Tuntum
Em Tuntum, vereadores estariam tentando chantagear Tema
Política

Ameaças de rompimento estão partindo do presidente da Câmara, Nelson do Nanxi, e dos edis Jota, Ivalto e Marcos do Carlito

No município de Tuntum, administrado pelo prefeito Cleomar Tema (PSB), o presidente da Câmara, Nelson do Nanxi (PCdoB), e outros três vereadores, Jota (PCdoB), Ivalto (PSB) e Marcos do Carlito (PSB), gravaram um vídeo onde declaram que não votam em nenhum candidato ligado ao grupo de Tema.

Em vez de independência, como o quarteto tem uma longa vida pública e até familiar junto a Tema, a gravação tem sido encarada pela população a cidade e região como especie de coação, de chantagem ao prefeito.

Segundo apurou o ATUAL7, as ameaças de rompimento dos edis tem a ver, principalmente, com empregos que teriam sido perdidos na Assembleia Legislativa do Maranhão. As famigeradas sinecuras.

Cleomar Tema, como já de conhecimento público, tem como pré-candidata ao Palácio Manuel Beckman a própria mulher, a primeira-dama de Tuntum, Daniella Tema (DEM).

Ponte recém-inaugurada por Dino volta a ter afundamento na cabeceira
Política

Empresário responsável pela obra é declarado inidôneo pela CGU. José Moura Rezende disputou eleição para vice-prefeito em chapa encabeçada pelo PCdoB

Uma ponte recém-inaugurada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e comitiva de pré-candidatos a deputado voltou a ter sofrer afundamento e apresenta rachamentos em sua cabeceira, após novas chuvas no município de Tuntum. A malversação do dinheiro público tem sido denunciada pelo suplente de vereador Carlloman Santos Silva, o Carlim Tiburcio (PEN/Patriotas).

Entregue em setembro do ano passado, a obra já custou mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos do Estado, e não poderia ter sido executada pelo empresário José de Ribamar de Moura Rezende, proprietário da Makete Construções e Terraplenagem Eirele – Epp, empreiteira responsável pela construção.

Em fevereiro de 2016, Rezende teve o nome incluído no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) em razão de haver sido condenado pela Justiça Federal do Maranhão por improbidade administrativa. O cadastro é um banco de informações mantido pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), que consolida a relação das empresas e pessoas físicas que sofreram sanções tendo como efeito restrição ao direito de participar de licitações ou de celebrar contratos com a Administração Pública.

Por causa da sanção, que é de três anos, ele só poderia celebrar contratos com o Poder Público a partir de fevereiro de 2019.

Filiado ao PTC, o dono da Makete Construções e Terraplanagem disputou as eleições de 2016 como candidato a vice-prefeito do município de Magalhães de Almeida, numa chapa encabeçada pelo PCdoB, que é ainda partido do titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Clayton Noleto, que contratou e pagou pela obra.

Antes desse novo afundamento da cabeceira, a Ponte Hélio Araújo já havia apresentado o problema poucos dias após inaugurada, em outubro. À época, Noleto informou ao ATUAL7 que seria aberto um processo administrativo para apurar a responsabilidade da empresa no ocorrido.

Poucas semanas depois, porém, a Makete teve o contrato referente a obra mal executada aditado, juntamente com outro, em mais de R$ 2,1 milhão.

Acusada de fraude em Olho d‘Água das Cunhãs tem contratos com outras sete prefeituras
Política

Moraes Consultoria Ltda – ME, conhecida como Parcele, fechou mais de R$ 2,2 milhões em contratos nos últimos dois anos

A empresa Moraes Consultorias Ltda – ME, acusada pelo Ministério Público do Maranhão de fraude num contrato com a Prefeitura Municipal de Olho d'Água das Cunhãs, tem contratos com pelo menos outras sete prefeituras maranhenses.

O levantamento foi feito pelo ATUAL7 após o Parquet divulgar, nessa segunda-feira 23, que a empresa teve determinada pela Justiça a indisponibilidade de seus bens e suspenso um de seus contratos com a administração do prefeito Rodrigo Oliveira (PDT), por diversas irregularidades constatadas no procedimento licitatório que consagrou-se vencedora.

Ao todo, somado os R$ 222.600,00 do contrato suspenso em Olho d'Água das Cunhãs, a Parcele, como é conhecida a Moraes Consultoria Ltda – ME no mercado, fechou exatos R$ 2.293.200,00 em contratos com as prefeituras de Gonçalves Dias, Tuntum, Santa Inês, Vitória do Mearim, Arari, Vitorino Freire e Colinas. Parte dos 11 contratos foram fechados em 2016, mas a maioria foi assinada neste ano.

Segundo a promotora de Justiça Gabriele Gadelha Barboza de Almeida, em diligências no município de Tuntum, onde, segundo informado nos contratos, seria a sede da Parcele, foi constatado que no local não funciona a empresa que vem faturando alto das prefeituras.

