem sendo montada pela base governista desde o início do recesso parlamentar, no fim do ano passado, ao deixar "vazar" a possibilidade de que passaria a agir, logo no primeiro dia da volta aos trabalhos, com uma postura mais independente ao Palácio dos Leões, inclusive com o esfacelamento do maior bloco da Assembleia, o Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, mais conhecido como “Blocão”, composto por nada menos que 22 membros, que têm força para aprovar ou rejeitar, sozinhos, praticamente todos os tipos de proposições em plenário – à exceção de matérias que requeiram quórum qualificado.

Os deputados avaliaram e aprovaram o plano após perceberem que o governador dificultou o atendimento a seus pleitos no ano passado, sobretudo no que diz respeito ao pagamento das emendas, e os desrespeitou a obrigá-los a tomar chá de cadeira e de árvore para conseguirem ser recebidos no Palácio.

Não alheio às movimentações de aliados na Assembleia Legislativa, o comando político do comunista resolveu convencer o governador a aceitar a proposta levada pelo presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), de dobrar o valor das emendas para o Carnaval deste ano, fixada até os últimos dias do ano passado em R$ 100 mil por deputado governista não rebelde.

Além de cair na aplicação do Chatô  parlamentar, Dino também resolveu promover mudança administrativa na estrutura do governo, passando para o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, que é ex-deputado e sabe bem do que os ex-colegas de parlamento gostam, o poder de interlocução e articulação das demandas dos deputados junto ao Palácio dos Leões. Antes, essa função era exercida – ou pelo menos deveria ser – pelo agora secretário de Comunicação e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, por meio de seu então adjunto, o vereador Ronaldo Chaves.

Espertalhões

De todos os governistas que receberão R$ 200 mil de emendas para o Carnaval, destaca-se a esperta de três: o próprio presidente do Legislativo e os deputados Othelino Neto (PCdoB) Rogério Cafeteira (PSC).

Os dois primeiros negociaram com o governo e os colegas de parlamento e devem ser mantidos nos cargos ora ocupados na Mesa Diretora da Casa, em eleição que deve ser antecipada para logo no começo do período legislativo; e o último, mesmo sob chibata constante de setores da imprensa financeiramente ligada ao Executivo estadual, arrancou um convite de Flávio Dino para que permanecesse na liderança do governo.

Lideranças políticas do Maranhão analisam cenário de impeachment contra Dilma
Política

Governador e parlamentares federais e estaduais comentam abertura do processo de impeachment da presidente por Eduardo Cunha

Com a aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), autorizada na noite de quarta-feira 2 pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se baseia na acusação de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (as chamadas pedaladas fiscais), uma comissão de deputados será criada para emitir um parecer sobre a abertura efetiva ou não do processo de impedimento da presidente.

A decisão de Cunha foi anunciada no dia em que representantes do PT no Conselho de Ética da Câmara anunciaram que votarão pela continuidade do processo que pede a cassação do mandato do presidente da Casa, que é acusado de mentir à CPI da Petrobras por ter afirmado que não tinha conta bancária no exterior.

Diante do cenário de há aqueles que defendem e os que são contrários ao impeachment, o Atual7 buscou ouvir políticos de várias vertentes para entender o que cada um deles pensa sobre o caso que, como no restante do Brasil e do mundo, repercutiu em todo o Maranhão. Confira abaixo:

Flávio Dino (PCdoB)

Nem o Congresso, nem o Supremo, aprovarão ideia tão disparatada quanto esse impeachment sem base constitucional.

Só para uma coisa serve esse tumulto inconstitucional: dificultar o entendimento nacional que o Brasil precisa para sair da crise.

Inusitado que, em nome de combater as tais pedaladas fiscais, haja aceno e apoio para pontapés contra a Constituição e o Estado de Direito.

O Brasil precisa de estabilidade institucional, respeito à Constituição e de diálogo entre as forças políticas para sair da crise econômica.

Eliziane Gama (Rede)

Acho procedente. Não podemos fechar os olhos pro que está acontecendo no país. Tanto o processo do Cunha no Conselho de Ética, como Comissão Especial pro impeachment precisam funcionar normalmente.

Rubens Pereira Júnior (PCdoB)

Considero claro abuso de poder e desvio de finalidade do presidente da Câmara Eduardo Cunha, ao autorizar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, logo após ele ficar ciente que ele não teria os votos do PT para absolvê-lo no Conselho de Ética. É claro e notório que não passa de uma retaliação antidemocrática e autoritária.

Não há um rito definido pelo STF, que já barrou outras vezes e irá barrar desta vez, a retaliação de Eduardo Cunha. Reafirmo que vamos ingressar com um mandado de segurança para entrar junto ao Supremo a fim de barrar a decisão de Eduardo Cunha.

Iremos ao Supremo para garantir, em primeiro lugar, que seja definido um rito do julgamento, onde haja a previsão a ampla defesa, do devido processo constitucional, e só então, depois, é que iremos avaliar o mérito do pedido. Não há possibilidade de se processar sem antes ter um rito definido. Sem rito não há processo e tenho certeza que o Supremo, mais uma vez, irá barrar essa atitude do presidente Eduardo Cunha, que se transcreve em abuso de poder e um desvio de finalidade.

Wellington do Curso (PPS)

Minha opinião é que precisa ser averiguado. O Brasil precisa ser passado a limpo. O Brasil vive uma grande crise econômica, financeira e principalmente crise política e ética. Eu sou a favor de que possa ser averiguado, de que possa ser realmente investigado, para que nós possamos superar esse momento e ter a retomada do crescimento e da estabilidade no país.

Não podemos pensar em estabilidade jogando simplesmente a sujeita pra debaixo do tapete.

Andrea Murad (PMDB)

Estamos discutindo internamente e irei me pronunciar assim que o PMDB decidir qual posição adotará sobre o processo de impeachment da presidente Dilma, mas ressalto que estou preocupada com a deterioração das instituições nacionais, que se continuar pode provocar uma ruptura grave no país, com consequências imprevisíveis.

A presidente e o PT perderam todas as condições de governabilidade e é necessário uma ação política concreta para o livrar o país do caos em que se encontra. Sobre o impeachment, é uma questão que a Câmara dos Deputados irá deliberar porque é de sua competência exclusiva, e espero que o PMDB assuma uma posição que preserve os interesses da nação.

Que o PMDB vá de encontro aos anseios do povo brasileiro.

Rogério Cafeteira (PSC)

Não sou simpático ao PT e não gosto de Dilma, mas estamos num estado democrático de direito. Não existe até agora razão pra que ela seja "impeachmada". Seria um golpe!

Glalbert Cutrim (PRB)

O momento que estamos vivendo, acredito ser prejudicial uma mudança de governo. O certo seria reunir as "cabeças pensantes", os líderes de todos os setores, para que seja discutida uma maneira de alavancar o país. Não vejo motivos pra impeachment da Presidenta Dilma, mas defendo a união de quem quer o bem do Brasil para, juntos, driblarmos a crise. Somente desta forma, apontaríamos mecanismos concretos para enxugar a máquina administrativa e reestruturar a divisão do bolo tributário, refazendo e invertendo a pirâmide do pacto federativo e, desta forma, beneficiando, de fato, os municípios.

Zé Inácio (PT)

É totalmente arbitrária e revanchista a decisão do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de acatar o processo de impeachment contra a Presidenta Dilma. O deputado mostra, desta forma, o seu total descompromisso com a democracia e a legalidade constitucional, agindo de forma irresponsável e infundada, em represália à decisão do PT de apoiar a admissibilidade da representação contra ele no Conselho de Ética.

Temos certeza que a Presidenta Dilma não vai recuar um milímetro da disputa política. Uma mulher que tem em seu histórico a luta incansável contra o regime militar, nas décadas passadas, não abaixará a cabeça diante das ações arbitrárias de quem não tem compromisso com o povo brasileiro, de quem possui conta no exterior e oculta do conhecimento público a existência de bens pessoais.

Para finalizar, parafraseio a Presidenta Dilma ao discursar na abertura do Congresso da CUT, neste ano:

"[...] Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra? Quem?".

Este alguém, decerto, não é o Eduardo Cunha!".

Humberto Coutinho levará Rigo, Stênio, Hemetério e Rogério Cafeteira para o PPS
Política

Partido terá a maior bancada da Assembleia Legislativa do Maranhão, com seis deputados

Já está praticamente fechado. O PPS, que já conta com o deputado estadual Wellington do Curso, deve ganhar mais musculatura ainda com a entrada de outros cinco parlamentares, tornando-se a maior bancada da Assembleia Legislativa do Maranhão.