O ATUAL7 entrou em contato com um dos sócios da Parcele, Luciano Rabelo de Moraes, solicitando um posicionamento sobre as acusações feitas pelo Ministério Público. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno.

Ponte recém-inaugurada por Flávio Dino não resiste a primeira chuva
Maranhão

Obra teria custado R$ 1,8 milhão aos cofres públicos e foi inaugurada há pouco mais de 30 dias

Uma ponte recém-inaugurada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) não resistiu a primeira chuva e teve parte de sua cabeceira destruída pelas águas. A informação e registros são do site Gazeta de Tuntum, município onde a obra foi construída.

Batizada de Ponte Hélio Araújo em homenagem ao ex-prefeito da cidade, a obra teria custado, segundo o Gazeta de Tuntum, R$ 1,8 milhão aos cofres públicos. Ela foi entregue à população no dia 12 de setembro último, com direito a disputa pela descerramento da faixa entre os secretários-pré-candidatos Márcio Jerry, Clayton Noleto e Jefferson Portela, todos do PCdoB.

Nas imagens, é possível observar que pelo menos dois pontos aparecem destruídos: um logo no início da cabeceira, no trecho para pedestres, e outro mais a frente, com afundamento dos bloquetes.

O ATUAL7 entrou em contato com o Governo do Maranhão, e aguarda o posicionamento da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) sobre a situação da ponte e o nome da responsável pela obra.

Secretário de Saúde de Tuntum ameaça servidores que não participarem de eventos
Política

Determinação foi baixada no último dia 16. Descumprimento pode acarretar em exoneração

No município de Tuntum, administrado pelo prefeito Cleomar Tema (PSB), servidores públicos lotados na Saúde estão sendo obrigados a deixar o local de trabalho para participarem dos eventos promovidos pela pasta. Quem desobedecer a ordem poderá ser exonerado.

Rawlley Tavares Barros quer que servidores municipais da Saúde deixem todo o serviço parado para fazer público em eventos de sua pasta
Divulgação Coronelzinho de Tuntum Rawlley Tavares Barros quer que servidores municipais da Saúde deixem todo o serviço parado para fazer público em eventos de sua pasta

A determinação, que pode ser conferida ao lado, partiu do secretário municipal de Saúde, Rawlley Tavares Barros, no último dia 16.

No documento, Rawlley ordena que todos — isto mesmo, todos! — os servidores da Rede Municipal de Saúde de Tuntum passem a participar de todos os eventos realizados pela Secretaria.

A não participação, diz o comunicado, implicará na penalização do servidor.

“Comunico a todos os funcionários da Rede Municipal de Saúde de Tuntum, que a partir desta data, torna-se obrigatória a participação em todos os eventos realizados pela secretaria, quando previamente comunicado, convocado, desde inaugurações às ações desenvolvidas, por qualquer seguimento desta SEMUS. A não participação injustificada, implicará em penalização”, alerta o documento.

O ATUAL7 tentou contato com o secretário de Saúde de Tuntum, por meio de seu telefone celular, mas o número estava indisponível ou fora da área de cobertura.

A determinação de Rawlley Tavares Barros, além de configurar assédio moral, se enquadra ainda como improbidade administrativa, já que a participação de todos os servidores durante os eventos da pasta implica na paralisação total de todos os serviços da rede municipal de saúde de Tuntum.

Esquema de Anajatuba operou em outros trinta municípios do Maranhão
Política

Quadrilha desviou R$ 60 milhões. Saiba os nomes de pelo menos oito prefeituras envolvidas no esquema

Em coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, o promotor Marco Aurélio Rodrigues, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual, afirmou que, além dos 15 milhões de reais desviados em Anajatuba, as empresas integrantes do esquema comandado pelo prefeito Hélder Aragão (PMDB); o empresário Fernando Júnior, da Escutec; e o dono de empresas fantasmas Fabiano Bezerra garfaram mais 45 milhões de reais em pelo menos outros 30 municípios onde atuavam na mesma modalidade de crime.

“Essas quatro empresas, atuando em diversos municípios do Maranhão, desviaram mais de R$ 60 milhões”, afirmou, detalhando ainda que o valor pode até ser maior, uma vez que os números já divulgados correspondem apenas a dados obtidos a partir da consulta a fontes oficiais e abertas.

Apesar do representante do MP-MA não ter revelado quais são as outras 30 prefeituras que integram a máfia, com base em consulta feita pelo Atual7 também em documentos oficiais e abertos, pelo menos oito já são conhecidas: Caxias (Léo Coutinho), Trizidela do Vale (Fred Maia), Tuntum (Cleomar Tema), Itapecuru Mirim (Professor Magno), Codó (Zito Rolim), Alcântara (Domingos Araken), Parnarama (Dr. Davi) e Mirinzal (Amaury Santos). Todas trataram de dinheiro público com as empresas envolvidas no esquema que desviou somas milionárias por meio de montagem de licitações fraudulentas.

Foi nestes municípios, inclusive, que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Antônio Carlos Braide, pai do líder do Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, deputado Eduardo Braide (PMN), atuou como uma especie de agiota, em esquema com as empresas A4 Serviços, RR Serviços, Construtura Construir, A.S dos Santos Ferreira, FCB, FF Produções, Distribuidora Castro e MR Serviços, superfaturando as prestações de serviços e vendendo notas frias para as gestões municipais.

Até a sexta-feira 23, o Atual7 mostrará em reportagem especial quais são todas as prefeituras, e seus respectivos gestores, que mantiveram ou ainda mantém laços suspeitos com as empresas fantasmas envolvidas no esquema de roubo de dinheiro público.

Governo Flávio Dino ainda não repassou um centavo para São Luís
Política

Com pouco mais de cinco meses no comando do Estado, comunista já repassou R$ 39,8 milhões para várias prefeituras, menos a da capital

O deputado estadual Edivaldo Holanda, pai do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, tem motivos de sobra para a cobrança feita nessa quarta-feira (6) ao governador Flávio Dino (PCdoB), de quem ele e o filho são aliados, durante a sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Flávio Dino ao lado do aliado Cleomar Tema, e de sua mulher, Daniella Jardão, beneficiados com convênio e sinecura
Divulgação Depois do ônus, o bônus Flávio Dino ao lado do aliado Cleomar Tema, e de sua mulher, Daniella Jardão, beneficiados com convênio e sinecura

Com pouco mais de cinco meses no comando do Palácio dos Leões, o comunista não repassou um centavo sequer para a ajudar a administração da capital, atolada em problemas principalmente nas áreas da saúde, infraestrutura e mobilidade urbana.

Dados do Portal da Transparência mostram que, dos R$ 39.848.128,84 (trinta e nove milhões, novecentos e quarenta e oito mil, cento e vinte e oito reais e oitenta e quatro centavos) conveniados por Dino com prefeituras maranhenses, a Prefeitura de São Luís foi uma das poucas que não recebeu qualquer repasse do governo - nem mesmo para as festas de Carnaval, onde Dino torrou mais de R$ 13,6 para garantir a política do circo [sem pão] de gestores aliados.

Uma das prefeituras foi a de São Mateus, chefiada pelo prefeito Miltinho Aragão (PSB), envolvido na "Máfia da Agiotagem" após a polícia encontrar um cheque do município, com a sua assinatura, em posse do agiota Pacovan. Por meio de convênio, o governador do Maranhão já repassou R$ 150 mil para Miltinho.

Outro prefeito que também ganhou mais importância no governo dinista foi o de Caxias, Léo Coutinho (PSB). Além de fazer o governador calar a boca e recolher os dedos - ele é viciado em redes sociais - sobre a morte de quase 200 bebês, só em 2014, na Maternidade Carmosina Coutinho, a administração de Léo já embolsou o total de R$ 600 mil em convênio assinado com o Estado.

Em Tuntum, além de presentear a mulher do prefeito Cleomar Tema, Daniella Jadão, com o cargo de diretora geral do Hospital de um Urgência e Emergência, Dino já repassou R$ 350 mil para a prefeitura, valor próximo do que também recebeu o prefeito de São Domingos do Maranhão, Kleber Tratorzão (PP), em retribuição a um título de cidadão dado ao comunista durante a campanha eleitoral de 2014.

Dino gastou quase R$ 12 milhões com Carnaval e apenas R$ 848 mil com policiamento
Política

Amigos pessoais do governador do Maranhão, os prefeitos de Tuntum e de Caxias receberam as maiores somas

Se depender do governador Flávio Dino, do PCdoB, a população do Maranhão vai continuar a ser levada, no passinho do 65, pela velha política do circo - sim, só o circo, pois a falta de pão ainda permanece na mesa do maranhense.

Levantamento feito pelo jornal O Estado do Maranhão, publicado neste domingo (12), apontou que, na contagem dos 100 dias do comunista no comando do Palácio dos Leões, quase R$ 12 milhões foram despejados nas contas de prefeituras aliadas para embalar os festejos de Carnaval, que durou apenas três dias, enquanto que para o policiamento, que necessita urgentemente de verba desde o primeiro dia do governo, foram investidos apenas R$ 848 mil - de uma dotação disponível de R$ 96 milhões.

Os recursos, especificados pelo governo estadual como “Difusão Cultural”, foram repassados diretamente a pouco mais de 50 dos 217 municípios para as festividades de Momo.

Ainda segundo reportagem de O Estado, amigos pessoais do governador do Maranhão, os prefeitos de Tuntum, Cleomar Tema; e de Caxias, Léo Coutinho, ambos do PSB, receberam as maiores somas. Foram R$ 350 mil para o primeiro e R$ 600 mil para o segundo.