A ascensão acontecerá com a entrada do presidente do Legislativo estadual, deputado Humberto Coutinho, atualmente no partido que ainda detém a maior bancada na Casa, o PDT, que só alcançou o posto por contar com um suplente no exercício do mandato.

Candidato a uma das duas vagas do Maranhão ao Senado Federal nas eleições de 2018, Coutinho levará para a legenda outros quatro deputados: Rigo Teles e Hemetério Weba, ambos do PV; Stênio Rezende, do PRTB; e o líder do governo na Assembleia, deputado Rogério Cafeteira (PSC). A adesão em massa, adiantada mais cedo pelo Atual7, ocorrerá no mês de outubro próximo. Ainda não há acerto sobre quem será o líder da bancada popular socialista.

Além da disputa pelo Senado em 2018, a entrada dos parlamentares no PPS faz parte ainda de um projeto unificado com a deputada federal Eliziane Gama, que trocou o partido nesta quarta-feira 30 pela Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, visando as eleições de 2016.

“Márcio Jerry não foi feliz na sua posição” diz líder do governo Flávio Dino na AL
Política

Deputado repreendeu auxiliar do governador por chamar os deputados Andrea Murad e Sousa Neto de 'patetas'

O deputado estadual Rogério Cafeteira (PSC), líder da bancada do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, reprovou, nesta terça-feira 22, as declarações do secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, que no Twitter chamou os deputados oposicionistas Andrea Murad (PMDB) e Sousa Neto (PTN) de "patetas".

"Deputada Andréa, com os deputados, aqui concordo com V.Ex.ª, pois o secretário Márcio Jerry não foi feliz na sua posição", afirmou Cafeteira ao responder as declarações da peemedebista de que a Casa esteja esquivando-se da obrigação de defender os parlamentares.

A declaração do parlamentar veio um dia depois de Andrea e Sousa, juntamente com o deputado Adriano Sarney (PV), repudiarem Jerry pelos insultos postados na rede social logo após os parlamentares terem utilizado a tribuna da Assembleia Legislativa para pedir a Dino que desistisse da ação rescisória julgada procedente pelo Tribunal de Justiça e que resultou no corte de 21,7% dos vencimentos dos servidores do Poder Judiciário.

Para a bancada de oposição, o posicionamento do secretário de Articulação Política, além dos deputados, também atingiu a própria Assembleia Legislativa. Desde o início da confusão, eles pedem posicionamento do comando da Casa em relação ao caso.

Diante do posicionamento inesperado de Rogério Cafeteira sobre a confusão, o Atual7 procurou o secretário Márcio Jerry para saber como ele recebeu a reprimenda do deputado, e se o parlamentar, por ser líder do governo, falava em nome do governador. O secretário de Articulação Política, porém, fugiu das perguntas e não retornou o contato.

Líder do governo na AL pede a cabeça do diretor de Comunicação da Casa
Política

Sinecura pessoal de Humberto Coutinho, Carlos Alberto teria determinado que a mídia anilhada deixasse de divulgar os trabalhos da CPI da Saúde

Governista querem que Carlos Alberto seja exonerado, mas diretor de Comunicação é parceiro pessoal do chefe do Legislativo
Reprodução Na guilhotina? Governista querem que Carlos Alberto seja exonerado, mas diretor de Comunicação é parceiro pessoal do chefe do Legislativo

Pelo menos cinco deputados da bancada governista na Assembleia Legislativa do Maranhão, dentre eles o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSC), e o vice-presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PCdoB), querem a exoneração imediata do titular da Diretoria de Comunicação da Casa, Carlos Alberto Ferreira da Silva. A informação é do Blog do Antônio Martins.

De acordo com informações de bastidores, Carlos Alberto estaria fazendo corpo mole na cobertura dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, e ainda tentado impedir que a mídia anilhada divulgue o andamento da comissão, que apura supostas irregularidades no programa Saúde é Vida durante a gestão do ex-titular da pasta, Ricardo Murad, cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Além de Cafeteira e Othelino, os deputados Fernando Furtado (PCdoB), Fábio Macedo (PDT) e até o enrolado presidente da CPI da Saúde, Levi Pontes (SD), também estariam comandando a queda do chefe na Comunicação legislativa.

Como Carlos Alberto é sinecura pessoal do presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), a trupe governista deve sair envergonhada, ao ser chamada no Palácio dos Leões e ser censurada pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB) - isso se a censura não por telefone ou mesmo WhatsApp, mais humilhante ainda.

Andrea Murad revela “tramoia” de Rogério Cafeteira para derrubar Humberto Coutinho
Política

Após revelação, líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa retratou-se pelas palavras que utilizou contra os Murad

Está explicado. Foi por meio de uma "tramoia" que o deputado Rogério Cafeteira, o Porcão (PSC), foi alçado ao posto de líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão.

A relevação foi feita pela deputada de oposição Andrea Murad (PMDB), durante a sessão dessa segunda-feira (11), e forçou Porcão a arregar nos ataques que fez a parlamentar e ao seu pai, o ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, em uma rádio de Timon.

- Ele estava no palanque de Edinho Lobão, esculhambando o governador ao qual ele defende hoje, falando mal desse governador e hoje está como líder de governo, porque ia fazer uma tramoia tão grande nessa Casa que o Presidente Humberto não ia ser eleito - denunciou a peemedebista.

Acuado e visivelmente trêmulo, o líder do governo se retratou pelas palavras que utilizou contra os Murad.

- Eu tenho que concordar com boa parte do discurso da deputada Andréa Murad. Toda indignação, todas as palavras que ela me atacou são justificáveis, sabe por quê? Porque eu falei de um familiar dela e não usei as palavras corretas para expressar meu sentimento. Sua indignação está correta - desculpou-se.

O Atual7 apura se a denuncia feita pela oposicionista tenha relação com uma caixa preta criada pela Presidência da Assembleia, e que pode ainda atingir e derrubar o chefe da Casa Civil do governo Flávio Dino, o ex-deputado Marcelo Tavares.

Agressão a jornalista deve derrubar Rogério Cafeteira da liderança do governo na AL
Política

Parlamentar já havia protagonizado outras cenas que atingiram os Leões, como tentar agredir a deputada Andrea Murad

Chegou ao limite. Depois de tentar agredir a deputada Andrea Murad (PMDB) em pleno plenário da Assembleia Legislativa e de xingar um adversário político com palavras chulas durante uma entrevista ao vivo, o deputado Rogério Cafeteira, o Porcão, líder do governo Flávio Dino no Legislativo estadual, resolveu agredir um profissional da imprensa.

Nova agressão fez Rogério Cafeteira perder a condição de continuar na liderança do governo Flávio Dino
Facebook Inimigo Íntimo Nova agressão fez Rogério Cafeteira perder a condição de continuar na liderança do governo Flávio Dino

A postura de Porcão acabou atingindo o Palácio dos Leões de forma negativa e deve derrubá-lo da liderança do governo Dino ainda esta semana. A nova vítima do parlamentar foi o jornalista e blogueiro Luis Cardoso, um dos mais respeitados em todo o estado.

Uma conversa vazada no Facebook pelo ex-secretário de Saúde Ricardo Murad mostra o líder do governo comunista se referindo a Cardoso de forma torpe, após a divulgação de que dois dos cinco integrantes da Comissão de Obras teriam aproveitado as diárias e outros custeios de despesas pagas pela Assembleia para passar a noite e madrugada farreado com garotas de programa em uma luxuosa picanharia de ambiente country na rica zona Leste de Teresina.

No print da conversa, Rogério Cafeteira ainda desmente uma nota oficial emitida pela Assembleia Legislativa ainda na última sexta-feira (8), um dia após a divulgação da suposta raparigagem com dinheiro público.

Apesar da AL omitir na nota que o parlamentar também esteve acompanhando a Comissão de Obras nas cidades de Timon e Teresina, o próprio líder do governo confirma que esteve no "bar Texano".

O caso deve repercutir na sessão legislativa desta segunda-feira (11).

Corporativismo

Sob risco de ser acusada de proteger um parlamentar que agrediu um profissional da imprensa, a Assembleia Legislativa do Maranhão, por meio de um de seus deputados, deve apresentar e aprovar moção de repúdio contra o líder do governo, semelhante ocorreu com o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, que agrediu toda a equipe do jornal O Estado do Maranhão em um grupo de uma rede social, após ser cobrado por um dos participantes sobre a falta de transparência em sua pasta.